Connect with us
29 de julho de 2026

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta altas, mas chuvas limitam negociações – MAIS SOJA

Published

on


As cotações do arroz em casca seguem em alta no Rio Grande do Sul, sustentadas pela oferta restrita e pela necessidade de aquisição de matéria-prima por parte das indústrias.

Segundo o Cepea, produtores negociam apenas lotes pontuais e mantêm postura firme, enquanto compradores aumentam os valores ofertados em algumas regiões. Apesar desse cenário de valorização, nos últimos dias, chuvas persistentes dificultaram o carregamento do cereal e limitaram o avanço das negociações, reduzindo a liquidez.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a menor disponibilidade e a expectativa de novas valorizações durante a entressafra mantêm vendedores retraídos. Ao mesmo tempo, a necessidade de originar matéria-prima tem levado parte das indústrias a aumentar novamente suas ofertas, especialmente nas regiões próximas ao porto de Rio Grande.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading

Agro Mato Grosso

BASF amplia resultado agrícola no segundo trimestre

Published

on

Agricultural Solutions eleva EBITDA e avança rumo à abertura de capital prevista para 2027

A divisão Agricultural Solutions da BASF registrou vendas de 2,210 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, avanço de 0,6% sobre igual período de 2025. O EBITDA antes de itens especiais alcançou 448 milhões de euros, alta de 7,5%. O fluxo de caixa do segmento somou 881 milhões de euros, crescimento de 8,5%. Os números mostram recuperação da rentabilidade no trimestre, apesar dos efeitos cambiais e da redução de preços observados no acumulado do ano.

No primeiro semestre, a área agrícola faturou 5,315 bilhões de euros. O valor ficou 1,6% abaixo dos 5,401 bilhões de euros registrados um ano antes. O EBITDA antes de itens especiais atingiu 1,550 bilhão de euros, recuo de 4,4%. A margem correspondente chegou a 29%, ante 30% no primeiro semestre de 2025.

Aumento de volumes

O desempenho comercial recebeu apoio do aumento de volumes em todas as regiões. A BASF destacou avanços em fungicidas, herbicidas e tratamento de sementes. O volume total cresceu 3,2% no semestre. Os preços recuaram 1,3%. As variações cambiais reduziram as vendas em 3,6%. Os efeitos de portfólio acrescentaram 0,1%.

Os herbicidas responderam por 32% das vendas da divisão no período. Os fungicidas representaram 30%. Sementes e características genéticas (traits) concentraram 23%. Inseticidas participaram com 10%. O tratamento de sementes respondeu pelos 5% restantes.

A próxima etapa estratégica para o segmento agrícola envolve alcançar condições para uma oferta pública inicial de ações até meados de 2027. Segundo a administração, o processo segue dentro do cronograma previsto.

A aquisição da AgBiTech também produziu efeito positivo no portfólio. A BASF concluiu a operação em março de 2026. A empresa adquirida atua com soluções biológicas para controle de insetos. O impacto sobre as vendas consolidadas permaneceu pequeno no período.

Grupo BASF

No grupo BASF, as vendas do segundo trimestre somaram 17,206 bilhões de euros, aumento de 16,4%. O EBITDA antes de itens especiais cresceu 53,6% e alcançou 2,449 bilhões de euros. A margem passou de 10,8% para 14,2%. O resultado recebeu suporte de preços maiores, crescimento dos volumes e redução dos custos fixos desembolsáveis.

O grupo elevou a projeção de EBITDA antes de itens especiais para 2026. A nova faixa varia entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros. A estimativa anterior apontava intervalo entre 6,2 bilhões e 7 bilhões de euros. A previsão de fluxo de caixa livre permaneceu entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros.

A BASF atribuiu a revisão ao desempenho acima do esperado no primeiro semestre. A empresa também manteve uma diferença de 800 milhões de euros entre os limites da projeção. A decisão considera as incertezas geopolíticas mencionadas pela administração durante a apresentação dos resultados.

