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Indígenas invadem terminal da Cargill em Santarém e empresa interrompe operações

A Cargill informou que foi alvo de duas ações violentas na noite de sexta-feira (20). Os episódios atingiram o escritório da empresa, em São Paulo (SP), e o terminal portuário de Santarém (PA).
Na capital paulista, um grupo vandalizou a fachada do prédio onde funciona a sede da companhia.
Horas depois, o terminal de Santarém foi invadido por manifestantes. A unidade já estava com a portaria de caminhões bloqueada há cerca de 30 dias por grupos indígenas.
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Operações interrompidas
Segundo a empresa, o plano de emergência foi acionado imediatamente. Funcionários que estavam no terminal buscaram abrigo em área fechada até que pudessem ser evacuados com segurança.
Até o momento, o terminal segue ocupado, com indícios de depredação. As operações estão integralmente interrompidas.
A companhia afirma que respeita o direito à manifestação, mas ressalta que não tem ingerência sobre a pauta apresentada pelos manifestantes. A Cargill informa ainda que já obteve decisão judicial para desocupação da área e mantém contato com as autoridades para que a medida seja cumprida de forma segura e ordeira.
O que dizem os indígenas
Na última quarta-feira (18), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região determinou que o acesso ao complexo portuário de Santarém, operado pela Cargill, deveria ser reestabelecido em até 48 horas.
Por meio das redes sociais, a liderança indígena Olisil Oliveira disse que a decisão da justiça é uma “forma de repressão” e que não houve a tentativa de diálogo. Ele também classifica os atos em Santarém como pacíficos.
Segundo Oliveira, os manifestantes só deixarão o local após a revogação do Decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025. O decreto inclui trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins na Amazônia no Programa Nacional de Desestatização (PND), permitindo concessões privadas para dragagem e exploração de hidrovias.
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Arroz segue entre R$ 50 e R$ 55 com oferta retida e liquidez limitada

O mercado brasileiro de arroz segue em estabilidade relativa, sustentado principalmente pela forte retenção de oferta. A avaliação é do analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Segundo ele, a semana avançou com poucas novidades e cotações essencialmente nominais, apoiadas quase exclusivamente na restrição de produto disponível. O arroz permanece concentrado nas mãos de produtores capitalizados, sem urgência de venda, enquanto o arroz velho praticamente não é encontrado no mercado físico.
O arroz novo começa a aparecer, mas em volumes ainda reduzidos, insuficientes para formar uma referência consistente de preços. Além disso, parte relevante da produção já está comprometida por adiantamentos e contratos futuros, o que diminui a oferta livre e mantém a liquidez limitada.
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Preços travados
Na formação de preços, o mercado segue ancorado entre R$ 50 e R$ 55 por saca de 50 quilos de arroz em casca na maior parte das regiões produtoras. Há tentativas pontuais de negócios em patamares mais altos, ligadas principalmente a reposições operacionais.
No entanto, essas movimentações não têm sustentação estrutural. A indústria demonstra resistência em pagar valores superiores, diante da dificuldade de repasse no fardo, cujas referências seguem distorcidas.
Para Oliveira, as recentes altas são interpretadas como uma reação pontual, sem fluxo comercial robusto que sustente uma mudança de tendência. O câmbio em patamar considerado fraco também limita a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.
Balança comercial
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que, até a segunda semana de fevereiro, o Brasil exportou 67.333,5 toneladas de arroz em casca e 38.481,56 toneladas de arroz beneficiado — basicamente quebrados.
No mesmo período, as importações somaram 4.160,0 toneladas de arroz em casca e 48.084,56 toneladas de beneficiado.
Referência no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, principal produtor do país, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 54,93. O valor representa alta de 0,45% frente à semana anterior e avanço de 4,51% na comparação mensal.
Em relação a 2025, porém, o preço acumula desvalorização de 43,27%.
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Bicudo, clima e inovação: Congresso de Algodão aposta em ciência aplicada à lavoura

