Sustentabilidade
CTECNO Parecis transforma pesquisa em resultados e atrai visitantes – MAIS SOJA

Em apenas um mês, o Centro Tecnológico (CTECNO) Parecis recebeu 79 visitantes distribuídos em sete visitas técnicas realizadas na estação de pesquisa, localizada em Campo Novo do Parecis. A programação reuniu produtores rurais associados, consultores, gerentes de fazenda, coordenadores técnicos e representantes de empresas ligadas ao setor agrícola, fortalecendo a troca de conhecimento entre pesquisa e campo.
Entre os participantes estiveram produtores e profissionais da área técnica, que acompanharam de perto os experimentos desenvolvidos na estação e discutiram alternativas para aumentar a eficiência produtiva em diferentes ambientes de cultivo.
Segundo o coordenador de pesquisa do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, as visitas permitiram que os participantes observassem diretamente o comportamento das culturas implantadas em solos de diferentes características, especialmente em áreas arenosas, que representam um dos principais desafios para a agricultura brasileira. “Foi um momento para produtores, técnicos e consultores observarem o campo e verificarem quais práticas realmente trazem resultados. Nosso objetivo é mostrar o que funciona em cada ambiente e como essas informações podem ser aplicadas dentro das propriedades para gerar maior retorno sobre o investimento”, destacou.
Durante as visitas, os participantes conheceram experimentos relacionados à rotação de culturas, uso de plantas de cobertura, manejo de fertilidade, posicionamento de híbridos de milho e estratégias de adubação nitrogenada. Também foram apresentados resultados históricos acumulados ao longo de aproximadamente dez anos de pesquisas conduzidas na estação.
Nas áreas experimentais, os visitantes puderam comparar o desempenho das culturas em solos arenosos, com menos de 15% de argila, e em solos de textura média, observando diferenças no desenvolvimento das plantas e nos resultados produtivos. As vitrines de híbridos de milho também permitiram avaliar o comportamento das diferentes genéticas em ambientes distintos e sob diferentes épocas de semeadura.
De acordo com Hammerschmitt, os estudos desenvolvidos no CTECNO Parecis buscam oferecer informações que auxiliem produtores e técnicos na tomada de decisões mais assertivas. “A busca por conhecimento é o principal objetivo dessas visitas. Os trabalhos realizados aqui ajudam a identificar quais manejos são mais eficientes, quais materiais apresentam melhor adaptação e quais estratégias permitem reduzir riscos e aumentar a rentabilidade das propriedades. Isso traz mais segurança para as decisões tomadas no campo”, explicou.
Um dos diferenciais da estação é o foco em pesquisas voltadas para solos arenosos, condição presente em grande parte das áreas agrícolas da região e que exige estratégias específicas de manejo. Os estudos envolvem desde o uso mais eficiente de fertilizantes e corretivos até a avaliação de plantas de cobertura e o posicionamento de cultivares de soja e híbridos de milho.
“No Brasil existem poucas estruturas de pesquisa trabalhando especificamente com esse tipo de ambiente. Os resultados gerados pelo CTECNO Parecis servem como um importante aliado para o produtor, ajudando a tornar essas áreas mais produtivas, econômicas e sustentáveis”, ressaltou o coordenador.
Além das visitas técnicas realizadas ao longo do ano, o CTECNO Parecis promove dois grandes eventos de campo. Em janeiro ocorre o Dia de Campo de Soja e, em abril, o Dia de Campo de Milho e Plantas de Cobertura. As informações geradas também são compartilhadas com os produtores por meio de rodadas técnicas realizadas nos núcleos da Aprosoja Mato Grosso em diversas regiões do estado. Além disso, todas as pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs são divulgadas por meio de boletins e circulares técnicas, disponibilizados nos canais de comunicação da Aprosoja MT e do IAGRO. Esses conteúdos apresentam informações oriundas de experimentos de longa duração e de trabalhos pontuais relacionados ao comportamento genético das culturas da soja e do milho.
A estação de pesquisa permanece aberta para receber visitantes durante todo o ano. Produtores, técnicos e demais interessados podem agendar visitas para conhecer os experimentos em andamento e acompanhar de perto os trabalhos desenvolvidos pelo CTECNO Parecis.
Fonte: Aprosoja/MT
Sustentabilidade
Estoque de Cédulas de Produto Rural atinge R$ 565 bilhões em maio de 2026 – MAIS SOJA

