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24 de julho de 2026

Sustentabilidade

IMEA: Custos do milho 26/27 sobem em MT com alta de insumos e piora na relação de troca – MAIS SOJA

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O Valor Bruto da Produção (VBP) agrícola apresentou retração de 1,43% entre as estimativas, mas ainda se mantém 21,69% acima do consolidado de 2024. Esse movimento reflete, em grande parte, os ajustes observados nas projeções para o milho no estado. Na 6ª estimativa, o Imea projetou o VBP do milho da safra 24/25 em Mato Grosso em R$ 39,16 bilhões, queda de 5,25% em relação à 5ª estimativa, puxada pela retração de 5,25% no preço do cereal, cotado a R$ 42,39/sc. Já para a safra 25/26, na 2ª projeção do Instituto, o VBP foi estimado em R$ 38,69 bilhões, redução de 1,11% frente à estimativa anterior e 1,19% abaixo do observado na safra passada.

A redução está associada às incertezas quanto ao rendimento das lavouras, logo há expectativa de menor produção no ciclo atual, estimada em 51,72 mi de t, volume 6,70% menor ante a safra anterior. Ainda assim, a alta anual de 5,90% no preço do milho, a R$ 44,89/sc, contribui para amenizar os efeitos da menor produção sobre o VBP.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: o avanço do Prêmio de Santos está ligado à maior demanda pelo escoamento, gargalos logísticos e elevação dos custos operacionais, fatores que pressionam as tarifas e encarecem a exportação.
  • BAIXA: a queda de 3,87% na B3 está associada, principalmente, à valorização do real frente ao dólar e à menor competitividade do milho brasileiro no mercado externo, que pressionaram os contratos.
  • RETRAÇÃO: na última semana, o valor médio de compra do dólar Ptax recuou 2,13%, encerrando o período em R$ 4,99/US$.
O projeto CPA-MT (Senar-MT/Imea) estimou o custeio do milho da safra 26/27 referente a mar/26 em R$ 3.686,80/ha, alta mensal de 3,38%.

A elevação foi impulsionada pelo aumento dos custos com fertilizantes/corretivos e defensivos, que avançaram 5,67% e 3,12%, alcançando R$ 1.474,59/ha e R$ 895,70/ha, respectivamente, em meio às tensões geopolíticas que restringem a oferta e elevam os preços dos insumos. Nesse contexto, considerando o preço médio do milho da safra 26/27 em mar/26, de R$ 43,48/sc, a relação de troca (R.T.) indica a necessidade de 99,06 sc/ha de milho por 1 tonelada de ureia, 125,37 sc/ha para MAP e 81,85 sc/ha para KCl, com altas mensais de 20,30%, 13,55% e 11,44%, nesta ordem.

Como reflexo desse cenário, o volume de insumos negociados e as importações de fertilizantes em MT, até mar/26, estão abaixo do observado no ano passado. Por fim, a alta dos insumos reforça a importância do planejamento de compras, como forma de mitigar custos e reduzir margens negativas para o produtor.

Fonte: Imea



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Sustentabilidade

Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.

Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.

O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.

Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.

Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.

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Sustentabilidade

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Com 93% da área semeada, safra de trigo no RS avança para as fases finais de plantio – MAIS SOJA

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A semeadura de trigo evoluiu para 93% da área prevista no Estado. Está praticamente finalizada a Noroeste, e mais atrasada a Sudeste e nas áreas de maior altitude, onde o zoneamento permite realizar a operação até o final de julho. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e perfilhamento, favorecidas pelo frio.

A maior incidência de radiação solar foi importante para o desenvolvimento dos cultivos, melhorando o aspecto das plantas. A área projetada pela Emater/RS-Ascar para Safra 2026 é de 814.220 hectares, e a produtividade média de 2.701 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, onde se encontram 28% da área de trigo no Estado, a semeadura atingiu 98% do projetado, e se aproxima do final. Entre os dias 08 (quarta-feira) e 10/07 (sexta-feira) à tarde, foi possível dar continuidade à semeadura, cuja intensidade vem se reduzindo à medida que os produtores finalizam a operação nas suas propriedades.

O desenvolvimento das plantas está adequado. Já a maior presença de sol deixou a coloração verde das plantas mais intensa. A fase de perfilhamento está iniciando mais cedo, aumentando a possibilidade de formação de boas espigas nos afilhos. Nas lavouras em afilhamento, os produtores estão realizando a aplicação de herbicidas para o controle de ervas daninhas.

As plantas apresentam excelente sanidade. Na de Santa Rosa, onde estão 22% da área de trigo do Estado, o plantio evoluiu para 96%, e as lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo, em condições e estabelecimento inicial satisfatórios. A maior parte das áreas se encontra na fase de perfilhamento. Devido ao avanço do ciclo e à maior luminosidade, tem sido realizada a adubação nitrogenada em cobertura. As áreas semeadas recentemente apresentam emergência uniforme e estande de plantas adequado. As geadas contribuíram para a sanidade das lavouras.

