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Custo com importação de fertilizantes sobe 20% em março, aponta levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a pressionar a cadeia global de fertilizantes, elevando custos e trazendo incertezas para o produtor rural.

Além do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, o mercado ainda sofre os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia e das disputas comerciais entre grandes potências.

O impacto já chega ao campo: com risco de desabastecimento e preços mais altos, produtores adotam postura mais cautelosa nas compras.

Produtor paga mais caro por menos fertilizante

O Brasil deve encerrar março com cerca de 7 milhões de toneladas importadas, frente a quase 7,9 milhões no mesmo período de 2025, uma queda de aproximadamente 11% no volume.

Apesar disso, o desembolso subiu de US$ 2 bilhões para US$ 2,4 bilhões, um aumento de cerca de 20% nos gastos.

Na prática, o produtor está pagando mais por menos produto, combinação que pressiona diretamente as margens.

Preço por tonelada dispara e volta a preocupar

O custo médio por tonelada também reforça esse cenário.

Em março de 2025, o preço girava em torno de US$ 311 por tonelada. Em 2026, já alcança cerca de US$ 382, alta de aproximadamente 23% em um ano.

Se comparado a 2024, quando os preços estavam próximos de US$ 309 por tonelada, o aumento já passa de 20%.

O movimento interrompe uma trajetória de queda após o pico de 2022, quando os fertilizantes chegaram a cerca de US$ 671 por tonelada.

Ritmo de importação cai

O ritmo diário de importação também recuou. Em março de 2026, a média está em cerca de 118 mil toneladas por dia, contra 137 mil no mesmo período do ano passado, redução de aproximadamente 14%.

O dado indica menor apetite de compra por parte do produtor, reflexo direto dos preços elevados e da incerteza no mercado.

O histórico recente mostra uma desaceleração clara nas importações:

  • 2023 → 2024: crescimento de cerca de 10%
  • 2024 → 2025: alta menor, entre 3% e 4%
  • 2025 → 2026: tendência de estagnação ou queda

Esse movimento sinaliza uma mudança de comportamento no campo, com produtores mais seletivos e focados em reduzir custos.

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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

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Foto: Edson Sano.

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.

Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.

O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.

Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.

Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.

Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.

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Preços mistos marcam negociações no Brasil com apoio dos prêmios

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos pontuais ao longo desta terça-feira, com melhores oportunidades voltadas para maio e registros isolados de negócios nos portos também para 2027. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o comportamento geral foi de preços mistos, influenciado por oscilações opostas entre a Bolsa de Chicago e o dólar, ainda que com variações limitadas.

De acordo com o analista, os prêmios vêm ganhando força e têm favorecido oportunidades no curto prazo. As oscilações de bolsa e câmbio foram praticamente opostas, mas pequenas, enquanto os prêmios ajudaram a viabilizar algumas negociações.

Além disso, produtores com maior necessidade de escoamento e geração de caixa têm atuado de forma mais ativa no mercado. Esse movimento contribui para a redução dos spreads entre compradores e vendedores, permitindo a realização de negócios pontuais.

No mercado físico brasileiro, os preços apresentaram variações entre as principais praças:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): permaneceu em R$ 109,00
  • Dourados (MS): desceu de R$ 112,00 para R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): desceu de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,00

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa na Bolsa de Chicago, em uma sessão marcada por forte volatilidade e atenção dos agentes ao conflito no Oriente Médio.

Ao final do pregão, prevaleceu um movimento de vendas baseado em fatores técnicos. A maior aversão ao risco no mercado financeiro e a valorização do dólar, que reduz a competitividade da soja americana, pressionaram as cotações, apesar dos ganhos registrados no petróleo.

O aumento nos preços dos fertilizantes também segue no radar do mercado. A elevação dos custos de produção pode impactar o plantio da próxima safra nos Estados Unidos, elevando a expectativa em torno do relatório de intenção de plantio do USDA, previsto para o dia 31.

Antes do conflito, a sinalização era de aumento na área destinada à soja e redução para o milho. Agora, o mercado também acompanha as condições climáticas, com previsões de início de temporada chuvoso, o que pode atrasar o plantio do milho e favorecer a expansão da área da oleaginosa.

