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10 de outubro de 2026

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Não escolha um deputado; escolha um representante

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A campanha eleitoral está começando e, como acontece a cada quatro anos, veremos uma enxurrada de vídeos, jingles, promessas, debates e frases de efeito. Haverá candidatos para todos os gostos: os mais engraçados, os mais barulhentos, os mais polêmicos e os mais presentes nas redes sociais. O risco é que, no meio desse espetáculo, o eleitor esqueça uma pergunta essencial: estou escolhendo um deputado ou apenas alguém de quem gosto?

Essa talvez seja uma das maiores fragilidades da democracia brasileira. Confundimos representação com identificação. Votamos em quem fala como nós, se veste como nós, torce pelo mesmo time ou reforça nossas convicções. Mas representar uma sociedade exige muito mais do que agradar um determinado grupo. Exige preparo, equilíbrio, capacidade de diálogo e compromisso com o interesse público, mesmo quando isso significa tomar decisões impopulares.

Imagine um empresário escolhendo o diretor financeiro de sua empresa apenas porque ele faz discursos empolgantes. Ou uma família contratando um médico pelo número de seguidores que possui na internet. Parece absurdo, porque sabemos que funções importantes exigem competência, experiência e responsabilidade. Na política, porém, frequentemente fazemos exatamente o contrário: entregamos um mandato a pessoas que conhecemos apenas por vídeos de poucos segundos ou por frases que confirmam aquilo que já pensamos.

Uma pesquisa Datafolha divulgada recentemente revelou um dado preocupante: 67% dos brasileiros não se lembram em quem votaram para deputado federal na última eleição, e 68% não conseguem citar o nome de um deputado federal atualmente em exercício. Isso mostra que muitos eleitores tratam o voto para o Legislativo como um detalhe da eleição, quando, na verdade, é justamente no Parlamento que são discutidas e aprovadas as leis que moldam a vida do país.

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Ao longo dos últimos meses, escrevi nesta coluna sobre planejamento, mobilidade, qualidade dos espaços públicos, excesso de burocracia e respeito ao cidadão. Nenhum desses temas depende apenas do governador ou do presidente. Todos passam, inevitavelmente, pelo trabalho de deputados que elaboram leis, fiscalizam o Executivo, aprovam orçamentos e definem prioridades. Um parlamentar despreparado custa caro à sociedade, mesmo que nunca apareça em um escândalo.

Talvez o eleitor esteja fazendo a pergunta errada. Em vez de questionar se o candidato pensa exatamente como ele, deveria perguntar se aquela pessoa possui equilíbrio para representar uma sociedade formada por milhões de brasileiros diferentes entre si. Representar não é ecoar paixões momentâneas nem alimentar divisões. Representar é estudar os problemas, ouvir posições divergentes, construir soluções e decidir com responsabilidade.

Vivemos uma época em que a política corre o risco de se transformar em entretenimento. Há candidatos que parecem disputar audiência, e não a confiança do eleitor. Mas mandatos não são prêmios de popularidade. São responsabilidades públicas. A urna não foi criada para eleger influenciadores, mas representantes.

Quando escolhemos um deputado, entregamos a ele uma procuração para falar e votar em nosso nome durante quatro anos. Uma procuração dessa importância não pode ser concedida por impulso, simpatia ou algoritmo. Ela deve ser resultado de reflexão, porque as campanhas terminam em outubro, mas as consequências do voto permanecem durante todo o mandato.

Nesta eleição, portanto, faça um favor a si mesmo e à democracia. Não escolha apenas um deputado. Escolha alguém que tenha capacidade de representar você, inclusive nos momentos em que a decisão mais correta não for a mais popular. É assim que se fortalecem as instituições, amadurece a política e se constrói um país melhor.

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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.

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Polícia Civil prende homem com armas adaptadas e drogas no distrito de Garapú em Canarana

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Suspeito efetuava disparos em residência e usava imóvel como ponto de tráfico; ação apreendeu maconha, pasta base e balança de precisão

A Polícia Civil prendeu, na sexta-feira (9.10), no município de Canarana, um homem suspeito de tráfico ilícito de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

A ação da Delegacia de Polícia de Canarana, denominada “Operação Oriente”, ocorreu durante diligências realizadas no distrito de Garapú após dias de levantamentos e trabalho de inteligência conduzidos pela equipe policial.

Os policiais civis apuraram que o suspeito estava efetuando disparos de arma de fogo em sua residência e comercializando entorpecentes. Com base nas informações a equipe passou a monitorar o local.

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No endereço do suspeito foram visualizadas munições na mesa, na entrada do imóvel, e no interior do imóel foram apreendidas duas armas de fogo adaptadas para calibre 22, além de porções de maconha e pasta base de cocaína, balança de precisão, embalagens do tipo ziplock e aparelhos celulares.

Diante dos fatos, todo material foi apreendido e o suspeito levado à Delegacia de Polícia de Canarana, onde foi interrogado pelo delegado Diogo Jobane Neto e autuado em flagrante pelos crimes de tráfico ilícito de drogas e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Após a confecção dos autos, o preso de 48 anos, foi apresentado e colocado à disposição da Justiça.

A Operação Oriente integra as ações investigativas da Polícia Civil de Canarana voltadas ao enfrentamento do tráfico de drogas e à repressão de condutas criminosas.

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Jovem vende conta bancária por R$ 700 para golpe de R$ 50 mil e acaba preso pela Polícia Civil em VG

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Vítima idosa caiu em falso anúncio de carro na internet; prisão aplicou nova lei que pune titulares de “contas laranjas” sem direito a fiança

A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.

Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.

Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.

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A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.

Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.

Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.

“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.

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Senado vota PEC que acaba com escala 6×1 na próxima quarta-feira

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Proposta prevê dois dias de descanso semanal, redução da jornada de 44 para 40 horas e transição de até 14 meses, sem redução salarial

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1).

 

A PEC 221, de 2019, prevê descanso remunerado de 2 dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição de 14 meses.

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Ao agendar a votação, Alcolumbre disse que cumpre, portanto, o compromisso de colocar a proposta na pauta “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”.

 

Aprovada na Câmara

A PEC pelo fim da escala 6×1 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos em maio deste ano e foi encaminhada ao Senado. Por se tratar de uma proposta de emenda constitucional, a matéria precisa ser aprovada nas duas Casas legislativas, em dois turnos em cada uma. Caso os senadores façam mudanças na proposta, o texto terá que ser apreciado novamente pelos deputados.

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No Senado, a base do governo na Casa tentou pautar a análise da proposta, mas Alcolumbre manteve o texto parado. Apenas em agosto encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No início de setembro, a CCJ aprovou o fim da escala 6×1, mas Alcolumbre não levou o tema ao plenário. E afirmou que a votação aconteceria após as eleições.

 

>> Veja o que prevê a proposta:

– Obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana

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– Redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.

 

– Jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebem, atualmente, igual ou acima de R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5×2. Nesses casos, a negociação direta entre patrão e trabalhador deve definir a duração do trabalho.

 

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– Implementação da nova escala terá uma transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada.

 

– 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas terão que garantir a escala 5×2, assim como a redução da jornada para 42 horas semanais.

 

– 12 meses após essa primeira redução, a jornada cai para 40 horas.

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