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28 de setembro de 2026

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Rombo externo do Brasil atinge US$ 1,7 bilhão em abril sob pressão de viagens e remessas de lucros

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Banco Central aponta que explosão de gastos de brasileiros no exterior e serviços de streaming pesaram no balanço mensal

As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 1,765 bilhão em abril, informou nesta terça-feira (24) o Banco Central (BC). O valor é pouco maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando o déficit alcançou US$ 1,636 bilhão nas transações correntes, que se referem às compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

Com o aumento no mês passado, o resultado negativo nas transações correntes somou US$ 64,333 bilhões nos 12 meses encerrados em abril, o que corresponde a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador da soma dos bens e serviços produzidos no país.

Em relação ao período equivalente terminado em abril de 2025, houve redução no déficit. Naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 73,919 bilhões, ou 3,46% do PIB.

Em abril deste ano, houve aumento de US$ 2,8 bilhões no superávit da balança comercial de bens, mas que foi contrabalançado pelos aumentos dos déficits em renda primária, US$ 1,8 bilhão, e em serviços, US$ 1 bilhão. Além disso, houve redução de pouco mais de US$ 100 milhões no superávit em renda secundária.

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Investimentos

De acordo com o BC, as transações correntes apresentam cenário bastante robusto e, apesar do aumento no mês passado, têm tendência de redução no déficit em 12 meses desde setembro de 2025.

O resultado negativo das contas externas está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

O IDP somou US$ 8,912 bilhões em abril deste ano, ante US$ 5,371 bilhões em igual mês de 2025.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

Em 12 meses até abril, esses investimentos diretos ficaram em US$ 79,201 bilhões (3,28% do PIB), ante US$ 75,660 bilhões (3,18% do PIB) no mês anterior e US$ 72,691 bilhões (3,40% do PIB) no período encerrado em abril de 2025.

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No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve entrada líquida de US$ 621 milhões no mês passado, resultado do ingresso de US$ 1,098 bilhão em ações e fundo de investimentos e retirada de US$ 477 milhões em títulos de dívida.

Nos 12 meses encerrados em abril, esses investimentos somaram ingressos líquidos de US$ 28,5 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 366,9 bilhões em abril, aumento de US$ 4,911 bilhões em comparação ao mês anterior.

Transações correntes

Em abril deste ano, as exportações de bens totalizaram US$ 34,282 bilhões, com aumento de 13,9% em relação ao mesmo mês de 2025. As importações chegaram a US$ 24,574 bilhões, uma alta de 6,2% na comparação com abril do ano passado.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 9,707 bilhões no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 6,957 bilhões em abril de 2025.

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O déficit na conta de serviços – viagens, transporte, aluguel de equipamentos, serviços de telecomunicação e de propriedade intelectual, entre outros – atingiu US$ 5,044 bilhões no mês passado, ante US$ 4,091 observado em abril de 2025.

Entre os destaques em serviços, foi registrado:

  •  alta de 26% nas despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações, totalizando US$ 839 bilhão de déficit. Essas despesas estão ligadas a operações por plataformas digitais, como serviços de streaming e venda de softwares.
  •  alta de 16,1% com aluguel de equipamentos, somando US$ 1,130 bilhão. Essa rubrica contabiliza o aluguel de itens como maquinários, plataformas e aeronaves pagos a empresas estrangeiras, sinalizando um ritmo de investimentos e modernização no mercado interno.
  •  alta de 66,4% nas despesas líquidas de viagens internacionais, que totalizaram US$ 1,456 bilhão, com gastos de estrangeiros no Brasil praticamente estáveis (US$ 837 bilhão) e aumento de 34,8% nas despesas de brasileiros no exterior (US$ 2,293 bilhões).

No mês passado, o déficit em renda primária – pagamento de lucros e dividendos de empresas, além de juros e salários – chegou a US$ 6,801 bilhões, 35,5% acima do registrado em abril de 2025, de US$ 5,018 bilhões.

Normalmente, essa conta é deficitária, pois há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 374 milhões no mês passado, contra superávit de US$ 516 milhões em abril de 2025.

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Tolerância zero com corrupção e fim da reeleição são prioridades para Nilson Leitão

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Candidato afirma que partidos devem responder pelos mandatos de políticos que elegem

Em participação no Agência VideoCast na cidade de Confresa, na região do Araguaia, no último sábado (26), Nilson Leitão, candidato a deputado federal pelo Progressistas em Mato Grosso, defendeu mudanças que considera urgentes para o país. A primeira é a tolerância zero com a corrupção. A segunda é o fim do financiamento público de campanha. A terceira é o fim da reeleição. Na avaliação dele, sem essas reformas, o sistema político brasileiro continuará refém de privilégios e de decisões tomadas de olho no voto.

