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1 de julho de 2026

Business

Ministério da Agricultura cria grupo de trabalho para avaliar impactos do El Niño

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu um grupo de trabalho para acompanhar os impactos do fenômeno El Niño sobre a agropecuária brasileira e elaborar estratégias de mitigação para reduzir os prejuízos aos produtores rurais.

A portaria foi assinada nesta terça-feira (30) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027, em Brasília.

O grupo será composto por representantes do Mapa, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Entre as principais atribuições estão a identificação das regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis aos efeitos do El Niño, com atenção especial para culturas como soja, milho, trigo, feijão, cana-de-açúcar, café e mandioca.

Além do diagnóstico dos riscos, o grupo deverá propor medidas de mitigação e adaptação, além de elaborar subsídios técnicos e institucionais para apoiar as ações do governo diante dos impactos climáticos sobre a produção agropecuária.

Segundo o ministério, a iniciativa busca fortalecer a gestão de riscos climáticos no setor e ampliar a capacidade de resposta da agropecuária brasileira diante de eventos extremos.

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Business

Chuvas em junho afetam colheita do café e acendem alerta para a safra de arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

O mercado cafeeiro foi fortemente impactado pelo volume atípico de chuvas registrado em junho nas principais regiões produtoras de café arábica do Brasil, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Historicamente, o mês costuma ser marcado por baixos volumes de precipitação. Em 2026, porém, as chuvas foram expressivas nas principais praças produtoras, comprometendo o avanço da colheita da safra 2026/27.

De acordo com pesquisadores do Cepea, além de derrubarem grãos dos pés, as precipitações dificultam a secagem nos terreiros e favorecem o aparecimento de mofo, tanto nos grãos que caem no chão quanto naqueles que permanecem nas plantas. O cenário gera preocupação com a qualidade dos lotes que chegam ao mercado.

Agentes consultados pelo Cepea também relatam preocupação com os efeitos do excesso de umidade sobre os cafezais. As chuvas neste período podem induzir floradas antecipadas, o que tende a comprometer a regularidade da próxima safra, prevista para ser colhida no meio de 2027.

O alerta ganha peso em um momento em que os estoques globais de café seguem apertados. Segundo o Cepea, o mercado internacional conta com a produção brasileira para recompor a oferta mundial de arábica. Com as chuvas afetando o andamento da colheita e elevando os riscos à qualidade, a atenção dos agentes permanece voltada ao clima nas principais regiões produtoras.

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Agro Mato Grosso

Fungo benéfico transforma “perfume” do milho e ajuda a combater praga sem agrotóxicos

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Pesquisadores da Embrapa descobriram uma forma inteligente e natural de proteger as lavouras de milho: basta aplicar um fungo benéfico nas folhas da planta para mudar o cheiro que ela libera. Essa nova “fragrância” atrai uma vespa pequena que elimina os ovos do percevejo-barriga-verde — uma das pragas que mais causam prejuízos ao milho e a outras culturas importantes para a economia do Brasil.

Com esse mecanismo, a própria natureza ajuda a controlar o inseto, reduzindo a necessidade de usar defensivos químicos.

Os danos causados pelo percevejo-barriga-verde são maiores em áreas que usam o Sistema Plantio Direto, com a rotação entre soja e milho. Depois da colheita da soja, o inseto migra e vai se alimentar das plantas de milho ainda jovens, nas duas primeiras semanas após a germinação. Esse ataque logo no início do desenvolvimento pode comprometer o crescimento da lavoura e causar perdas de até 30% na produção.

Para resolver essa questão sem depender só de produtos químicos, a equipe da pesquisadora Maria Carolina Blassioli Moraes trabalhou por cinco anos. A estratégia une duas soluções naturais: o uso do fungo Beauveria bassiana e a ação da vespinha Telenomus podisi, que ataca os ovos da praga. Os resultados já foram publicados em revista científica internacional.

Como funciona essa solução?

Os estudos começaram com uma linhagem específica do fungo, chamada CG 1105, guardada no banco de microrganismos da Embrapa. No início, a ideia era só aplicá-lo para matar diretamente o percevejo. Mas os testes revelaram um efeito ainda mais interessante: o fungo mudou a forma como a planta se comunica por meio de seus odores.

