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23 de agosto de 2026

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Do fruto ao chocolate: cacau de MT ganha força nacional e impulsiona festival que valoriza a produção regional

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Estado amplia produção de cacau, fortalece agricultura familiar e consolida festival como vitrine do setor.

No Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho, Mato Grosso tem mais um motivo para comemorar. Embora ainda esteja fora do eixo tradicional da cacauicultura brasileira, o estado amplia sua participação na cadeia produtiva do cacau, fortalece a agricultura familiar, atrai investimentos e consolida iniciativas que colocam a produção regional em evidência.

O Brasil ocupa atualmente a sétima posição entre os maiores produtores de cacau do mundo, com produção próxima de 200 mil toneladas anuais. Segundo dados do Ministério da Agricultura e da Organização Internacional do Cacau (ICCO), toda a cadeia produtiva movimenta cerca de R$ 23 bilhões por ano e gera aproximadamente 200 mil empregos diretos e indiretos.

Embora Bahia e Pará liderem a produção nacional, estados como Mato Grosso vêm registrando crescimento consistente, principalmente por meio de sistemas agroflorestais, que conciliam produtividade, preservação ambiental e geração de renda para pequenos produtores.

Em Mato Grosso, a cacauicultura avança principalmente nas regiões Norte e Noroeste, favorecida pelo clima tropical e pelo incentivo à diversificação agrícola. Além da produção das amêndoas, cresce também o número de agroindústrias artesanais voltadas à fabricação de chocolates de origem, agregando valor à matéria-prima produzida dentro do próprio estado.

Nos últimos anos, o cacau também passou a ser visto como uma alternativa sustentável para a recuperação de áreas degradadas, integração entre floresta e agricultura e geração de renda em propriedades familiares. Esse cenário tem atraído o interesse de instituições de pesquisa, cooperativas e entidades ligadas ao agronegócio.

Festival impulsiona a cadeia do cacau

O avanço da cultura também fortalece eventos especializados, como o Festival do Chocolate de Mato Grosso, idealizado pela empresária Zilda Castanho. Criado para valorizar a produção local e aproximar produtores, consumidores e especialistas, o festival consolidou-se como uma das principais vitrines do setor no Centro-Oeste.

A cada edição, o evento amplia sua relevância por meio de novas parcerias estratégicas, como a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), que atua no fortalecimento do agronegócio estadual e incentiva diretamente a expansão da cultura do cacau.

Foi justamente diante desse potencial que o festival ampliou sua programação. Há dois anos, em parceria com a Famato, os visitantes passaram a conhecer de perto o cacau in natura, acompanhar todas as etapas da transformação da fruta em chocolate e entender a história por trás de um dos produtos mais consumidos e apreciados no mundo.

Conhecimento e incentivo aos produtores

Para a supervisora da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Cristiani Santos Bernini, além de valorizar a produção regional, o Festival do Chocolate se destaca como um ambiente de aprendizado, troca de experiências e incentivo à cacauicultura.

Segundo ela, a programação aproxima produtores, consumidores e interessados na cultura do cacau, promovendo capacitação, agregação de valor aos produtos e abertura de novos mercados. A participação do Senar também reforça o trabalho desenvolvido pela ATeG junto aos produtores rurais.

Cristiani destaca que atualmente o Senar-MT atende 26 produtores de cacau na região Norte do estado, por meio da cadeia de Fruticultura Perene, e afirma que o festival é uma oportunidade para apresentar o potencial da cultura e incentivar novos agricultores.

“O Festival do Chocolate vai muito além da exposição de produtos. É um espaço de aprendizado e valorização da nossa cacauicultura. Neste ano, vamos apresentar a Trilha Sensorial do Cacau ao Chocolate, onde o público poderá conhecer todas as etapas da transformação do fruto em chocolate, desde a produção até a degustação. Também teremos a Feira Natural do Campo, com a comercialização de produtos da agricultura familiar. Nosso trabalho por meio da ATeG busca fortalecer a cacauicultura local, incentivar a agregação de valor, ampliar as oportunidades de comercialização e mostrar que o cacau é uma excelente alternativa para diversificação da produção e geração de renda. Mato Grosso possui grande potencial para expandir essa cultura, e eventos como este despertam o interesse de novos produtores e fortalecem toda a cadeia produtiva.”

