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13 de agosto de 2026

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Governo cria exame obrigatório para médicos exercerem a profissão

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O registro no conselho é necessário para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

A proficiência no Enamed como requisito para exercer a profissão consta na medida provisória (MP) assinada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais, nesta sexta-feira (19).

Validade

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida provisória (MP) entra em vigor imediatamente, mas a exigência de proficiência na prova para o exercício profissional valerá apenas para quem ingressar na graduação de medicina a partir da data de publicação da norma no Diário Oficial da União.

O presidente do Inep, Manuel Palacios, explica que tornar o Enamed uma política de avaliação e análise de competências de estudantes de medicina referência representa um instrumento para monitorar a formação médica ofertada por instituições públicas e privadas de educação superior, porque é necessário o controle mais rigoroso do padrão de ensino.

“Haverá um controle mais preciso da qualidade da formação oferecida pelas instituições, o que também ajuda o próprio estudante a escolher em que instituição vai se inscrever, onde vai se formar. Assim como, a medida provisória de hoje assegura à população serviços médicos de qualidade, praticados por um profissional que passou por um exame de proficiência.”

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11/06/2026 – Brasília – Manuel Palacios, presidente do Inep, disse o Enamed representa um instrumento para monitorar a formação médica ofertada por instituições públicas e privadas de educação superior Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Enamed a cada seis meses

A MP cria a política integrada para formação médica no país e também estabelece que o Enamed será aplicado, obrigatoriamente, a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil. O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-la em edições semestrais seguintes.

O Inep prevê que as provas serão realizadas de forma descentralizada em todos os municípios que oferecem cursos de graduação em medicina. Entre os objetivos, o novo formato permitirá a comparação de resultados entre as edições.

Enamed e Revalida

A normativa editada pelo presidente da República também oficializa o alinhamento entre formação médica nacional e internacional. Pela política, o Enamed substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

Dessa forma, médicos formados fora do país e os graduados no Brasil serão submetidos exatamente ao mesmo exame. A mudança não abrange a segunda etapa do Revalida, composta por exames práticos em estações clínicas que simulam atendimentos reais.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, em entrevista à imprensa, destacou que a avaliação de estudantes de medicina poderia estar sendo realizada desde 2015, como prevista no programa Mais Médicos, mas não houve continuidade em outras gestões federais.

 

Brasília, (DF) -  29/04/2024 -  Secretário de Atenção Primária à Saúde/Ministério da Saúde,  Felipe Proenço, participa do programa A  Voz do Brasil. Foto Valter Campanato/Agência Brasil.

Brasília, (DF) – 29/04/2024 –  Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço disse que a avaliação de estudantes de medicina poderia estar sendo realizada desde 2015, como prevista no programa Mais Médicos, mas não houve continuidade em outras gestões federais. Foto-arquico Valter Campanato/Agência Brasil. – Valter Campanato/Agência Brasil

O representante do Ministério da Saúde indica que o Enamed representa a possibilidade de alinhamento da graduação em medicina às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e da população.

“No ano passado, voltamos a ter um exame específico dos estudantes de medicina e pelas matrizes de elaboração dessas provas, que são feitas por uma comissão de especialistas. É possível utilizar o Enamed enquanto a prova teórica. que é a chamada a primeira etapa do Revalida.”

O Inep, responsável pela realização das duas provas, esclarece que os médicos formados no exterior que já tiveram o diploma revalidado em data anterior à de entrada em vigor da normativa estão dispensados de fazer o Enamed.

Avaliação durante o curso

Outra novidade da nova medida provisória é que a avaliação do Enamed será, obrigatoriamente, aplicada no fim do 4º ano do curso de medicina.

A etapa terá caráter diagnóstico e formativo, voltada para identificar deficiências de aprendizagem dos estudantes de medicina. A secretária de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), Marta Abramo, ressaltou que o Enamed aplicado aos estudantes do quarto ano é útil tanto para as instituições de ensino reavaliarem a sua proposta pedagógica quanto para regulação pelo poder público.

“As instituições de ensino podem reavaliar sua atuação pedagógica para melhorar a formação desse estudante para que este chegue ao final do curso com a as condições de exercício da profissão e para que seja aprovado no exame de proficiência, mas também vai trazer para o MEC insumos importantes para monitorarmos a qualidade desses cursos e poder agir quando necessário”, disse a secretária Abramo.

Qualidades dos cursos

A edição de 2025 do Enamed registrou que 99 cursos (32%) obtiveram conceito Enade nas faixas 1 e 2 — menos de 60% dos seus estudantes apresentaram desempenho considerado adequado ao exame. Estes cursos passaram por ações de supervisão e sanções, anunciadas em março deste ano, como a suspensão de novos ingressos.

Os resultados do Enamed divulgados em janeiro deste ano mostraram que 85% dos cursos municipais foram considerados insatisfatórios.

Entre os 944 estudantes de instituições de educação superior municipais participantes no exame de 2025, apenas 49,7% tiveram conceito proficiente.