Para Leitão, a corrupção não pode ser tratada com tolerância. Ele criticou o sistema partidário atual, que classifica como uma porta de entrada para a política cheia de lama e indecência, sem nenhum tipo de exigência. Na sua visão, o partido precisa ser responsável pelo mandato de quem elege e tomar a iniciativa da cassação para quem sair da linha.

“O que precisa ter é a tolerância zero com qualquer tipo de comportamento errado de um funcionário público”, afirmou.

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Sobre o financiamento das campanhas, Nilson defende o fim do dinheiro público nas campanhas. Ele lembra que o Tesouro Nacional deposita bilhões na conta dos partidos e avalia que o modelo só piorou a política brasileira. Para o candidato, quem paga o tributo tem o direito de acompanhar como o dinheiro é usado, e a democracia deveria ser bancada pela iniciativa privada, com regras e penalidades claras.

“Com o financiamento público, o Tesouro Nacional deposita lá 1 bilhão na conta de um partido, 700 milhões na conta de outro, e só piorou o Brasil”, disse.

Já a reeleição, na avaliação de Nilson Leitão, trava as reformas que o país precisa. Segundo ele, um presidente preocupado com a reeleição evita medidas impopulares, como a redução da máquina pública, para não perder votos. Sem a reeleição, o governante poderia se dedicar ao país em vez de se preocupar com a próxima eleição.

“Acabou com a reeleição, acabou a preocupação com o voto e ele vai se preocupar com o país”, completou.

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Ex-rainha do rodeio morre após moto atingir anta em estrada de MT

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A ex-rainha do rodeio Aline de Souza Amorim, de 24 anos, morreu na noite de domingo (27) após a motocicleta em que viajava atingir uma anta na região de São José do Rio Claro, a 296 quilômetros de Cuiabá. Ela estava na garupa e já não apresentava sinais de vida quando as equipes chegaram ao local.

O piloto sobreviveu e foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal. Segundo as informações da ocorrência, ele aparentava estar em estado de choque, recebeu medicação e permaneceu em observação.

A moto foi encontrada no acostamento, perto do animal, que também morreu. Até o atendimento da ocorrência, não havia sido localizada nenhuma testemunha que tivesse visto a colisão.

Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram no local. As circunstâncias do acidente serão apuradas.

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Aline havia sido rainha do rodeio de São José do Rio Claro em 2023. Após sua morte, a Prefeitura publicou uma nota de pesar e prestou condolências à família e aos amigos.

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Mauro Mendes atinge 59% dos votos consolidados ao Senado, segundo Instituto Veritá

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Ex-governador lidera a intenção de votos tanto como a primeira quanto a segunda opção de voto ao Senado, seguido pelo deputado federal José Medeiros

O candidato ao Senado, ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) lidera a disputa ao Senado com 59,2% dos votos consolidados, segundo pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta segunda-feira (28).   

Na sequência, aparece o deputado federal José Medeiros (PL) com 38,5%, seguido pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) com 35% dos votos válidos. Depois vem o senador Carlos Fávaro (PSD), com 25%, e o ex-governador Pedro Taques (PSB), com 11,6%. Antônio Galvan (Avante) tem 10,3%, coronel Darwin (Democrata), 7,3%, Margareth Buzetti (PP), 7%, e Beny Godoy (Agir), 5,8%. Professor Nelson Ferreira (Agir) aparece com 0,4%. 

O levantamento consolidado leva em consideração a soma das duas escolhas dos entrevistados, já que cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado na eleição deste ano. Por isso, os percentuais apresentados nesse recorte somam 200%. 

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No primeiro voto ao Senado, Mauro Mendes também é o preferido pelo eleitor com 36% dos votos válidos, seguido por Janaina, com 19,9%, Fávaro, com 17,7%, e Medeiros, com 15,6%. Galvan surge com 3,8%, Margareth Buzetti com 2,4%, Beny Godoy com 1,7%, Pedro Taques com 1,6%, Coronel Darwin tem 1,4% e Professor Nelson Ferreira com 0,1%. 

Na opção de segundo voto ao Senado, Mauro Mendes surge também em primeiro lugar com 23,2%, seguido por Zé Medeiros com 22,9%, depois vem Janaína Riva com 15,1%, Pedro Taques com 10% e Fávaro com 7,3%. Na sequência vem Galvan com 6,5%, Coronel Darwin com 5,9%, Margareth Buzetti com 4,6%, Beny Godoy com 4,1% e Professor Noelson com 0,3%.  

A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 24 de setembro, período que antecede a última semana da campanha. Foram entrevistados 1.220 eleitores de Mato Grosso. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o número MT-09975/2026/BR-04418/2026. 

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