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4 de novembro de 2026

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Loucura total! Secretária de VG é convocada, vai à Câmara e é impedida de falar

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Maria Fernanda diz que foi responder críticas, mas o presidente Wanderley Cerqueira não autorizou sua manifestação.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, esteve na sessão ordinária da Câmara Municipal de Várzea Grande nesta terça-feira (16) com a expectativa de esclarecer questionamentos e críticas direcionadas à sua gestão. No entanto, ela deixou o plenário sem ter a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos e responder às acusações que vêm sendo feitas por vereadores na imprensa e nas redes sociais.

Servidora efetiva e primeira mulher de carreira da rede municipal a assumir o comando da Educação, Maria Fernanda afirmou ter ficado entristecida com a situação. Segundo ela, após semanas acompanhando críticas públicas ao seu trabalho, esperava encontrar na Câmara o espaço necessário para dialogar e prestar esclarecimentos à população.

“Eu gostaria apenas da oportunidade de ser ouvida. Tenho sido questionada publicamente, mas não tive a chance de responder. Como cidadã, servidora de carreira e secretária de Educação, acredito que tenho esse direito”, declarou.

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A gestora destacou ainda que possui relatórios e documentos oficiais que detalham as ações realizadas pela Secretaria nos primeiros meses da atual gestão e que pretendia utilizar o espaço para esclarecer dúvidas e apresentar dados concretos sobre o trabalho desenvolvido pela pasta. “Tenho informações, números e resultados para apresentar. Não estou fugindo dos questionamentos. Pelo contrário, quero responder cada um deles com transparência e responsabilidade”, afirmou.

Apesar do episódio, a secretária garantiu que continuará comparecendo às sessões da Câmara Municipal. Segundo ela, o objetivo é acompanhar e defender a votação de projetos considerados fundamentais para a educação de Várzea Grande, especialmente a regulamentação do Fundeb, pauta que, segundo a Secretaria, é essencial para assegurar investimentos e fortalecer a rede municipal de ensino.

“Vou continuar vindo à Câmara porque a educação não pode esperar. Existem projetos importantes aguardando votação e que impactam diretamente o trabalho desenvolvido nas escolas, a valorização dos profissionais e a qualidade do ensino oferecido aos nossos estudantes”, concluiu.

Veja vídeo

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Com dez dias de antecedência, Mato Grosso ultrapassa R$ 50 bilhões em tributos em 2026

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Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 50 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais arrecadados desde o início do ano. A mesma marca, alcançada em 13 de novembro do ano passado, foi atingida nesta terça-feira (3), dez dias antes do registrado em 2025. O valor atualizado pode ser acompanhado no telão do Impostômetro, localizado em frente à Fecomércio-MT.

O montante já corresponde a 85,9% de toda a arrecadação registrada em 2025, quando foram recolhidos R$ 58,2 bilhões. Segundo análise da Fecomércio-MT, entidade sindical patronal filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o avanço da arrecadação evidencia a relevância econômica de Mato Grosso e o volume de recursos movimentados no estado.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), é fundamental que o aumento das receitas seja acompanhado de uma aplicação eficiente dos recursos públicos.

“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores.”

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Entre as principais fontes de arrecadação estão o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias, na esfera federal; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no âmbito estadual; e o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), nos municípios.

Arrecadação nos municípios

A arrecadação tributária também se destaca nos principais municípios de Mato Grosso. Entre as dez cidades mais populosas do estado, Cuiabá, Rondonópolis e Sinop aparecem entre aquelas com os maiores valores registrados.

Confira a arrecadação tributária nos dez municípios mais populosos de Mato Grosso:

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MunicípioValor arrecadado
CuiabáR$ 1,38 bilhão*
Várzea GrandeR$ 148 milhões*
RondonópolisR$ 280 milhões*
SinopR$ 209 milhões*
SorrisoR$ 114 milhões*
Tangará da SerraR$ 79 milhões*
Lucas do Rio VerdeR$ 111 milhões*
Primavera do LesteR$ 80 milhões*
CáceresR$ 61 milhões*
Barra do GarçasR$ 30 milhões*

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Para tentar evitar processo disciplinar, vereador Jeferson Siqueira ameniza pressão sobre suplente

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Suplente Antônio Lemes de Paula PSD) disse que foi procurado pela assessoria de colega de partido após surgir hipótese de cassação de mandato

O suplente de vereador por Cuiabá, Antônio Lemes de Paula (PSD), disse que foi procurado pela assessoria do vereador Jeferson Siqueira (PSD), para retratação sobre o pedido de saída do cargo. 

O pedido de desculpa teria sido forçado pela hipótese de que a Comissão de Ética e Decoro da Câmara dos Vereadores poderá abrir uma ação disciplinar contra Jeferson o que eventualmente chegaria à cassação de seu mandato. 

O processo disciplinar será aberto caso haja uma denúncia contra o vereador Jeferson Siqueira, titular do mandato. O suplente Antônio Lemes de Paula seria a pessoa mais indicada para protocolá-la. Mas, segundo ele, essa hipótese está descartada. 

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“Eu não vou fazer isso, são águas passadas. Eu sou o responsável por acionar Comissão de Ética. [Mas] a gente vai finalizar os 30 dias [de mandato temporário] e vida que segue”, disse. 

O suplente chegou a anunciar em carta, há algumas semanas, que renunciaria o restante do mandato temporário de vereador por causa da pressão do vereador Jeferson Siqueira. Mas a presidência da Câmara negou o pedido, por desconfiar da origem da carta. 

Antônio Lemes de Paula disse que a pressão sobre ele começou dias antes da eleição para Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, no início de outubro. Na época, ele disse que, por causa da cobrança, declarou apoio a dois candidatos que concorriam no momento a presidente.  

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Senadores de MT divergem sobre redução da maior idade penal na PEC da Segurança Pública

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Jayme Campos (União Brasil) e Carlos Fávaro (PSD) votaram na proposta vencedora para que a alteração seja votada em separado

O senador Wellington Fagundes (PL) foi o único membro da bancada de Mato Grosso a votar pela permanência da redução da maior idade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada nessa terça-feira (3) no Senado. 

A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) previa a redução da maior idade penal de 18 para 16 anos, de maneira geral, e para 14 anos para os casos de crimes hediondos, como tráfico de droga, participação em organização criminosa e terrorismo, por exemplo. 

A proposta que venceu foi a de que o assunto seja tratado em projetos separados. A votação ficou a apertada com 38 senadores apoiadores de que a emenda fosse retirada da PEC da Segurança Pública, e 36 para que ela permanecesse. 

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Os outros dois senadores de Mato Grosso – Jayme Campos (Uniao Brasil) e Carlos Fávaro (PSD) – votaram para que a emenda fosse retirada. Agora, os senadores deverão decidir quando o assunto será pautado novamente no Congresso. 

A PEC da Segurança Pública foi aprovada por unanimidade em dois turnos na sessão parlamentar de ontem. A PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos a chefes de facções e milícias e cria novo pacto federativo entre União, Estados e municípios para o enfrentamento ao crime.

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