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17 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Após quatro meses de alta, preço do algodão em pluma perde força em junho – MAIS SOJA

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Depois de subir por quatro meses consecutivos, a cotação do algodão em pluma no mercado interno perdeu força em junho. A pressão exercida por compradores e o enfraquecimento das cotações internacionais influenciaram esse movimento, favorecendo uma postura mais flexível por parte de alguns vendedores.

Do lado comprador, indústrias permaneceram cautelosas quanto a novas aquisições, diante das dificuldades nas vendas de manufaturados e no repasse de custos ao longo da cadeia produtiva. Além disso, parte da necessidade de matéria-prima continua sendo atendida por estoques e/ou por contratos a termo firmados anteriormente, reduzindo a urgência de novas compras, que ocorrem apenas de forma pontual.

Dados do IBGE mostraram que, em abril/26 (informações mais recentes), as vendas no varejo de tecidos, vestuário e calçados permaneceram enfraquecidas. Na comparação com março/26, houve leve recuo de 0,1%, e, em relação a abril/25, a queda foi de 2,5%. No acumulado de 2026, as vendas registram retração de 1%, e, no acumulado dos últimos 12 meses, de 0,2%.

Pelo lado da oferta, as dificuldades relacionadas à aprovação da qualidade dos lotes disponibilizados continuaram limitando o avanço das negociações. Ao mesmo tempo, parte dos vendedores passou a flexibilizar suas exigências para viabilizar novos fechamentos. Ainda assim, compradores mantiveram as ofertas em patamares inferiores aos valores solicitados, reforçando a pressão sobre as cotações.

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Enquanto isso, alguns cotonicultores permaneceram atentos às condições climáticas e ao desempenho das lavouras, aguardando o avanço da colheita para retomar as negociações. Segundo a Conab, apesar das variações climáticas e do avanço irregular da colheita entre os estados, as perspectivas gerais permanecem favoráveis à produtividade e à qualidade da fibra.

Nesse cenário, entre 29 de maio e 30 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do algodão em pluma (pagamento em oito dias) registrou queda de 3,65%, encerrando o dia 30 a R$4,1230/lp.

Ainda assim, em junho, a cotação interna permaneceu, em média, 7,7% acima da paridade de exportação, marcando o sexto mês consecutivo de vantagem para o mercado doméstico e a maior diferença desde julho/25, quando superou a paridade em 8,4%.

A média mensal do Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 4,1511/lp em junho, retração de 1,67% frente à de maio/26. Em relação a junho do ano anterior, contudo, houve queda real de 7,32%, considerando-se os valores deflacionados pelo IGP-DI de maio/26. Em dólar, a média à vista do Indicador foi de US$ 0,8065/lp em junho, 9,1% acima do primeiro vencimento negociado na Bolsa de Nova York (ICE Futures), de US$ 0,7391/lp, mas ainda 6,6% abaixo da média de US$ 0,8633/lp do Índice Cotlook A, referência internacional para a pluma posta no Extremo Oriente.

MERCADO INTERNACIONAL – Mesmo com o enfraquecimento observado nos últimos dias de junho, a paridade de exportação (FAS), calculada pelo Cepea, avançou 1,5% entre 29 de maio e 30 de junho, atingiu R$ 3,8297/lp (US$ 0,7409/lp) no porto de Santos (SP) e R$ 3,8402/lp (US$ 0,7429/lp) em Paranaguá (PR) no dia 30.

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Esse movimento foi sustentado pela valorização de 2,44% do dólar frente ao Real em junho. No mesmo intervalo, o Índice Cotlook A recuou 0,93%, encerrando o mês em US$ 0,8530/lp. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), entre 29 de maio e 30 de junho, o contrato Julho/26 caiu 5,16%; o Outubro/26, 4,04%; o Dezembro/26, apenas 0,34%; e o Março/27, 3,2%.

EXPORTAÇÃO – A ampla disponibilidade de algodão em pluma no Brasil e a necessidade de escoamento do excedente produtivo vêm mantendo o ritmo de exportações forte mesmo durante a entressafra. Ao longo das últimas safras, o País consolidou sua capacidade de abastecer o mercado internacional de forma contínua ao longo do ano, diferentemente do padrão observado anteriormente, quando os embarques se concentravam no segundo semestre. Como resultado, as exportações brasileiras passaram a apresentar maior regularidade, alcançando recordes mensais inclusive em meses tradicionalmente marcados pela menor disponibilidade da pluma.

De acordo com a Secex, os embarques brasileiros de algodão em pluma somaram 217,04 mil toneladas em junho/26, o maior volume da história para este mês. Embora essa quantidade ainda esteja 25,5% abaixo da registrada em maio/26, já supera em 63,4% o total embarcado em todo o mês de junho/25.

Na parcial da safra 2025/26 (de agosto/25 até junho/26), os embarques já ultrapassaram 3,2 milhões de toneladas, volume 14% superior ao total exportado em toda a safra passada (de agosto/24 a julho/25). Considerando-se apenas o ano civil (de janeiro até junho/26), o Brasil exportou 1,8 milhão de toneladas, também conforme a Secex. Quanto aos preços, segundo a Secex, a média das exportações em junho/26 foi de US$ 0,7328/lp, avanço de 4,6% frente à de maio/26 e apenas 0,4% superior à observada em junho/25. Em moeda nacional, a média equivale a R$ 3,7610/lp, 9,4% inferior à praticada no mercado spot doméstico, de R$ 4,1511/lp.

CAROÇO DE ALGODÃO – De modo geral, os preços do caroço de algodão seguiram sustentados pela postura firme dos vendedores em relação aos lotes remanescentes da safra 2024/25. As negociações continuaram ocorrendo de forma pontual. Para a próxima temporada, o mercado permaneceu com baixa liquidez. Parte dos compradores já garantiu antecipadamente o abastecimento de parte da matéria-prima e agora aguarda o avanço da colheita da nova safra, na expectativa de que o aumento da oferta pressione os valores.

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Segundo dados divulgados pelo Imea em 8 de junho, para a temporada 2024/25, 93,55% do caroço já havia sido comercializado em Mato Grosso, maior estado produtor, abaixo dos 97,81% registrados no mesmo período do ano passado e da média dos últimos cinco anos, de 97,3%.

Para a safra 2025/26, o ritmo de comercialização é ainda mais lento. De acordo com o Imea, apenas 36,78% do caroço havia sido negociado em Mato Grosso, frente a 54,79% no mesmo período da temporada anterior e à média quinquenal de 51,34%. No mercado spot, dados do Cepea mostraram que a média do caroço em Lucas do Rio Verde (MT) foi de R$ 983,00/t em junho/26, alta de 10,8% frente a maio, mas queda de 38,6% em relação a junho/25. Em Campo Novo do Parecis (MT), a média atingiu R$ 925,79/t, avanço de 2,5% no mês, porém, retração de 42,1% na comparação anual. Em Primavera do Leste (MT), o valor médio foi de R$ 996,66/t, com alta mensal de 0,5%, mas recuo anual de 43,4%.

Em Barreiras (BA), a média foi de R$ 1.034,40/t, com quedas de 4,7% frente a maio e de 35,4% em relação a junho/25. Em São Paulo (SP), a média foi de R$ 1.411,02/t, com recuos de 0,9% no comparativo mensal e de 24,7% em relação a junho do ano passado.

Fonte: Cepea



 

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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