Agro Mato Grosso
Norte Show começa em Sinop; confira programação I agro.mt

Os portões do parque de exposições abrem, neste dia 21, primeiro dia da Norte Show, uma das maiores feiras agropecuárias e tecnológicas de Mato Grosso, organizada pela Acrinorte e Sindicato Rural. A exposição segue até a próxima sexta-feira (24) com 420 estandes de empresas de diversos segmentos que vendem novas tecnologias, prestação de serviços para o agro, colheitadeiras, tratores, caminhões, pulverizadores e veículos com condições especiais de preços e prazos. A projeção da comissão organizadora é que o volume de negócios supere R$ 4 bilhões.
O governador Otavianno Pivetta (Republicanos), é esperado na abertura oficial, a partir das 18h. Além dele, também vão estar na feira o ex-governador, Mauro Mendes (União), parlamentares federais e estaduais, prefeitos da região, além de lideranças e dirigentes de entidades.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato a presidente da República, estará na feira amanhã (22). Segundo Moisés Debastiani, presidente da Acrinorte, ele “vai conhecer as potencialidades da nossa feira, conversar com expositores e produtores sobre os desafios para o agronegócio, conhecer o dinamismo de Sinop e da região Norte e expor seu ponto de vista sobre o futuro para o agronegócio brasileiro”. Será a primeira visita de Flávio a Mato Grosso após ser definido pré-candidato a presidente.
Ricardo Amorim, Sérgio Sacani e Pablo Spyer farão as principais palestras na feira. A grade oficial também conta com outros nomes de destaque nacional como Ricardo Arantes, que aborda gestão de pessoas; o ex-ministro Aldo Rebelo, que abordará geopolítica da segurança alimentar; e o jornalista Caio Coppolla, com análise política.
Dia 21
9h – Prêmio Unesin – Excelências Científicas
11h – Gestão de pessoas: desafios que todos enfrentam – palestrante: Ricardo Arantes
13h30 – Tecnologia e vantagens do ABC + MT – palestrante: Bruno Fernando Bendô
14h30 – O futuro do patrimônio rural: sucessão familiar e reforma tributária – palestrante Luiz Paulo Jorge Gomes
15h30- O Brasil e a geopolítica da segurança alimentar – palestrante Aldo Rebelo
16h30 – palestra Do campo à bolsa: como o agro pode multiplicar riquezas com estratégia e investimento – palestrante: Pablo Spyer
18h – Solenidade de abertura com autoridades e presidentes de instituições e empresas
Dia 22
8h – palestra – Podridão de vagens e grãos imaturos em soja: avanços na compreensão do patossistema
com professora Solange Maria Bonaldo
9h – Certificação BRC: muito além do selo – palestrante: Marlene Lima
10h – palestra sobre controle de pragas em grãos armazenados – com Alexandre Guarezi
11h – Lubrificantes de alta performance voltados ao agronegócio – palestrante: Deivson da Silva Oliveira
13h30 Estratégia jurídica no agronegócio: como transformar crise em reestruturação – palestrante: Ana Paula Venério Bardini
14h30 – assunto 3 mitos sobre o Brasil – palestrante: Leandro Narloch
15h30 O Brasil pode ser a maior potência agroalimentar do mundo, como? – palestrante – ex-ministro Antônio Cabrera
16h30 – O que vai acontecer com o Brasil em 2026- palestrante: Caio Coppolla
17h30 Oportunidades em tempos de mudança: porque o agro brasileiro vai liderar o crescimento econômico
Palestrante: Ricardo Amorim
Dia 23
8h – O norte para sua profissão – palestrante: Bruno Ferreira Cavalcante
9h – Cria rentável: o que ninguém te conta – palestrante: Paulo Eugênio de Carvalho Câmara
10h Genética que multiplica: como o PMGZ impulsiona a produção – palestrante: Rayane Lage Cordeiro
11h – Do zero à fazenda modelo: gestão e superação no agro brasileiro (case de sucesso)- palestrante: Marlene Kalut
13h30 – Riscos e oportunidades para safra 26/27 – palestrante: Ismael Blum Menezes
14h30 – o agronegócio e o planejamento patrimonial internacional – palestrante: Gabriel Hercos
15h30 – da genética à gôndola: como o Santa Gertrudis impulsiona a verticalização da pecuária brasileira – palestrante: Anderson Fernandes
16h30 Como fazer uma super cria otimizando o primeiro elo do boi 777 – palestrante: doutor Iorano Cidrini