Em relação ao manejo fitossanitário, os produtores aguardam a melhora das condições climáticas para iniciar as aplicações preventivas para doenças foliares. A maior incidência de radiação solar, observada nos últimos dias, possibilitou o avanço no controle de plantas espontâneas, sendo aplicados herbicidas em diversas lavouras para eliminar nabo, aveia, azevém, flor-roxa e outras invasoras, que podem comprometer o desenvolvimento da cultura e o potencial produtivo das áreas.

Na de Frederico Westphalen, onde são cultivados 13% das áreas de trigo no Estado, a cultura está em fase de desenvolvimento vegetativo com bom estabelecimento. Entretanto,
durante o período, o desenvolvimento foi parcialmente limitado pela reduzida disponibilidade de radiação solar, decorrente da elevada nebulosidade. Os produtores se concentram na aplicação de herbicidas para controle de plantas daninhas e de fungicidas, além da adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão na fase inicial de crescimento e desenvolvimento vegetativo. Os produtores estão realizando adubação em cobertura com nitrogênio, embora
o ritmo de crescimento da cultura nesta fase inicial esteja reduzido devido ao baixo nível de
insolação nas últimas semanas, as demais condições de clima estão favoráveis.

Na de Bagé, na Fronteira Oeste, em Santa Margarida do Sul e São Gabriel, as lavouras foram afetadas pelas geadas intensas e sucessivas, associadas a dias predominantemente nublados, que causaram estresse e limitação no desenvolvimento. Em São Borja, onde o clima é normalmente mais ameno, a situação da cultura está bastante satisfatória, destacando-se a boa sanidade das lavouras, que, até o momento, tem dispensado maiores custos para a aplicação de fungicidas.

O plantio foi concluído nesse município, que continua com a maior área cultivada do cereal na região, apesar da redução drástica de aproximadamente 35% (de 28.000 para 18.000 hectares) na comparação com a safra passada. Em Manoel Viana, 90% dos 4.500 hectares previstos foram semeados. As lavouras estabelecidas apresentam bom potencial. Na Campanha, a semeadura avançou no período, especialmente a partir de 08 (quarta-feira) a 10/07 (sexta-feira), quando o sol predominou e as temperaturas foram mais elevadas. Alguns produtores aguardam para dar continuidade aos trabalhos após a passagem das fortes chuvas, previstas para o início da segunda quinzena de julho, de modo a evitar problemas com o excesso de umidade e a eventual ocorrência de processos erosivos, considerando o período do Zoneamento Agrícola, que segue até 31/07.

Na de Caxias do Sul, o tempo seco, durante parte do período, favoreceu o andamento da semeadura, que chegou a 25% do total esperado para a safra. As condições climáticas estão favoráveis para o bom estabelecimento inicial das lavouras.

Na de Erechim, segue o plantio, chegando a 85% da área. Os cultivos estão nas fases de germinação e de desenvolvimento vegetativo. Na de Santa Maria, o plantio avançou para 92% da área. A realização dos manejos nas lavouras, especialmente as aplicações de herbicidas destinadas ao controle de plantas daninhas, foram dificultadas pelo tempo úmido. Além disso, o desenvolvimento vegetativo inicial segue prejudicado pelos elevados índices de umidade, associados à predominância de dias nublados e à baixa incidência de radiação solar.

Na de Soledade, a semeadura avançou pouco devido ao alto teor de umidade do solo, chegando a 95%. A operação está concluída no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra, e restam os municípios do Baixo Vale do Rio Pardo. Conforme o ZARC, na região, o período de semeadura finaliza em 20/07 para a maioria dos municípios, e em final de julho para os de maior altitude, como Soledade e Encruzilhada do Sul.

A ocorrência de geadas favoreceu as lavouras nesta fase inicial de desenvolvimento, pois deixa as plantas mais robustas e com maior perfilhamento. No entanto, o excesso de umidade do ambiente beneficia a incidência de doenças fúngicas, como manchas foliares. Os produtores realizam o controle de plantas invasoras em pós-emergência e adubação nitrogenada em cobertura nas primeiras áreas semeadas. Estão 10% das lavouras em germinação, e 90% em desenvolvimento vegetativo.

Na de Pelotas, a semeadura está em 77%, e os cultivos em desenvolvimento vegetativo, considerado normal para o período. A área plantada diminuiu nesta safra, e muitos produtores de trigo optaram pelo plantio de canola e carinata.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,59%, passando de R$ 69,59 para R$ 70,00 com pH padrão 78. Bolsa de Cereais de Cruz Alta teve preço de R$ 78,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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