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20 de julho de 2026

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Fungo benéfico reduz impacto da principal doença da pupunheira, aponta pesquisa

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Foto: divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Pesquisadores brasileiros demonstraram o potencial de fungos do gênero Trichoderma para combater uma das doenças mais devastadoras da pupunheira, cultura estratégica para a produção de palmito no país.

O estudo demonstrou que espécies como Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum conseguiram reduzir significativamente o avanço de Phytophthora palmivora, fungo responsável pela podridão da base do caule da pupunheira, considerada a pior ameaça à cultura.

Avanço metodológico

Para o pesquisador da Apta Regional de Pariquera-Açu, Eduardo Jun Fuzitani, a pesquisa também trouxe um avanço metodológico importante: pela primeira vez, cientistas desenvolveram um sistema eficiente de inoculação, ou seja, de introdução controlada do fungo causador da doença e dos agentes de controle biológico em pedaços do caule da pupunheira para a realização dos testes.

“A técnica permite simular a infecção em condições controladas de laboratório, reduzindo custos e acelerando estudos sobre o manejo da doença”, diz Fuzitani.

A pupunheira, identificada cientificamente como Bactris gasipaes, ganhou espaço no mercado brasileiro após a exploração predatória da juçara reduzir drasticamente os estoques naturais na Mata Atlântica.

Desde então, o cultivo se expandiu principalmente nos estados de São Paulo e Bahia, além de áreas do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A espécie apresenta vantagens econômicas importantes, como crescimento rápido, perfilhamento intenso e menor oxidação do palmito, permitindo inclusive a comercialização do produto in natura.

No entanto, como explica Álvaro Figueredo dos Santos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a expansão das áreas cultivadas resultou no aumento de doenças associadas ao monocultivo. Entre elas, destaca-se a podridão da base do caule, provocada por Phytophthora palmivora.

Os sintomas começam com o amarelecimento das folhas e evoluem para a morte dos brotos. Nos casos mais graves, a doença pode destruir toda a planta.

Controle biológico: solução racional e sustentável

Santos destaca que ainda existem poucas opções de controle efetivo da doença, seja por fungicidas ou por variedades resistentes. Além disso, o uso intensivo de produtos químicos levanta preocupações ambientais e sanitárias, especialmente porque o palmito pode ser consumido cru. Nesse contexto, o controle biológico surge como alternativa sustentável e economicamente viável.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP), Wagner Bettiol, os fungos do gênero Trichoderma são conhecidos por diferentes mecanismos de ação contra organismos causadores de doenças em plantas.

“Eles competem por nutrientes, produzem substâncias antifúngicas, degradam a parede celular de agentes invasores e ainda estimulam mecanismos naturais de defesa das plantas. Algumas espécies também promovem crescimento vegetal e conseguem colonizar tecidos internos da planta sem causar danos, comportamento conhecido como endofitismo”, conta.

Estratégias preventivas mostram melhores resultados

No estudo, quatro isolados comerciais foram avaliados: dois de Trichoderma harzianum e dois de Trichoderma asperellum. Os testes in vitro mostraram forte capacidade de inibição do crescimento do patógeno. Os isolados TH2 e TH1 de Trichoderma harzianum reduziram o crescimento de Phytophthora palmivora em 94% e 91%, respectivamente. Já os isolados TA2 e TA1 de Trichoderma asperellum apresentaram reduções de 80% e 61%.

Os resultados mais expressivos ocorreram quando os fungos antagonistas foram aplicados antes da inoculação do patógeno e conseguiram reduzir significativamente a severidade da doença. O isolado TH2 de Trichoderma harzianum apresentou os melhores índices de proteção, especialmente nos testes realizados 48 horas antes.

Em alguns casos, a colonização do patógeno foi totalmente bloqueada. Os pesquisadores observaram que o fungo benéfico ocupava rapidamente os tecidos internos da pupunheira, dificultando o estabelecimento de Phytophthora palmivora. Essa ocupação prévia parece ser determinante para o sucesso do controle biológico.

Os testes revelaram ainda diferenças importantes entre estratégias preventivas e curativas. Quando o Trichoderma foi aplicado após a infecção já estabelecida, os resultados foram menos eficientes. Embora tenha havido alguma redução nas lesões, o controle não foi comparável ao obtido nas aplicações preventivas.

Segundo Fuzitani, isso reforça a necessidade de programas de manejo antecipado da doença, priorizando aplicações preventivas em vez de intervenções tardias. O comportamento observado indica que, uma vez instalado no tecido vegetal, o patógeno se torna mais difícil de ser combatido.

Fungo mostra eficiência

Outro resultado considerado inédito foi a comprovação da colonização endofítica dos tecidos da pupunheira pelos fungos antagonistas. Todos os isolados avaliados conseguiram penetrar internamente no caule da planta e crescer sem provocar sintomas negativos.

Diferentemente das amostras infectadas por Phytophthora palmivora, que apresentaram tecidos escurecidos e podridão mole, os tecidos colonizados por Trichoderma permaneceram claros, firmes e saudáveis.

Os pesquisadores acreditam que essa capacidade pode representar um diferencial importante no manejo da cultura em campo. Como o fungo permanece dentro da planta, ele pode funcionar como uma espécie de barreira biológica contínua contra futuros ataques do patógeno.