17h30 Fortipro: da ciência à prática – resultados reais na pecuária – palestrante: Juliano Fernandes
Dia 24
8h – O hectare mais lucrativo da sua fazenda pode estar na água, palestrante, Soraia Dall’Agnol
9h – desafios e oportunidades da fruticultura na agricultura familiar – palestrante Anderson Bays10h – Desenvolvimento florestal no agro mato-grossense: energia, renda e integração produtiva – palestrante: Felipe Minache Ueoka11h Do campo para o mundo: o poder da narrativa brasileira – palestrante: Jhenifer Heinrich
13h30 – Amaranthus palmeri: por que essa planta daninha desafia os herbicidas e como manejá-la
Palestrante doutora Fernanda Satie Ikeda
14h30 Consultor digital ILPF: IA aplicada à ILPF – palestrantes doutora Laurimar Gonçalves Vendrusculo e Ana Paula Moura da Silva
15h30 Tecnologias inovadoras no agro – IA e aplicações espaciais – palestrante: Sérgio Sacani
Agro Mato Grosso
Dono de avião é identificado entre os 3 mortos durante queda em MT

As outras duas vítimas ainda não foram identificadas, mas, segundo a perícia, eram de nacionalidade paraguaia.
Vanderlei Sattler, de 65 anos, foi identificado entre os três mortos na queda de um avião na zona rural de Água Boa, a 730 km de Cuiabá, no dia 10 de setembro, conforme a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Ele é apontado como o dono da aeronave.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que a aeronave tinha como destino a Venezuela e pode ter sido usada no tráfico internacional de drogas. As outras duas vítimas ainda não foram identificadas. Segundo a perícia, elas eram de nacionalidade paraguaia.
Vanderlei era natural de Montenegro (RS) e sócio-administrador de uma empresa de assessoria aeronáutica. A família do empresário entrou em contato com a Politec e já solicitou autorização para a liberação e cremação dos restos mortais.
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Vanderlei Sattler, de 65 anos, era uma das vítimas do acidente aéreo em Água Boa (MT) — Foto: Reprodução
A Polícia Civil também investiga a origem e o destino do voo, além das circunstâncias da queda e de um possível envolvimento da aeronave com o transporte de drogas.
Segundo a Polícia Civil, o avião é um Cessna, prefixo N401NA e não tem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Um dos pontos investigados é justamente a compra da aeronave. Levantamentos apontam que o avião teria sido adquirido por um valor elevado por uma pessoa cuja situação financeira, conforme a investigação, não seria compatível com a negociação.
O pagamento teria ocorrido parte em dinheiro e parte por meio de um veículo de alto valor. A polícia identificou que esse veículo já esteve registrado em nome de uma pessoa investigada por tráfico internacional de drogas.
Além disso, um dos ocupantes do avião tinha pendências judiciais no país de origem e restrição para deixar o território nacional, conforme a investigação. Os nomes investigados não foram divulgados pela Polícia Civil para não prejudicar a apuração.
A investigação aponta ainda que a aeronave decolou de Goiânia sem documentação válida, autorização ou plano de voo aprovado. Essas circunstâncias são consideradas pela polícia como indícios que reforçam a hipótese de que se tratava de uma operação clandestina.
A análise do itinerário indica que o avião poderia seguir para um país vizinho, com possível destino à Venezuela. Segundo a Polícia Civil, familiares dos passageiros também relataram aos investigadores que um dos ocupantes havia informado que viajaria para o país.
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Queda e incêndio
O avião pegou fogo após cair em uma região isolada de Água Boa e foi destruído pelas chamas. Os três ocupantes foram identificados preliminarmente como um brasileiro e dois paraguaios.
A partir da reconstrução do itinerário e da análise de imagens de câmeras de segurança que registraram o embarque, os investigadores chegaram aos familiares dos ocupantes, que auxiliaram no reconhecimento das vítimas.
