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14 de maio de 2026

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USDA informa plantio de milho em 57% e de soja em 49% nos Estados Unidos

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (11), que o plantio de milho no país alcançou 57% da área prevista até o último domingo (10 de maio). No mesmo relatório, a semeadura da soja foi estimada em 49%. Os dados indicam ritmo acima da média dos últimos cinco anos nas duas culturas, embora o milho ainda esteja abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

No caso do milho, o avanço semanal levou os trabalhos a 57% da área total prevista. O índice está 2 pontos porcentuais abaixo do observado há um ano, quando o plantio somava 59%, mas 5 pontos acima da média de cinco anos, de 52%. O USDA também informou que 23% da safra já emergiu, ante 26% no ano passado e 19% na média histórica.

Para a soja, a semeadura atingiu 49% da área projetada. O ritmo supera os 45% registrados em igual período de 2025 e também a média de cinco anos, de 36%. A emergência chegou a 20%, acima dos 16% de um ano antes e dos 12% da média.

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O relatório semanal também trouxe atualização para o trigo. Na safra de inverno, 28% das lavouras foram classificadas como boas ou excelentes, recuo de 3 pontos porcentuais ante a semana anterior. Na mesma data de 2025, esse percentual era de 54%. Além disso, 61% da safra estava em perfilhamento, contra 51% no ano passado e 45% na média de cinco anos.

Já o trigo de primavera tinha plantio em 53%, abaixo dos 63% de 2025, mas acima da média de cinco anos, de 51%. A emergência foi estimada em 23%, ante 25% no ano passado e 19% na média. No algodão, o plantio chegou a 29%, de 27% um ano antes e 28% na média histórica.

Os números do USDA indicam que o avanço do plantio de milho e soja segue adiantado em relação ao padrão histórico, enquanto a piora na condição do trigo de inverno passa a ser um ponto de monitoramento nos próximos relatórios semanais da safra norte-americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Prova piloto do 12º Censo Agro visita comunidade rural em Corumbá

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A segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola teve continuidade nesta quarta-feira (13), em Corumbá (MS), com deslocamento de recenseadores para áreas da zona rural, entre elas a Comunidade Antônio Maria Coelho. A atividade integra a etapa de testes operacionais do levantamento e inclui revisão diária da logística, dos procedimentos de coleta e das respostas a dificuldades técnicas registradas em campo.

No período da manhã, as equipes realizaram uma reunião de avaliação para ajustar o andamento das visitas e alinhar procedimentos diante de possíveis problemas no preenchimento dos questionários. A orientação repassada aos recenseadores foi manter a aplicação normalmente e, em caso de travamento do sistema, interromper a entrevista e informar aos moradores sobre uma tentativa de retorno posterior.

Uma das frentes de trabalho seguiu para a Comunidade Antônio Maria Coelho. Parte dos domicílios visitados estava vazia no momento da coleta, o que pode exigir novas tentativas de abordagem para completar o levantamento. Ainda assim, as entrevistas feitas com os moradores encontrados foram concluídas com sucesso, segundo o relato divulgado sobre a operação.

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A etapa piloto é usada para testar fluxo de coleta, deslocamento das equipes, funcionamento dos questionários e capacidade de adaptação a situações de campo em uma região com características logísticas específicas, como o Pantanal. Esse tipo de procedimento antecede a realização ampla do censo e permite corrigir falhas operacionais antes da aplicação em escala maior.

Não há, no material divulgado até o momento, detalhamento oficial sobre o número de domicílios visitados, entrevistas concluídas ou percentual de cobertura nesta frente de trabalho em Corumbá.

A continuidade da prova piloto deve servir para consolidar ajustes técnicos e operacionais do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola nos próximos dias, especialmente em áreas rurais com maior complexidade de acesso.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Consultoria estima produção superior a 40 bilhões de litros de etanol em 2026/27

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Fonte: USP Imagens/divulgação

A moagem de cana no Brasil é estimada pela consultoria Datagro em 698 milhões de toneladas, com produção de 44,2 milhões de toneladas de açúcar e 41,4 bilhões de litros de etanol. A projeção foi anunciada nesta quarta-feira (13), em evento em Nova York.

Os números levantados pela empresa para a safra 2026/27 levam em consideração uma produção de 642,2 milhões de toneladas de cana, 40,98 milhões de toneladas de açúcar e 38,61 bilhões de litros de etanol de cana e milho no Centro Sul, complementada pelo desempenho sucroalcooleiro do Nordeste.

A Datagro também estima que o mercado mundial de açúcar encerrará o ano-safra 2025/26, de outubro a setembro, com um pequeno superávit de 0,57 milhão de toneladas em valor bruto, e déficit de 3,17 milhões de toneladas em valor bruto em 2026/27, também de outubro a setembro.