Continue Reading

Sustentabilidade

88% da dívida rural do RS fica fora da MP 1.376/2026, aponta Farsul – MAIS SOJA

Published

on


Um levantamento da Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) mostra que 88,3% do saldo devedor de uma amostra de contratos de crédito rural analisados pela entidade não conseguem, hoje, acessar as condições facilitadas da Medida Provisória nº 1.376/2026, que criou linhas de crédito para renegociação de dívidas do setor. Dos R$ 93 milhões em saldo devedor analisados, apenas R$ 10,85 milhões (11,7%) reúnem as condições de enquadramento previstas na norma.

“Nós fizemos um estudo com casos reais, de produtores que se disponibilizaram a passar seus contratos para a gente avaliar o quanto se enquadraria e o quanto não se enquadraria, porque víamos que a MP era muito limitada, sobretudo no que diz respeito às CPRs e aos investimentos. Rodamos as operações de cada um dos produtores e o valor deu pouco mais de 11% do estimado. Temos um universo de dívida que não para de crescer, dobrando a cada 12 meses, e uma solução que não chega nem perto do problema”, afirma o economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz.

O ponto mais crítico é a Cédula de Produto Rural (CPR), que já responde por 42,8% de todo o crédito rural concedido no Brasil na safra 2025/26 (ante 37,4% na safra anterior), segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, superando o custeio tradicional como principal instrumento de financiamento da produção. Mesmo assim, a porta de entrada mais vantajosa da MP, com juros controlados entre 6% e 12% ao ano, menciona apenas custeio, comercialização e industrialização, sem incluir a CPR.

Um produtor com CPR em dia, renegociada com o credor, não tem hoje nenhuma via de acesso às condições facilitadas. Na amostra da Farsul, essas operações somam R$ 10,55 milhões. Para quem já está inadimplente, a MP prevê uma via específica, mas restrita a CPR emitida em favor de bancos, deixando de fora as emitidas para cooperativas e fornecedores de insumo, comuns no financiamento da produção gaúcha.

O levantamento chama atenção para o que descreve como um “paradoxo gaúcho”: segundo a Serasa Experian, o RS tem a menor taxa de inadimplência rural do Brasil, 5,3% no quarto trimestre de 2025. Ao mesmo tempo, dados do Banco Central mostram que o Estado concentra a maior carteira de crédito rural problemática do país em valor absoluto, sendo R$ 39,9 bilhões em abril de 2026, quase o dobro do Mato Grosso, segundo colocado, com R$ 21,8 bilhões.

“O Rio Grande do Sul, de acordo com o Banco Central, tem a maior carteira estressada do Brasil, com a maior quantidade de prorrogação e renegociação. Mas, por outro lado, o produtor gaúcho é o que tem a menor inadimplência do país. Para se manter adimplente, ele aceitou prorrogações e renegociações absurdamente caras e difíceis de honrar, mas foi lá e fez, à espera de uma solução mais estruturada. E a MP deixou de fora justamente esse produtor, que fez um sacrifício para manter a adimplência. É um erro grave ao punir quem mais se esforçou”, diz Antônio da Luz. “Mesmo o custeio adimplente, categoria com melhor desempenho na amostra, exige renegociação prévia formalizada; o investimento adimplente não tem hoje nenhuma porta de entrada”, completa.

Com base nesse diagnóstico, a Farsul leva seis propostas de alteração de texto ao Congresso durante o prazo de conversão da MP em lei, que se encerra 120 dias após a publicação: incluir a CPR entre os instrumentos do inciso I, sob as condições do custeio; ampliar o artigo 6º para aceitar CPR emitida em favor de cooperativas e fornecedores de insumo; permitir que investimentos renegociados por aditivo formal, mesmo sem declaração expressa de inadimplência, acessem a linha facilitada; trocar a data-limite fixa de 31 de maio de 2026 (anterior à própria publicação da MP, em 15 de julho) por um critério vinculado à data de contratação da nova linha; abrir exceção à vedação para quem renegociou sob a MP 1.314/2025, quando houver um novo evento de perda; e criar uma porta para capital de giro, hoje sem enquadramento em nenhum inciso da norma.

