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29 de junho de 2026

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USDA eleva previsão para produção de milho do Brasil em 2025/26 para 135 milhões de toneladas

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou, na terça-feira (12), sua previsão para a produção de milho do Brasil na safra 2025/26, de 132 milhões para 135 milhões de toneladas. A estimativa de exportações foi mantida em 43 milhões de toneladas, segundo o relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo órgão. O ajuste ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam 133,7 milhões de toneladas.

A revisão representa acréscimo de 3 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior do USDA. Para a temporada 2026/27, a agência projetou a produção brasileira de milho em 139 milhões de toneladas, com embarques de 44 milhões de toneladas.

No mesmo relatório, o USDA também revisou para cima a projeção de milho da Argentina em 2025/26. A estimativa passou de 52 milhões para 59 milhões de toneladas. As exportações argentinas foram elevadas de 37 milhões para 43 milhões de toneladas. No mercado, a expectativa era de uma alta menor na produção, para 56,2 milhões de toneladas. Para 2026/27, o órgão estimou 55 milhões de toneladas, com exportações de 38 milhões de toneladas.

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Em soja, o USDA manteve inalterada a previsão para a produção do Brasil em 2025/26, em 180 milhões de toneladas, abaixo da expectativa média de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, de 180,4 milhões de toneladas. A estimativa de exportações brasileiras também foi mantida, em 115 milhões de toneladas. Para 2026/27, a projeção é de 186 milhões de toneladas, com embarques de 117,5 milhões de toneladas.

Para a Argentina, a estimativa de soja em 2025/26 foi mantida em 48 milhões de toneladas, ante expectativa de mercado de 48,5 milhões. Para 2026/27, o USDA projetou 50 milhões de toneladas.

Os novos números do USDA indicam aumento da oferta potencial de milho na América do Sul, com revisão mais forte para Brasil e Argentina no ciclo 2025/26. No caso da soja, o relatório manteve o cenário já previsto para a safra brasileira, sem alteração nos volumes de produção e exportação.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mesmo com semana chuvosa, colheita do milho avança em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A semana com baixas temperaturas e chuvas atípicas não desanimaram a colheita do milho 2025/26 em Mato Grosso. O estado atingiu 32,41% da área semeada, um avanço semanal de 11,55 pontos percentuais.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os trabalhos na atual temporada estão 5,42 pontos percentuais à frente do observado no mesmo período na safra 2024/25. Apesar da evolução significativa na última semana, ainda não foi suficiente para superar a média dos últimos cinco ciclos de 40,09%.

Em relação às regiões produtoras, balanço divulgado na última sexta-feira (26) aponta que o médio-norte segue na liderança com 42,13% do milho colhido. Em seguida, segundo o Instituto, surge o nordeste com 36,82% e o norte com 33,98%.

A região noroeste do estado colheu 31,51% do cereal. Já o centro-sul e oeste 27,83% e 26,44%, respectivamente.

Em contrapartida, enquanto as demais regiões seguem com os trabalhos acelerados, na região sudeste a retirada do milho segue à passos lentos registrando apenas 8,52%. Na variação semanal o progresso das máquinas foi de apenas 3,04 pontos percentuais. O atraso de 1,45 pontos percentuais em relação à safra passada é creditado à demora da colheita da soja.


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Sistemas agroecológicos com quatro biomas são inaugurados em Brasília

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Sistemas agroecológicos educativos serão inaugurados nesta segunda-feira (29) na área externa do museu de arte, ciência e tecnologia Sesi Lab, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O projeto Cultiva Lab reúne fragmentos da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica em uma área de mais de 6 mil metros quadrados, com proposta de integrar natureza, ciência, arte e cidadania.

O espaço recebeu o plantio de 340 mudas de 90 espécies, organizadas de forma semelhante à encontrada na natureza, incluindo áreas de transição entre os biomas. Entre as espécies citadas estão sumaúma, açaí e guaraná, na Amazônia; ipê e pequizeiro, no Cerrado; cacto, na Caatinga; e pau-brasil, na Mata Atlântica.

Associadas às árvores, serão cultivadas espécies agrícolas de ciclo curto, como milho, abóbora, mandioca, hortaliças e ervas medicinais. Nos dois primeiros anos, a expectativa é produzir de 3 a 5 toneladas de alimentos, com doação inicial para dez instituições sociais por ano.

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Segundo o engenheiro florestal Cláudio Jacintho, responsável pela estruturação dos sistemas agroflorestais, o modelo baseado na agricultura regenerativa utiliza princípios ecológicos para desenvolver as condições de solo e microclima até formar um ambiente adequado para as plantas. O manejo prevê enriquecimento do solo com material orgânico, aumento da drenagem de água e estímulo à microfauna, como minhocas e fungos.

Os quatro biomas serão monitorados integralmente e integrarão atividades de visitação, pesquisa científica e ações artísticas. De acordo com o Sesi Lab, estudantes em visitas agendadas poderão participar de colheitas e oficinas sobre as espécies cultivadas. Como se trata de um sistema vivo, as atividades serão adaptadas às diferentes etapas de crescimento e frutificação.

O projeto também prevê programas de residência a cada cinco anos para 50 artistas e 50 pesquisadores, voltados a exposições e estudos sobre regeneração e aproveitamento do solo, captura de carbono e implementação de sistemas agroflorestais. A previsão é iniciar essas instalações no prazo de um ano. Segundo o Sesi Lab, os sistemas agroflorestais terão capacidade de capturar 10 toneladas de gás carbônico equivalente por ano.

Com foco em educação, pesquisa e produção de alimentos, o Cultiva Lab passa a reunir, no centro de Brasília, sistemas agroecológicos inspirados em quatro biomas brasileiros e estruturados com base em princípios de agricultura regenerativa.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Onda de frio interrompe queda do preço do milho

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A queda dos preços do milho perdeu força em parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), interrompendo o movimento de desvalorização observado nas últimas semanas com o avanço da colheita da segunda safra.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a recente onda de frio em algumas áreas produtoras passou a preocupar parte dos agricultores quanto aos possíveis impactos sobre as lavouras, fator que contribuiu para reduzir a pressão sobre as cotações.

Apesar disso, o ritmo de negócios continua limitado. De acordo com o Centro de Pesquisas, muitos compradores seguem afastados do mercado por já estarem abastecidos para atender às necessidades de curto e médio prazos, o que restringe a liquidez e impede uma recuperação mais consistente dos preços.

Com isso, o mercado do milho permanece atento tanto à evolução da colheita da segunda safra quanto aos efeitos das baixas temperaturas sobre a produção nas principais regiões produtoras do país.

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