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Basf conclui aquisição da AgBiTech para reforçar presença no mercado de biológicos

A Basf informou que concluiu nesta terça-feira (31) a aquisição da AgBiTech, empresa especializada em soluções biológicas para o controle de pragas. A operação foi finalizada após a obtenção de todas as aprovações regulatórias, incluindo o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no Brasil.
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O objetivo da aquisição é ampliar a presença no mercado de bioinsumos, segmento que registra crescimento no país. A Basf replica dados da CropLife Brasil que indicam que a área tratada com produtos biológicos aumentou mais de 28% em 2025, alcançando 194 milhões de hectares.
O fechamento das negociações ocorre após o acordo firmado em janeiro de 2026 entre a Basf, o fundo Paine Schwartz Partners e demais acionistas da AgBiTech.
Mercado de biológicos
A AgBiTech tem sua atuação no país concentrada em tecnologias voltadas ao controle de lagartas. Fundada em 2000, nos Estados Unidos, a empresa desenvolve soluções baseadas em nucleopoliedrovírus (NPV), vírus que ocorrem naturalmente e são utilizados no controle de insetos.
Segundo Livio Tedeschi, presidente global da Basf Soluções para Agricultura, a aquisição fortalece a atuação da empresa no segmento.
“O mercado de biológicos continua a se expandir em um ritmo forte. A AgBiTech complementa nosso portfólio com tecnologias diferenciadas”, afirma.
Expansão e integração tecnológica
A Basf informou que a operação permite ampliar a escala das tecnologias da AgBiTech, com foco na expansão global dessas soluções.
“O alcance global da Basf e sua estrutura de pesquisa e desenvolvimento devem acelerar a adoção das soluções”, diz Adriano Vilas-Boas, CEO da AgBiTech.
A Basf destaca que a aquisição reforça a oferta de soluções voltadas ao manejo integrado de pragas na América Latina. Segundo Sergi Vizoso, vice-presidente sênior da divisão na região, o objetivo é ampliar a eficiência produtiva com tecnologias alinhadas às demandas do campo.
No Brasil, o vice-presidente da área, Marcelo Batistela, afirma que a operação fortalece a presença da companhia em um mercado que já apresenta avanço na adoção de novas tecnologias agrícolas.
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Palmito na Semana Santa: demanda explode e vira item disputado no Espírito Santo

O que o palmito tem a ver com a Semana Santa no Espírito Santo? A resposta começa na cozinha — e termina nas ruas. É nesse período que o ingrediente ganha status de protagonista, impulsionado pela tradição da torta capixaba, prato que atravessa gerações e transforma a rotina de feiras e pontos de venda em toda a Grande Vitória.
Na prática, o que se vê é um verdadeiro movimento sazonal. Barracas montadas, caminhonetes carregadas e consumidores atentos. O palmito fresco, ainda em troncos, vira disputa. E não é exagero: durante essa semana, ele deixa de ser coadjuvante e passa a ser indispensável.
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A demanda cresce tanto que o comércio precisa se reorganizar. Prefeituras definem pontos autorizados, vendedores se deslocam de longe e a economia local ganha fôlego. Em bairros movimentados de cidades como Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, o cenário se repete: filas, negociações rápidas e estoque que não costuma durar até o fim da semana.

Quem vive dessa venda sabe bem o peso dessa época. A comerciante Claudia Maria Flor, que há uma década trabalha com palmito em Itacibá, resume o que representa esse período: “Tem dez anos que eu trabalho com a venda de palmito neste mesmo local. Essa época é muito lucrativa, é com ela que mantenho a minha casa. Para quem gosta de trabalhar e pensa em ganhar dinheiro, a Páscoa é uma época boa para isso”, conta.
E não é só gente da região que aproveita. O vendedor Sileno Alves atravessou estados para chegar ao Espírito Santo com palmito fresco vindo do Nordeste. Ele percebe rápido o comportamento do consumidor capixaba. “As vendas aqui são muito boas. Eu vim da Bahia e estou desde a semana passada. Já vendi bastante. Acredito que antes de quarta-feira já acaba tudo”, diz.

Além dos troncos tradicionais, o mercado também se adapta ao ritmo da cidade. Há quem prefira praticidade — e aí entram os palmitos já descascados, higienizados e prontos para o preparo, ampliando ainda mais as possibilidades de venda e atraindo diferentes perfis de consumidores.
O resultado disso tudo é um retrato claro de como cultura e economia caminham juntas. O palmito não é só ingrediente. É tradição, é oportunidade e é também um termômetro do que move o consumo capixaba nesta época do ano.
No fim das contas, entender o palmito na Semana Santa é entender um pedaço da identidade do Espírito Santo.

Onde comprar palmito na Grande Vitória
Vitória
Avenida Mário Cypreste (próximo ao Sambão do Povo)
6h às 20h
Cariacica
Avenida Mário Gurgel (São Francisco, próximo ao Corpo de Bombeiros e Ceasa)
Rodovia Governador José Sette (Itacibá, próximo ao terminal)
Campo Grande (ao lado da Delegacia da Mulher)
Serra
Laranjeiras (Terminal de Laranjeiras)
José de Anchieta (BR-101, posto Arara Azul)
Jardim Limoeiro (BR-101, próximo à Andaimes Vitória)
Serra Sede (posto São Benedito e São Judas Tadeu)
Nova Almeida (rotatória)
Jacaraípe (peixaria, colônia de pescadores e Av. Navegantes)
Vila Velha
Estacionamento do Atacadão – Av. Carlos Lindenberg, 1.723
Segunda a sábado: 6h às 21h30 | Domingo: 6h às 18h
Até sábado de Aleluia
Viana
Feiras livres em bairros como Vila Bethânia, Marcílio de Noronha, Universal, Viana Sede e Arlindo Villaschi
Programação varia por dia da semana
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Preço do arroz fecha março com alta de mais de 11%

Os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul registraram alta superior a 11% em março, na comparação com o fechamento de fevereiro, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
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Apesar da valorização e de uma demanda considerada firme, o mercado seguiu com baixa liquidez ao longo de todo o mês. De acordo com os pesquisadores, a retração dos produtores foi o principal fator que limitou os negócios.
A cautela está relacionada ao descompasso entre os preços praticados e os custos de produção, o que tem levado muitos produtores a segurar as vendas na expectativa de melhores margens.
Com isso, as negociações ocorreram de forma pontual e em pequenos volumes, mantendo o ritmo lento no mercado spot.
Custos ainda pressionam rentabilidade
Mesmo com a alta recente, os valores atuais do arroz ainda estão abaixo do nível considerado ideal para garantir a rentabilidade do produtor, segundo o Cepea.
Esse cenário tem reforçado a postura mais conservadora dos vendedores, que evitam fechar negócios em um momento de margens apertadas.
Colheita também reduz presença no mercado
Outro fator que influenciou a dinâmica do mercado foi o avanço da colheita no estado. Com a redução das chuvas, os produtores passaram a priorizar os trabalhos no campo, reduzindo a participação nas negociações.
A presença no mercado ficou mais concentrada entre agentes com maior necessidade de caixa, ainda assim com volumes limitados.
A combinação entre preços em recuperação, custos elevados e foco na colheita mantém o mercado de arroz no Rio Grande do Sul travado, mesmo diante de sinais de demanda ativa.
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Café arábica sobe com oferta restrita, enquanto robusta recua com avanço da colheita

O mercado de café encerrou o mês de março com movimentos distintos entre as principais variedades negociadas no Brasil. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o café arábica voltou a registrar valorização, enquanto o robusta seguiu pressionado ao longo do período.
A alta do arábica foi sustentada principalmente pela oferta limitada e pelas incertezas no cenário geopolítico, que continuam influenciando os preços no mercado internacional.
Oferta e geopolítica sustentam arábica
De acordo com pesquisadores do Cepea, a valorização do arábica em março foi significativa, superando até mesmo o impacto das projeções positivas para a safra brasileira 2026/27.
A colheita da nova temporada deve ganhar ritmo entre maio e junho e é aguardada com expectativa no setor. Isso porque há possibilidade de o Brasil registrar a primeira safra recorde da variedade após cinco temporadas consecutivas abaixo do potencial produtivo, cenário influenciado principalmente por adversidades climáticas nas principais regiões produtoras.
Robusta segue pressionado com maior oferta
Por outro lado, o café robusta apresentou trajetória de queda ao longo de boa parte de março. Segundo o Cepea, a maior disponibilidade da variedade em comparação ao arábica tem pressionado as cotações.
Além disso, a proximidade da colheita também reforça o movimento de baixa. A expectativa é de que os volumes da safra 2026/27 comecem a entrar no mercado entre abril e maio.
Com a chegada dessa nova oferta, a tendência é de continuidade da pressão sobre os preços do robusta no curto prazo.
Mercado dividido
O cenário atual evidencia um mercado dividido entre fundamentos distintos para cada variedade. Enquanto o arábica segue sustentado por restrições de oferta e fatores externos, o robusta já reflete o aumento da disponibilidade e a entrada da nova safra.
Esse descompasso deve continuar guiando o comportamento dos preços nas próximas semanas.
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