Agro Mato Grosso
Cinco municípios de MT passam a integrar programa nacional de combate à fome

Selecionados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, os cinco municípios são os primeiros de Mato Grosso a integrar o programa, que busca fortalecer ações de combate à fome e à insegurança alimentar.
Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Barra do Garças formalizaram adesão ao Protocolo Brasil Sem Fome e passarão a receber apoio técnico e institucional do Governo Federal para a implementação da iniciativa. A relação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) em portaria publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (9).
Selecionados pelo MDS, os cinco municípios são os primeiros de Mato Grosso a integrar o programa, que busca fortalecer ações de combate à fome e à insegurança alimentar. Os municípios foram selecionados com base no número de famílias em risco de insegurança alimentar grave. Para receber o apoio federal, as prefeituras precisaram formalizar a adesão ao programa, além de cumprir critérios estabelecidos pelo MDS.
O protocolo integra o Plano Brasil Sem Fome (BSF) e tem como objetivo fortalecer a articulação entre diferentes políticas públicas para identificar, acompanhar e atender famílias em situação de insegurança alimentar e vulnerabilidade social.
Segundo o MDS, os municípios que aderiram à iniciativa terão acesso a suporte técnico e institucional para a implementação da metodologia proposta pelo programa.
A portaria também destaca que os demais municípios brasileiros poderão adotar as diretrizes do protocolo, mesmo sem receber o apoio técnico previsto nesta etapa.
Fome no estado

Açougue tem fila para doação de ossos em Cuiabá
Em 2023, mais de 1 milhão de pessoas em Mato Grosso não tiveram comida suficiente ou adequada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, o estado possui 3,6 milhões de habitantes, ou seja, um terço da população estava em situação de insegurança alimentar.
Um exemplo que demonstra a insegurança alimentar no estado é o caso da “fila dos ossinhos” que se formou na capital durante a pandemia de covid-19. Moradores de Cuiabá formaram fila na frente de um açougue do Bairro CPA para pegar ossos doados pelo estabelecimento. Dezenas de famílias que estavam no local contaram que estão passando por dificuldades financeiras.
Segundo dados do CadInsan (Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave Municipal), Mato Grosso tinha, em 2025, 302.103 famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico). Desse total, 35.394 estavam em risco de insegurança alimentar grave, o que representa 9,6% das famílias registradas no sistema.
Quantidade de famílias em risco de insegurança alimentar por município contemplado
| Município | Nº. de famílias do CadÚnico | Proporção (%) de famílias em risco de insegurança alimentar grave em relação ao total do CadÚnico |
| Várzea Grande | 40.613 | 16,1% |
| Cuiabá | 56.079 | 10,9% |
| Barra do Garças | 7.711 | 9,6% |
| Rondonópolis | 24.626 | 8,5% |
| Sinop | 1.275 | 7,7% |
Apesar de haver municípios com percentual maior de famílias em risco de insegurança alimentar grave — como Acorizal, onde o índice chega a 14,8% — o recebimento do apoio federal não ocorre de forma automática. Para ser contemplado, o município precisa manifestar interesse em participar do Protocolo Brasil Sem Fome e cumprir os critérios estabelecidos pelo governo federal, como a formalização da adesão ao programa.
🍽️ Protocolo Brasil Sem Fome
A estratégia do governo federal lançada em agosto de 2023 para retirar o país do Mapa da Fome até 2030. A iniciativa reúne ações de diferentes ministérios voltadas ao combate à insegurança alimentar, à redução da pobreza e à promoção da cidadania.
Entre as principais metas do plano estão a retirada do Brasil do Mapa da Fome, a redução contínua dos índices de pobreza e a diminuição da insegurança alimentar, especialmente em sua forma mais grave.
Para alcançar esses objetivos, o programa prevê ações como o aumento da renda das famílias, a identificação e inclusão de pessoas em situação de insegurança alimentar em políticas públicas e a mobilização de governos e da sociedade civil para ampliar os esforços de combate à fome.
Segundo o MDS, os municípios que aderiram à iniciativa terão acesso a suporte técnico e institucional para a implementação da metodologia proposta pelo programa. A portaria também destaca que os demais municípios brasileiros poderão adotar as diretrizes do protocolo, mesmo sem receber o apoio técnico previsto nesta etapa.
Agro Mato Grosso
FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.
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“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp., Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.
Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais
Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.
Agro Mato Grosso
Custo total da produção de algodão em Mato Grosso sobe I agro.mt

