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8 de julho de 2026

Business

Exportações de suco de laranja fecham safra estáveis, mas receita cai 30% com recuo da demanda

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Foto: Divulgação/Seagri

As exportações brasileiras de suco de laranja encerraram a safra 2025/26 praticamente estáveis em volume, mas com forte queda na receita. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pela CitrusBR, o Brasil embarcou 746,9 mil toneladas de suco de laranja equivalente em FCOJ (Frozen Concentrated Orange Juice), alta de apenas 0,2% em relação à safra anterior. Já o faturamento recuou 30,6%, passando de US$ 3,42 bilhões para US$ 2,38 bilhões.

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De acordo com a entidade, o resultado reflete principalmente a retração da demanda global após os elevados preços registrados nas safras anteriores, além da menor qualidade da fruta provocada pelos efeitos climáticos e pelo avanço do greening na temporada passada.

“O resultado é reflexo dos altos preços das safras anteriores, que fizeram com que o consumidor procurasse opções mais baratas, além de problemas na qualidade do produto decorrentes dos efeitos do clima e do greening na temporada passada”, afirmou o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto.

EUA assumem liderança nas compras

Pela primeira vez, os Estados Unidos ultrapassaram a União Europeia e consolidaram-se como o principal destino individual do suco de laranja brasileiro.

As importações norte-americanas somaram 355,8 mil toneladas, crescimento de 16,3% em relação à safra 2024/25. Com isso, o país passou a responder por quase 48% de todo o volume exportado pelo Brasil, ante cerca de 40% na temporada anterior.

Apesar do avanço nos embarques, a receita obtida com as vendas aos Estados Unidos caiu 20,6%, totalizando aproximadamente US$ 1,08 bilhão, reflexo da queda das cotações internacionais.

Principal mercado do suco brasileiro durante décadas, a União Europeia registrou retração tanto em volume quanto em receita.

Os embarques para o bloco caíram 10,9%, passando de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente.

O faturamento diminuiu ainda mais, recuando cerca de 38%, para US$ 1,11 bilhão. Com isso, a participação europeia nas exportações brasileiras caiu de aproximadamente 50% para 45% ao longo da safra.

China cresce; Japão registra maior queda

Entre os principais mercados, a China ampliou as compras de suco brasileiro. O volume exportado aumentou 26%, alcançando 25,5 mil toneladas, enquanto a receita teve crescimento mais modesto, de 1%, somando cerca de US$ 70,3 milhões.

Já o Japão apresentou o pior desempenho entre os principais importadores. As compras caíram 28,6%, para 14,3 mil toneladas, enquanto a receita recuou 45,9%, totalizando aproximadamente US$ 58,9 milhões.

Segundo a CitrusBR, a combinação entre menor demanda e redução dos preços praticados no mercado japonês explica o desempenho.

Demanda menor pressiona preços internacionais

Embora o volume exportado tenha permanecido praticamente estável, a forte redução da receita evidencia a mudança de cenário no mercado internacional.

Após um período de oferta restrita e preços recordes, o consumo global perdeu força diante dos valores elevados praticados nas últimas safras. Como consequência, compradores passaram a buscar alternativas mais baratas, pressionando as cotações do suco de laranja.

Ao mesmo tempo, problemas climáticos e o avanço do greening comprometeram a qualidade da fruta produzida na safra anterior, influenciando o desempenho das exportações brasileiras.

Apesar do recuo no faturamento, o Brasil segue como o maior exportador mundial de suco de laranja e mantém Estados Unidos e União Europeia como os principais destinos do produto.

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Business

Colheita de café da Cooxupé avança para 30,9% até sexta-feira (3)

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A colheita de café nas áreas de atuação da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) atingiu 30,9% até sexta-feira (3), informou a entidade nesta quarta-feira (8). Na semana anterior, o percentual era de 24,9%. Segundo a cooperativa, os trabalhos seguem em ritmo mais lento na comparação com anos anteriores.

A Cooxupé acompanha semanalmente o andamento da safra em sua área de atuação, que abrange 370 municípios nas regiões do sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e média mogiana do estado de São Paulo.

Na comparação histórica para o mesmo período, o avanço da colheita está abaixo dos percentuais registrados nos últimos anos. Nesta mesma época, o índice era de 40,4% em 2025, 51,6% em 2024, 42,7% em 2023, 33,3% em 2022, 35,6% em 2021 e 43,9% em 2020.

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Por região produtora, o maior avanço até sexta-feira (3) foi registrado no sul de Minas Gerais, com 36,6% da área colhida. Em seguida aparecem as Matas de Minas, com 35%, São Paulo, com 31,5%, e o Cerrado Mineiro, com 21,3%.

