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‘Incompatível com Estado democrático de Direito’, diz FPA sobre invasão de terminal da Cargill

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Imagens das câmeras de segurança do terminal da Cargill, em Santarém (PA), flagraram a ação dos indígenas

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) emitiu nota neste domingo (22) criticando a a invasão do terminal da Cargill, no Porto de Santarém (PA), ocorrida na última sexta-feira (20). “Um ato ilegal e incompatível com o Estado democrático de Direito”, diz um trecho do comunicado, assinado pelo presidente da entidade, o deputado federal Pedro Lupion.

“A ocupação forçada de instalações privadas extrapola qualquer forma legítima de manifestação e configura prática inadmissível, sobretudo quando busca impor paralisação coercitiva de atividades essenciais”, traz a nota.

O texto da FPA diz ainda que o ordenamento jurídico brasileiro garante o direito de manifestação, mas não autoriza a invasão de propriedade nem a interrupção forçada do funcionamento de empresas.

“A estabilidade das relações institucionais, a segurança jurídica e a proteção da propriedade são pressupostos indispensáveis à convivência democrática”, completa.

Invasão em terminal no Pará e na sede em São Paulo

No último sábado, a Cargill informou que foi alvo de duas ações violentas na noite de sexta-feira (20). Os episódios atingiram o escritório da empresa, em São Paulo (SP), e o terminal portuário de Santarém (PA).

Na capital paulista, um grupo vandalizou a fachada do prédio onde funciona a sede da companhia.

Horas depois, o terminal de Santarém foi invadido por manifestantes. A unidade já estava com a portaria de caminhões bloqueada há cerca de 30 dias por grupos indígenas.

Operações interrompidas

Segundo a empresa, o plano de emergência foi acionado imediatamente. Funcionários que estavam no terminal buscaram abrigo em área fechada até que pudessem ser evacuados com segurança.

Até o momento, o terminal segue ocupado, com indícios de depredação. As operações estão integralmente interrompidas.

A companhia afirma que respeita o direito à manifestação, mas ressalta que não tem ingerência sobre a pauta apresentada pelos manifestantes. A Cargill informa ainda que já obteve decisão judicial para desocupação da área e mantém contato com as autoridades para que a medida seja cumprida de forma segura e ordeira.

O que dizem os indígenas

Na última quarta-feira (18), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região determinou que o acesso ao complexo portuário de Santarém, operado pela Cargill, deveria ser reestabelecido em até 48 horas.

Por meio das redes sociais, a liderança indígena Olisil Oliveira disse que a decisão da justiça é uma “forma de repressão” e que não houve a tentativa de diálogo. Ele também classifica os atos em Santarém como pacíficos.

Segundo Oliveira, os manifestantes só deixarão o local após a revogação do Decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025. O decreto inclui trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins na Amazônia no Programa Nacional de Desestatização (PND), permitindo concessões privadas para dragagem e exploração de hidrovias.

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Brasil embarca primeira carga de DDG para China

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Foto: Divulgação

O Brasil embarcou no último sábado (14) a primeira carga de DDG (grãos secos de destilaria), subproduto do etanol de milho, à China, informou o Ministério da Agricultura, em nota. A remessa de 62 mil toneladas foi enviada pelo Porto de Imbituba, em Santa Catarina. A exportação foi feita pela Inpasa, que já havia informado a transação anteriormente.

Essa é a primeira operação de após a abertura do mercado chinês ao DDG brasileiro em maio do ano passado, com a assinatura do protocolo sanitário bilateral. Ao todo, após auditoria e registro, a China habilitou 13 estabelecimentos brasileiros a exportar DDG para o país.

Na nota, o ministério afirmou ainda que o DDG ganha relevância no mercado internacional e que o coproduto agrega valor à cadeia do milho e da bioenergia. “O Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho, exportou aproximadamente 791 mil toneladas do insumo em 2024. No mesmo ano, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa natureza, destinados à alimentação animal. Em 2025, o País exportou 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, crescimento de 9,77% em relação a 2024”, destacou a pasta, citando dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem).

O setor produtivo pleiteava a exportação de DDG à China desde 2022. O coproduto, obtido no processamento do milho, é utilizado na alimentação animal, sobretudo de gado de corte.

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MT consolida estratégia de ampliação internacional com abertura de 15 novos mercados

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Estado ampliou presença global e passou de 148 para 164 países compradores em dois anos

Em dois anos, Mato Grosso ampliou sua presença no comércio internacional e passou de 148 países compradores em 2023 para 164 destinos em 2025. O crescimento de 15 mercados reforça a estratégia de diversificação da pauta exportadora e de ampliação da inserção global do estado. Os dados são do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A evolução não ocorreu de forma linear. Na comparação direta entre 2023 e 2025, 23 novos países passaram a importar produtos mato-grossenses. Ao mesmo tempo, oito destinos que constavam na base de 2023 deixaram de aparecer em 2025. Esse movimento de entrada e saída resulta no saldo final positivo de 15 novos mercados na balança exportadora.

Entre os países que passaram a comprar do estado nesse período estão: Bulgária, Bósnia-Herzegovina, Camarões, Cazaquistão, Chipre, Croácia, Eslováquia, Ucrânia, Zimbábue, Madagascar, Malta, Papua Nova Guiné, Turcomenistão e outros mercados da África, Leste Europeu, Ásia Central e Pacífico.

A ampliação da base de compradores ocorre em paralelo à intensificação da agenda internacional do Estado. Em 2025, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) participou de 11 missões internacionais, levando Mato Grosso a agendas estratégicas na América do Sul, Europa, América do Norte, África e Ásia. As ações envolveram feiras agropecuárias e alimentares, fóruns de negócios, encontros institucionais, promoção turística e articulações voltadas à abertura de mercados e atração de investimentos.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a ampliação do número de destinos é resultado direto desse trabalho estruturado de promoção comercial.

“A ampliação do número de países compradores mostra que Mato Grosso está diversificando sua presença no mercado internacional. Não se trata apenas de vender mais, mas de vender para mais destinos, reduzindo riscos e ampliando oportunidades comerciais. Essas missões não são só da secretaria. São agendas construídas com comitivas de empresários e representantes dos setores econômicos, que acompanham as ações do governo do Estado. Isso tem aberto mercados importantes, resultado direto de um trabalho consistente de promoção comercial e diálogo internacional”, afirmou.

Miranda ressaltou ainda que a estruturação da Invest MT e a abertura do escritório internacional em Shanghai fortaleceram a política de internacionalização do Estado.

“Encerramos 2025 com duas grandes entregas: o início das atividades da Invest MT, nossa agência de promoção comercial e atração de investimentos, e a abertura do escritório em Shanghai. Esse escritório é a porta de entrada tanto para empresários de Mato Grosso que querem acessar a Ásia e o Oriente Médio quanto para investidores desses mercados que desejam fazer negócios no nosso Estado”, destacou.

Segundo o secretário, a diversificação de parceiros comerciais também foi determinante para reduzir impactos de instabilidades no comércio internacional e garantir continuidade no crescimento econômico.

“Essa estratégia deu mais segurança ao Estado em um cenário global instável. São políticas de Estado, construídas com os setores produtivos, que permanecem e seguem gerando emprego, renda e desenvolvimento”, concluiu.

 

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Produção de mandioca cresce em Goiás e ganha força no estado

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Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

A produção de mandioca em Goiás ganhou ritmo nos últimos anos e consolida a cultura como alternativa relevante dentro da diversificação agrícola do estado. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mostram crescimento consistente tanto em valor quanto em volume produzido.

Entre 2016 e 2025, o Valor Bruto da Produção (VBP) da mandioca no estado avançou 83%, passando de R$ 116,7 milhões para R$ 213,5 milhões. O desempenho supera o crescimento nacional no mesmo período.

Os dados integram a 77ª edição do boletim Agro em Dados, divulgado pelo governo estadual.

Expansão da área sustenta avanço

O crescimento recente está diretamente ligado ao aumento da área plantada. Entre 2020 e 2025, a expansão foi de 18,3%, o que permitiu elevar a produção estadual em 15,3%, alcançando 194,4 mil toneladas.

O movimento indica maior presença da cultura em diferentes regiões goianas e reforça o papel da mandioca como opção produtiva, especialmente em propriedades com perfil de agricultura familiar.

Industrialização fortalece a cadeia

Além do avanço no campo, o desempenho está associado à agregação de valor por meio do beneficiamento. Segundo análise da Secretaria de Agricultura de Goiás, a industrialização tem ampliado o alcance da produção e fortalecido a cadeia produtiva.

Programas estaduais voltados ao processamento e à comercialização contribuem para melhorar o escoamento e gerar renda no interior.

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