Entre os subprodutos, o óleo de soja manteve trajetória positiva, sustentado pela alta do petróleo e pela expectativa de anúncios da Casa Branca relacionados à política de biocombustíveis.

Contratos futuros da soja

Na Bolsa de Chicago, os contratos com entrega em maio fecharam com queda de 8,50 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,55 por bushel. A posição julho recuou 7,50 centavos de dólar, ou 0,63%, para US$ 11,71 1/2 por bushel.

No farelo, o contrato de maio caiu US$ 4,20, ou 1,28%, para US$ 322,40 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, subiu 0,15 centavos de dólar, ou 0,22%, para 65,73 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,24%, cotado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.

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Aprovação provisória do acordo Mercosul-UE anima exportadores na Fruit Attraction

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Fruit Attraction São Paulo se consolida como uma das principais feiras do setor de frutas

A aprovação provisória do acordo entre Mercosul e União Europeia já repercute entre exportadores de frutas que visitam a Fruit Attraction São Paulo, evento que ocorre entre terça-feira (24) e quinta-feira (26), na São Paulo Expo.

No geral, o setor avalia que a redução de tarifas deve melhorar a competitividade do país em um dos principais mercados de destino. Cerca de 70% das exportações brasileiras de frutas têm como destino a União Europeia.

Para Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o impacto será direto em algumas culturas e gradual em outras, o que abre espaço para planejamento por parte dos produtores.

“No caso da uva, a tarifa vai a zero imediatamente, o que melhora a competitividade. Já para frutas como melão, melancia e limão, a redução será ao longo de até sete anos”, afirma. Segundo ele, isso traz previsibilidade ao produtor.

A avaliação de Coelho também ocorre em um momento de mudanças na Abrafrutas, que passará a ser presidida por Waldyr Promicia. A cerimônia de posse da nova diretoria acontecerá durante a Fruit Attraction São Paulo, nesta quarta-feira (25).

Competitividade e preparo do setor

De acordo com Coelho, o Brasil já atende às exigências internacionais, especialmente em critérios ambientais e sociais. “Nós já somos auditados pelos mais rigorosos certificados. O país está preparado para atender mercados exigentes como o europeu”, afirma.

Essa também é a análise de Renato Giosa Miralla, sócio e administrador da MBR Company, empresa responsável por exportar mais de 18 frutas brasileiras. “O Brasil tem produção em alto nível e consegue atender diferentes mercados”, diz.

Apesar de ser o terceiro maior produtor de frutas do mundo, o Brasil ainda busca ampliar sua participação no mercado internacional. Para o executivo, o acordo com a União Europeia pode contribuir para esse avanço. “É um marco importante”, observa Miralla.

Expectativa com a Fruit Attraction

Com a expectativa de atrair mais de 18 mil visitantes até a próxima quinta-feira (26), a Fruit Attraction São Paulo está em sua terceira edição e se consolida como a maior feira voltada ao setor de frutas e hortaliças do Hemisfério Sul.

A estimativa dos organizadores é que o evento gere entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão em negócios em três dias. São 500 marcas expositoras e o público é diverso: ao caminhar pelos estandes, é possível ouvir uma infinidade de sotaques, que passam pelo Nordeste do Brasil, pela América do Sul e pela Europa.

Para o presidente da Abrafrutas, a feira vem ganhando relevância no país e se consolidando como ponto de encontro entre produtores e compradores internacionais.

“A feira cresce a cada edição e mostra a força da fruticultura brasileira. Esse ambiente ajuda a potencializar negócios, principalmente com esse novo cenário de mercado”, afirma.

Além disso, segundo Coelho, foi firmado um entendimento entre os organizadores para a realização da feira pelos próximos anos, o que dá mais segurança ao setor. “Isso é importante para toda a cadeia, não só para o produtor, mas para quem está no entorno, como embalagem, logística e serviços”, diz.

Na mesma linha, Miralla avalia que a feira segue trajetória semelhante à da edição de Madri, que ganhou escala ao longo dos anos.

“É uma feira que vem crescendo e ganhando relevância. O Brasil passa a ser visto como um ponto estratégico, tanto para produtores quanto para compradores”, ressalta.

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