O mais relatório de custos do algodão da safra 26/27, referente ao mês passado, o custeio apresentou retração de 1,44%, sendo estimado em R$ 10.619/hectare em comparação com junho de 2025. Como resultado, o custo operacional efetivo recuou 0,68% em relação à safra anterior, totalizando R$ 15.218,19/hectare. Em contrapartida, o custo total aumentou 1,04%, alcançando R$ 18.658,81/hectare.
Utilizando como referência a produtividade estimada para a safra 25/26, de 127,52 @/hectare de pluma, o ponto de equilíbrio para cobertura do custo efetivo foi estimado em R$ 119,34/@. Já o preço médio ponderado da pluma para a safra 2026/27 ficou em R$ 127,31/@, indicando que as cotações atuais permanecem acima do ponto de equilíbrio, analisam o Senar-IMEA que fazem o levantamento.
“Contudo, a diferença entre o preço comercializado e o ponto de equilíbrio foi de R$ 7,97/@, inferior à observada nas últimas safras, indicando uma redução da margem de segurança sobre os custos operacionais e reforçando a necessidade de uma gestão eficiente dos custos de produção para preservar a rentabilidade da atividade”, conclui.
Agro Mato Grosso
Conexão movimenta a 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo

Quando se fala em agronegócio, é comum que a atenção esteja voltada para a produção dentro da porteira. No entanto, os impactos da atividade rural ultrapassam os limites das propriedades e chegam diretamente às cidades. Em Mato Grosso, a força do agro movimenta a economia, gera empregos, aumenta a qualidade de vida e contribui para o desenvolvimento social de centenas de municípios. É essa conexão entre campo e cidade que inspira o tema da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo: “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”.
Ao propor essa reflexão, a premiação convida jornalistas e comunicadores a retratarem histórias que mostram como a produção agrícola sustentável influencia a vida das pessoas, fortalece comunidades e contribui para a construção de um futuro mais próspero para toda a sociedade. O diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, comentou que debater esse tema nos grandes centros contribui não apenas para informar, mas também para mostrar que o agro está presente em diversos debates, mesmo quando não é citado diretamente.
“A gente sabe que muitas informações que hoje circulam nos grandes centros, nas cidades e também nos grandes veículos de comunicação são inverídicas e não contemplam a realidade que acontece no campo, principalmente aqui no Brasil, onde temos leis ambientais extremamente rígidas, entre as mais rigorosas do mundo. Também contamos com algumas das melhores práticas agrícolas e sustentáveis do planeta. Muitas pessoas acreditam que o campo e a sociedade estão de alguma forma desconectados, o que não é verdade. Existe uma ligação muito forte, e toda ação que acontece no campo reflete diretamente na cidade”, afirmou.
Há tempos, a agricultura ultrapassou o conceito de apenas produzir alimentos. Hoje, a produção agropecuária está presente em diversos setores da economia, inclusive nos combustíveis. Nathan Belusso explicou que a conexão entre a cidade e o agro pode ser percebida em diferentes áreas, mas uma das mais debatidas atualmente é o uso do etanol como alternativa à gasolina.
“Estamos acompanhando os impactos das guerras que acontecem no mundo. Um dos setores mais afetados, especialmente nos conflitos do Oriente Médio, é o dos combustíveis fósseis. O que muitas pessoas não sabem é que grande parte dos combustíveis utilizados no Brasil tem origem em fontes renováveis, e essas fontes vêm do agro. O milho, por exemplo, é transformado em etanol, enquanto a soja é utilizada na produção de biodiesel. Isso afeta diretamente a vida nas cidades, contribuindo para reduzir custos para a população”, disse.
A produção de etanol de milho ganhou força no Brasil a partir da última década, acompanhando a expansão da cultura no país. Além de utilizar uma fonte renovável, o combustível também contribui para a melhoria da qualidade do ar, emitindo menor quantidade de poluentes durante a combustão e colaborando para um ambiente mais limpo nas cidades.
Essa conexão entre o campo e a cidade demonstra como o agro e a indústria evoluíram ao longo dos anos para contribuir com uma melhor qualidade de vida para a população. Com o Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo, a entidade busca incentivar esse debate, ampliar a divulgação de informações sobre o setor e mostrar a realidade de quem produz alimentos, energia e desenvolvimento para o Brasil.
O Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo está com as inscrições abertas até o próximo dia 7 de agosto. Com mais de R$ 210 mil em premiação, o concurso busca reconhecer o trabalho dos profissionais da comunicação que fortalecem o diálogo entre o agro e a sociedade. Ao todo, 17 participantes serão premiados durante a cerimônia de entrega dos prêmios, marcada para novembro. Além da premiação em dinheiro, os dez finalistas de cada categoria e os cinco finalistas da categoria Destaques Mato-grossenses concorrerão ao Prêmio Master, que consiste em uma viagem aos Estados Unidos com a Aprosoja MT, prevista para 2027.
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