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21 de maio de 2026

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Vendas semanais de trigo dos EUA 2025/26 sobem para 166,3 mil toneladas

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Exportadores dos Estados Unidos venderam 166,3 mil toneladas de trigo da safra 2025/26 na semana encerrada em 14 de maio, informou nesta quinta-feira (21) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume ficou 25% acima do registrado na semana anterior e 28% acima da média das últimas quatro semanas. Já os embarques no período somaram 230,3 mil toneladas.

Segundo o USDA, a soma das vendas das duas safras alcançou 296,8 mil toneladas. Desse total, 130,5 mil toneladas foram negociadas para o ciclo 2026/27, com destino a compradores não revelados, além de México, Colômbia, Itália e Panamá. O resultado ficou dentro da faixa estimada por analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que projetavam vendas entre 100 mil e 450 mil toneladas.

Entre os principais compradores do trigo da safra 2025/26 na semana, o Japão liderou com 98,3 mil toneladas. Na sequência apareceram Panamá, com 60 mil toneladas, destinos desconhecidos, com 30 mil toneladas, México, com 22 mil toneladas, e Haiti, com 13,2 mil toneladas. Parte desse volume foi compensada por cancelamentos ou reduções de compras da Indonésia, em 70 mil toneladas, da República Dominicana, em 11,1 mil toneladas, de El Salvador, em 1,9 mil toneladas, e de Honduras, em 800 toneladas.

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No caso dos embarques, o volume de 230,3 mil toneladas representou queda de 48% ante a semana anterior e de 49% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Filipinas, com 66 mil toneladas, México, com 58,7 mil toneladas, Japão, com 34,8 mil toneladas, Itália, com 17,5 mil toneladas, e Honduras, com 13,2 mil toneladas.

Os dados semanais de vendas e embarques dos Estados Unidos são acompanhados pelo mercado por ajudarem a medir o ritmo da demanda internacional por trigo. Esse fluxo oferece referência para a avaliação da competitividade entre origens exportadoras e para o acompanhamento da oferta global da commodity.

O relatório indica demanda externa ativa para a nova safra norte-americana, mas com ritmo de embarques menor na semana analisada. Sem informações adicionais sobre preços ou reação das bolsas neste material, a leitura imediata fica concentrada no comportamento do fluxo comercial e na distribuição dos destinos compradores.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa lança cultivares de trigo para ampliar produção no Cerrado

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou nesta quarta-feira (20), durante a AgroBrasília 2026, duas novas cultivares de trigo voltadas ao cultivo em ambiente tropical. A BRS Savana foi desenvolvida para sistema de sequeiro, com tolerância ao calor, resistência à seca e à brusone. Já a BRS Cracker é destinada ao mercado de biscoitos, com menor força de glúten e potencial produtivo elevado em sistema irrigado.

Segundo a Embrapa, os novos materiais foram desenvolvidos ao longo de mais de 40 anos de pesquisas em parceria entre a Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), e a Embrapa Trigo, em Passo Fundo (RS). A expectativa da instituição é ampliar a área cultivada com trigo no Cerrado dos atuais 400 mil hectares para 1 milhão de hectares nos próximos dez anos.

De acordo com o pesquisador Julio Albrecht, da Embrapa Cerrados, a BRS Cracker surgiu a partir de demanda da indústria moageira por farinhas com baixa força de glúten, específicas para biscoitos. A cultivar é uma seleção da BRS 264 e pode alcançar produtividade entre 8 e 9 toneladas por hectare em sistema irrigado, além de apresentar boa resistência à brusone, doença que limita a expansão do trigo no Brasil Central.

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A BRS Savana, por sua vez, foi direcionada às condições de menor regularidade de chuvas no Cerrado. Segundo Albrecht, o material reúne tolerância ao calor, resistência à seca e potencial produtivo entre 4 e 5 toneladas por hectare em sequeiro. A proposta é aumentar a segurança produtiva em áreas com restrição hídrica.