Chocolate mato-grossense ganha identidade

Para Zilda Castanho, o crescimento da produção demonstra que o chocolate produzido em Mato Grosso já possui identidade própria e pode conquistar cada vez mais espaço no mercado nacional.

“O Festival nasceu acreditando no potencial do nosso Estado. Hoje, com o crescimento da nossa produção e dos nossos cacauicultores, percebemos um setor cada vez mais fortalecido, com novos empreendedores, mais qualidade e parceiros comprometidos com esse desenvolvimento. Contamos com instituições importantes, como a Famato, que incentiva diretamente a produção de cacau no estado. Isso mostra que Mato Grosso reúne todas as condições para se tornar referência também na produção de chocolates de origem.”

Ela destaca ainda que o festival vai além da comercialização.

“Queremos apresentar toda a cadeia produtiva, aproximar quem produz de quem consome, incentivar o conhecimento, o turismo, a gastronomia e a geração de negócios. O chocolate é resultado do trabalho de centenas de famílias que encontram no cacau uma oportunidade de crescimento sustentável.”

Mercado em expansão

O fortalecimento da cultura acompanha uma tendência nacional. A valorização internacional das amêndoas de cacau, que em 2024 ultrapassaram a marca histórica de US$ 10 mil por tonelada, despertou ainda mais interesse pela atividade, especialmente em novas fronteiras agrícolas.

Nesse contexto, o Festival do Chocolate de Mato Grosso consolida-se como um importante instrumento de divulgação da produção regional, fortalecendo a conexão entre agricultura, empreendedorismo, turismo e gastronomia.

À medida que novas áreas investem na cultura do cacau e instituições ampliam o apoio aos produtores, Mato Grosso reforça sua posição entre os estados que despontam na nova geografia da cacauicultura brasileira, mostrando que o futuro do chocolate também passa pelo Centro-Oeste.

A próxima edição do Festival do Chocolate de Mato Grosso já tem data marcada. O evento será realizado nos dias 28, 29 e 30 de agosto, na Arena Pantanal, em Cuiabá, reunindo produtores, chocolatiers, especialistas e o público apaixonado pelo universo do cacau.

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Sem Lula, Flávio e Zema, debate da Band perde três candidatos antes mesmo de começar

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O LIVRE acompanhará o debate e publicará nas redes sociais os principais cortes, embates, declarações e eventuais gafes da noite.

O primeiro debate presidencial da eleição de 2026 terá três baixas de peso neste domingo (23). Depois de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) decidirem não comparecer, Romeu Zema (Novo) também anunciou que ficará fora do encontro promovido pela Band.

Segundo a assessoria de Zema, o debate havia sido transferido de 16 para 23 de agosto diante da expectativa de participação de Lula. Como o presidente desistiu, a campanha do governador mineiro considerou que a mudança perdeu o sentido — e Zema resolveu perder o interesse também.

Lula dará entrevista à Record no mesmo horário, às 20h30. Flávio, por sua vez, condicionou sua presença à participação do petista. A expectativa é que os dois líderes das pesquisas se encontrem apenas no último debate do primeiro turno, promovido pela Globo em 1º de outubro.

Com os principais nomes fora, o confronto abre espaço para os demais candidatos e para outra disputa cada vez mais importante nas eleições: a dos cortes nas redes sociais. Uma provocação, uma gafe ou poucos segundos de embate podem repercutir mais do que horas de transmissão.

O LIVRE acompanhará o debate e publicará nas redes sociais os principais cortes, embates, declarações e eventuais gafes da noite.

No fim, a Band terá candidatos, perguntas, cronômetro e púlpitos. Só não terá Lula, Flávio e Zema. Na era dos reels, resta descobrir quem conseguirá transformar o espaço deixado pelos ausentes em alguns segundos capazes de viralizar.

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INSS libera consignado para beneficiários sem biometria facial

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Autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS com dados bancários; novas regras também reforçam mecanismos contra fraudes

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sem biometria facial nas bases do governo federal voltaram a poder contratar empréstimos consignados. A autorização poderá ser feita pelo aplicativo Meu INSS, com acesso por dados bancários.

