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Associações de Bragança entregam 37,5 toneladas de alimentos pelo PAA no Pará

Duas associações de Bragança, na região do Caeté, no Pará, realizaram nesta terça-feira (12) a entrega de alimentos comercializados no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) 2025. A operação foi acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e incluiu produtos da agricultura familiar destinados à doação para entidades sociais. O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) e operado pela Conab.
A primeira entrega foi feita pela Associação dos Agricultores Familiares de Bragança (Agrifabra), da Comunidade do Abacateiro II. Em sua estreia no PAA, a entidade reuniu 21 agricultores e destinou 18,5 toneladas de hortifrutis, farinha de mandioca, farinha de tapioca e fécula de mandioca. Segundo a Conab, os produtos vão atender 1.310 pessoas acompanhadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e outras 350 ligadas à Primeira Igreja Batista de Bragança.
A segunda ação ocorreu com a Associação dos Criadores e Produtores de Abelhas do Município de Bragança (Ameliapis), também com 21 agricultores. A entidade entregou pouco mais de 19 toneladas de hortifruti e mel para as Obras Sociais da Diocese de Bragança, que atendem 13,6 mil pessoas. De acordo com a Conab, esta é a primeira participação da associação no programa com fornecimento de mel, viabilizado após certificação recente do produto.
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Durante a agenda, a superintendente regional da Conab no Pará, Rosanna de Angelis Vallinoto Costa, e o analista Rodrigo Cunha orientaram os participantes sobre normas de entrega e pagamento. Segundo Rosanna, “é possível observar o avanço do PAA a partir da participação de novas organizações”. Ela também destacou o fortalecimento de grupos que já executavam o programa e passaram a ofertar alimentos certificados.
No desenho operacional do PAA, a compra é feita sem licitação e prioriza agricultores vinculados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Nesse modelo, a comercialização garante escoamento da produção local e, ao mesmo tempo, abastece a rede socioassistencial com alimentos diversificados.
Com a entrada de novas organizações e a ampliação do portfólio de produtos, como o mel, a execução do PAA em Bragança passa a incorporar maior diversidade de alimentos e mais capacidade de atendimento social. A Conab não informou, até o momento, o valor financeiro movimentado nas entregas desta etapa.
Fonte: gov.br
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O que o encontro entre Trump e Xi Jinping pode mudar no agro brasileiro ? Entenda o que está em jogo

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta quarta-feira (13) pode alterar de forma significativa as relações comerciais entre as duas maiores potências econômicas do planeta.
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O encontro com o líder chinês, Xi Jinping, acontece em meio às tentativas de reduzir tensões comerciais entre os dois países e pode mexer diretamente com mercados estratégicos para o agro do Brasil, como soja, milho e carne bovina.
Um dos principais objetivos da viagem é ampliar o espaço dos produtos agropecuários norte-americanos no mercado chinês. Trump já declarou publicamente que pretende “abrir o mercado chinês” para os exportadores dos Estados Unidos, especialmente para produtores rurais, que enfrentam dificuldades após anos de disputa tarifária entre Washington e Pequim.
Entre os setores considerados prioritários pelos norte-americanos estão soja, carne bovina, milho, trigo e carnes de aves. Analistas internacionais apontam que a Casa Branca busca um novo pacote de compras agrícolas chinesas como forma de fortalecer o setor rural dos EUA e impulsionar preços das commodities.
O movimento, porém, entra em rota de colisão com os interesses do agro brasileiro. Atualmente, a China é o principal destino das exportações agropecuárias do Brasil, especialmente de soja e carne bovina.
O país asiático responde por uma parcela significativa da demanda global desses produtos e se tornou ainda mais dependente do Brasil após a guerra comercial iniciada no primeiro mandato de Trump, quando Pequim reduziu compras de produtos agrícolas norte-americanos e ampliou a parceria com fornecedores brasileiros.
Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição como principal fornecedor de soja para os chineses. Dados do mercado internacional mostram que a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas da oleaginosa caiu fortemente desde 2016, enquanto o Brasil ganhou espaço com preços mais competitivos e aumento da produção.
Apesar disso, especialistas avaliam que uma retomada mais forte das compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA pode reduzir parte da competitividade brasileira no curto prazo, especialmente em momentos de disputa por mercado e definição de preços internacionais. O impacto poderia ser sentido principalmente nas cotações da soja na Bolsa de Chicago e nos fluxos globais de exportação.
Ainda assim, analistas internacionais ponderam que a China dificilmente reduzirá de forma brusca sua dependência do agro brasileiro. Além da competitividade do Brasil, os chineses buscam diversificar fornecedores para garantir segurança alimentar e evitar concentração excessiva em um único parceiro comercial.
Outro ponto observado pelo mercado é que o encontro entre Trump e Xi Jinping vai muito além do agronegócio. As negociações também envolvem temas estratégicos, como tarifas, minerais raros, inteligência artificial, semicondutores, Taiwan e o conflito no Oriente Médio. Por isso, há dúvidas sobre até onde os dois países conseguirão avançar em acordos concretos para o setor agrícola.
*Com informações da agência Reuters
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Além da carne: lista de produtos brasileiros excluídos pela UE inclui aves, ovos e mel