Cinco dias depois de aplicado, o fungo se instalou de forma saudável no milho e alterou sua composição de substâncias que geram o cheiro. Ele aumentou bastante a produção de uma substância chamada salicilato de metila — conhecida por atrair inimigos naturais de pragas — e diminuiu a emissão de outro composto, de aroma mais doce.

Esse novo “cheiro” funciona como um aviso: ele chama a vespinha Telenomus podisi, que percebe a mudança e vai até a região onde está a praga. A vespa deposita seus próprios ovos dentro dos ovos do percevejo, impedindo que novos insetos nasçam. Assim, a população da praga é controlada de forma sustentável.

Em breve, testes direto na lavoura

Até agora, todos os experimentos foram feitos em condições controladas de laboratório. Mas a intenção é levar os testes para as lavouras nos próximos meses. Se os resultados forem tão bons quanto os obtidos em ambiente fechado, os produtores terão à disposição um método novo e eficiente de Manejo Integrado de Pragas.

Essa técnica reúne diferentes formas de controle natural, trabalhando em conjunto para proteger a cultura, reduzir custos e diminuir o impacto no meio ambiente.

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Agro Mato Grosso

FICO avança com mais de 55% das obras concluídas, aponta ANTT

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A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), uma das principais obras de infraestrutura do país, segue em ritmo acelerado e já tem mais da metade do trecho inicial concluído. O empreendimento passa por Mato Grosso e, ao longo dos próximos anos, deve chegar até Lucas do Rio Verde, município estratégico para o agronegócio estadual.

Na última quinta-feira (25/6), o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Guilherme Theo Sampaio, fez uma visita técnica para conferir de perto o andamento dos trabalhos. Ele foi acompanhado pelo superintendente interino de Transporte Ferroviário da agência, Fernando Feitosa, além de representantes do governo e da concessionária responsável pela execução.

A comitiva percorreu o trecho chamado FICO 1, que tem 364 km e liga Mara Rosa, em Goiás, a Água Boa, no interior de Mato Grosso. Esse trecho faz parte de um projeto maior, com extensão total de 888 km, tocado pela Vale S.A.

Até o momento, a obra já registra 55,38% de avanço físico e 51,55% de avanço financeiro. Do investimento total estimado em R$ 10,7 bilhões, mais de R$ 5,1 bilhões já foram contratados.

Durante a visita, a equipe pôde ver de perto as frentes de trabalho, incluindo terraplenagem, construção de pontes e viadutos, e a instalação dos trilhos. Já são mais de 200 km de trilhos recebidos, além da fabricação de 158 mil dormentes e de uma equipe com mais de 200 profissionais atuando exclusivamente na montagem da via. Os próprios representantes da ANTT percorreram parte do trecho já preparado a bordo de uma locomotiva da concessionária.

Mais eficiência para o agronegócio mato-grossense

Para o diretor Guilherme Theo Sampaio, a ferrovia é um projeto estratégico que vai transformar a logística do Centro-Oeste. “A FICO representa a integração da nossa região ao Norte e ao Sul do país. Isso significa mais desenvolvimento, custos menores e mais sustentabilidade. É o Brasil nos trilhos, conectando áreas produtoras e gerando oportunidades para todos”, afirmou.

Com a conclusão prevista para os próximos anos, a ferrovia vai se conectar à malha nacional, especialmente à Ferrovia Norte-Sul. Para Mato Grosso, os ganhos são diretos:

  • Redução dos custos de transporte de grãos, fertilizantes e insumos;
  • Maior capacidade de escoamento da produção;
  • Menor dependência do transporte por rodovias;
  • Impulso ao crescimento econômico das cidades atendidas.

Além de chegar a Água Boa, o trajeto da FICO segue avançando em direção a outras regiões produtoras do estado, com a previsão de alcançar também Lucas do Rio Verde — um dos principais polos agropecuários de Mato Grosso.

A ANTT segue acompanhando de forma contínua todas as etapas da obra, garantindo que o cronograma e as regras do contrato sejam cumpridos.

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Agro MT