A mudança já está em vigor, após a publicação da Instrução Normativa 213 do INSS, no último dia 19.

Principais mudanças

A nova regra altera procedimentos para contratação e portabilidade do consignado.

Os principais pontos são:

  • Beneficiários sem biometria facial poderão autorizar o empréstimo pelo Meu INSS, usando dados bancários;
  • Na portabilidade, o segurado deverá assinar um termo específico no aplicativo;
  • O banco que receber o contrato terá 20 dias para confirmar a transferência. Sem confirmação, a operação será cancelada;
  • O desconto no benefício só poderá ocorrer após o banco enviar a documentação exigida ao INSS;
  • As instituições terão de informar, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo na conta do beneficiário;
  • A autorização do desconto não poderá ser feita por telefone nem comprovada por gravação de voz.

Requisitos de segurança

A biometria facial havia sido adotada em agosto do ano passado, como requisito para reforçar a segurança e combater fraudes após a série de escândalos no INSS no ano passado. A tecnologia continua disponível para quem tem fotos nas bases oficiais, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e Justiça Eleitoral.

Com as novas regras, quem não tem registro biométrico não ficará impedido de contratar o crédito. Apesar da dispensa da obrigação, o INSS alega que a instrução normativa tem uma série de requisitos para prevenir fraudes.

Depois da autorização do titular, a instituição que receberá o contrato terá 20 dias para confirmar a operação. Se não houver confirmação dentro desse prazo, a transferência será cancelada.

O beneficiário também deverá assinar um termo de autorização no aplicativo Meu INSS. Segundo a nota do instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

Portabilidade

Na transferência de uma dívida para outro banco, o beneficiário deverá assinar um termo de autorização no Meu INSS. Segundo o instituto, “a exigência reforça a necessidade de anuência expressa do titular para a transferência do contrato”.

O INSS determinou que a operação só produza efeitos depois do envio da documentação exigida pela instituição financeira. Antes disso, não haverá desconto no benefício nem repasse de valores à instituição financeira.

A medida inclui contrato, autorização expressa do desconto e informações sobre valor, parcelas, juros e instituição responsável pela operação.

Dinheiro rastreado

Os bancos também terão de informar ao INSS, em até sete dias úteis, os dados do depósito do empréstimo. A medida permitirá cruzar o contrato registrado no benefício com o efetivo recebimento do dinheiro e ajudar na identificação de operações fraudulentas.

O INSS esclarece que o Meu INSS Vale+, modalidade de antecipação de até R$ 150 do benefício para aposentados e pensionistas, permanece suspenso.

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Encceja 2026 é aplicado neste domingo em todo o país para certificação do ensino fundamental e médio

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Provas ocorrem em dois turnos. Pela manhã, exames vão até as 13h; à tarde, a aplicação começa às 15h30 e segue até as 20h30. Exame busca contemplar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade regular

O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 é aplicado neste domingo (23) em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

As provas são aplicadas nos turnos da manhã e da tarde. No primeiro turno, as provas começam às 9h e terminam às 13h. Já no segundo turno, a aplicação da tarde começa às 15h30 e vai até as 20h30.

O exame destina-se às pessoas residentes no Brasil ou no exterior que pretendem obter a certificação dos ensinos fundamental ou médio.

Para a certificação do ensino fundamental, é necessário ter, no mínimo, 15 anos completos na data de realização do exame. Para a certificação do ensino médio, é exigida idade mínima de 18 anos completos na data de aplicação.

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as provas do Encceja são elaboradas com base nos requisitos estabelecidos para os ensinos fundamental e médio pela legislação vigente.

O exame é composto por quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, além de uma prova de redação. 

A aplicação ocorre em um único dia, nos turnos matutino e vespertino. As datas de aplicação do exame no Brasil, no exterior e nas edições destinadas às pessoas privadas de liberdade ou sob medida socioeducativa privativa de liberdade são definidas em editais específicos.

As orientações para os candidatos que vão fazer o exame estão disponíveis no site do MEC.

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