A Comissão Científica do 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) concluiu a agenda técnica da próxima edição do evento, que será realizada de 22 a 24 de setembro, no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG).
A definição ocorreu durante a décima reunião do grupo, a primeira presencial, realizada em Brasília. O encontro marcou a consolidação dos conteúdos científicos que serão apresentados aos participantes.
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Programação reforça conteúdo técnico
Nesta edição, o Congresso amplia o espaço dedicado ao conhecimento técnico. Serão 12 horas de palestras científicas, frente às nove horas da edição anterior.
O evento também contará com duas plenárias técnicas, novidade que busca aprofundar debates e fortalecer a troca entre pesquisa e produção.
Segundo Rafael Galbieri, coordenador da Comissão Científica, a programação parte da realidade do campo. “Nosso foco é oferecer conteúdos estratégicos, embasados em pesquisa e que apoiem a tomada de decisão na fazenda”, afirma.
Temas centrais: clima, pragas e produtividade
A agenda técnica foi construída ao longo de seis meses, com foco nas principais dificuldades enfrentadas pelo produtor de algodão.
Entre os temas confirmados estão fisiologia do algodoeiro, resiliência produtiva, inovação sustentável frente aos desafios climáticos, além de questões como bicudo-do-algodoeiro, manejo integrado, pragas, doenças e estratégias para aumento da produtividade.
A proposta é transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis à lavoura.
Trabalhos científicos têm papel estratégico
Os trabalhos científicos ocuparão posição central na programação. De acordo com Odilon Reny Silva, pesquisador da Embrapa Algodão e membro da Comissão Científica, esses estudos sustentam o avanço da cotonicultura brasileira.
“Eles permitem a difusão dos conhecimentos gerados nos últimos dois anos, promovem a integração entre pesquisa e lavoura e ajudam a identificar desafios e tendências”, explica.
A submissão de trabalhos estará aberta de 1º de abril a 11 de junho. Poderão participar estudantes, pesquisadores, consultores, técnicos, profissionais da indústria e produtores rurais.
Os estudos concorrerão a premiações, conforme critérios disponíveis no site oficial do Congresso.
Avaliação rigorosa e foco na aplicabilidade
Segundo Silva, a Comissão Científica adota critérios técnicos rigorosos para aprovação dos trabalhos.
Serão analisados grau de inovação, relevância científica, benefícios econômicos e ambientais e aplicabilidade prática.
Os trabalhos estarão distribuídos em áreas como Produção Vegetal, Agricultura Digital e Inteligência Artificial, Colheita e Qualidade de Fibra, Controle de Pragas, Fitopatologia, Melhoramento Vegetal, Biotecnologia e Socioeconomia.
“Ao integrar os trabalhos científicos à programação técnica, conseguimos transformar conhecimento em impacto real no campo”, conclui.
Principal fórum da cotonicultura
O Congresso Brasileiro de Algodão é realizado a cada dois anos e reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças do setor.
A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição e workshops, consolidando o evento como principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional.
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Agro Mato Grosso
Duas cidades de Mato Grosso entram no ranking dos 50 destinos mais procurados do Brasil

Ranking considera diversos indicadores, como tendências de mídia, conectividade aérea, acessibilidade, fluxo turístico e presença em plataformas e rankings globais.
Cuiabá e Chapada dos Guimarães aparecem na lista dos 50 destinos mais buscados no Brasil, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Brasil em Mapas. O ranking considera diversos indicadores, como tendências de mídia, conectividade aérea, acessibilidade, fluxo turístico e presença em plataformas e rankings globais.
No levantamento, Chapada dos Guimarães aparece na 39ª posição, com destaque para o perfil de natureza e cachoeiras. Já a capital, Cuiabá, figura na 43ª posição e é reconhecida nacional e regionalmente como porta de entrada para o Pantanal.
A imprensa Jefferson Lima, que é guia de turismo e proprietário de uma agência, contou que boa parte dos visitantes que vão a Chapada dos Guimarães saem dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Segundo ele, os destinos mais procurados são: Cidade de Pedra e Vale do Rio Claro.
” Esses são os passeios que mais representam Chapada, os mais procurados. Depois tem a Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul, e o circuito de Cachoeira do Parque Nacional com Véu de Noivas e Morro de São Jerônimo, entre outros locais”, pontuou.
O guia destacou a facilidade de acesso à Chapada devido à proximidade com a capital, ressaltando que o município está a apenas 60 km de uma estrada em ótimo estado. Ele comentou que, com a chegada em Cuiabá, o turista já está muito próximo da cidade e que há agências de turismo, guias preparados e diversas pousadas de diferentes estilos e valores, evidenciando que existem pessoas bem capacitadas para receber os visitantes.
“Às vezes nos perguntam: qual é a melhor época para visitar Chapada dos Guimarães ? Eu digo que é o ano todo. Porque você tem momentos diferentes do Cerrado e vale a pena conhecer”, finalizou.
Em Cuiabá, o turista pode ter acesso aos demais municípios do estado, como a própria cidade vizinha ou mesmo Poconé, município que abriga o Pantanal Matogrossense, e fica apenas a 104 km da capital.
O estudo utiliza o Índice de Valor Turístico (IVT), que varia de 0 a 100 e mede a relevância de um destino a partir de quatro dimensões estruturais, distribuídas em 15 parâmetros ponderados. Entre eles estão visibilidade em mídia e rankings especializados, conectividade aérea, centralidade temática (natureza, cultura, eventos e outros segmentos) e fluxo turístico nacional e internacional.
Turismo no Brasil em alta
Segundo o governo federal, 2025 foi o melhor ano do Brasil no turismo internacional, com 9.287.196 chegadas de visitantes estrangeiros, o maior volume registrado na série histórica. Esse fluxo equivale a quase 3 mil voos internacionais desembarcando no país ao longo do ano.
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