Sustentabilidade
Yamato SC: A peça-chave para o manejo do caruru – MAIS SOJA

A competição das plantas daninhas com as culturas agrícolas por recursos como radiação solar, água e nutrientes limita a produtividade das lavouras e compromete a qualidade dos grãos produzidos. Além da matocompetição, muitas espécies daninhas podem atuar como hospedeiras de pragas e patógenos, contribuindo para a manutenção do ciclo desses agentes bióticos e afetando a sanidade da lavoura.
Na cultura da soja, espécies do gênero Amaranthus, popularmente conhecidas como caruru, destacam-se entre as principais e mais preocupantes plantas daninhas do sistema produtivo. Amplamente distribuído nas regiões produtoras, o caruru apresenta características que dificultam significativamente seu controle, sobretudo em pós-emergência. A ocorrência de biótipos resistentes aos principais herbicidas pós-emergentes utilizados na soja reduz as opções de controle químico, tornando o sucesso do manejo altamente dependente do correto posicionamento dos herbicidas, especialmente quanto ao momento de aplicação.
As plantas do gênero Amaranthus apresentam elevada agressividade competitiva, podendo crescer até 4 cm por dia, dependendo da espécie e das condições ambientais. Algumas espécies, como Amaranthus palmeri, podem produzir até 1 milhão de sementes por planta e causar perdas de produtividade superiores a 79% na soja. As sementes são pequenas, lisas e arredondadas (Figura 1), sendo facilmente dispersas por animais, água e máquinas agrícolas. Além disso, devido ao reduzido tamanho, sua emergência é favorecida quando permanecem próximas à superfície do solo, intensificando o fluxo de emergência ao longo do ciclo da cultura (Gazziero & Silva, 2017).
Figura 1. Sementes de caruru (Amaranthus spp.).
As sementes dispersas passam a integrar o banco de sementes do solo, germinando e dando origem a novos fluxos de emergência do caruru, elevando a matocompetição e dificultando o posicionamento de herbicidas na soja. Nesse sentido, atuar de forma proativa, com foco no banco de sementes e controle dos fluxos de emergência é uma das principais estratégias para reduzir as populações de caruru.
Considerando a elevada agressividade, capacidade competitiva e alta produção de sementes das espécies de caruru, associadas à resistência de alguns biótipos aos herbicidas pós-emergentes, o manejo eficiente dessa planta daninha deve iniciar antes mesmo da emergência das populações infestantes. Nesse contexto, os herbicidas pré-emergentes destacam-se como uma das principais estratégias para o manejo do caruru em lavouras comerciais de soja.
Os herbicidas pré-emergentes atuam diretamente sobre o banco de sementes do solo, interferindo na germinação e/ou impedindo a emergência das plântulas. Com isso, reduzem os fluxos de emergência do caruru e proporcionam maior uniformidade das plantas remanescentes, permitindo melhor posicionamento das aplicações pós-emergentes. Como resultado, há aumento da eficiência de controle e maior efetividade no manejo das populações daninhas ao longo do ciclo da soja.
Em áreas muito infestadas do sistema plantio direto, o caruru pode estar presente antes mesmo da semeadura e estabelecimento da soja. Nessas áreas, medidas integradas de manejo necessitam ser adotadas para assegurar a eficácia do manejo dessa planta daninha. Em algumas circunstâncias, aplicações sequenciais de herbicidas podem ser necessárias, podendo inclusive associar herbicidas pré-emergentes em determinadas situações, antecedendo a semeadura da soja. Sobretudo, dada a complexibilidade que compreende o manejo do caruru, o uso dos herbicidas pré-emergentes se tornou “peça-chave” para o controle dessa daninha, sendo esses herbicidas indispensáveis no cenário atual.
Para um manejo eficiente e resultados efetivos, o posicionamento dos herbicidas pré-emergente deve ser criterioso, levando em consideração, entre outros fatores, a seletividade, espectro de controle e residualidade do herbicida. Com resultados efetivos para o controle do caruru, o Yamato SC possui essas características.
A eficiência do Yamato SC no controle do caruru é cientificamente comprovada. Conforme observado por (Trentin et al., 2024), a piroxasulfona (Yamato SC) apresenta controle do caruru superior a 95%, mesmo aos 24 dias após a emergência da soja, além de apresentar baixa porcentagem de injuria a cultura, mesmo em solo com elevada umidade.
A molécula presente no Yamato SC é absorvida pela parte aérea e pelas raízes, atuando sobre sementes em germinação, inibindo a emergência das plântulas. Apresenta baixa volatilização, reduzida fotodegradação e baixo potencial de lixiviação, com mobilidade variável conforme as características do solo. Além disso, possui baixa retenção na palhada e elevada seletividade para o controle de gramíneas e plantas daninhas de folhas largas com sementes pequenas (Rizzardi, s.d.), destacando-se como uma importante ferramenta para o manejo do caruru, especialmente no sistema plantio direto.
Com alta seletividade, o Yamato SC possibilita um maior período de controle, sem afetar a cultura subsequente, proporcionando um ambiente livre da matocompetição inicial, além de atuar de forma sinérgica no manejo da resistência a herbicidas, reduzindo a pressão de controle na pós-emergência.
Figura 2. Plantas de caruru matocompetindo com a soja em estádio inicial de desenvolvimento.

No cenário atual, marcado pela resistência de diferentes espécies de caruru aos herbicidas pós-emergentes e pela elevada agressividade competitiva dessa planta daninha, os herbicidas pré-emergentes tornaram-se ferramentas indispensáveis no manejo da cultura da soja. Nesse contexto, o Yamato SC reúne características importantes para compor programas eficientes de manejo, proporcionando elevado desempenho no controle de plantas daninhas, com seletividade e segurança para as culturas subsequentes, exercendo papel de peça-chave no manejo do caruru.

Referências:
GAZZIERO, D. L. P.; SILVA, A. F. CARACTERIZAÇÃO E MENAJO DE Amaranthus palmeri. Embrapa Soja, Documentos, n. 384, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1069527/1/Doc384OL.pdf >, acesso em: 18/05/2026.
IHARA. YAMATO SC PARA SOJA: LIBERTE-SE COM O HERBICIDA YAMATO. IHARA, s.d. Disponível em: < https://ihara.com.br/produtos/yamato-sc-soja/ >, acesso em: 18/05/2026.
RIZZARDI, M. A. MANEJO QUÍMICO: PIUROXASULFONA. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, s.d. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/piroxasulfona >, acesso em: 18/05/2026.
TRENTIN, F. et al. SELETIVIDADE À CULTURA DA SOJA E CONTROLE DE CARURU EM FUNÇÃO DE HERBICIDAS PRÉ-EMERGENTES E UMIDADE DO SOLO. XXCI ENPÓS, 2024. Disponível em: < https://anais-siiepe.ufpel.edu.br/2024/CA_04630.pdf >, acesso em: 18/05/2026.
Redação: Equipe Mais Soja.
Sustentabilidade
Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.
Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.
Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).
Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.
Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).
Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.
Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.

Referências:
DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.
ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.
SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.
De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.
Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.
O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.
Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.
O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.
Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).
Cuiabá
Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.
O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.
Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).
Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).
“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.
CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.
Fonte: Assessoria de imprensa
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