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Bombeiros tentam combater incêndio após queda de avião em MT — Foto: Reprodução
A Polícia Civil ressalta, porém, que a identificação definitiva depende dos exames periciais da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Por questões de logística, os corpos foram encaminhados à Diretoria Metropolitana de Medicina Legal, em Cuiabá.
As investigações estão em fase final e aguardam a conclusão dos laudos periciais, especialmente os relacionados à identificação técnica das vítimas. A polícia também continua analisando a compra da aeronave, a forma de pagamento, o itinerário e as circunstâncias do voo para esclarecer se o avião estava relacionado ao tráfico internacional de drogas.
Agro Mato Grosso
Margem apertada e custos em alta devem marcar a safra 26/27 em MT

Aprosoja MT reforça necessidade de crédito acessível, renegociação efetiva de dívidas, além de previsibilidade tributária, para o produtor mato-grossense enfrentar o próximo ciclo
O produtor mato-grossense começa a plantar a safra de soja 2026/27 gastando mais por hectare e com a perspectiva de ganhar menos. Com a margem cada vez mais estreita, o acesso ao crédito e a renegociação de dívidas ganham ainda mais peso entre as prioridades da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) para a temporada.
O Custo Total (CT) da cultura está projetado em R$ 8.171,41 por hectare, alta de 16,69%, enquanto o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Lajida) deve recuar 35,05% em relação à temporada anterior. As projeções são do Projeto Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso (CPA-MT), realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Para o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, o cenário é de preocupação. “Estamos vindo de quatro anos de margens pressionadas, juros elevados, insumos em preços históricos e commodities sem valorização equivalente”, afirma. A margem estreita deixa o produtor mais exposto. “Qualquer imprevisto, seja quebra de produtividade, queda no preço da soja ou aumento do custo financeiro, pode transformar rapidamente essa pequena margem em prejuízo”, alerta.
Em Campo Novo do Parecis, a delegada coordenadora, Clarete Brolio Rezende, antecipou a compra de insumos em função da constante oscilação dos preços. Agora, a preocupação está em outras despesas. “A média geral de custos é muito alta. Aqui na região também estamos sofrendo com o diesel, que está muito caro. Toda semana que vamos comprar é um preço novo”, relata.
Cortes no manejo – Entre os itens que mais pesam na conta estão os defensivos agrícolas, com alta próxima de 11%, e os fertilizantes e corretivos, que subiram 5,40%. Segundo Bertuol, a pressão sobre o caixa já aparece nas propriedades, com redução nas doses de fósforo e potássio e busca por alternativas de menor custo. “Não se trata necessariamente da melhor decisão técnica, mas da necessidade de adequar a lavoura ao caixa disponível. Isso cria um ciclo preocupante. A margem diminui, o produtor reduz investimentos para conseguir plantar, a produtividade fica mais vulnerável e a rentabilidade cai novamente”, explica.
A área de soja deve permanecer praticamente estável, em 13,04 milhões de hectares. Já a produtividade média projetada é de 62,44 sacas por hectare, 5,43% abaixo do ciclo anterior, o que leva a produção estimada a 48,88 milhões de toneladas, recuo de 5,19%.
Diante desse quadro, o diretor recomenda priorizar eficiência, rentabilidade e preservação de caixa, com uma ressalva. “Essa redução de custos no curto prazo não pode comprometer a capacidade produtiva da agricultura mato-grossense no médio e no longo prazo”, diz.
No milho, a tendência se repete. A área deve crescer 0,59%, para 7,48 milhões de hectares, enquanto a produtividade projetada recua 8,05%, para 119,64 sacas por hectare, com produção estimada em 53,68 milhões de toneladas.
Clarete lembra que o resultado do cereal depende do calendário da soja e aponta o clima como principal ponto de atenção. “Nós temos uma renda melhor na segunda safra, mas precisamos colher bem na primeira. Então não podemos atrasar a janela de plantio”, afirma.
