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28 de setembro de 2026

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Tecnologia e genética transformam áreas sombreadas em motores de produtividade na pecuária

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A intensificação da pecuária em bases sustentáveis e a expansão de sistemas integrados de produção exigem soluções tecnológicas capazes de superar gargalos históricos do campo.

Nas regiões tropicais, mais de 90% da carne bovina é produzida a partir do pasto. No entanto, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que cerca de 70% dessas pastagens apresentam algum grau de degradação. Esse cenário é provocado por gramíneas inadequadas às condições locais, manejo incorreto e falta de fertilidade do solo. Cerca de 70% das áreas utilizam uma única variedade lançada há quatro décadas.

Para reverter esse quadro, o avanço do melhoramento genético de forrageiras surge como uma ferramenta decisiva. A seleção de novos híbridos permite aos pecuaristas maximizar a produção por hectare sem a necessidade de expandir a fronteira agrícola. Além de restaurar a produtividade, a tecnologia assegura a rentabilidade e a preservação ambiental.

A Papalotla atua no desenvolvimento de híbridos gerados por ferramentas avançadas de melhoramento genético em parceria com a Aliança Bioversity-CIAT (Centro Internacional de Agricultura Tropical), localizado na Colômbia, possui o mais avançado programa de melhoramento de pastagens tropicais do mundo. A empresa produz sementes no México, na Tailândia e no Brasil para atender produtores de mais de 60 países. “Toda a nossa energia está em entregar ao pecuarista tropical uma forrageira que produza mais e melhor, enquanto ajuda na preservação do meio ambiente”, destaca o diretor global de pesquisa e desenvolvimento da Papalotla, Adriano Alves da Silva.

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A variabilidade genética gerada no cruzamento de espécies distintas do gênero Brachiaria possibilita reunir em uma só planta características antes separadas. Essa tecnologia permite selecionar materiais específicos para diferentes ambientes do campo. “Nossos híbridos permitem endereçar dores dos pecuaristas de forma mais assertiva, aumentando a produtividade e rentabilidade da fazenda de forma sustentável”, pontua Silva.

Antes de chegarem ao mercado, os materiais passam por rigorosa validação no centro de pesquisa da Papalotla Sementes, o Centro de Investigação de Pastagens Tropicais – CIPAT, que mantém mais de 300 híbridos sob avaliação constante. Além disso, a empresa acompanha o desempenho técnico em condições reais em mais de 100 propriedades rurais brasileiras. “Este resultado ajuda o pecuarista a enxergar e perceber os benefícios de uma pastagem melhorada, o retorno sobre o investimento. Por isso hoje, 3 em cada 4 pecuaristas que experimentam nossos híbridos, voltam para comprar mais”, reforça o diretor.

Foto: Papalotla Sementes/Divulgação

Manejo e potencial nutricional no campo

O desenvolvimento de materiais voltados para ambientes sombreados viabiliza a manutenção do rendimento de forragem mesmo em áreas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e silvipastoris. O híbrido OKAPI® alcança até 17% de proteína bruta e 68% de digestibilidade, combinando elevado valor nutricional com resiliência de produção. Nos ensaios comparativos com o Marandu, o OKAPI® produziu cerca de 20 toneladas de matéria seca por hectare/ano sob 25% de sombra contra 15 toneladas, e atingiu 13 toneladas sob 50% de sombreamento ante 9 toneladas da variedade tradicional.

A arquitetura do pasto é marcada pelo hábito de crescimento decumbente e estolonífero, favorecendo o fechamento rápido e uniforme do solo. Essa estrutura reduz o solo descoberto, combate a emergência de plantas invasoras e auxilia na estruturação do solo, protegendo a área contra processos erosivos e auxiliando na ciclagem de nutrientes.

De acordo com a especialista em desenvolvimento de produto da empresa, Úrsula Bianchi Valença, a condução da pastagem exige planejamento do nível de luminosidade desde o plantio. “Para uma boa formação, o OKAPI® deve ser implantado a pleno sol ou em áreas com, no máximo, 25% de sombreamento. Essa condição favorece o estabelecimento rápido antes do fechamento do dossel”, explica Úrsula.

