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CNA debate uso do bisturi canavieiro para revitalizar canaviais

A Comissão Nacional de Cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu na quinta-feira (24), em Maceió (AL), para discutir o uso do chamado bisturi canavieiro. A tecnologia foi apresentada como alternativa para revitalizar e regenerar canaviais em idade avançada ou improdutivos, com aplicação localizada na cultura.
O encontro ocorreu na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal). Segundo a CNA, um estudo encomendado ao Pecege Consultoria e Projetos mostrou ganhos econômicos com o uso do bisturi canavieiro.
De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-açúcar, Nelson Perez Júnior, o levantamento foi baseado em dados de produtores e usinas que utilizam a tecnologia em suas áreas. Ele afirmou que, mesmo em situações adversas, a ferramenta se mostrou uma alternativa viável.
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O vice-presidente da comissão, Edilson Maia, que desenvolveu a tecnologia, disse que o bisturi canavieiro contribui para uma produção mais sustentável de cana e para melhores condições de produção e rentabilidade aos produtores. A tecnologia foi lançada neste ano durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).
Na reunião, a assessora técnica da comissão, Eduarda Lee, apresentou o JoIA, ferramenta de inteligência artificial do Sistema CNA/Senar lançada há um mês. Segundo a CNA, a plataforma foi desenvolvida para levar inovação, tecnologia e dados confiáveis ao produtor rural na tomada de decisões. Pelo celular, via WhatsApp, o usuário pode acessar orientações para a gestão da propriedade.
Os participantes também discutiram temas ligados ao Renovabio e aos biocombustíveis. Na sexta-feira (25), em São Miguel dos Campos (AL), os membros da comissão participaram do 3º Cana Show Inovação.
Na abertura do evento, o presidente da Faeal, Álvaro Arthur Lopes de Almeida, e Nelson Perez Júnior destacaram a importância do encontro para apresentar novas formas de tecnologia e inovação ao setor. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (Faepa), Mário Borba, também participou.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Colheita do milho de segunda safra chega a 99,5% no País, diz Conab

A colheita do milho de segunda safra 2025/26 atingiu 99,5% da área semeada no Brasil até a sexta-feira (25), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (28). O avanço foi de 0,8 ponto porcentual em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 99,6% da área havia sido colhida, o ritmo é praticamente equivalente.
Em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,7%, os trabalhos aparecem com leve atraso. Segundo a Conab, restam etapas finais da colheita principalmente no Paraná, com 98% da área colhida, e em São Paulo, com 95%.
No algodão 2025/26, a colheita foi encerrada no País, com 100% da área colhida. O avanço semanal foi de 1,8 ponto porcentual. No mesmo momento da safra 2024/25, o índice era de 99,2%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 99,8%.
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Para o trigo 2026, a colheita alcançou 28,9% da área plantada até a última sexta-feira, com avanço de 7,3 pontos porcentuais em uma semana. O percentual fica 2,7 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2025 e 0,2 ponto acima da média dos últimos cinco anos, de 28,7%. Entre os principais estados produtores, o Paraná já colheu 46% da área.
Na safra 2026/27, a semeadura da soja chegou a 3,9% da área prevista, avanço de 3,4 pontos porcentuais na semana. O índice supera os 3,5% observados no mesmo período da safra 2025/26 e também a média de cinco anos, de 3,6%. Mato Grosso havia plantado 5,7% da área prevista, enquanto o Paraná somava 15%, Mato Grosso do Sul 3% e Goiás 1%.
O plantio do milho de verão 2026/27 atingiu 29,1% da área prevista, avanço semanal de 7,7 pontos porcentuais. O percentual está 2,4 pontos acima do mesmo período da safra passada e supera a média de cinco anos, de 24,5%. Santa Catarina lidera com 83% da área plantada, seguido por Rio Grande do Sul, com 72%, e Paraná, com 56%.
No arroz 2026/27, a semeadura alcançou 15,5% da área, avanço de 5,6 pontos porcentuais em uma semana. No mesmo momento da safra 2025/26, o índice era de 7,2%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina haviam semeado 18% cada.
Os dados da Conab mostram a reta final da colheita do milho de segunda safra e do algodão, ao mesmo tempo em que avançam os trabalhos de campo para trigo, soja, milho de verão e arroz nas principais regiões produtoras.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Controle do bicudo coloca lavouras de algodão de Mato Grosso em período de vazio sanitário