Em um movimento que surpreendeu o setor exportador, a Comissão Europeia oficializou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países terceiros autorizados a enviar animais vivos e produtos de origem animal para o bloco.
O motivo é o não cumprimento integral do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece critérios rigorosos sobre o uso de antimicrobianos (antibióticos) na produção pecuária. A nova determinação entrará em vigor no dia 3 de setembro de 2026 e abrange a exportação de bovinos, equinos, aves, ovos, mel e envoltórios.
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A Fala da Comissão Europeia
Ao portal europeu Euractiv, a porta-voz da Comissão Europeia para as áreas de Saúde e Segurança Alimentar, Eva Hrncirova, explicou a posição do bloco. Segundo ela, a medida não é um fechamento definitivo de portas, mas uma exigência de adequação técnica que o Brasil ainda não comprovou.
“A União Europeia mantém um diálogo construtivo e contínuo com as autoridades brasileiras. No entanto, a inclusão nesta lista exige garantias robustas de que os padrões sanitários relativos ao uso de antimicrobianos sejam equivalentes aos nossos. A autorização poderá ser restabelecida assim que o Brasil apresentar as evidências de conformidade exigidas pelos nossos sistemas de auditoria”, afirmou Hrncirova.
O que a União Europeia proíbe?
As regras da UE, que já valem para produtores europeus desde 2022, passam agora a ser exigidas de forma mandante para os parceiros comerciais. O bloco veta:
- Uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou para aumentar o rendimento produtivo.
- Uso de substâncias reservadas exclusivamente para a medicina humana em animais destinados ao consumo.
A grande barreira para o Brasil reside na rastreabilidade. A Comissão Europeia exige garantias de conformidade que cubram toda a vida do animal, e não apenas testes laboratoriais no produto final.
Quais produtos foram barrados?
Embora a carne bovina seja o item de maior valor comercial, a lista de exclusão do Brasil abrange uma vasta gama de commodities:
- Carnes e derivados: Bovinos, aves e equinos;
- Produtos apícolas: Mel e derivados;
- Aquicultura: Peixes e frutos do mar de cativeiro;
- Outros: Ovos e tripas.
Repercussão e o “fator Mercosul”
A decisão ocorre menos de duas semanas após o início da aplicação provisória do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, em 1º de maio. Outros membros do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — foram mantidos na lista de países autorizados, o que isola o Brasil e aumenta a pressão sobre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Vale destacar, porém, que o ministério publicou no fim de abril uma portaria que proíbe a importação, a fabricação, a comercialização e o uso de aditivos melhoradores de desempenho com antimicrobianos considerados relevantes para a saúde humana e animal.
Ministério da Agricultura se diz surpreso com medida
Segundo nota enviada à imprensa, o Ministério da Agricultura e Pecuária recebeu com surpresa a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026.
O órgão esclarece que a decisão decorre do resultado da votação realizada nesta terça-feira (12) no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização dessa listagem. Ainda de acordo com a pasta, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem normalmente.
O comunicado ainda diz que o governo brasileiro tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos.
De acordo com a nota, o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia irá se reunir na quarta-feira (13) com as autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.
A nota finaliza dizendo que o sistema sanitário brasileiro é robusto e de qualidade internacional reconhecida, ressaltando que o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.
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Agro Mato Grosso
Sorriso vai sediar edição do GAFFFF, festival global do agronegócio I MT

Após edições realizadas em São Paulo, o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) terá uma edição em Sorriso (MT), entre os dias 23 e 26 de julho de 2026. O município é considerado um dos principais polos do agronegócio brasileiro e lidera a produção agrícola nacional em diferentes culturas.
A realização do evento em Mato Grosso marca a expansão do festival para regiões diretamente ligadas à produção agropecuária. A proposta é aproximar debates, negócios e experiências da realidade do campo.
Criado pela Datagro, o festival reúne produtores, empresas, especialistas e representantes do setor em uma programação voltada ao agronegócio.
Segundo a organização, os dias 23 e 24 de julho serão dedicados ao Global Agribusiness Forum (GAF), espaço voltado a debates sobre tendências, desafios e oportunidades do setor. Já entre os dias 23 e 26 ocorrerão a feira de negócios e a área gastronômica do evento.
A programação também contará com atrações musicais e o “Palco Sementes”, espaço que reunirá apresentações culturais locais e conteúdos produzidos por marcas e parceiros.
De acordo com Luiz Felipe Nastari, diretor de comunicação, eventos e educação da Datagro, a realização do evento em Sorriso amplia a conexão do festival com regiões estratégicas para a produção agrícola brasileira.
Segundo a empresa, o GAFFFF já reuniu mais de 50 mil participantes nas edições realizadas em São Paulo. O evento busca integrar debates sobre produção de alimentos, inovação, mercado e cultura ligada ao agronegócio.
Global Agribusiness Festival (GAFFFF)
Sorriso
23 a 26 de julho de 2026
Programação:
- Fórum: 23 e 24 de julho
- Feira de negócios e área gastronômica: 23 a 26 de julho
Mais informações: GAFFFF Sorriso
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