O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) atingiu R$ 565 bilhões em maio deste ano, um aumento de 13% em relação ao valor registrado nos últimos doze meses. No acumulado da atual safra, de julho de 2025 a maio de 2026, houve retração de 6% no volume de novos registros, que passou de R$ 366,6 bilhões na safra anterior para R$ 343,9 bilhões na atual temporada.
Os dados constam da nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apresenta informações sobre o desempenho dos principais títulos e fundos de financiamento privado do setor referentes a maio de 2026.
Segundo a Secretaria de Política Agrícola (SPA), responsável pelo estudo, a CPR vem consolidando seu papel como um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio brasileiro ao longo das últimas safras.
As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 571,51 bilhões em estoque em maio, valor praticamente estável em relação ao registrado doze meses antes, com leve retração de 0,3% no período.
Apesar da estabilidade do estoque, os recursos destinados ao financiamento rural por meio das LCAs apresentaram expansão. Pelo menos R$ 342,9 bilhões foram direcionados obrigatoriamente ao financiamento de atividades agropecuárias, em atendimento à exigência regulatória que determina a aplicação mínima de 60% dos recursos captados com a emissão desses títulos no agronegócio. Na comparação com maio do ano passado, o volume destinado ao setor cresceu 20%, refletindo o aumento da exigibilidade das LCAs de 50% para os atuais 60%.
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) registraram crescimento de 12% nos estoques nos últimos doze meses, alcançando R$ 175,7 bilhões em maio.
Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram redução de 6% no estoque em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a análise da SPA, esse resultado ainda reflete o movimento extraordinário de crescimento observado em agosto de 2024, que vem sendo gradualmente revertido nos meses subsequentes.
Os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) seguem se destacando pelo crescimento consistente de seu patrimônio líquido ao longo dos últimos anos. Embora ainda representem parcela menor do total de recursos privados destinados ao agronegócio, os Fiagro evidenciam o avanço e a maturidade do mercado de capitais brasileiro. Em abril, o patrimônio líquido desses fundos atingiu R$ 62 bilhões, com 247 fundos operando normalmente no período.
O boletim é elaborado mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da SPA.
Acesse as publicações completas aqui.
Fonte: MAPA

Autor:MAPA
Site: MAPA
Sustentabilidade
Trabalhador é soterrado por soja em silo e mobiliza operação de resgate no RS

Um trabalhador segue desaparecido após ser soterrado por uma grande quantidade de soja em um armazém graneleiro no município de Tapera, no Rio Grande do Sul. O acidente ocorreu nesta quarta-feira (17).
Ao Soja Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar de Tapera informou que a vítima é um funcionário da empresa e foi atingida por uma grande quantidade de grãos durante os trabalhos no armazém. Desde então, equipes especializadas trabalham de forma ininterrupta na tentativa de localizar o homem.
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As buscas entraram pelo segundo dia consecutivo e seguem sem previsão de término. A principal dificuldade enfrentada pelos bombeiros é a enorme quantidade de soja armazenada no local, o que torna a operação complexa e exige extrema cautela.
Além das equipes de Tapera, atuam na ocorrência bombeiros de Carazinho e Passo Fundo, incluindo integrantes do Grupo de Resposta a Desastres (GRD), especializado em ocorrências de grande porte.
A identidade da vítima ainda não foi divulgada pelas autoridades.
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Sustentabilidade
Yamato SC: A peça-chave para o manejo do caruru – MAIS SOJA