De acordo com a consultoria, os principais vetores das estimativas são:

  • O mix de produção do Centro-Sul do Brasil mais orientado ao etanol, ao menos durante os primeiros meses da safra atual;
  • Os potenciais impactos da anomalia El Niño na Índia e na Indonésia; e
  • As reduções de área na Europa e na Tailândia.

A Datagro aponta que em meio ao predomínio das preocupações geopolíticas na agenda global, o renovado interesse por biocombustíveis abriu espaço para novas oportunidades de mercado nos transportes marítimo e aéreo, além da expansão de iniciativas de mistura em diversos países.

A consultoria ressalta que, provavelmente, o mercado novo mais promissor é o uso de biocombustíveis — etanol, metanol verde e biodiesel — como substitutos do combustível marítimo, o que pode levar a um aumento de demanda entre 0,4 milhão e 1,8 milhão de toneladas de biocombustíveis por ano até 2029, e de até 72 milhões de toneladas até 2050.

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Agro digital: jovens produtores transformam rotina no campo em negócio nas redes sociais

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Foto: Pixabay

A comunicação digital deixou de ser apenas uma ferramenta de marketing e passou a ocupar um papel estratégico dentro do agronegócio. A avaliação foi compartilhada por participantes do programa Entre Gerações, do Canal Rural, que discutiram como as redes sociais têm ajudado produtores rurais, entidades e marcas do setor a ampliar vendas, fortalecer posicionamento e criar conexão direta com os consumidores.

Entre os convidados estava o produtor de café e triatleta Arthur Rosseto, representante da sexta geração de uma família produtora de café em Mandaguari, no Paraná. Ex-atleta profissional de futebol, ele decidiu retornar ao campo há cerca de dois anos e meio para investir na propriedade da família e usar a internet como ferramenta de negócios.

Segundo Rosseto, um dos maiores desafios foi convencer familiares de mais idade sobre o potencial das redes sociais para impulsionar a marca e ampliar as vendas.

“O maior desafio foi mostrar para a família que existia uma ferramenta nova nas nossas mãos, capaz de expandir as vendas e fortalecer o trabalho construído por gerações”, afirmou.

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Rotina simples pode virar conteúdo

Durante o programa, Rosseto destacou que muitos jovens produtores acreditam que precisam de equipamentos profissionais ou produções sofisticadas para começar a criar conteúdo. Para ele, a chave está justamente em mostrar a rotina real do campo.

“Mostra o seu dia normal no sítio, na produção. As pessoas gostam de ver isso”, afirmou o produtor.

Rosseto explicou que o crescimento da marca da família esteve ligado ao fortalecimento da identidade visual e à comunicação direta nas redes sociais.

“Hoje todo mundo tem internet e um celular na mão. O controle do que mostrar está com o produtor”, disse Arthur Rosseto.

Segundo dados citados no programa, 41% das vendas diretas atualmente acontecem pelas redes sociais, enquanto marketplaces representam 10% e plataformas próprias, 8%.

Redes sociais ampliam consumo da carne suína

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, afirmou que a entidade também usa as redes sociais para aproximar o consumidor da produção de carne suína e ampliar o consumo interno.

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“O mundo já reconhece a qualidade da carne suína brasileira. As redes sociais ajudam a mostrar como é a produção e as oportunidades do setor”, afirmou.

Segundo ele, o consumo per capita de carne suína no Brasil saltou de 13 kg para 20 kg nos últimos anos.

Marketing do agro exige autenticidade

O especialista em marketing do agro José Luiz Tejon afirmou que o conteúdo precisa estar conectado à realidade do produtor e alertou para os riscos da desinformação.

“O mundo da mídia revela realidades. Se essas realidades não existirem, o que se fala é falso”, afirmou Tejon.

Segundo ele, o consumidor atual quer saber a origem dos produtos, como eles foram produzidos e quais valores estão envolvidos na cadeia produtiva.

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“O consumidor quer saber quem fez, como fez e com quais valores produziu”, destacou.

Nova geração encontra oportunidades no agro

Ao falar sobre o papel dos jovens no agronegócio, Arthur Rosseto incentivou produtores a valorizarem o potencial das propriedades rurais da família.

“Você tem uma mina de ouro na mão, só precisa vender esse ouro”, afirmou.

O produtor também destacou que o agro não deve ser visto como sinônimo de atraso e afirmou que encontrou no campo um caminho profissional mais sólido do que imaginava durante a carreira no futebol.

“Hoje eu sou produtor de café e vendo café para o Brasil inteiro”, disse.

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Para Tejon, o agronegócio oferece oportunidades cada vez maiores para as novas gerações.

“O mundo hoje é muito mais amplo. O jovem precisa enxergar as oportunidades dentro do agronegócio e entender que alimento é sinônimo de saúde”, concluiu.

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