Com a nova medida provisória, os órgãos de regulação estaduais e do Distrito Federal, que controlam tanto os cursos estaduais quanto os municipais, deverão também tomar medidas de supervisão, a partir dos resultados insatisfatórios do Enamed.

A secretária do MEC, Marta Abramo comemora a medida. “Sem a medida provisória, até hoje, não tínhamos a possibilidade de atuação [federal] sobre esses cursos. Isso vai garantir também que o estudante que ingresse seja em um curso privado, público, estadual, federal ou municipal, tenha a garantia de que o Estado vai estar atuando para melhoria desse curso”.

Residências médicas

Desde a primeira edição, em 2025, o Enamed possibilita que os resultados obtidos pelos participantes do exame possam ser usados para ingressar em programas à residência médica de especialidades de acesso direto. Isto porque a prova do Enamed equivale à parte teórica do Exame Nacional de Residência (Enare).

Com a MP, os resultados do Enamed poderão oficialmente ser usados para esta finalidade, a de acesso à residência médica.

O texto da MP ainda cria o Sistema Nacional de Avaliação das Residências (Sinares) para avaliação da qualidade dos programas de residência médica e da formação dos profissionais residentes.

Para operar a nova política de maneira democrática, a MP prevê a criação de uma comissão consultiva de acompanhamento do Enamed, com representantes do MEC, do Ministério da Saúde, Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira e de entidades da sociedade civil.

Para virar lei no Congresso

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, demonstrou otimismo quanto à tramitação da nova medida provisória (MP) do Enamed no Congresso Nacional para virar lei federal.

O secretário citou que a proposta do governo reflete o desejo da população e as demandas históricas das próprias entidades médicas e destacou que uma pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) demonstrou que 88% dos 2.017 entrevistados em fevereiro deste ano entendem que o Enamed deve obrigatório para que o graduado exerça a medicina.

“Quem é atendido por um médico quer saber se esse profissional teve qualidade na formação. Ao mesmo tempo, esta é uma demanda das entidades médicas que pleiteiam que haja um exame de proficiência.”

A expectativa do governo é que o debate legislativo sirva para aperfeiçoar o dispositivo. Para ilustrar a qualificação do debate de uma política pública de saúde pelo Congresso, Proenço resgatou a apreciação do programa Mais Médicos do Ministério da Saúde pelo parlamento, para melhor o atendimento aos usuários do SUS.

“A medida provisória [da época] foi modificada, foi muito melhorada ao longo da tramitação no Congresso. Temos essa mesma expectativa de responder ao clamor da sociedade e também que a medida provisória possa ser aperfeiçoada para que seja convertida em lei.”

O Conselho Federal de Medicina disse à Agência Brasil que ainda não teve acesso ao teor da medida provisória para comentar sobre a criação da política integrada para formação médica no país nem sobre a representação do colegiado na comissão consultiva de acompanhamento do Enamed.

Inscrições abertas

A edição de 2026 do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2026 está com inscrições abertas até 29 de junho, exclusivamente pelo Sistema Enamed.

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VG libera vacina da gripe para população em geral após baixa adesão de grupos prioritários

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Município tem cerca de 35 mil doses em estoque nos postos de saúde. Saúde alerta para resistência de pais nas escolas e prepara “Dia D”

Várzea Grande amplia, a partir desta quarta-feira (12), a vacinação contra a influenza para a população em geral. A medida foi autorizada após alinhamento entre a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (COSEMS-MT), durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-MT), realizada na semana passada.

A estratégia adotada pela Secretaria Municipal de Saúde considera o estoque disponível na rede e busca ampliar a proteção da população contra a influenza sem comprometer a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Desde o início da vacinação dos públicos prioritários, em abril deste ano, o município recebeu do Ministério da Saúde mais de 65 mil doses do imunizante. Desse total, mais de 30 mil doses já foram distribuídas em toda a rede municipal de saúde.

A vacinação para a população em geral será realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs), sempre com a garantia de atendimento aos grupos prioritários, entre eles crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais, além dos demais públicos definidos pelo Ministério da Saúde.

A secretária municipal de Saúde, Valéria Nogueira, destaca que a ampliação representa uma oportunidade para aumentar a proteção da população, mas precisa ser realizada de forma planejada, sem comprometer o atendimento dos públicos que já possuem prioridade na vacinação.

“Estamos ampliando a possibilidade de proteção contra a influenza, mas essa ampliação precisa acontecer de forma responsável. Nossa prioridade é garantir que crianças, gestantes, idosos e os demais grupos definidos pelo Ministério da Saúde continuem tendo acesso à vacina. A equipe técnica fará o acompanhamento permanente do estoque e da demanda para que a estratégia seja segura e organizada”, afirmou.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, José Carlos Valadares, o acompanhamento do estoque e da aplicação das doses será permanente durante o período de ampliação.

“A equipe de Vigilância em Saúde vai acompanhar diariamente a movimentação das doses, considerando o estoque e a procura da população. A orientação é que os moradores procurem a unidade de saúde mais próxima e aproveitem essa oportunidade para atualizar também as demais vacinas que eventualmente estejam pendentes”, destacou.