A competição das plantas daninhas com as culturas agrícolas por recursos como radiação solar, água e nutrientes limita a produtividade das lavouras e compromete a qualidade dos grãos produzidos. Além da matocompetição, muitas espécies daninhas podem atuar como hospedeiras de pragas e patógenos, contribuindo para a manutenção do ciclo desses agentes bióticos e afetando a sanidade da lavoura.
Na cultura da soja, espécies do gênero Amaranthus, popularmente conhecidas como caruru, destacam-se entre as principais e mais preocupantes plantas daninhas do sistema produtivo. Amplamente distribuído nas regiões produtoras, o caruru apresenta características que dificultam significativamente seu controle, sobretudo em pós-emergência. A ocorrência de biótipos resistentes aos principais herbicidas pós-emergentes utilizados na soja reduz as opções de controle químico, tornando o sucesso do manejo altamente dependente do correto posicionamento dos herbicidas, especialmente quanto ao momento de aplicação.
As plantas do gênero Amaranthus apresentam elevada agressividade competitiva, podendo crescer até 4 cm por dia, dependendo da espécie e das condições ambientais. Algumas espécies, como Amaranthus palmeri, podem produzir até 1 milhão de sementes por planta e causar perdas de produtividade superiores a 79% na soja. As sementes são pequenas, lisas e arredondadas (Figura 1), sendo facilmente dispersas por animais, água e máquinas agrícolas. Além disso, devido ao reduzido tamanho, sua emergência é favorecida quando permanecem próximas à superfície do solo, intensificando o fluxo de emergência ao longo do ciclo da cultura (Gazziero & Silva, 2017).
Figura 1. Sementes de caruru (Amaranthus spp.).
As sementes dispersas passam a integrar o banco de sementes do solo, germinando e dando origem a novos fluxos de emergência do caruru, elevando a matocompetição e dificultando o posicionamento de herbicidas na soja. Nesse sentido, atuar de forma proativa, com foco no banco de sementes e controle dos fluxos de emergência é uma das principais estratégias para reduzir as populações de caruru.
Considerando a elevada agressividade, capacidade competitiva e alta produção de sementes das espécies de caruru, associadas à resistência de alguns biótipos aos herbicidas pós-emergentes, o manejo eficiente dessa planta daninha deve iniciar antes mesmo da emergência das populações infestantes. Nesse contexto, os herbicidas pré-emergentes destacam-se como uma das principais estratégias para o manejo do caruru em lavouras comerciais de soja.
Os herbicidas pré-emergentes atuam diretamente sobre o banco de sementes do solo, interferindo na germinação e/ou impedindo a emergência das plântulas. Com isso, reduzem os fluxos de emergência do caruru e proporcionam maior uniformidade das plantas remanescentes, permitindo melhor posicionamento das aplicações pós-emergentes. Como resultado, há aumento da eficiência de controle e maior efetividade no manejo das populações daninhas ao longo do ciclo da soja.
Em áreas muito infestadas do sistema plantio direto, o caruru pode estar presente antes mesmo da semeadura e estabelecimento da soja. Nessas áreas, medidas integradas de manejo necessitam ser adotadas para assegurar a eficácia do manejo dessa planta daninha. Em algumas circunstâncias, aplicações sequenciais de herbicidas podem ser necessárias, podendo inclusive associar herbicidas pré-emergentes em determinadas situações, antecedendo a semeadura da soja. Sobretudo, dada a complexibilidade que compreende o manejo do caruru, o uso dos herbicidas pré-emergentes se tornou “peça-chave” para o controle dessa daninha, sendo esses herbicidas indispensáveis no cenário atual.
Para um manejo eficiente e resultados efetivos, o posicionamento dos herbicidas pré-emergente deve ser criterioso, levando em consideração, entre outros fatores, a seletividade, espectro de controle e residualidade do herbicida. Com resultados efetivos para o controle do caruru, o Yamato SC possui essas características.
A eficiência do Yamato SC no controle do caruru é cientificamente comprovada. Conforme observado por (Trentin et al., 2024), a piroxasulfona (Yamato SC) apresenta controle do caruru superior a 95%, mesmo aos 24 dias após a emergência da soja, além de apresentar baixa porcentagem de injuria a cultura, mesmo em solo com elevada umidade.
A molécula presente no Yamato SC é absorvida pela parte aérea e pelas raízes, atuando sobre sementes em germinação, inibindo a emergência das plântulas. Apresenta baixa volatilização, reduzida fotodegradação e baixo potencial de lixiviação, com mobilidade variável conforme as características do solo. Além disso, possui baixa retenção na palhada e elevada seletividade para o controle de gramíneas e plantas daninhas de folhas largas com sementes pequenas (Rizzardi, s.d.), destacando-se como uma importante ferramenta para o manejo do caruru, especialmente no sistema plantio direto.
Com alta seletividade, o Yamato SC possibilita um maior período de controle, sem afetar a cultura subsequente, proporcionando um ambiente livre da matocompetição inicial, além de atuar de forma sinérgica no manejo da resistência a herbicidas, reduzindo a pressão de controle na pós-emergência.
Figura 2. Plantas de caruru matocompetindo com a soja em estádio inicial de desenvolvimento.

No cenário atual, marcado pela resistência de diferentes espécies de caruru aos herbicidas pós-emergentes e pela elevada agressividade competitiva dessa planta daninha, os herbicidas pré-emergentes tornaram-se ferramentas indispensáveis no manejo da cultura da soja. Nesse contexto, o Yamato SC reúne características importantes para compor programas eficientes de manejo, proporcionando elevado desempenho no controle de plantas daninhas, com seletividade e segurança para as culturas subsequentes, exercendo papel de peça-chave no manejo do caruru.

Referências:
GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MENAJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 18/05/2026.
IHARA. YAMATO SC PARA SOJA: LIBERTE-SE COM O HERBICIDA YAMATO. IHARA, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/yamato-sc-soja/ >, acesso em: 18/05/2026.
RIZZARDI, M. A. MANEJO QUÍMICO: PIUROXASULFONA. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/piroxasulfona >, acesso em: 18/05/2026.
TRENTIN, F. et al. SELETIVIDADE À CULTURA DA SOJA E CONTROLE DE CARURU EM FUNÇÃO DE HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES E UMIDADE DO SOLO. XXCI ENPÓS, 2024. Disponível em: < https://anais-siiepe.ufpel.edu.br/2024/CA_04630.pdf >, acesso em: 18/05/2026.
Redação: Equipe Mais Soja.
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