Crédito na ponta – Entre as prioridades da Aprosoja MT para a temporada, Bertuol destaca a recuperação da capacidade de financiamento do produtor, uma solução efetiva para o endividamento e a contenção de novos custos e de aumento da carga tributária. “Não basta anunciar bilhões de reais em um Plano Safra se esses recursos não chegam à conta. O produtor enfrenta juros elevados, maior restrição de crédito e exigências cada vez maiores de garantias. Quando não consegue renegociar uma dívida, ele permanece inadimplente, perde capacidade de crédito e acaba empurrado para operações mais caras, justamente quando sua margem não suporta juros maiores”, avalia.
O diretor reconhece o avanço trazido pela Medida Provisória 1.376, que autoriza linhas de crédito para renegociação de dívidas rurais e cria um fundo garantidor para produtores afetados por eventos climáticos adversos, mas observa que a aplicação ainda está lenta. “Já se passaram semanas desde a publicação e ainda não vemos, na velocidade necessária, essas renegociações sendo formalizadas nos contratos das instituições financeiras. Também falta articulação do Congresso Nacional e da Frente Parlamentar da Agropecuária para aperfeiçoar esses instrumentos. Enquanto isso, o acesso ao crédito novo fica mais difícil, e isso compromete o financiamento de uma safra que já está começando”, pontua. Para ele, negociar exige condições reais de pagamento.
“Precisamos de prazos compatíveis com a capacidade de pagamento da atividade, carência adequada e taxas de juros que o produtor consiga pagar. Caso contrário, a dívida é alongada no papel, mas o produtor não se recupera economicamente”, defende.
Na área tributária, Bertuol lembra o congelamento do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) em Mato Grosso e afirma que a entidade acompanha os efeitos da reforma tributária. “A agricultura não se sustenta apenas com anúncios de bilhões ou publicação de normas. O recurso e a renegociação precisam chegar ao produtor, dentro da fazenda”, conclui.
Agro Mato Grosso
Sorriso cai para 3º no ranking nacional de produção agrícola após criação de Boa Esperança

Sorriso perdeu o topo do ranking dos maiores produtores agrícolas do país. A cidade foi desbancada por Sapezal, também mato-grossense, e São Desidério, na Bahia. A explicação passa por uma mudança no mapa do estado de Mato Grosso, com a criação de Boa Esperança do Norte em áreas que pertenciam a Sorriso. Com isso, Sorriso teve diminuição de área plantada em 9,3%, o que impactou as lavouras de soja, algodão e feijão.
A constatação faz parte da Produção Agrícola Municipal, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento aponta também que o valor da produção agrícola de 2025 foi de R$ 927,2 bilhões, um salto de 18,4% na comparação com 2024.
Em 2024, Sorriso tinha ostentado a liderança do ranking de valor de produção, com R$ 7,2 bilhões, imediatamente à frente de São Desidério (R$ 6,6 bilhões) e Sapezal (R$ 5,9 bilhões). No ano seguinte, a produção agrícola de Sorriso cresceu para R$ 8,16 bilhões, mas ficou atrás de Sapezal (R$ 8,59 bilhões) e São Desidério (R$ 8,22 bilhões).
O valor da produção combina o volume físico produzido com os preços praticados na venda. Os valores são em moeda corrente do ano de cada pesquisa, ou seja, não estão corrigidos pela inflação. O IBGE explica que, por um lado, o novo campeão, Sapezal, viu o valor da produção agrícola crescer 46,6%, empurrado por seu principal produto agrícola, o algodão herbáceo. São Desidério presenciou o valor da produção crescer 23,7%.
De acordo com o IBGE, Boa Esperança do Norte tem uma população estimada em 5,9 mil pessoas. Já Sorriso: 124,7 mil. A cidade de Boa Esperança do Norte foi criada por lei estadual em 2000. No entanto, precisou esperar mais de 20 anos para realmente existir. No mesmo ano da lei, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso apontou a criação como institucional. A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que, em outubro de 2023, autorizou a criação do município. A instalação oficial aconteceu em 1º de janeiro do ano passado.
Principal estado em valor da produção agrícola (R$ 165,6 bilhões), Mato Grosso abriga cinco dos dez municípios brasileiros com maior valor de produção.
Confira as dez cidades com maior valor da produção agrícola e o principal produto de cada:
Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões – algodão
São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões – soja
Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões – soja
Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões – soja
Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões – soja
Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões – soja
Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões – soja
Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões – soja
Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões – soja
Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões – soja
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