Dia D

Valadares também reforça a mobilização prevista para o Dia D Nacional de Vacinação, que será realizado no dia 22 de agosto, das 8h às 16h45. Todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) estarão preparadas para ampliar a cobertura da influenza e oferecer os demais imunizantes disponíveis na rede municipal.

Conforme dados registrados no InformeSUS, entre abril e julho deste ano, 24.695 pessoas dos grupos prioritários foram vacinadas, o que representa 36,22% de cobertura vacinal. O índice ainda está abaixo da meta preconizada pelo Ministério da Saúde.

“Nossa equipe tem feito busca ativa extramuros em escolas, empresas, firmas, colégios, faculdades e unidades hospitalares, além de participar de ações sociais, com o intuito de imunizar a população. No entanto, temos percebido que, neste ano, a procura tem sido menor”, explica Nathalya Rondon, superintendente da Atenção Primária à Saúde.

Atualmente, Várzea Grande conta com aproximadamente 35 mil doses disponíveis em estoque. Com a ampliação da vacinação, a Secretaria Municipal de Saúde pretende aumentar significativamente o número de moradores protegidos contra a doença.

“Quando realizamos ações nas escolas, percebemos resistência de alguns pais em autorizar que os filhos sejam imunizados, alegando diversas justificativas. Recentemente, a prefeita publicou o Decreto nº 75, de 29 de julho de 2026, que visa fortalecer a integração entre as Secretarias Municipais de Saúde e Educação para ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes da educação infantil e do ensino fundamental”, afirmou Nathalya.

A vacina contra a influenza integra a rotina de vacinação durante todo o ano para crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais, sem prejuízo da vacinação dos demais grupos prioritários.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta os moradores a procurarem a Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima para receber a vacina contra a influenza e manter a caderneta de vacinação atualizada.

Com Prefeitura de Várzea Grande

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Polícia estoura esquema de remédios proibidos em MT; homem é preso, mas paga fiança

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Entre os produtos apreendidos em Rosário Oeste estão ampolas de Tirzec e Gluconex, substâncias banidas pela Anvisa

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (12.8), um homem, de 42 anos, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Rosário Oeste. Na residência do investigado, os policiais apreenderam 33 ampolas de medicamentos, 22 seringas, um recipiente com comprimidos não identificados e dois aparelhos celulares.

Entre os produtos apreendidos estão medicamentos à base de tirzepatida, como Tirzec e Gluconex, além de outras substâncias de uso restrito. Os produtos não possuem registro sanitário válido para circulação no Brasil. A Anvisa determinou medidas de apreensão e proibição de circulação do Tirzec e do Gluconex em território nacional.

O investigado foi conduzido à unidade policial e autuado em flagrante. Após os procedimentos legais, ele foi liberado mediante fiança, arbitrada em R$ 5 mil, conforme os artigos 325, inciso I, e 326 do Código de Processo Penal.

Os materiais apreendidos permanecerão à disposição das autoridades competentes para os procedimentos de análise e demais providências relacionadas à investigação.

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Alívio de R$ 5 não muda cenário: cesta básica segue mais cara em Cuiabá

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Valor médio caiu para R$ 836,28, mas ainda supera em R$ 36 o preço de um ano atrás

A cesta básica voltou a ficar mais barata em Cuiabá, mas a redução ainda está longe de representar um alívio significativo para o consumidor. O conjunto de alimentos passou a custar, em média, R$ 836,28, após recuo de R$ 5,48 na segunda semana de agosto.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), divulgado nesta quarta-feira (12), a queda foi de 0,65% em relação à semana anterior, quando a cesta custava R$ 841,76.

Foi a quinta semana consecutiva de queda. Mesmo assim, na comparação anual, o cenário continua desfavorável: em agosto de 2025, o mesmo conjunto de produtos custava R$ 800,24. Ou seja, a cesta está R$ 36,04 mais cara do que há um ano.

Entre os principais responsáveis pela redução semanal estão o feijão, que caiu 5,32%, o café, com baixa de 3,24%, e o açúcar, que recuou 1,13%.

O feijão passou a custar R$ 9,03 por quilo. Apesar da queda recente, o produto ainda acumula uma diferença expressiva em relação ao ano passado: está 48,18% mais caro.

O café ficou em R$ 27,72 pelo pacote de 500 gramas e apresentou queda de 18,08% no comparativo anual. Já o açúcar chegou a R$ 1,58 por quilo, com preço 53,24% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

Outros produtos também tiveram redução na semana, como carne bovina (-0,82%), manteiga (-0,61%), arroz (-0,39%), farinha de trigo (-0,21%), batata (-0,20%) e leite (-0,01%). O pão francês permaneceu estável.

Na contramão, a banana subiu 0,74%, o tomate teve alta de 0,67% e o óleo de soja aumentou 0,30%.

Apesar da sequência de cinco quedas, os números mostram que o consumidor cuiabano ainda enfrenta uma cesta básica mais cara do que há um ano.

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