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3 de novembro de 2026

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É nesta semana! Acompanhe os vencedores do Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26!

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Foto: Pixabay

A cidade de Campo Grande (MS) recebe, no dia 18 de junho, às 19h, a cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil 2025/26. O evento integra a programação do Fiap 2026 e reunirá lideranças do agronegócio para anunciar os homenageados desta edição.

A premiação reconhece personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento da cadeia da soja no Brasil, valorizando o trabalho de produtores rurais, pesquisadores e profissionais que impulsionam a evolução do setor. Os vencedores foram escolhidos em duas categorias: uma por votação popular e outra por avaliação de um júri técnico especializado.

  • Fique por dentro das principais notícias da soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

O evento contará com transmissão ao vivo a partir das 18h, no horário de Mato Grosso do Sul. Para acompanhar, basta ativar o lembrete no link divulgado pela organização. Confira:

A realização do FIAP 2026 é da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização da Famasul. O evento tem patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, além de apoio da Abiec, do Governo de Mato Grosso do Su

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Conselheiro investigado pela PF tem carros de luxo e empresa com capital de R$ 3,4 milhões

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Alisson Carvalho de Alencar, apontado como destinatário de R$ 8 milhões em esquema, foi procurador do TCE antes de ser nomeado conselheiro

A Polícia Federal aponta que o conselheiro de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, comprou carros de luxo, no período em que recebeu dinheiro no suposto esquema de pagamentos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). 

Ele teria comprado uma Porsche Cayenne, cujo preço no mercado atual varia entre R$ 79 mil e mais de R$ 1,3 milhão; e ainda uma BMW X2, cujo cotação fica em torno de R$ 500 mil. Segundo a PF, o patrimônio de Alisson de Alencar seria incompatível com o salário em cargos públicos. 

Além dos carros de luxo, o conselheiro de teria participação em uma holding familiar cujo capital está estimado pela Polícia Federal em R$ 3,4 milhões. Alisson, a mãe e um irmão, já falecido, seriam os donos da holding. 

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 O advogado Alisson Carvalho de Alencar foi nomeado conselheiro do TCE-MT no fim de 2025, para o lugar do conselheiro Valter Albano que se aposentava na ocasião, mas continuaria como membro de uma comissão permanente no Tribunal. 

Ele já estava lotado no TCE-MT antes de chegar um dos postos mais alto. Alisson foi procurador de Contas até o dia 22 de dezembro de 2025. Ele entrou como investigado na Operação Tomada de Contas por supostamente ter sido o destinatário de R$ 8,1 milhões no esquema fraudulento. O dinheiro teria sido repassado a ele entre janeiro e outubro do ano passado. 

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Prazo de inscrição para 50 mil vagas remanescentes do Fies termina nesta terça-feira

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Estudantes devem se inscrever pelo Portal Único de Acesso; resultado da chamada única será divulgado em 16 de novembro

O prazo de inscrição para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2026, termina nesta terça-feira (3). Os estudantes interessados podem se inscrever exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para isso, é preciso fazer login pela conta da plataforma Gov.br.

O programa oferece financiamento para estudantes que desejam cursar o ensino superior em faculdades privadas bem avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC). O Fies cobre as mensalidades do curso e permite que o estudante pague, com condições facilitadas, o valor financiado após a conclusão da graduação.

Nesta edição, as vagas remanescentes são destinadas exclusivamente à contratação do financiamento no segundo semestre letivo deste ano, sem possibilidade de extensão do prazo.

Uma das etapas do processo seletivo vai verificar se os candidatos pré-selecionados têm condições de acompanhar as atividades acadêmicas e concluir o semestre com aproveitamento suficiente.

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Quem pode participar

Para participar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos nas cinco provas de conhecimentos e nota acima de zero na redação. O estudante não pode ter participado do exame como treineiro.

O candidato também precisa ter renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos, de acordo com o edital.

Na parte acadêmica, o candidato pré-selecionado deve ter condições de cumprir a frequência mínima exigida pela instituição privada de ensino superior neste segundo semestre letivo de 2026.

Vagas

Ao todo, são 50 mil vagas distribuídas pelo país. O edital reserva 50% dessas vagas remanescentes a candidatos com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo e inscrição atualizada no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico). Para essa verificação, serão consideradas as informações cadastrais atualizadas até 8 de outubro de 2026.

Os estudantes pré-selecionados nessa modalidade poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais, conforme as regras do programa.

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O resultado da chamada única está previsto para 16 de novembro.

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Os Intelectuais do “Exército de Janones”

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O chamado “exército de Janones” foi uma grande mobilização digital que reuniu cerca de dez milhões de pessoas em um canal do WhatsApp, organizado pelo deputado federal André Janones (Avante-MG). Durante o segundo turno das eleições presidenciais, esse grupo ganhou a adesão voluntária de vários artistas e intelectuais.

O objetivo principal era espalhar informações em massa — muitas delas falsas — para rebater a propaganda do candidato opositor, Flávio Bolsonaro. “Bolsonaro vai reduzir o valor das aposentadorias dos velhinhos” foi uma das fake news identificadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na época.

Diante disso, fica a pergunta: como podemos entender o envolvimento de cientistas, professores de universidades federais e artistas consagrados na distribuição deliberada de notícias falsas? Isso não seria o oposto do que esperamos de um intelectual? Infelizmente, a ciência mostra que não.

O mito do intelectual neutro

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Para entender esse fenômeno, precisamos quebrar a imagem romântica que temos dos intelectuais. Muitas vezes, eles são vistos como pessoas iluminadas que pensam apenas no bem comum, acima das brigas políticas do dia a dia. Lembro-me de um estudante universitário que, ao saber que seu professor defendia um candidato, disparou: “Se ele apoia, é porque sabe o que é melhor para todos”.

Mas o sociobiólogo Richard Alexander desconstrói totalmente essa ideia. Para ele, a classe intelectual — o que inclui acadêmicos, filósofos e criadores de ideologias — não produz conhecimento por puro altruísmo. Na verdade, eles frequentemente criam ferramentas de manipulação social e justificativas morais que servem aos interesses de seus próprios grupos políticos.

Para que um grupo político ou uma nação dispute com seus rivais, ele precisa de mitos, regras morais rígidas e ideologias que unam seus membros internamente. Os intelectuais são os arquitetos desses sistemas.

Ideologias como armas

Alexander argumenta que as ideologias criadas por intelectuais funcionam como “armas abstratas”. Assim como um exército desenvolve tecnologia militar física, os grupos políticos usam seus pensadores para criar narrativas morais. Essas histórias servem para justificar ataques, defesas ou a exploração do lado adversário.

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O papel do intelectual, muitas vezes, é disfarçar o interesse do seu próprio grupo sob o manto do “bem universal” ou da “verdade absoluta”. Isso torna a manipulação muito mais aceitável e eficaz. Longe de estarem isentos das pressões da sobrevivência e da disputa, eles são operadores-chave para que seus grupos vençam a guerra pelo poder.

O perigo para a democracia

Em um artigo anterior, analisei o livro O que os Americanos Sabem Sobre Política e Por Que Isso Importa, de Michael Delli Carpini e Scott Keeter. Os autores mostram que a informação factual — o fato, sem distorções — é um requisito obrigatório para a democracia funcionar. Quando o conhecimento é distribuído de forma desigual, a igualdade política morre.

Conhecer os fatos não é um luxo. É o instrumento que permite ao cidadão entender seus próprios direitos, votar consciente e não ser passado para trás. Pessoas desinformadas tornam-se alvos fáceis de manipulação.

Delli Carpini e Keeter apontam que as parcelas mais pobres e vulneráveis da população são justamente as que têm menos recursos para verificar informações. Provavelmente, foi essa a fatia do povo mais atingida pelo “exército de Janones” e, consequentemente, a mais prejudicada na hora de defender seus próprios interesses.

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Como bem alertou Alexander, o papel dosintelectuais frequentemente envolve mascarar o interesse do seu grupo sob o manto da “verdade”. E você aí, achando que eles estavam acima dessas disputas, não é?

André L. Ribeiro-Lacerda, psicólogo social, professor da UFMT, campus Várzea Grande.

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