Dados apresentados pela Embrapa mostram que o Cerrado respondeu por 16% da produção brasileira de trigo em 2023, com mais de 1,3 milhão de toneladas. Entre 2021 e 2023, a área regional passou de 200 mil para 400 mil hectares. Para a instituição, a expansão do cereal na segunda safra, em rotação com soja, milho, algodão e sorgo, pode ampliar opções agronômicas e atender parte da demanda hoje suprida por importações.

A continuidade do melhoramento genético para sistemas irrigados e de sequeiro deve definir o ritmo de expansão da cultura no Cerrado. Pelos dados apresentados pela Embrapa, o avanço dependerá da adaptação dos materiais às condições climáticas, da validação no campo e da demanda da indústria por trigos com diferentes padrões de qualidade.

Fonte: embrapa.br

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Paulo Bertolini: “O agro precisa de execução, não de ilusão”

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Foto: Assessoria de Imprensa Abramilho

O agro brasileiro atravessa um cenário de pressão financeira, juros elevados e insegurança para novos investimentos. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Paulo Bertolini, durante o 4º Congresso Abramilho, realizado em Brasília no dia 13 de maio.

Segundo ele, o produtor rural enfrenta um ciclo prolongado de dificuldades, agravado pela queda das commodities, aumento dos custos de produção e problemas no acesso ao crédito. O cenário, conforme destaca em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta quinta-feira (21), vem comprometendo as margens da atividade e elevando a inadimplência no campo.

“São desafios e problemas que nós temos domésticos e temos aí duas guerras, na Europa e no Oriente Médio, que têm afetado basicamente o mundo todo. E pega a gente, obviamente, no agro brasileiro pela questão dos fertilizantes, pela questão do diesel, pela dificuldade dos insumos agrícolas”, afirma.

Bertolini pontua ainda que o setor vive praticamente o terceiro ano consecutivo de crise financeira. “Você vem com juros altíssimos e aí quem teve que rolar essa dívida está pagando um juro muito alto e criando uma inadimplência grande”.

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Paulo Bertolini presidente Abramilho foto Assessoria Abramilho
Foto: Assessoria de Imprensa Abramilho

Crédito e previsibilidade

Entre os principais debates do congresso esteve a necessidade de modernizar o Plano Safra e criar mecanismos mais previsíveis para financiamento do agro. Conforme Bertolini, o modelo atual já não acompanha a realidade do campo brasileiro.

“O plano Safra, quando ele foi concebido lá na década de 70, 80, a realidade agrícola brasileira era totalmente diferente. Hoje nós não podemos ficar dependentes de orçamento que é uma raspa de tacho de rubrica do orçamento”, comenta.

Ele defende linhas de crédito de longo prazo para investimentos como armazenagem e irrigação, além da criação de um fundo garantidor para reduzir riscos financeiros e evitar travamentos no crédito rural. “O conceito é justamente você ter um fundo que garanta catástrofe, problemas de mercado momentâneos e dificuldades de comercialização. E para o próprio sistema financeiro é bom, porque não cria essa inadimplência”, explica.

O presidente da Abramilho ressalta que as discussões apresentadas no evento indicam avanço na construção de propostas para futuros governos, evitando que os debates precisem recomeçar a cada troca de gestão.

Congresso Abramilho Brasil 2026 Foto: Assessoria Abramilho
Foto: Assessoria de Imprensa Abramilho

“Criar ilusão gera frustração”

Ao analisar os anúncios de crédito feitos pelo governo federal nos últimos anos, Bertolini afirma que a distância entre o que é anunciado e o que efetivamente chega ao produtor gera insegurança no setor.

“Quando o governo anuncia linhas de crédito e acaba que não realiza isso, gera frustração. Ou a sua expectativa de criar uma solução também atrasa todas as decisões de quem vai tomar ela de investimento, de tocar a vida”.

Na avaliação dele, o país criou o hábito de alimentar expectativas que não se concretizam. “Isso é um problema sério que nós temos no Brasil de criar uma ilusão em cima de coisas que não se realizam ao longo do tempo”.

