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16 de setembro de 2026

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Estiagem começa antes da falta de chuva

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Por Lucas Alves *

Quem chega a Cuiabá logo descobre que a fama da cidade é verdadeira: o calor faz parte da identidade cuiabana. E não falo apenas do acolhimento caloroso de quem vive aqui. Entre os meses de julho e setembro, o calor deixa de ser apenas uma característica da hospitalidade local para se tornar também um dos principais desafios da cidade. É quando a estiagem se intensifica, a umidade do ar diminui e a ausência de chuvas exige ainda mais atenção.

Sou manauara. Cresci em uma cidade cercada por rios, onde a chuva faz parte da paisagem durante boa parte do ano. Cuiabá me apresentou uma realidade diferente. Aqui, o período seco traz desafios que vão além do calor: durante meses, as chuvas aparecem com menor frequência, a umidade do ar atinge níveis críticos e o consumo de água aumenta justamente quando a natureza oferece menos disponibilidade.

Na Águas Cuiabá, a estiagem não começa quando a chuva termina. Ela exige preparação antecipada, com investimentos, planejamento e monitoramento permanente do sistema de abastecimento. Neste ano, estão sendo investidos mais de R$ 28 milhões em ações de melhoria e modernização da infraestrutura. Entre as iniciativas estão mais de 100 ações na região central, como instalação de registros, reforços de rede e renovação de estruturas importantes para a operação do sistema.

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Também estão em andamento a ampliação dos reservatórios Bom Clima e Novo Mato Grosso, com investimento de quase R$ 5,9 milhões. Juntas, as estruturas acrescentam 5,2 milhões de litros à capacidade de reservação, fortalecendo o abastecimento para mais de 130 mil moradores.

A modernização inclui ainda a instalação de sete válvulas modulantes de vazão, que ampliam o controle da distribuição de água, e mais de 100 ventosas automáticas, equipamentos que ajudam a reduzir ocorrências de rompimentos nas redes. Somam-se a essas ações a substituição de aproximadamente 20 quilômetros de tubulações, contribuindo para um sistema mais eficiente e seguro.

Essa preparação é ainda mais importante diante do cenário climático observado em 2026. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) tem alertado para temperaturas acima da média e baixa umidade relativa do ar durante o período seco na região Centro-Oeste. Cenários como esse reforçam a importância do acompanhamento constante dos mananciais e do comportamento do consumo.

Por isso, a Águas Cuiabá mantém um Comitê Interno de Estiagem, formado por profissionais de diferentes áreas, que acompanha diariamente indicadores operacionais, níveis dos mananciais, desempenho das estações de tratamento, reservatórios e consumo da população. Esse monitoramento permite antecipar decisões e realizar ações preventivas para preservar a regularidade do abastecimento.

O planejamento também envolve manutenção de equipamentos, acompanhamento da rede de distribuição, redução de perdas, combate a vazamentos e reforço da estrutura para atendimentos emergenciais.

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Mas nenhuma infraestrutura, por mais moderna que seja, substitui a participação da sociedade. Garantir água de qualidade é uma responsabilidade compartilhada. Cabe à concessionária investir continuamente e operar com eficiência. À população, utilizar esse recurso de forma consciente, evitando desperdícios no dia a dia.

Vivemos um período em que os eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes e exigem adaptação. O saneamento faz parte dessa resposta. Investir em infraestrutura, ampliar a capacidade dos sistemas e fortalecer a cultura do consumo consciente são ações que caminham juntas. A água é um recurso essencial à vida e ao desenvolvimento da nossa cidade. Preservá-la é um compromisso de todos.

*Lucas Alves é diretor operacional da Águas Cuiabá

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Agro Mato Grosso

Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

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Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo

Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.

Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.

Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.

“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.

Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.

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“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.

Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.

“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.

Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.

“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.

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Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.

Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.

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Agro Mato Grosso

Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores em MT

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A presença de javalis e porcos selvagens em áreas rurais em todo o país, principalmente em Mato Grosso, foi tema de um fórum realizado nesta terça-feira (15). O evento focou a preocupação de produtores pelos danos que os animais podem provocar nas lavouras. Lucas do Rio Verde e Sorriso estão entre as cidades prejudicadas pela presença dos animais. Além dos prejuízos diretos à produção, a presença da espécie também representa um desafio para o manejo e a segurança sanitária das propriedades.

A preocupação com os impactos provocados pelos javalis foi tema do Fórum Javali – Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, Produção, Meio Ambiente e Manejo em uma Estratégia Integrada, realizado nesta semana com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), especialistas, pesquisadores e entidades do setor.

O avanço dos animais sobre áreas agrícolas pode resultar em perdas de plantas, danos ao solo e destruição de áreas cultivadas, especialmente quando os grupos invadem lavouras em busca de alimento. Em regiões de forte produção agrícola, como o médio-norte de Mato Grosso, o problema ganha dimensão ainda maior devido à extensão das áreas cultivadas e à dificuldade de monitoramento.

Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com 76 Sindicatos Rurais, mostra a dimensão do problema em outras regiões produtoras do país. Entre as entidades que participaram da pesquisa, 85,5% das regiões representadas registraram a presença de javalis nas lavouras.

Durante o fórum, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou que o controle da espécie precisa envolver diferentes setores e ser realizado de maneira contínua. Entre as medidas apontadas estão a simplificação de normas, capacitação para o manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, rastreabilidade, monitoramento e utilização de novas tecnologias.

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“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal”, afirmou Meirelles.

Para o especialista da CNA Julio Daniel do Vale, o enfrentamento do problema não pode depender apenas da caça. Segundo ele, é necessário estabelecer estratégias de acordo com a realidade de cada região, levando em consideração a presença e a concentração dos animais, os impactos provocados e a capacidade de controle.

A orientação apresentada durante o encontro é que regiões onde a espécie ainda não está presente priorizem ações de prevenção. Em locais onde existem populações em baixa densidade, o objetivo deve ser a erradicação, enquanto áreas com maior concentração exigem medidas de contenção, monitoramento e avaliação dos prejuízos.

A preocupação também está relacionada à sanidade animal. A circulação de javalis entre propriedades pode ampliar riscos sanitários e exige atenção às medidas de biossegurança, principalmente em regiões onde há criação de animais e intensa movimentação de pessoas, máquinas e veículos entre propriedades rurais.

Em Mato Grosso, onde a agricultura ocupa extensas áreas e a produção de soja, milho e outras culturas tem forte participação na economia regional, o controle dos animais representa um desafio adicional para os produtores.

Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores

Imagens aéreas mostram estrago feito pelos animais em lavoura de milho (Reprodução)

A proposta defendida no fórum é a construção de uma estratégia nacional de controle, combinando prevenção, monitoramento, manejo, tecnologia e rastreabilidade.

Para regiões produtoras como Lucas do Rio Verde e Sorriso, a discussão ganha importância justamente pela necessidade de evitar que a expansão da população de javalis resulte em novos prejuízos às lavouras e aumente os custos de produção para quem vive da atividade rural.

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Anvisa proíbe caneta emagrecedora importada ilegalmente do Paraguai

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Medida impede comercialização, distribuição, fabricação, divulgação e uso do produto no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

 

A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.

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Site de vendas

No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo.

 

Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil. Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos.

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“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado.

 

“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.

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Agro MT