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1 de agosto de 2026

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Pastelaria pega fogo após proprietária deixar fritadeira ligada em MT

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Corpo de Bombeiros impediu que o incêndio atingisse imóveis vizinhos; ninguém ficou ferido

Uma pastelaria localizada em Juara, município a 654 quilômetros de Cuiabá, foi atingida por um incêndio na manhã de sexta-feira (31). O fogo causou danos ao estabelecimento, mas ninguém se feriu.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado por volta das 6h30 e conseguiu conter as chamas antes que elas se espalhassem para um comércio vizinho, o estoque da própria pastelaria e uma residência situada nos fundos do imóvel.

De acordo com informações repassadas pela proprietária, o incêndio teve início em uma fritadeira elétrica utilizada no preparo dos salgados. O equipamento permaneceu ligado sem o controle adequado da temperatura.

A empresária relatou aos bombeiros que precisou deixar o estabelecimento por cerca de 30 minutos. Quando retornou, encontrou o imóvel tomado pelas chamas.

Após extinguir o incêndio, as equipes realizaram o trabalho de rescaldo para eliminar focos remanescentes e evitar que o fogo voltasse a se propagar.

As circunstâncias do incidente reforçam o alerta para os cuidados com equipamentos elétricos utilizados em cozinhas comerciais, especialmente quando permanecem ligados sem supervisão.

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Gripe já matou 21 pessoas em Cuiabá e supera avanço da Covid em 2026

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Boletim da Secretaria Municipal de Saúde mostra crescimento de 74,95% nos casos de influenza e queda de 88,39% da Covid-19

A gripe se tornou a principal preocupação entre as doenças respiratórias em Cuiabá. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que, enquanto os casos de Covid-19 caíram 88,39% nas primeiras 29 semanas de 2026, as infecções por influenza (gripe) cresceram 74,95% e já provocaram 21 mortes na Capital.

O balanço, que considera o período entre 4 de janeiro e 25 de julho, aponta uma mudança no cenário epidemiológico da cidade. A Covid-19 registrou 121 casos confirmados e cinco óbitos, sendo dois de moradores de Cuiabá e três de pacientes de outros municípios. No mesmo período de 2025, haviam sido contabilizados 1.043 casos da doença.

Em contrapartida, a influenza passou de 1.062 notificações em 2025 para 2.386 registros neste ano. Desse total, 1.858 casos foram confirmados em moradores da Capital e outros 528 em pacientes do interior atendidos na rede municipal. Ao todo, a gripe já causou 21 mortes, sendo 16 entre residentes de Cuiabá.

Segundo a Secretaria de Saúde, o avanço da influenza está relacionado à maior circulação do vírus durante o período, à baixa cobertura vacinal e ao aumento da realização de testes, especialmente na rede privada.

O boletim também revela que as crianças são as mais afetadas pela doença. A faixa etária de até 6 anos concentra 966 casos, seguida por pessoas entre 15 e 59 anos, com 673 registros, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, com 572, e idosos acima de 60 anos, com 175 casos.

Apesar de apresentarem menos infecções, os idosos seguem como o grupo mais vulnerável às complicações da gripe e concentram a maior parte das mortes registradas.

As internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também acenderam um alerta. Entre janeiro e o fim de julho, Cuiabá contabilizou 1.463 hospitalizações relacionadas a vírus respiratórios, das quais 1.043 envolveram moradores da cidade. No período, foram registradas 970 altas hospitalares, 373 casos seguem em investigação e houve 120 mortes por SRAG. Somente a influenza respondeu por 332 internações graves e 21 desses óbitos.

Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente entre os grupos prioritários. As doses estão disponíveis nas 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) para idosos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores.

Além da imunização, a orientação é manter a higiene frequente das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou sinais de agravamento, como febre alta e falta de ar.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde é a campeã entre as médias no Centro-Oeste I MT

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A cidade se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país

O projeto de transformar produção agrícola em riqueza industrial deu certo em Lucas do Rio Verde. Em pouco mais de quatro décadas, a cidade mato-grossense se tornou um dos casos mais bem-sucedidos de desenvolvimento econômico do país. Não por acaso, conquistou o primeiro lugar entre as cidades de médio porte da Região Centro-Oeste no ranking de VEJA NEGÓCIOS.

A classificação leva em conta indicadores como emprego, renda, educação, saúde e gestão pública e confirma que planejamento de longo prazo, continuidade administrativa e vocação produtiva podem se traduzir em qualidade de vida e prosperidade. Desde a emancipação, em 1988, a população do município saltou de pouco mais de 5 000 habitantes para mais de 80 000.

O PIB per capita já supera os 100 000 reais anuais, cerca do dobro da média brasileira. Em ruas largas, arborizadas e planejadas, o desenvolvimento não ocorreu por acaso.

Desde os anos 2000, lideranças do agronegócio e sucessivas administrações municipais passaram a seguir um plano voltado à atração de investimentos e à industrialização da produção agrícola do entorno da cidade. O resultado foi um modelo de crescimento raro no Brasil.

Nas últimas duas décadas, Lucas do Rio Verde atraiu alguns dos maiores grupos do agronegócio nacional. A FS, uma das principais produtoras de etanol de milho do país, comprou neste ano toda a safra próximo de 1 milhão de toneladas do grão.

A beneficiadora de soja Amaggi e a processadora de proteína animal BRF mantêm no município, há mais de uma década, algumas de suas principais unidades industriais.

A localização estratégica às margens da BR-163, corredor logístico que liga o Centro-Oeste aos portos das regiões Norte e Sul, e a perspectiva de se tornar um importante entroncamento ferroviário de cargas nos próximos anos reforçam o potencial de expansão da economia local.

“O desenvolvimento de Lucas superou todas as melhores expectativas”, afirma o catarinense Osvaldo Martinello, que chegou à cidade há 37 anos e fundou a rede varejista que leva o sobrenome da família. A primeira loja, de apenas 150 metros quadrados, deu origem a um grupo com 113 pontos de venda distribuídos por 75 municípios mato-grossenses. “Chegamos com uma malinha nas costas e hoje somos uma empresa com 3 500 colaboradores. Essa trajetória só foi possível graças ao dinamismo econômico de Lucas do Rio Verde”, diz Martinello.

A força da agroindústria impulsionou também um amplo ecossistema de serviços.

“Ao longo do tempo, construímos um ciclo de crescimento acelerado, mas com equilíbrio social”, afirma o prefeito Miguel Vaz. O avanço da atividade econômica se refletiu no dinâmico mercado de trabalho local.

“Vivemos em pleno emprego desde o período pós-pandemia”, afirma o secretário municipal de Planejamento, Danilo Messias. Em 2025, considerando os municípios enquadrados na mesma faixa populacional dos critérios do Fundo de Participação dos Municípios, Lucas do Rio Verde liderou a geração de empregos no país. A boa gestão das contas públicas completa a equação. A arrecadação anual, próximo de 800 milhões de reais, supera despesas e investimentos, que giram em torno de 700 milhões.

Mais da metade do orçamento é destinada à saúde e à educação. O próximo desafio já está definido: ampliar a qualificação da mão de obra em inovação e tecnologia para atender às demandas de uma agroindústria cada vez mais sofisticada e preservar o ciclo de prosperidade que transformou Lucas do Rio Verde em uma referência nacional de desenvolvimento.

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Agro Mato Grosso

TCE mantém suspenso pregão de R$ 1,4 milhão de Prefeitura para compra de mobiliário escolar

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O Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) manteve a suspensão do pregão eletrônico de quase R$ 1,4 milhão lançado pela Prefeitura de Sapezal para a aquisição de mobiliário escolar. A tutela provisória de urgência, concedida em julgamento singular do conselheiro Alisson Alencar, foi homologada durante sessão ordinária desta terça-feira (28).

A medida cautelar foi solicitada em representação de natureza externa, na qual o requerente apontou possíveis restrições à competitividade do certame. Conforme a denúncia, o edital exigia uma marca específica para os conjuntos escolares, autorizava a solicitação de amostras e laudos de todos os participantes em qualquer fase da licitação e impunha a comprovação de regularidade fiscal perante o município por todos os licitantes, inclusive aqueles sediados em outras cidades.

Na análise preliminar do processo, o conselheiro verificou que a prefeitura justificou a exigência da marca com o argumento de manter a padronização estética do mobiliário e do ambiente escolar, que já conta com móveis do fabricante indicado no edital. Para o relator, contudo, a justificativa é insuficiente e carece de fundamentação técnica.

“Em uma análise preliminar, as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) podem garantir a harmonia visual necessária, sem necessidade de especificação de marca”, sustentou.

Em relação à exigência de regularidade fiscal perante o município, Alisson Alencar entendeu que a cláusula afronta o disposto no artigo 68 da Lei nº 14.133/2021, ao impor requisito incompatível com a legislação para empresas sediadas em outros municípios.

O conselheiro também apontou irregularidade na previsão que autoriza a administração a exigir amostras e laudos de todos os proponentes, por considerar que a medida contraria a sistemática prevista no artigo 41 da Lei de Licitações e impõe ônus desnecessário aos participantes do certame.

Ao votar pela manutenção da tutela provisória, o relator ressaltou ainda que a continuidade da licitação poderia resultar na adjudicação de um procedimento conduzido com regras potencialmente ilegais, causando prejuízos ao interesse público e ao erário.

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Agro MT