Connect with us
18 de agosto de 2026

Featured

Não escolha um deputado; escolha um representante

Published

on


A campanha eleitoral está começando e, como acontece a cada quatro anos, veremos uma enxurrada de vídeos, jingles, promessas, debates e frases de efeito. Haverá candidatos para todos os gostos: os mais engraçados, os mais barulhentos, os mais polêmicos e os mais presentes nas redes sociais. O risco é que, no meio desse espetáculo, o eleitor esqueça uma pergunta essencial: estou escolhendo um deputado ou apenas alguém de quem gosto?

Essa talvez seja uma das maiores fragilidades da democracia brasileira. Confundimos representação com identificação. Votamos em quem fala como nós, se veste como nós, torce pelo mesmo time ou reforça nossas convicções. Mas representar uma sociedade exige muito mais do que agradar um determinado grupo. Exige preparo, equilíbrio, capacidade de diálogo e compromisso com o interesse público, mesmo quando isso significa tomar decisões impopulares.

Imagine um empresário escolhendo o diretor financeiro de sua empresa apenas porque ele faz discursos empolgantes. Ou uma família contratando um médico pelo número de seguidores que possui na internet. Parece absurdo, porque sabemos que funções importantes exigem competência, experiência e responsabilidade. Na política, porém, frequentemente fazemos exatamente o contrário: entregamos um mandato a pessoas que conhecemos apenas por vídeos de poucos segundos ou por frases que confirmam aquilo que já pensamos.

Uma pesquisa Datafolha divulgada recentemente revelou um dado preocupante: 67% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado federal na última eleição, e 68% não conseguem citar o nome de um deputado federal atualmente em exercício. Isso mostra que muitos eleitores tratam o voto para o Legislativo como um detalhe da eleição, quando, na verdade, é justamente no Parlamento que são discutidas e aprovadas as leis que moldam a vida do país.

Ao longo dos últimos meses, escrevi nesta coluna sobre planejamento, mobilidade, qualidade dos espaços públicos, excesso de burocracia e respeito ao cidadão. Nenhum desses temas depende apenas do governador ou do presidente. Todos passam, inevitavelmente, pelo trabalho de deputados que elaboram leis, fiscalizam o Executivo, aprovam orçamentos e definem prioridades. Um parlamentar despreparado custa caro à sociedade, mesmo que nunca apareça em um escândalo.

Talvez o eleitor esteja fazendo a pergunta errada. Em vez de questionar se o candidato pensa exatamente como ele, deveria perguntar se aquela pessoa possui equilíbrio para representar uma sociedade formada por milhões de brasileiros diferentes entre si. Representar não é ecoar paixões momentâneas nem alimentar divisões. Representar é estudar os problemas, ouvir posições divergentes, construir soluções e decidir com responsabilidade.

Vivemos uma época em que a política corre o risco de se transformar em entretenimento. Há candidatos que parecem disputar audiência, e não a confiança do eleitor. Mas mandatos não são prêmios de popularidade. São responsabilidades públicas. A urna não foi criada para eleger influenciadores, mas representantes.

Quando escolhemos um deputado, entregamos a ele uma procuração para falar e votar em nosso nome durante quatro anos. Uma procuração dessa importância não pode ser concedida por impulso, simpatia ou algoritmo. Ela deve ser resultado de reflexão, porque as campanhas terminam em outubro, mas as consequências do voto permanecem durante todo o mandato.

Nesta eleição, portanto, faça um favor a si mesmo e à democracia. Não escolha apenas um deputado. Escolha alguém que tenha capacidade de representar você, inclusive nos momentos em que a decisão mais correta não for a mais popular. É assim que se fortalecem as instituições, amadurece a política e se constrói um país melhor.

____________________________
*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.

Continue Reading

Featured

Confirmou a entrevista? Comparecer também faz parte do seu currículo

Published

on


Muito antes da contratação, o comportamento do candidato já começa a contar uma história sobre quem ele é profissionalmente.
Currículos apresentam experiências, cursos, competências e resultados. Mas existem características que dificilmente cabem em uma folha: responsabilidade, comprometimento, respeito e ética. E elas começam a ser percebidas desde os primeiros contatos de um processo seletivo.
Uma situação que tem chamado a atenção no recrutamento é a ausência de candidatos em entrevistas previamente confirmadas, muitas vezes sem qualquer comunicação ou justificativa. Imprevistos acontecem. Uma pessoa pode adoecer, enfrentar uma emergência familiar, ter dificuldades de deslocamento ou até mesmo receber outra proposta e desistir da oportunidade.