A partir de 1º de outubro, produtores de algodão de parte de Mato Grosso entram no período de vazio sanitário, medida que busca reduzir a sobrevivência do bicudo-do-algodoeiro entre os ciclos da cultura. O calendário para a safra 2026/27 mantém as datas previstas na Instrução Normativa nº 003/2024 e divide o estado em duas regiões.
Na Região I, o período segue até 30 de novembro. Já nos municípios da Região II, o vazio sanitário começa em 15 de outubro e termina em 14 de dezembro. Durante essas datas, não pode haver plantas de algodão com risco fitossanitário.
A retirada das plantas que permanecem no campo entre uma safra e outra é uma das medidas utilizadas para interromper o ciclo do bicudo. Soqueiras e plantas tigueras podem manter a praga com acesso a alimento e abrigo, favorecendo sua permanência até o início de uma nova lavoura.
O controle ganha relevância diante da capacidade de reprodução e do potencial de dano do inseto. O assessor técnico em Agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Alex Rosa, explica que o ataque começa pelos botões florais e também compromete as estruturas que formam o algodão. Os insetos são atraídos pelo cheiro e, inicialmente, atacam os botões, que acabam caindo depois de abertos. “As flores atacadas ficam com aspecto de balão, devido à abertura anormal das pétalas”, detalha.
O ataque também deixa perfurações externas na maçã do algodão. No interior da estrutura, as larvas destroem fibras e sementes, comprometendo a abertura normal.
Períodos variam entre as regiões produtoras
As condições de umidade também influenciam o desenvolvimento do bicudo-do-algodoeiro. Períodos chuvosos favorecem a praga porque a umidade contribui para conservar por mais tempo os botões atacados.
A dimensão da cotonicultura mato-grossense coloca o controle fitossanitário dentro de um calendário que precisa ser cumprido pelos produtores. Na safra 2025/26, o estado cultivou 1,36 milhão de hectares com algodão.
O modelo de produção no estado é marcado pelo cultivo de segunda safra, em sucessão à soja. Conforme o diretor técnico do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Renan Tomazele, essa característica contribui para a dimensão da atividade no estado, que “consolida-se como o líder absoluto da cotonicultura nacional, respondendo por cerca de 70% de todo o algodão produzido no Brasil”.
Na Região I, o vazio sanitário vai de 1º de outubro a 30 de novembro e abrange 61 municípios, entre eles Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Campo Verde, Pedra Preta, Itiquira, Alto Garças, Alto Araguaia e Barra do Garças.
Na Região II, o período será de 15 de outubro a 14 de dezembro, abrangendo municípios como Sorriso, Sinop, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Querência, Primavera do Leste e Tapurah. A relação definida pelo Indea-MT também inclui municípios de diferentes regiões produtoras do estado, como Água Boa, Canarana, Juína, Juara, Tangará da Serra e Vila Rica.
O Sistema Famato orienta os produtores rurais a observarem os períodos estabelecidos e as obrigações previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal. A divisão dos municípios foi definida pelo Indea-MT de acordo com os calendários de produção locais.
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Colheita de milho nos EUA atinge 18%, diz USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (28) que a colheita da safra 2026/27 de milho no país chegou a 18% até o último domingo (27). O ritmo ficou acima dos 17% registrados no mesmo período do ano passado e em linha com a média dos cinco anos, também de 18%.
Segundo o USDA, 57% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal. Em igual período do ano passado, esse índice era de 66%. O órgão também informou que 96% das lavouras tinham formado dentes, ante 94% um ano antes e 95% na média de cinco anos. Já a parcela de áreas maduras alcançou 72%, ante 69% no ano passado e 71% na média.
Na soja, a colheita chegou a 17% até domingo (27), ante 18% no mesmo período do ano passado e 17% na média de cinco anos. A condição boa ou excelente permaneceu estável em 58%, abaixo dos 62% observados um ano antes. O USDA informou ainda que 75% da safra apresentava queda de folhas, em linha com a média histórica e levemente abaixo dos 76% registrados no ano passado.
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Para o trigo de inverno, o relatório apontou plantio de 27% da safra, abaixo dos 32% registrados há um ano e dos 34% da média de cinco anos. A emergência alcançou 8%, ante 12% no ano passado e 11% na média.
No algodão, 35% da safra estava em condição boa ou excelente, alta de 1 ponto porcentual na semana. Um ano antes, o índice era de 47%. O USDA informou que 70% das lavouras tinham abertura de maçãs, ante 66% no mesmo período do ano passado e 67% na média de cinco anos. A colheita avançou para 17%, acima dos 15% registrados há um ano e também da média histórica de 15%.
Os dados do USDA mostram avanço da colheita de milho e soja em linha ou próximo das médias históricas, enquanto o plantio do trigo de inverno segue abaixo do ritmo observado no ano passado e na média de cinco anos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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