A cooperativa reúne cerca de 22 mil cafeicultores e mantém o monitoramento dos trabalhos no campo ao longo da safra. Os números mostram avanço semanal da colheita, mas ainda em patamar inferior ao observado no mesmo intervalo dos anos anteriores nas regiões acompanhadas.

Até sexta-feira (3), a colheita de café da Cooxupé somava 30,9%, com avanço sobre os 24,9% da semana anterior e desempenho abaixo do histórico recente nas principais regiões produtoras monitoradas pela cooperativa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Esalq lançará portal com 30 mil documentos históricos digitalizados

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A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), em Piracicaba (SP), lançará em outubro o Portal Luiz de Queiroz, uma plataforma digital com cerca de 30 mil documentos históricos digitalizados. O acervo reúne registros sobre a formação do ensino agronômico brasileiro e será apresentado durante a Semana Luiz de Queiroz.

Segundo a Esalq/USP, o projeto reúne documentos inéditos de cinco acervos da instituição. A proposta é organizar e disponibilizar esse material em ambiente digital, ampliando o acesso a registros históricos ligados à trajetória do ensino superior agronômico no país.

O Portal Luiz de Queiroz foi aprovado no Ministério da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet, sob o número 243545 no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

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O projeto conta com patrocínio da Usina São Martinho, Caterpillar, John Deere, Rabobank e Itaú BBA. Também recebe apoio da Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e da Associação dos Ex-Alunos da Esalq (Adealq).

De acordo com a instituição, a iniciativa também teve patrocínio coletivo de egressos e de repúblicas de alunos, que adquiriram réplicas em bronze do Edifício Central da Esalq. Atualmente, uma equipe de 25 pessoas atua no desenvolvimento da plataforma.

O portal ainda trará depoimentos de nomes ligados ao ensino superior e à pesquisa no Brasil. Entre eles estão o ex-aluno e ex-ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa) Roberto Rodrigues, o ex-reitor e professor da Universidade de São Paulo (USP) Jacques Marcovitch e a engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja Mariangela Hungria da Cunha.

Com lançamento previsto para outubro, o Portal Luiz de Queiroz concentrará documentos históricos digitalizados e depoimentos relacionados à formação do ensino agronômico brasileiro em uma nova plataforma da Esalq/USP.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

‘O sojicultor está descapitalizado. A prioridade não é investir, mas conseguir produzir’, afirma Ilson Redivo

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Vice-presidente regional da Aprosoja MT avalia que o Plano Safra não atende às necessidades do setor, critica redução dos recursos e alerta para a dificuldade financeira

O presidente do Sindicato Rural de Sinop e vice-presidente regional da Aprosoja MT da região Norte, Ilson Redivo, avaliou ao Soja News que o Plano Safra 2026/27 ficou abaixo das necessidades do setor produtivo. Segundo ele, embora o governo tenha anunciado um aumento nominal dos recursos, o valor disponibilizado não acompanhou a inflação, reduzindo o poder de compra do crédito rural.

Na avaliação da entidade, os R$ 525 bilhões anunciados são insuficientes para atender à demanda dos produtores. Além disso, Redivo criticou a redução dos recursos destinados ao custeio e à comercialização da produção, justamente a modalidade de crédito considerada mais importante para o atual momento do setor.

“O Plano Safra teve um aumento de recursos, mas esse aumento não cobriu a inflação. Os bilhões anunciados não são suficientes para atender à demanda do produtor”, afirmou. “O principal gargalo hoje é a redução dos recursos para custeio e comercialização. É justamente onde o produtor mais precisa de apoio neste momento”, complementou.

'O Plano Safra 26/27 não corresponde à demanda do produtor rural', diz Redivo

Segundo Redivo, o setor atravessa um período de forte descapitalização após três anos consecutivos de preços baixos das commodities, somados ao aumento dos custos de produção. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel, aliada aos reflexos do cenário internacional, reduziu significativamente a margem de lucro dos produtores.

“O produtor está descapitalizado. Após três anos de preços baixos das commodities e aumento dos custos de produção, a prioridade não é investir, mas conseguir produzir”, comentou. “Muitos produtores estão com financiamentos atrasados e sem recursos para cobrir seus compromissos. A alta dos fertilizantes, dos insumos e do óleo diesel reduziu a margem de lucro da atividade.”

O diretor afirmou que, diante desse cenário, muitos agricultores enfrentam dificuldades para manter a atividade e honrar seus financiamentos. Para ele, ampliar os recursos para investimentos, enquanto se reduz o crédito para custeio, não atende à realidade vivida no campo.

“O produtor é eficiente da porteira para dentro, mas fica vulnerável às ações governamentais e ao cenário internacional, que impactam diretamente os custos de produção e a rentabilidade da atividade”, concluiu.

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