Sustentabilidade
Estoque de Cédulas de Produto Rural atinge R$ 565 bilhões em maio de 2026 – MAIS SOJA

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) atingiu R$ 565 bilhões em maio deste ano, um aumento de 13% em relação ao valor registrado nos últimos doze meses. No acumulado da atual safra, de julho de 2025 a maio de 2026, houve retração de 6% no volume de novos registros, que passou de R$ 366,6 bilhões na safra anterior para R$ 343,9 bilhões na atual temporada.
Os dados constam da nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apresenta informações sobre o desempenho dos principais títulos e fundos de financiamento privado do setor referentes a maio de 2026.
Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA), responsável pelo estudo, a CPR vem consolidando seu papel como um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio brasileiro ao longo das últimas safras.
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 571,51 bilhões em estoque em maio, valor praticamente estável em relação ao registrado doze meses antes, com leve retração de 0,3% no período.
Apesar da estabilidade do estoque, os recursos destinados ao financiamento rural por meio das LCAs apresentaram expansão. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram direcionados obrigatoriamente ao financiamento de atividades agropecuárias, em atendimento à exigência regulatória que determina a aplicação mínima de 60% dos recursos captados com a emissão desses títulos no agronegócio. Na comparação com maio do ano passado, o volume destinado ao setor cresceu 20%, refletindo o aumento da exigibilidade das LCAs de 50% para os atuais 60%.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) registraram crescimento de 12% nos estoques nos últimos doze meses, alcançando R$ 175,7 bilhões em maio.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram redução de 6% no estoque em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a análise da SPA, esse resultado ainda reflete o movimento extraordinário de crescimento observado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente revertido nos meses subsequentes.
Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) seguem se destacando pelo crescimento consistente de seu patrimônio líquido ao longo dos últimos anos. Embora ainda representem parcela menor do total de recursos privados destinados ao agronegócio, os Fiagro evidenciam o avanço e a maturidade do mercado de capitais brasileiro. Em abril, o patrimônio líquido desses fundos atingiu R$ 62 bilhões, com 247 fundos operando normalmente no período.
O boletim é elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da SPA.
Acesse as publicações completas aqui.
Fonte: MAPA

Autor:MAPA
Site: MAPA
Sustentabilidade
Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.
Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.
Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).
Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.
Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).
Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.
Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.

Referências:
DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.
ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.
SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.
Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.
O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.
Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.
O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.
Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).
Cuiabá
Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.
O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.
Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).
Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).
“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.
CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade8 horas agoProdução de soja e milho muda perfil da mão de obra no campo em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade7 horas agoA importância do trigo tropical e os desafios do manejo da brusone – MAIS SOJA
Featured24 horas agoDepoimento de ex-banqueiro à Polícia Federal é adiado após pedido da defesa
Sustentabilidade14 horas agoHerbicida não cria resistência: genética das plantas daninhas ajuda a explicar avanço do problema no campo – MAIS SOJA
Featured13 horas agoGuarda Municipal conduz duas adolescentes após ameaças contra familiares em Várzea Grande
Business4 horas agoConab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho
Sustentabilidade10 horas agoAnálise climática e prognósticos para setembro, outubro e novembro/26 – MAIS SOJA
Featured6 horas agoAbilio vota em eleição da AMM e destaca retomada de parceria institucional com Cuiabá

















