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Polícia Civil investiga queda de avião que matou três pessoas em Água Boa

Aeronave havia decolado de Goiânia e, segundo levantamentos preliminares, não tinha registro no Brasil nem plano de voo válido; vítimas ainda não foram identificadas
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar as circunstâncias da queda de uma aeronave bimotor ocorrida na manhã desta quinta-feira (10.9), em uma região de mata no município de Água Boa. Três pessoas foram encontradas mortas no interior da aeronave e ainda não foram identificadas.
A equipe da Delegacia de Água Boa foi acionada por volta das 8h30 para atender a ocorrência. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar também estiveram no local, onde realizaram o isolamento da área e o combate às chamas, que consumiram praticamente toda a aeronave.
Na sequência, equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e da Polícia Civil compareceram ao local para os primeiros trabalhos periciais e o levantamento das informações necessárias à apuração do acidente. Devido à intensidade do incêndio e às condições em que a aeronave foi encontrada, inicialmente não foi possível realizar a identificação das vítimas nem confirmar a identificação da própria aeronave.
*Primeiros levantamentos*
As diligências preliminares apontam que a aeronave teria sido adquirida há aproximadamente quatro meses por um novo proprietário e, conforme as informações levantadas até o momento, não possuía registro perante as autoridades de aviação brasileiras.
Também não foi localizado, até o momento, plano de voo válido relacionado ao deslocamento realizado no dia do acidente.
Segundo as informações obtidas durante as primeiras diligências, a aeronave permanecia anteriormente em um hangar no aeródromo de Goiânia, onde estaria sem condições de voo.
Na manhã desta quinta-feira (10), o proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado na aeronave e decolado de Goiânia, com destino ainda não esclarecido.
As investigações também buscam esclarecer a situação documental da aeronave, a identidade das pessoas que estavam a bordo, o destino e a motivação do voo. Até o momento, não foram encontrados indícios de que a aeronave estivesse transportando drogas ou qualquer outro tipo de carga ilícita.
A Polícia Civil segue realizando diligências para esclarecer todas as circunstâncias da queda, identificar a aeronave e as vítimas e verificar eventuais responsabilidades relacionadas ao acidente.
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PF investiga movimentação de R$ 33 milhões entre TCE-MT e agências de publicidade

Esquema, que teria facilitado desvio de dinheiro público, é suspeito de ter começado em 2025, com paralisação de pagamentos a fornecedores de serviços
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema milionário com indícios de desvio de dinheiro público no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O grupo classificado como organização criminosa teria movimentado ao menos R$ 33 milhões em apenas um ano. A informação é da GloboNews.
Essa é a suspeita que levou o ministro Og Fernandes a autorizar a Operação Tomada de Contas nesta quinta-feira (29) que atingiu a cúpula do TCE-MT, com o presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, preso, e outros três membros afastados – Guilherme Maluf, Alisson Alencar e Valter Albano, conselheiro aposentado membro da Comissão de Fiscalização.
Os investigados suspenderiam contratos regulares com fornecedores para priorizar o pagamento a agências de publicidade. A suposta manobra facilitaria o desvio de dinheiro público. O esquema teria começado em 2025.
Os responsáveis pela execução orçamentária do TCE-MT teriam suspendido o pagamento a empresas de segurança e limpeza, por exemplo, para priorizar o pagamento a agências de publicidade.
A suspeita é que os R$ 33 milhões investigados possam estar ligados a esse mecanismo. A Operação Tomada de Contas foi deflagrada para coletar documentos que sustentem a linha investigativa. A Polícia Federal identificou movimentações de saques, que chegariam R$ 500 mil. Um dos beneficiados teria sido o presidente Sérgio Ricardo.
Além dos conselheiros, são alvos da operação o consultor jurídico geral do TCE, Ghegory Paiva Pires Moreira Maia; a secretária-executiva Roseli Alves; e os outros servidores Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva.
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Com três membros atingidos por operação, Waldir Teis deve assumir comando do TCE-MT

Conselheiro ocupa a função de vice-presidente e pode passar para o comando em decorrência de suspeita sobre o trabalho de três colegas de pleno
O vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Waldir Teis, deve assumir o comando do tribunal após a prisão do presidente, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida.
O TCE teve três membros do pleno atingido pela Operação Tomada de Contas deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal. Além de Sérgio Ricardo, o ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), mandou afastar Guilherme Maluf e Alisson Alencar.
A decisão também atinge o conselheiro aposentado Valter Albano, que é membro da Comissão de Fiscalização.
A Polícia Federal apura indícios de irregularidades na gestão de contratos administrativos e no pagamento de servidores públicos. Além dos conselheiros, são alvos Ghregory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico geral do TCE; Roseli Loss, secretária-executiva; Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, e Gustavo Fernandes da Silva.
A autorização da operação foi dada pelo ministro Og Fernandes. A investigação preliminar aponta para suposta manobra na suspensão de contratos administrativos para pressionar servidores do TCE-MT. Há suspeita também de favorecimento na liberação de dinheiro público.
Agro Mato Grosso
Justiça Federal inicia desocupação forçada da Terra Indígena Urubu Branco em MT

Após o fim do prazo voluntário, operação com PF e Força Nacional prevê a retirada de ocupantes não indígenas e a demolição de estruturas.
A Justiça Federal determinou o início da desocupação da Terra Indígena Urubu Branco, localizada no nordeste de Mato Grosso, a partir desta quarta-feira (28). A operação prevê a retirada de ocupantes não indígenas que estão na área e poderá contar com o apoio de forças policiais, além da remoção de estruturas que impeçam o cumprimento da ordem judicial.
A decisão foi assinada pela juíza federal Danila Gonçalves de Almeida, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, no dia 22 de outubro. Segundo o despacho, o prazo concedido para a desocupação voluntária terminou e não havia nova decisão judicial suspendendo a medida.
De acordo com o planejamento apresentado à Justiça, a previsão é de participação de 40 integrantes da Força Nacional e cerca de 10 agentes da Polícia Federal, além de equipes de outros órgãos de segurança.
A decisão autoriza o uso de força policial em caso de resistência, assim como o arrombamento de portões e cadeados, quando necessário. Também permite a remoção e, em último caso, a demolição de cercas, construções e outras estruturas que impeçam a desocupação. Essas medidas devem ser avaliadas conforme a necessidade e a proporcionalidade.
Os ocupantes deverão retirar móveis, utensílios e pertences pessoais durante a operação. Caso isso não seja possível, os bens deverão ser identificados e, quando necessário, encaminhados para guarda provisória. A decisão também prevê procedimentos para a retirada de animais encontrados na área.
A Prefeitura de Confresa foi acionada para disponibilizar caminhão e equipe de apoio para o transporte dos pertences dos ocupantes.
A ordem de desocupação deverá respeitar eventuais decisões judiciais individuais que autorizem pessoas específicas a permanecer na área.
A operação envolve a Justiça Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Força Nacional de Segurança Pública e as polícias Militar e Civil.
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