Nada disso é, por si só, o problema. O problema está em confirmar um compromisso e simplesmente não comparecer, sem avisar. Uma entrevista envolve o tempo de várias pessoas. Quando uma empresa agenda uma entrevista, existe uma estrutura sendo mobilizada. Recrutadores organizam agendas, gestores reservam horários, currículos são analisados e etapas do processo são planejadas para receber aquele profissional. Por isso, quando alguém confirma sua participação e não aparece, a ausência deixa de ser apenas uma questão de agenda. Ela passa a comunicar comportamento.
No ambiente profissional, cumprir aquilo que foi combinado é uma das manifestações mais básicas de responsabilidade. Quando não for possível cumprir, comunicar com antecedência demonstra respeito. Uma mensagem simples dizendo “não poderei comparecer” ou “não tenho mais interesse na oportunidade” já demonstra maturidade profissional. Seu comportamento também está sendo avaliado. Existe uma percepção equivocada de que a avaliação começa somente quando o candidato entra na sala da entrevista.
Na prática, ela começa antes. A forma como responde às mensagens, a pontualidade, o cuidado com as informações recebidas, o cumprimento dos horários e a maneira como conduz uma eventual desistência também fazem parte da experiência do processo seletivo. O recrutador não avalia apenas aquilo que o profissional diz ser. Ele também observa aquilo que o profissional demonstra ser por meio de suas atitudes.
É possível possuir excelente formação acadêmica e experiência técnica relevante e, ainda assim, perder uma oportunidade por comportamentos incompatíveis com aquilo que a organização considera essencial. Competência técnica abre portas. Comportamento influencia diretamente a decisão de mantê-las abertas.
Comprometimento começa antes do primeiro dia de trabalho e empresas procuram profissionais em quem possam confiar. Querem pessoas capazes de assumir responsabilidades, respeitar acordos e compreender que suas decisões impactam outras pessoas. Por isso, uma entrevista de emprego não deve ser encarada apenas como uma conversa para conhecer determinada vaga. Ela também representa um compromisso profissional assumido entre duas partes.

Quando o candidato confirma presença, existe uma expectativa legítima de que compareça.
Caso mude de ideia, comunicar é o mínimo esperado. Isso também é ética profissional.
É compreender que existe outra pessoa do outro lado, que disponibilizou parte do seu tempo e organizou sua rotina para aquele encontro.

Reputação profissional é construída nos pequenos comportamentos, onde vivemos em um mercado cada vez mais conectado. Empresas possuem bancos de talentos, consultorias acompanham profissionais ao longo da carreira e recrutadores frequentemente reencontram candidatos em diferentes processos seletivos.

Uma vaga que hoje não parece interessante pode, amanhã, dar lugar a uma oportunidade muito mais alinhada ao momento profissional daquele candidato.
Por isso, preservar relações é estratégico. Não se trata de exigir que alguém aceite uma vaga que não deseja. Todo candidato tem o direito de desistir de um processo seletivo. Mas existe uma diferença significativa entre desistir e desaparecer. Avisar demonstra consideração.

Agradecer pela oportunidade demonstra educação. Cumprir aquilo que confirmou demonstra responsabilidade. E reconhecer que o tempo do outro também possui valor demonstra respeito.

Em recrutamento, frequentemente encontramos profissionais tecnicamente excelentes. Porém, empresas não contratam apenas conhecimentos e experiências. Contratam pessoas que precisarão conviver, entregar resultados, cumprir acordos e representar a organização.

É justamente por isso que atitudes aparentemente pequenas possuem tanto significado.
Comparecer a uma entrevista confirmada não deveria ser considerado um diferencial. Deveria ser parte natural da postura profissional.
E, quando realmente não for possível comparecer, comunicar deveria ser igualmente natural.

No mercado de trabalho, responsabilidade, comprometimento, respeito e ética não são palavras para preencher competências comportamentais em um currículo. São valores demonstrados nas atitudes. Talvez a entrevista dure apenas 30 minutos, mas a impressão deixada pela forma como você trata esse compromisso pode permanecer por muito mais tempo.

Porque, antes mesmo de uma empresa avaliar como você trabalha, ela já começou a observar como você se comporta diante daquilo que assumiu.

Danillo Rodrigues da Silva é Headhunter e CEO do Grupo RDanillo. Atua há 20 anos na área de Atração & Seleção, já contratou mais de 21 mil profissionais. Networker no RDanillo Conecta.

Continue Reading

Featured

Motociclista de 60 anos fica ferido após colisão com caminhonete no Distrito de Cangas

Published

on


Bombeiros foram acionados na manhã desta segunda (17) para socorrer a vítima; homem estava consciente e foi encaminhado à UPA do município

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã desta segunda-feira (17.8), um homem vítima de acidente de trânsito envolvendo uma motocicleta e uma caminhonete, no Distrito de Cangas, em Poconé (a 104 km de Cuiabá).

A equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada, por volta de 08h59, para a ocorrência. Ao chegar ao local, os bombeiros localizaram o condutor da moto caído ao solo com lucidez e comunicativo, além de apresentar dores no braço direito e escoriações na mão.

Em seguida, os militares realizaram o atendimento pré-hospitalar conforme os protocolos operacionais. A equipe encaminhou o homem para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

Com Assessoria 

Continue Reading

Featured

Primeiro debate é amanhã… – O Livre

Published

on


Pivetta e Wellington chegam ao confronto após iniciarem campanha com troca de farpas

A disputa pelo Palácio Paiaguás terá seu primeiro embate frente a frente nesta terça-feira (18). A partir das 7h30, os candidatos ao Governo de Mato Grosso participam do primeiro debate da eleição, promovido pela Centro América FM e pelo site Primeira Página.

Os holofotes devem se concentrar principalmente no governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e no senador Wellington Fagundes (PL), que aparecem à frente nas pesquisas recentes. Os dois, aliás, nem esperaram pelo estúdio para começar o confronto: a campanha teve início neste domingo já com troca de farpas entre os adversários.

Correndo por fora, a médica Natasha Slhessarenko (PSD) terá a primeira oportunidade de dividir o palco com os dois nomes mais bem posicionados e tentar ganhar terreno na corrida estadual. Com duração prevista de uma hora e meia, o debate será transmitido ao vivo pelo YouTube do Primeira Página e pela rádio. A participação segue o critério de representação mínima dos partidos no Congresso Nacional.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT