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Cuiabá não tem dono – O Livre

Governar uma cidade exige mais do que convicções políticas. Exige grandeza.
Na semana passada, durante a Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT Pantanal), o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, afirmou que a cidade está de braços abertos para receber visitantes e turistas, desde que não sejam de esquerda. Aos que pensam diferente dele, sugeriu que fossem para a Venezuela.
A declaração repercutiu negativamente inclusive entre aliados políticos e vereadores da própria base, que lembraram uma verdade elementar: um prefeito governa para todos, independentemente de suas preferências ideológicas.
A fala pode ter arrancado risos de alguns apoiadores. Pode ter rendido curtidas nas redes sociais. Mas revela uma compreensão equivocada do papel de quem ocupa o cargo mais importante da administração municipal.
Cuiabá não pertence à direita. Não pertence à esquerda. Não pertence ao centro. Cuiabá pertence aos cuiabanos.
Pertence ao comerciante conservador que abre sua loja todos os dias. Pertence ao professor progressista que dá aulas na rede pública. Pertence ao empresário, ao trabalhador, ao estudante, ao aposentado, ao religioso e até mesmo àquele que discorda profundamente do prefeito.
Todos pagam impostos. Todos contribuem para a vida da cidade. Todos têm direito ao mesmo respeito por parte da administração pública.
A democracia não exige que concordemos uns com os outros. Exige apenas que reconheçamos a legitimidade de quem pensa diferente. Quando um governante transforma divergências políticas em critério de aceitação ou rejeição, ainda que em tom de brincadeira, rebaixa a discussão pública e empobrece o ambiente democrático.
Mais preocupante é que esse tipo de declaração surge justamente quando Cuiabá enfrenta problemas concretos que exigem atenção integral da administração municipal. Mobilidade urbana, infraestrutura, saúde, educação, revitalização do Centro Histórico, planejamento urbano e atração de investimentos são temas muito mais relevantes para a população do que disputas ideológicas permanentes.
O cidadão que enfrenta congestionamentos não quer saber se o asfalto é de direita ou de esquerda. A mãe que procura vaga em creche não pergunta a orientação política de quem administra a unidade. O empresário que gera empregos não investiga a preferência ideológica do fiscal que o atende.
A cidade real é muito mais complexa e muito mais importante do que as batalhas travadas nas redes sociais.
Um prefeito pode ter suas convicções. Deve tê-las. Pode defender suas ideias. Deve defendê-las. Mas, ao assumir o cargo, recebe uma responsabilidade maior do que qualquer militância: representar todos os cidadãos.
Os grandes líderes compreendem isso. Sabem que a autoridade não nasce da capacidade de dividir, mas da capacidade de unir pessoas diferentes em torno de objetivos comuns.
Cuiabá é uma cidade acolhedora por natureza. Desde suas origens, cresceu recebendo gente de todos os lugares, culturas, crenças e visões de mundo. Foi essa diversidade que ajudou a construir sua identidade.
Nenhum governante tem o direito de estabelecer quem é ou não bem-vindo em uma cidade que pertence a todos.
Porque Cuiabá não tem dono.
E felizmente continuará não tendo.
…………………………
*RODRIGO DE ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.
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Polícia Civil prende suspeito e recupera caminhão roubado em Rondonópolis

Veículo foi localizado durante investigação conduzida pela Polícia Civil no município
A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prendeu em flagrante, na tarde desta terça-feira (15.9), um homem de 33 anos, suspeito de envolvimento em um roubo de caminhão ocorrido durante a madrugada nas proximidades de Ouro Branco do Sul, distrito de Rondonópolis.
A ocorrência chegou ao conhecimento da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis após o registro de um roubo praticado por quatro suspeitos, que, com arma de fogo, abordaram um caminhoneiro de 49 anos e subtraíram o cavalo mecânico Volvo/FH 540 6x4T.
Segundo relato do caminhoneiro, ele foi obrigado a desengatar o reboque do veículo e, posteriormente, colocado em outro automóvel pelos criminosos. Ele foi levado para uma região de mata e permaneceu sob vigilância por aproximadamente quatro horas.
Durante o período, os suspeitos questionaram a vítima sobre a existência de um rastreador no caminhão. Na sequência, o caminhoneiro teve as mãos e os pés amarrados e foi abandonado em uma plantação.
Diante das informações, os policiais civis realizaram diligências e pesquisas nos sistemas de monitoramento, constatando que o caminhão havia retornado para Rondonópolis. Com apoio da empresa proprietária, a equipe obteve o último sinal do rastreador, indicando a região do bairro Jardim Rui Barbosa.
Com base nas informações, a equipe foi ao endereço indicado e localizou, no interior do imóvel, um cavalo mecânico com as mesmas características do veículo roubado. A identificação da empresa confirmou tratar-se do caminhão subtraído.
No interior do imóvel, os investigadores localizaram um homem de 33 anos e dois equipamentos conhecidos como jammers, utilizados para bloquear sinais de rastreamento. Um dos aparelhos estava instalado no interior do cavalo mecânico e outro estava na lateral do veículo, conectado a uma bateria.
Além do caminhão recuperado, a equipe encontrou no imóvel placas de identificação e partes de outros veículos, alguns deles já parcialmente desmontados. Durante a checagem de um dos chassis, os policiais constataram que a identificação correspondia a um veículo Hyundai HB20S, roubado anteriormente em Rondonópolis, cuja vítima é um homem de 43 anos.
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Polícia Civil prende dois investigados por crimes sexuais em São José dos Quatro Marcos

Suspeitos, de 48 e 58 anos, foram localizados em uma propriedade rural e em uma residência durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, nesta terça-feira (15.9), em São José dos Quatro Marcos, dois mandados de prisão preventiva contra dois homens, de 48 e 58 anos, investigados por crimes sexuais.
A primeira prisão, do suspeito de 48 anos, foi realizada pela Delegacia de São José dos Quatro Marcos por volta das 11 horas, em uma propriedade rural, onde ele trabalhava.
A segunda prisão, do investigado de 58 anos, ocorreu por volta das 14h30, em uma residência localizada na zona urbana de São José dos Quatro Marcos. No local, estava presente o advogado do investigado, que acompanhou todo o procedimento policial.
Os mandados foram expedidos pela Vara Única da Comarca de São José dos Quatro Marcos e cumpridos sem intercorrências. Os presos foram conduzidos à unidade policial para as providências cabíveis.
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Soja tem negociações limitadas no Brasil e fecha com leve alta em Chicago

O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de poucas novidades nesta quarta-feira (16), com liquidez reduzida e negociações restritas às necessidades imediatas. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que os produtores estão atentos à janela de plantio da nova safra e às condições climáticas.
Na Bolsa de Chicago, a sessão apresentou certa volatilidade, mas sem grandes variações nos
preços, com movimentos moderados ao longo do dia. Os prêmios também tiveram poucas alterações.
“No físico, foi mais um dia de negócios da mão para a boca, enquanto os portos mantiveram preços firmes”, destaca Silveira. Segundo o analista, as cotações no físico permaneceram bastante nominais e praticamente estabilizadas.
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 155,00 para R$ 154,00.
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 156,00 para R$ 155,00.
- Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,50.
- Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 147,00.
- Dourados (MS): permaneceu em R$ 147,00.
- Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 148,00.
- Paranaguá (PR): recuou de R$ 163,00 para R$ 162,50.
- Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 163,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (16) com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mais baixas para óleo. O grão mostrou bastante volatilidade durante o dia, oscilando entre os territórios positivo e negativo.
O sentimento de que o mercado está sobrecomprado, o andamento da colheita nos Estados Unidos e a trégua nas compras por parte da China atuaram como fatores de pressão. Nos últimos negócios, porém, preponderaram as expectativas de novas aquisições chinesas antes de uma reunião entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, que ocorre na próxima semana.
Amanhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga o relatório semanal das exportações do país. Para a soja em grão, analistas esperam vendas líquidas entre 900 mil e 2,4 milhões de toneladas.
Contratos da soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro de 2026 fecharam com alta de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,13%, a US$ 13,20 por bushel. A posição janeiro de 2027 teve cotação de US$ 13,37 1/4 por bushel, avanço de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,14%.
Nos subprodutos, a posição dezembro de 2026 do farelo fechou com ganho de US$ 0,20 por tonelada ou 0,20%, a US$ 365,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2026 fecharam a 69,67 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,68 centavo ou 0,96%.
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