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Facção exige dinheiro e vandaliza lojas em Alto Taquari; Polícia Civil prende dupla

Suspeitos cobravam ‘taxa’ de comerciantes e atacavam imóveis de quem se recusava a pagar. Um dos alvos já estava preso em Cuiabá
Polícia Civil cumpre dois mandados contra investigados por extorsão e organização criminosa em Alto Taquari
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22.7), a Operação Libertas, para cumprimento de mandados de prisão preventiva contra investigados pelos crimes de extorsão e organização criminosa em Alto Taquari. A ação, coordenada pela Delegacia de Polícia do município, integra a Operação Regional Rondonópolis Segura.
Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Rondonópolis. Um dos investigados, de 21 anos, foi preso na região central de Alto Taquari. O segundo alvo, de 31 anos, já estava custodiado na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, onde teve a prisão temporária convertida em preventiva.
As investigações apontaram que os suspeitos atuavam em nome de uma facção criminosa instalada no município, praticando extorsões contra comerciantes locais.
Conforme apurado, um dos investigados comparecia aos estabelecimentos comerciais exigindo pagamentos em dinheiro. Quando as vítimas se recusavam a atender às exigências, eram praticados atos de vandalismo e ataques contra os imóveis, como forma de intimidação e de imposição do pagamento mediante ameaça.
Nome da Operação
O nome Libertas, palavra em latim que significa liberdade, faz referência ao objetivo da operação de combater a atuação criminosa que vinha restringindo a liberdade dos comerciantes por meio de ameaças e coação.
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Recém-nascido é encontrado morto em lixeira de condomínio em Várzea Grande

Corpo estava dentro de um saco plástico e foi localizado por trabalhadores durante a separação do lixo
O corpo de um bebê recém-nascido foi encontrado na manhã desta quinta-feira (23) em uma lixeira de um condomínio residencial em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá.
De acordo com as informações iniciais, a criança estava dentro de um saco plástico e foi encontrada por funcionários responsáveis pela separação do lixo do condomínio, que acionaram as autoridades após a descoberta.
Equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local para realizar os procedimentos periciais e dar início às investigações.
Uma das linhas de apuração é identificar a mulher que deu à luz ao bebê. Para isso, os investigadores buscam informações em unidades de saúde da região sobre possíveis pacientes que tenham passado recentemente por um parto.
As circunstâncias da morte e de como o recém-nascido foi parar na lixeira serão esclarecidas pela Polícia Civil.
Veja vídeo
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Bombeiros cortam tubo de ferro preso em dedo de adolescente de 12 anos

Vítima tentou atendimento médico antes de buscar ajuda no quartel. Procedimento de precisão ocorreu em segurança e sem causar ferimentos
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na noite dessa terça-feira (21.7), a retirada de um tubo metálico que estava preso ao dedo indicador de um adolescente de 12 anos, em Cáceres (a 218 km de Cuiabá).
A equipe da 2ª Companhia Independente Bombeiro Militar (2ª CIBM) foi acionada por volta das 22h10 para atender à ocorrência. Inicialmente, o adolescente havia sido encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foi realizada uma tentativa de remoção do objeto, porém sem sucesso. Diante da situação, os familiares foram orientados a procurar a sede da 2ª CIBM.
No quartel, os bombeiros constataram que o objeto preso ao dedo não era um anel, mas um segmento de tubo metálico, utilizado como cano de ferro de banco de bicicleta, com aproximadamente 20 centímetros de comprimento.
Para fazer a retirada, a equipe utilizou as ferramentas apropriadas e as técnicas adequadas para esse tipo de ocorrência, sendo o objeto retirado sem causar nenhum tipo de lesão à vítima.
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Soja atinge maior preço de 2026; analista explica os fatores que sustentam a alta da commodity

O preço da soja no Brasil alcançou nesta semana o maior patamar de 2026, impulsionado pela valorização do petróleo e pelo aumento das compras da China. Somente em junho, os chineses importaram 12 milhões de toneladas do grão brasileiro, ao mesmo tempo em que reduziram as aquisições dos Estados Unidos em meio à guerra comercial.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta não é explicada apenas por esses motivos. “Temos uma soma de fatores. Temos uma situação de demanda forte, que ainda se mantém na exportação brasileira. Temos um porto bastante aquecido e os prêmios de exportação estão bastante altos”, afirma.
Silveira explica que outro fator importante é o bom desempenho da Bolsa de Chicago. Segundo ele, a expectativa de que a China volte a comprar com mais força soja dos Estados Unidos tende a fortalecer as exportações norte-americanas e reduzir a projeção dos estoques finais da nova safra, mesmo diante de uma produção maior.
“Temos uma China que tende a voltar com mais força para o mercado norte-americano. Isso acaba pressionando as projeções de exportação e também o estoque final da safra nova nos Estados Unidos”, destaca.
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O analista também chama atenção para o consumo interno norte-americano. De acordo com ele, a demanda da indústria pelo óleo de soja tem elevado o ritmo de esmagamento, reduzindo a disponibilidade de estoques.
“Nos Estados Unidos há uma demanda interna muito forte por conta do uso do óleo de soja. A indústria está comprando muita soja, fazendo muito esmagamento e, por conta disso, essa demanda interna está pressionando os estoques americanos”, explica.
No Brasil, a demanda segue fortalecida, enquanto fatores climáticos também começam a influenciar o mercado. Silveira ressalta que o avanço do El Niño aumenta as incertezas sobre a produção da próxima safra na América do Sul.
“Aqui no Brasil temos uma situação de demanda bastante fortalecida. Além disso, temos um incremento do El Niño, que traz preocupações e incertezas sobre a safra de soja na América do Sul no ano que vem. Tudo isso acaba pesando no curto prazo e, de maneira estrutural, vai elevando as cotações”, afirma.
Cenário segue favorável
Questionado sobre as perspectivas para os produtores que ainda possuem soja armazenada, o analista afirma que o mercado continua sem fundamentos baixistas. “Não temos agora fundamentos baixistas. Pelo contrário, a tendência é que continuemos a ver preços bastante elevados e bastante firmes”, avalia.
Na avaliação de Silveira, as cotações ainda podem avançar até setembro, embora os preços atuais já representem boas oportunidades de comercialização. “Eu diria que até setembro existe a possibilidade de os preços subirem um pouco mais, mas os preços de hoje já configuram oportunidades de venda”, afirma.
Segundo ele, como boa parte da safra brasileira já foi comercializada, a oferta disponível é limitada, o que continua sustentando as cotações.
“Neste momento, o mercado está um pouco mais escasso em termos de oferta, mas, para quem ainda tem soja, já é um momento bastante importante. Se quiser vender, não seria ruim pelas margens atuais, embora eu ainda acredite que temos espaço para cotações um pouco mais altas por conta da demanda bastante aquecida”, diz.
Por fim, o analista recomenda que os produtores também observem as oportunidades para a próxima temporada. “É importante já olhar também as oportunidades de fixação para a safra 2026/27”, conclui.
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