Sustentabilidade
Trigo: Conab projeta queda de 20% na safra brasileira enquanto preços reagem em Chicago – MAIS SOJA

As cotações do trigo em Chicago, considerando o primeiro mês cotado, após 10 dias úteis abaixo dos US$ 6,00/bushel, voltaram a romper este teto, atingindo a US$ 6,12 no dia 17/06. Já o fechamento do dia 18 (quinta-feira) ficou em US$ 6,05/bushel, contra US$ 5,86 uma semana antes.
Nos EUA, o trigo de inverno, até o dia 14/06, estava colhido em 25% da área total, contra 13% um ano antes. Ao mesmo tempo, 45% do que restava colher estava em condições entre ruins a muito ruins, 28% regulares e 27% entre boas a excelentes. Já o trigo de primavera estava com 95% das lavouras germinadas, contra 89% na média, com 55% das lavouras em condições entre boas a excelentes.
Pelo lado das exportações, os EUA, na semana encerrada em 11/06, exportaram 334.292 toneladas, ficando abaixo do esperado pelo mercado. O total embarcado no atual ano comercial, iniciado em 1º de junho, soma 554.075 toneladas, ou seja, 6% a menos do que em igual momento do ano anterior.
Além do clima e da entrada da nova safra no hemisfério norte, o mercado acompanha a Argentina e seu plantio, já que o vizinho país espera colher 21 milhões de toneladas nesta nova safra. Lembrando que o atual foco dos importadores brasileiros é quanto a qualidade do trigo argentino, pois esta baixou nos últimos anos, com o produto apresentando menor teor de proteína. Esta é fundamental para a produção de farinhas destinadas à panificação. Com isso, o país pode ter que aumentar importações de outras origens, tais como EUA e Rússia, além da União Europeia. O problema no trigo argentino pode melhorar as condições de mercado para o trigo brasileiro, desde que o mesmo tenha melhores padrões tecnológicos.
Dito isso, no início da semana o plantio nacional atingia a 59,5% da área esperada, contra a média histórica de 52,7% para a data. Até o dia 12/06 o plantio estava concluído em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, seguido por Goiás (99%), Paraná (78%), Bahia (60%), Rio Grande do Sul (36%) e Santa Catarina (6,3%). Das áreas semeadas, 30,6% ainda estavam em emergência, 58,2% se encontravam em desenvolvimento vegetativo, 7,8% em floração, 2,2% em enchimento de grãos e 1,2% já estava em maturação.
É importante destacar que, segundo o relatório de junho da Conab, a produção total brasileira para 2026 está estimada em 6,3 milhões de toneladas, contra 7,9 milhões em 2025. Ou seja, um recuo de 20,2%. O Rio Grande do Sul colheria 2,7 milhões de toneladas, com recuo de 24,5% em relação ao ano anterior, enquanto o Paraná chegaria a 2,2 mihões de toneladas, perdendo 20,6% sobre o produzido no ano anterior. A produtividade média esperada no Brasil é de 49,6 sacos/hectare, contra 53,6 sacos um ano antes.
Enquanto isso, durante a semana, no Rio Grande do Sul, foram negociados pequenos lotes de trigo ao preço de “R$ 1.350,00/tonelada, com embarque em julho e pagamento no início de agosto. Os moinhos resistem a alongar posições porque a baixa moagem já mantém os estoques elevados. Junho está totalmente coberto, enquanto julho teria cobertura estimada em 60%.
Contrariando a Conab, cooperativas do centro e noroeste do estado gaúcho falam, sem confirmação oficial, uma possível redução de até 40% na área semeada com trigo neste ano. Já em Santa Catarina ocorreram negócios isolados de trigo-pão a R$ 1.360,00/tonelada FOB e de trigo melhorador a R$ 1.400,00/tonelada FOB, abaixo do custo do produto importado. E no Paraná, o mercado seguiu parado, com negócios a R$ 1.420,00/tonelada CIF nos Campos Gerais e R$ 1.480,00 CIF no Norte. O trigo branqueador permanece próximo de R$ 1.450,00/tonelada FOB. Para a safra nova, as referências variam de R$ 1.320,00 a R$ 1.350,00/tonelada FOB. Já o trigo argentino nacionalizado avançou para US$ 300,00 por tonelada, porém, sem oferta concreta na semana” (cf. TF Agronômica).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
Sustentabilidade
Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.
Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.
A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.
Matopiba
Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.
No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.
Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.
A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.
De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.
Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.
Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro
Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.
A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.
Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.
Fonte: Assessoria de imprensa
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