A especialista ressalta a capacidade de adaptação do material após o período inicial de estabelecimento da planta na área. “Depois de bem estabelecido, o híbrido tolera até 50% de sombra, mantendo boa produção de forragem, além da qualidade nutricional”, complementa a especialista em desenvolvimento de produto.

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Para o manejo de pastejo rotacionado, a orientação técnica estabelece a entrada dos animais quando o pasto atinge entre 50 cm e 55 cm, com saída entre 20 cm e 25 cm. No manejo contínuo, a orientação é manter a altura média em cerca de 40 cm, utilizando a taxa de semeadura de 8 kg por hectare. O OKAPI® demonstra resiliência em solos bem drenados com pH entre 5 e 8 e fertilidade média a alta, mantendo o rendimento durante a seca e respondendo com vigor ao retorno das chuvas.

Foto: Papalotla Sementes/Divulgação
Foto: Papalotla Sementes/Divulgação

Ganho animal e resultado econômico

O desempenho em ganho de peso e capacidade de suporte reflete a eficiência na conversão da massa de forragem em produto final. Em acompanhamentos técnicos conduzidos em condições reais de produção, foram registrados ganhos médios diários de 650 g a 778 g por animal. As taxas de lotação mantidas nas áreas avaliadas variaram entre 2,2 UA/ha e 3,7 UA/ha sob diferentes níveis de sombreamento.

A oferta de forragem com alto teor de proteína e digestibilidade fornece nitrogênio aos microrganismos do rúmen e melhora o aproveitamento energético. Essa combinação favorece maior ganho diário individual, encurta o tempo necessário para o término do lote e eleva o total de arrobas produzidas por hectare.

Os dados obtidos nas avaliações de campo são traduzidos em fichas técnicas objetivas sobre adubação, palatabilidade, capacidade de suporte e velocidade de rebrota. Esse trabalho orienta a escolha correta do híbrido para cada tipo de solo e sistema de produção.

O diretor ressalta a importância de auxiliar o produtor a mensurar o retorno sobre o investimento realizado no pasto. “Esta informação é muito importante porque nós vendemos pasto e o pecuarista vende carne, leite, não é a mesma ‘moeda’. Precisamos ajudá-los nesta conversão”, argumenta Adriano Alves da Silva.

A ampliação do rendimento por hectare estimula a continuidade dos investimentos no manejo e na reforma das áreas rurais. “Quando o pecuarista investe corretamente, a rentabilidade aumenta e, com ela, vem o reinvestimento, criando um ciclo virtuoso”, conclui Silva.

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CNA debate uso do bisturi canavieiro para revitalizar canaviais

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A Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta-feira (24), em Maceió (AL), para discutir o uso do chamado bisturi canavieiro. A tecnologia foi apresentada como alternativa para revitalizar e regenerar canaviais em idade avançada ou improdutivos, com aplicação localizada na cultura.

O encontro ocorreu na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). Segundo a CNA, um estudo encomendado ao Pecege Consultoria e Projetos mostrou ganhos econômicos com o uso do bisturi canavieiro.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar, Nelson Perez Júnior, o levantamento foi baseado em dados de produtores e usinas que utilizam a tecnologia em suas áreas. Ele afirmou que, mesmo em situações adversas, a ferramenta se mostrou uma alternativa viável.

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O vice-presidente da comissão, Edilson Maia, que desenvolveu a tecnologia, disse que o bisturi canavieiro contribui para uma produção mais sustentável de cana e para melhores condições de produção e rentabilidade aos produtores. A tecnologia foi lançada neste ano durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

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Na reunião, a assessora técnica da comissão, Eduarda Lee, apresentou o JoIA, ferramenta de inteligência artificial do Sistema CNA/Senar lançada há um mês. Segundo a CNA, a plataforma foi desenvolvida para levar inovação, tecnologia e dados confiáveis ao produtor rural na tomada de decisões. Pelo celular, via WhatsApp, o usuário pode acessar orientações para a gestão da propriedade.

Os participantes também discutiram temas ligados ao Renovabio e aos biocombustíveis. Na sexta-feira (25), em São Miguel dos Campos (AL), os membros da comissão participaram do 3º Cana Show Inovação.

Na abertura do evento, o presidente da Faeal, Álvaro Arthur Lopes de Almeida, e Nelson Perez Júnior destacaram a importância do encontro para apresentar novas formas de tecnologia e inovação ao setor. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, também participou.

Fonte: cnabrasil.org.br

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IBGE publica agenda da semana com compromissos do Censo Agro e divulgação sobre pecuária

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou nesta segunda-feira (28), às 9h, a Agenda IBGE com a programação da semana até sexta-feira (2). O cronograma reúne reuniões internas e externas, eventos e compromissos de diferentes áreas do instituto, da Presidência às superintendências estaduais. Entre os destaques da semana estão agendas relacionadas ao 12º Censo Agro e a divulgação da Produção da Pecuária Municipal 2025.

Na Presidência, a programação prevê para terça-feira (29), às 14h, reunião do cronograma do 12º Censo Agro. Na quinta-feira (1º), também às 14h, está marcada uma reunião de alinhamento técnico do 12º Censo Agro.

Na área de divulgação de indicadores, a Coordenação de Comunicação Social (CCS) programou para terça-feira (29), às 9h, a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal. Na quarta-feira (30), às 9h, será divulgado o Índice de Preços ao Produtor – Indústrias Extrativas e de Transformação e, às 10h, a Produção da Pecuária Municipal 2025. Na sexta-feira (2), às 9h, está prevista a divulgação da Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Brasil.

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A agenda semanal também inclui atividades das superintendências estaduais. No Rio Grande do Norte, representantes da unidade estadual realizam na segunda-feira (28), durante todo o dia, coleta de questionários da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) na área urbana de Parelhas, no setor censitário 1. No Espírito Santo, a programação de quarta-feira (30) prevê coleta de pesquisas pelas 10 agências do estado.

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No Pará, a agenda de quinta-feira (1º), às 8h, inclui supervisão das pesquisas econômicas, Registro Civil, estoques e atualizações na Base Territorial dos municípios. No Piauí, a sexta-feira (2), às 8h, terá reunião com a equipe de consultoria de biomarcadores da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026.

Divulgada semanalmente às segundas-feiras, às 9h, a Agenda IBGE reúne o calendário de compromissos dos dias seguintes e, nesta edição, traz ações administrativas, operacionais e estatísticas previstas entre 28 de setembro e 2 de outubro.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Plantio da soja 2026/27 avança para 3,4% no Brasil, diz AgRural

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A semeadura da safra brasileira de soja 2026/27 atingiu 3,4% da área estimada até a quinta-feira (24), segundo levantamento da AgRural. Uma semana antes, o índice era de 1,2%. No mesmo período do ano passado, o plantio estava em 3,2%. O avanço ocorre em meio a excesso de chuva em alguns pontos e irregularidade na distribuição das precipitações em parte das áreas produtoras.

De acordo com a AgRural, o Paraná segue na liderança do plantio da oleaginosa no país. Mato Grosso aparece na sequência, ainda a certa distância, com os trabalhos sem ganhar ritmo por causa da distribuição irregular das chuvas.

Além dos dois estados, há plantio em áreas pontuais de Rondônia, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os dados indicam avanço semanal da semeadura, mas com comportamento distinto entre as regiões já em atividade.

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No milho verão 2026/27, o plantio da primeira safra alcançou 34% da área estimada para o Centro-Sul do Brasil até a quinta-feira (24). Na semana anterior, o índice era de 27%. Um ano antes, o porcentual estava em 32%.

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Segundo a AgRural, a atividade do milho verão continua concentrada nos três estados do Sul. A empresa atribui esse quadro ao calendário mais tardio nos demais estados do Centro-Sul.

Os números mostram, no caso da soja, um ritmo ligeiramente acima do registrado no mesmo período da temporada passada. No milho verão, o porcentual também supera o de um ano atrás, com o avanço da semeadura concentrado nas regiões em que o calendário já permite maior intensidade dos trabalhos de campo.

Até a quinta-feira (24), a AgRural apontou plantio de 3,4% da soja 2026/27 no Brasil e de 34% do milho verão no Centro-Sul, com o Paraná à frente na oleaginosa e os estados do Sul concentrando a semeadura da primeira safra de milho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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