Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve seguir sem ritmo de negócios definido nesta terça-feira – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve registrar mais um dia de lentidão nos negócios. A comercialização segue sem tomar um ritmo definido na semana, variando com as condições de colheita e fixação de oferta de cada região do país. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago registra baixa e o dólar cai frente ao real.
O mercado brasileiro de milho apresentou preços sem grandes alterações nesta segunda-feira. Porém, com características diversas de acordo com as condições de colheita e oferta. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as cotações estiveram estáveis no Sul e com pressão pela colheita em São Paulo e Minas Gerais. “E o mercado está aguardando a safrinha no Centro-Oeste”, salientou.
Molinari ponderou que há muita atenção com as chuvas no Paraná nesta semana devido à estiagem no estado. Nos portos, mercado com dificuldades diante do real valorizado em relação ao dólar.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,00/72,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,50,00/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 64,00/66,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 67,00/70,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 73,00/74,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 65,50/67,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/64,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/63,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com entrega em maio de 2026 estão cotados a US$ 4,51 3/4 por bushel, baixa de 2,25 centavos de dólar, ou 0,49%, em relação ao fechamento anterior.
* O mercado é pressionado pela perspectiva de ampla oferta global.
* Nos Estados Unidos, o início do plantio da nova safra reforça esse cenário, enquanto cresce a expectativa de que o relatório de abril do Departamento de Agricultura do país (USDA) aponte aumento nos estoques de passagem tanto no país quanto no balanço mundial para a temporada 2025/26. Os dados oficiais de oferta e demanda dos Estados Unidos e do cenário global serão divulgados na quinta-feira (9), às 13h.
* Na segunda-feira (6), o USDA informou que o plantio de milho alcançou 3% da área projetada no país. No mesmo período do ano passado, o índice era de 2%, em linha com a média dos últimos cinco anos, também de 2%.
* Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que os estoques americanos em 2025/26 deverão ficar em 2,143 bilhões de bushels, contra 2,127 bilhões de bushels previstos em março.
* Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial de milho, o mercado aposta em estoques finais 2025/26 de 293,2 milhões de toneladas. Em março, o número ficou em 292,8 milhões de toneladas.
* Ontem (6), os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,54, com avanço de 1,75 centavo, ou 0,38% em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,65 1/4 por bushel, alta de 2,00 centavos ou 0,43% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,11%, a R$ 5,1409. O Dollar Index registra recuo de 0,02%, a 99.96 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, +0,26%. Frankfurt, -0,29%. Londres, -0,14%.
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços firmes. Xangai, +0,26%. Japão, +0,03%.
* O petróleo opera com alta. Maio do WTI em NY: US$ 116,18 o barril (+3,35%).
AGENDA
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços (MDIC) divulga o resultado fechado de março da balança comercial brasileira.
—–Quarta-feira (8/04)
– Eurozona: Índice de Preços ao Produtor (PPI) do mês de fevereiro, às 06h00.
– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referentes a março.
– A Anfavea divulga, às 11h, o resultado do setor automotivo no primeiro trimestre do ano.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pela administração de informações de energia do governo dos Estados Unidos.
– EUA: Ata do FOMC e projeções econômicas, às 15h00.
—–Quinta-feira (9/04)
– Alemanha: Balança comercial do mês de fevereiro, às 03h00
– Alemanha: Produção industrial de fevereiro, às 03h00.
– O IBGE divulga, às 9h, a Pesquisa Industrial Mensal: Produção Física – Regional de fevereiro.
– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
– EUA: PIB do 4º trimestre (3ª estimativa), às 9h30.
– Relatório de abril de oferta e demanda global e dos EUA para grãos – USDA/Wasde, 13h.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– China: Índice de Preços ao Produtor (PPI) do mês de março, às 22h30.
– China: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do mês de março, às 22h30.
—–Sexta-feira (10/04)
– Alemanha: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do mês de março, às 03h00.
– O IBGE divulga, às 9h, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março.
– EUA: Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do mês de março, às 09h30.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Sustentabilidade
Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.
Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.
Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.
Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.
Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.
Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.
Resultados em sementes de baixo vigor
Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.
De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.
Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).
Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Fonte: Machado et al. (2026)
Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.
Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!
Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja

Referências:
ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.
MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

Sustentabilidade
Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.
Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.
Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.
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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.
Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.
O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.
Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.
De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.
Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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