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Apesar das críticas, Bertolini diz enxergar disposição de diálogo por parte de integrantes do governo e lideranças políticas ligadas ao agro. Segundo ele, o momento agora exige execução. “Agora nós precisamos executar. Vamos conversar, alinhar as ideias, ver os planos e tentar convencer o pessoal da área econômica”.

Biotecnologia e acesso às tecnologias

Outro tema abordado no 4º Congresso Abramilho foi a biotecnologia. Bertolini destaca que boa parte do avanço da produtividade brasileira nas últimas décadas ocorreu graças à adoção dessas tecnologias.

“Hoje 95%, 97% dos produtos agrícolas, como soja, milho, cana e algodão, são produtos de origem biotecnológica. Boa parte do que a gente avançou em produtividade foi em decorrência da adoção dessas tecnologias”.

Ele alerta, no entanto, que o produtor brasileiro ainda enfrenta barreiras regulatórias para acessar novas tecnologias já disponíveis em outros mercados. Conforme explica em entrevista ao programa do Canal Rural Mato Grosso, liberações internacionais, especialmente da China e da União Europeia, acabam impactando diretamente a chegada dessas soluções ao Brasil. “A China tem milho, por exemplo, que interessa a nós produtores brasileiros que está há seis anos sem liberação e a gente não sabe quando vai liberar”.

Bertolini também critica o peso ideológico em parte das discussões sobre biotecnologia e reforçou que o acesso à inovação é essencial para manter produtividade e segurança alimentar.

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“Não tem como sobreviver hoje com níveis de produtividade, com os preços agrícolas sem altas produtividades. Então, é preciso renovar essa tecnologia constantemente. Esse é o grande desafio do agricultor brasileiro”.

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Embrapa lança cultivares de trigo para ampliar produção no Cerrado

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lançou nesta quarta-feira (20), durante a AgroBrasília 2026, duas novas cultivares de trigo desenvolvidas para ambiente tropical. A BRS Savana foi direcionada ao cultivo em sequeiro, com tolerância ao calor, resistência à seca e à brusone. Já a BRS Cracker foi desenvolvida para atender à indústria de biscoitos, segmento que demanda farinha com baixa força de glúten.

Segundo a Embrapa, os novos materiais integram a estratégia de expansão da triticultura no Cerrado, onde a área cultivada pode passar dos atuais 400 mil hectares para 1 milhão de hectares nos próximos dez anos. As cultivares são resultado de mais de 40 anos de pesquisa em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Embrapa Trigo.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Cerrados, Julio Albrecht, a BRS Cracker foi obtida a partir de seleção dentro da cultivar BRS 264, uma das mais plantadas na região. O diferencial é a menor força de glúten, característica exigida pelos moinhos para fabricação de biscoitos. Em sistema irrigado, o potencial produtivo informado pela instituição varia de 8 a 9 toneladas por hectare, além de apresentar boa resistência à brusone.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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No caso da BRS Savana, o foco foi o cultivo em sequeiro diante da redução das chuvas e da maior irregularidade das precipitações no Brasil Central. Segundo Albrecht, a cultivar foi desenvolvida para suportar calor e deficiência hídrica, com potencial entre 4 e 5 toneladas por hectare e resistência à brusone, principal doença que limita a expansão do trigo na região.

Dados apresentados pela Embrapa indicam que o Cerrado respondeu por 16% da produção brasileira de trigo em 2023, com mais de 1,3 milhão de toneladas. Entre 2021 e 2023, a área regional avançou de 200 mil para 400 mil hectares. Para o chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemanski, parte do trigo hoje importado de países como Estados Unidos e Canadá pode vir a ser suprida por produtores do Cerrado, caso a expansão da cultura se consolide.

A evolução da área plantada dependerá da adoção das novas cultivares, da validação em campo e das condições climáticas e de mercado. Pelas características apresentadas, os lançamentos ampliam as alternativas para sistemas irrigados e de sequeiro e abrem espaço para maior diversificação industrial do trigo produzido no Cerrado.

Fonte: embrapa.br

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