Além do potencial de controle da doença, os autores destacam que produtos comerciais à base de Trichoderma já estão amplamente disponíveis no mercado brasileiro, o que facilitaria a adoção da tecnologia pelos produtores rurais. “Espécies como Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum estão entre os biofungicidas mais utilizados no mundo, especialmente por apresentarem múltiplos mecanismos de ação e baixo impacto ambiental”, afirma Bettiol.

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Maior oferta da 3ª safra derruba preços do feijão carioca

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A entrada da 3ª safra mantém elevada a oferta de feijão carioca e pressiona os preços no campo, segundo o Indicador de Preços Cepea/CNA no período de 9 a 16 de julho. No varejo, os valores ainda refletem os reajustes acumulados ao longo da 1ª e da 2ª safras. Já o feijão preto segue com mercado mais firme, sustentado pela menor produção e pelo fim da 2ª safra.

No feijão carioca peneira 12 ou nota 9,0, o avanço da colheita da 3ª safra ampliou a disponibilidade de lotes de melhor qualidade e reduziu o interesse dos compradores, diante da expectativa de entrada contínua de novos volumes. Ao mesmo tempo, as margens ainda favoráveis estimularam a venda dos estoques disponíveis pelos produtores, intensificando a pressão sobre as cotações.

Todas as regiões acompanhadas registraram queda nos preços desse padrão de grão. Os maiores recuos ocorreram no Centro-Noroeste Goiano e no Noroeste de Minas, próximos de 10%. No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a baixa foi de 6,38%.

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Nos lotes intermediários, de notas 8,0 e 8,5, a desvalorização do feijão de maior qualidade reduziu a competitividade e ampliou a pressão sobre os preços na maior parte das regiões. A exceção foi Belo Horizonte (MG), onde houve alta de 0,95%, sustentada pela absorção de lotes nota 8,5 pela indústria. Na metade sul do Paraná, a queda chegou a 11,02%. Em Sorriso (MT), os preços recuaram 0,82%.

No feijão preto tipo 1, o mercado permaneceu firme, sustentado pela menor oferta nacional e pelo encerramento da 2ª safra no Paraná. A colheita no estado atingiu 99% da área até 13 de julho. Com a disponibilidade reduzida, produtores seguem retendo lotes de melhor qualidade. Na semana, o Oeste Catarinense registrou alta de 3,39% e a metade sul do Paraná, de 0,78%. Em Curitiba (PR), porém, houve recuo de 1,65%, com demanda moderada e estoques abastecidos.

O relatório de julho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou esse quadro ao reduzir em 7,3% a estimativa da produção de feijão preto em relação ao levantamento anterior. Para a safra 2025/26, a produção foi estimada em 469,5 mil toneladas, volume 42,1% inferior ao da temporada passada, em razão da redução da área cultivada e das perdas climáticas no Paraná.

Segundo o Cepea/CNA, o avanço da colheita da 3ª safra deve manter a pressão sobre os preços do feijão carioca, enquanto o mercado de feijão preto segue sustentado pela menor disponibilidade do grão.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Agro Mato Grosso

Mato Grosso bate recorde histórico: Safra de 113 milhões de toneladas consolida liderança agro

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Com o milho assumindo o protagonismo e o estado mantendo a ponta na produção de soja e algodão, Mato Grosso reescreve a história do agro brasileiro.

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IBGE publica agenda da semana com reuniões sobre o Censo Agropecuário

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta segunda-feira (20), às 9h, a Agenda IBGE com a programação da semana entre os dias 20 e 24 de julho. Entre os compromissos previstos estão reuniões da Presidência sobre o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, além da participação da Diretoria de Pesquisas em eventos voltados à sociologia e à economia rural.

A agenda semanal reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diferentes áreas do instituto, incluindo Presidência, diretorias, assessorias, superintendências estaduais e a Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE).

Na terça-feira (21), às 16h, representantes da Presidência participam de reunião ordinária de cronograma do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Na quinta-feira (23), às 14h, está prevista reunião semanal de alinhamento técnico sobre o mesmo tema. Ainda na segunda-feira (20), às 10h, integrantes da Presidência participam de reunião gerencial da Coordenação-Geral de Operações Censitárias (CGOC), e na quarta-feira (22), às 9h30, a equipe acompanha reunião da área de Banco de Dados Operacionais (BDO).

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Na Diretoria de Pesquisas (DPE), a programação de segunda-feira (20) a quinta-feira (23) prevê participação, durante todo o dia, no 16th World Congress of Rural Sociology and 64th Congress of the Brazilian Society of Rural Economics, Management and Sociology.

Entre as superintendências estaduais, a agenda também inclui atividades de campo e acompanhamento de pesquisas. No Pará, há coleta e supervisão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAdC) em Santarém na segunda-feira (20). No Piauí, a terça-feira (21) tem coleta das pesquisas mensais PMC e PMS em Parnaíba. Em Minas Gerais, a quarta-feira (22) prevê fechamento da coleta das remessas do Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC).

Desde 2024, a Agenda IBGE é divulgada às segundas-feiras, às 9h, com os compromissos previstos para os dias seguintes. A edição desta semana concentra atividades administrativas, operacionais e técnicas em diferentes áreas do instituto, incluindo a organização do Censo Agropecuário.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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