Juntas, as propostas endereçariam os R$ 82,15 milhões hoje fora do alcance da MP na amostra, sem alterar os parâmetros de mérito já definidos pelo legislador.

A MP 1.376/2026, publicada em 15 de julho, autoriza linhas de crédito rural para renegociação de dívidas de custeio, investimento e CPR, além da participação da União em um fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos, com juros de 6% a 12% ao ano e prazos de até dez anos para quem se enquadra.

Confira Nota elaborada pela Assessoria Econômica da Farsul.

Fonte: Farsul/RS



 

FONTE

Autor:Farsul

Site: Farsul

Continue Reading

Sustentabilidade

Rabobank projeta pausa na expansão da soja no Brasil e prevê queda na produção na safra 2026/2027 – MAIS SOJA

Published

on


A safra brasileira de soja 2026/27, com plantio no país a partir de meados de setembro, pode registrar uma queda de cerca de 2% ante o recorde do ciclo anterior, para 178 milhões de toneladas, em meio a difíceis condições de mercado que deverão levar a uma estabilização da área plantada, afirmou o Rabobank nesta quinta-feira. A estimativa inicial do banco holandês considera uma “pausa” no aumento “sustentado” de área plantada, que tem sido visto no país há mais de duas décadas a uma taxa de cerca de 4% ao ano, segundo relatório assinado pela analista sênior de grãos e oleaginosas, Marcela Marini. 

 Margens de agricultores comprimidas por preços baixos da commodity, condições de crédito mais restritivas, custos de financiamento mais elevados e “crescente incerteza” em torno dos mercados de insumos desmotivam agora a expansão de área no maior produtor e exportador de soja, escreveu Marini.  

O recuo esperado na produção considera uma “normalização” da produtividade média, após resultado no anterior acima da tendência, “em vez de queda na área plantada”. Contudo, os riscos de queda maior na produtividade são elevados, “particularmente devido a potenciais impactos do El Niño e aos custos mais elevados de fertilizantes associados a tensões geopolíticas” geradas pela guerra no Irã. “Nesta fase, a estimativa não incorpora potenciais impactos climáticos adversos associados ao El Niño”, disse o Rabobank, lembrando que episódios recentes do fenômeno climático tiveram impactos negativos na produção em regiões importantes, notadamente na safra 2023/24. 

O ambiente mais restritivo também está aumentando a disponibilidade de terras agrícolas para venda ou arrendamento, à medida que os produtores buscam liquidez e ajustes em seus balanços, apontou o relatório. “O consequente aumento na oferta de terras deve desacelerar a expansão da área cultivada — particularmente aquela decorrente da conversão de pastagens –, ao mesmo tempo em que redireciona o modelo de crescimento da soja no Brasil para a otimização e a realocação de áreas agrícolas já existentes”, concluiu. A especialista classificou a expectativa de estagnação da área como uma “mudança chave” e um “ponto de inflexão” no foco estratégico de produtores. Mas a mudança não significa uma “contração estrutural” na produção de soja do Brasil, que, com o crescimento contínuo da safra, expandiu sua participação na produção global de 28% em 2010 para 42% em 2026.  

“Trata-se, na verdade, de uma moderação no ritmo de expansão, refletindo tanto condições econômicas mais restritivas para os produtores quanto um crescimento mais lento da demanda global”, apontou Marini. Ela lembrou que a terra continua sendo o principal ativo do produtor, “o que limita a probabilidade de uma redução significativa da área”.  

“No entanto, espera-se que a expansão futura se torne mais seletiva, cada vez mais condicionada à rentabilidade, ao acesso ao crédito e a considerações sobre gestão de riscos”. Em 2026/27, se confirmada a projeção de safra menor, ela poderia contribuir para um cenário global de oferta e demanda mais equilibrado, fluxos de exportação mais estáveis ​​e um suporte moderado aos níveis de “basis” da soja no mercado interno.  

Fonte: Reuters – Por Roberto Samora, disponível em Fecoagro



FONTE

Autor:Reuters – Por Roberto Samora, disponível em Fecoagro

Site: Fecoagro/SC

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT