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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Mercado de trigo inicia ano com fluidez reduzida e transição gradual de fundamentos – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo foi caracterizado por um ritmo lento e uma transição gradual de fundamentos durante janeiro, operando com baixa fluidez e negociações pontuais que refletiram a cautela dos compradores e a postura defensiva dos vendedores. De acordo com o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento, os moinhos iniciaram o período bem abastecidos, mantendo-se focados apenas em negócios de oportunidade, o que resultou em um ambiente de baixa liquidez, especialmente no Paraná, onde as referências para novos negócios foram escassas no início do mês.

Ao longo do mês, conforme Bento, o Rio Grande do Sul teve uma perda de tração na demanda e o esgotamento da competitividade das exportações, com preços portuários ao redor de R$ 1.130,00 por tonelada que deixaram de ser atrativos frente ao mercado externo pressionado.

“Esse patamar de preço já não remunera adequadamente a operação exportadora, fazendo com que esse canal deixe de funcionar como válvula de escape para o excedente interno, algo particularmente sensível em anos de maior oferta regional”, explicou o analista..

De acordo com Bento, a paridade de importação consolidou-se como o principal balizador para a formação de preços domésticos, funcionando como um teto para as cotações, uma vez que o trigo nacional se mantinha competitivo. Porém, limitado pela ampla disponibilidade no mercado internacional.

No interior do Paraná, as negociações orbitaram os R$ 1.200/t, enquanto no Rio Grande do Sul as indicações variaram entre R$ 1.050 e R$ 1.100/t FOB, patamares que Bento associou à necessidade de os preços buscarem as linhas de paridade com o produto estrangeiro. O analista observou que, mesmo com a redução da produção nacional em relação a ciclos recordes, a dependência externa segue elevada.

No cenário externo, a safra recorde da Argentina teve papel central na formação de preços, mas com uma característica que tem alterado a dinâmica do mercado. Segundo o analista, o clima chuvoso reduziu o teor de proteína do trigo argentino, com registros entre 8% e 9% em algumas regiões.

“Essa oferta volumosa de trigo de baixa proteína elevou os prêmios para lotes com qualidade industrial superior e obrigou os moinhos brasileiros a acompanhar de perto os spreads de qualidade e a buscar trigos melhoradores em outras origens”, afirmou.

No fim de janeiro, as indicações argentinas para embarques futuros permaneciam altamente competitivas, com trigo de 11,5% de proteína cotado entre US$ 212 e US$ 220 por tonelada FOB para os meses seguintes.

De acordo com Bento, janeiro foi marcado por um ambiente de acomodação e maior seletividade nas compras. O mês teve volatilidade limitada pela ausência de urgência da indústria e por estoques confortáveis.

“O mercado brasileiro deve atravessar o ano sob um regime de transição gradual de fundamentos, no qual o primeiro semestre ainda será amplamente influenciado pelos vetores da temporada 2025/26, enquanto o segundo semestre passará a precificar, de forma crescente, os riscos e expectativas associados à safra 2026/27, tanto no Brasil quanto no mercado internacional.”, avaliou.

Para o analista, os preços domésticos encerraram o período próximos a um patamar de suporte, mas eventuais altas mais consistentes dependerão de uma reação da moagem ou de fatores externos que devolvam competitividade às exportações.

Importação brasileira

Os line-ups de importação de trigo com desembarque nos portos brasileiros somam 2,778 milhões de toneladas na safra 2025/26, considerando volumes realizados e/ou programados entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026. No mesmo período da safra 2024/25, o volume registrado era de 2,913 milhões de toneladas. Os dados partem do levantamento de Safras & Mercado.

São Paulo lidera os desembarques, com 594,7 mil toneladas, o equivalente a 21,4% do total. Em seguida aparecem Ceará, com 569,5 mil toneladas (20,5%), Pernambuco, com 347,0 mil toneladas (12,5%), e Bahia, com 340,1 mil toneladas (12,2%). Também têm participação relevante Rio de Janeiro (230,4 mil t; 8,3%), Paraná (161,4 mil t; 5,8%) e Rio Grande do Sul (159,5 mil t; 5,7%).

Entre janeiro e fevereiro de 2026, os volumes já desembarcados ou previstos totalizam 436,3 mil toneladas, com 59,7% de origem na Argentina, 2,8% na Rússia e 3,4% provenientes do Rio Grande do Sul via cabotagem. Os demais 34,1% ainda têm origem indefinida e, diante das dificuldades relacionadas ao teor de proteína do trigo argentino, há expectativa de participação adicional de cargas da Rússia e possivelmente dos Estados Unidos.

Bento ressaltou que o trigo desembarcado em determinado estado nem sempre é destinado ao consumo local, e que o trigo paraguaio, por ingressar por via terrestre, não é contabilizado nos line-ups dos portos brasileiros.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Agro Mato Grosso

Bayer leva fungicidas e sementes à Hortitec

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Portfólio inclui Valpura, Xivana Smart e novas variedades Seminis para hortifrúti

A Bayer apresenta fungicidas e sementes hortícolas na Hortitec 2026, feira que acontece em Holambra, São Paulo. A companhia leva ao evento tecnologias para proteção de cultivos e materiais da marca Seminis voltados à produtividade, adaptação regional e qualidade.

Os principais destaques em proteção de cultivos incluem os fungicidas Valpura (bixafen) e Xivana Smart (fluoxapiprolim + fluopicolide). O Valpura tem indicação para manejo de pinta preta em batata e tomate, oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana. O Xivana Smart atua no controle de requeima e míldio em culturas como batata, tomate, cebola, uva e alface.

A empresa informa investimento global anual de 2 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, a previsão soma cinco lançamentos por ano até 2030 em proteção de cultivos.

A Seminis apresenta o Argemiro, novo porta-enxerto de pimentão. O material amplia a atuação da marca em porta-enxertos e busca oferecer vigor, sanidade e estabilidade produtiva ao cultivo. A empresa posiciona a solução para sistemas com pressão de doenças de solo e condições adversas.

A marca também leva a Silverstar, cenoura de inverno com foco em desempenho produtivo, qualidade de raízes e uniformidade. A cenoura Laura reforça o portfólio de verão. O material tem ciclo médio de 110 a 120 dias, vigor de emergência, folhagem ereta, retenção em campo e tolerância média ao pendoamento precoce e ao ombro verde.

Entre as demais novidades aparecem os brócolis Abraham, adaptados à região Sul do Brasil na janela de inverno, e a cebola 1049, com ciclo precoce de 115 a 120 dias e uso da safra principal à tardia. A Bayer também promove a campanha “Variedades Consagradas”, com sementes lançadas há mais de dez anos e ainda presentes no mercado.

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Sustentabilidade

Sistema de produção Arroz – Soja – MAIS SOJA

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O sistema de produção Arroz–Soja é notavelmente empregado em áreas de terras baixas na região Sul do Rio Grande do Sul (RS), bem como no estado do Mississippi (Estados Unidos) e em algumas regiões da Colômbia, Venezuela e Paraguai. Ele consiste na rotação de cultura entre a semeadura de soja e o cultivo de arroz irrigado.

Nessas áreas, os fatores que limitam a produtividade da soja diferem daqueles observados nas áreas de terras altas, sendo comuns as seguintes características edáficas:

  1. Camada subsuperficial compactada;
  2. Baixa condutividade hidráulica e baixa capacidade de armazenamento de água;
  3. Baixo pH do solo (exceto na Venezuela e em certas localidades da Colômbia, onde o pH tende à alcalinidade).

As características edáficas peculiares das terras baixas impõem a necessidade de um manejo diferenciado, priorizando fatores que poderiam ser negligenciados em terras altas. Ambientes de várzea são naturalmente mais propícios à ocorrência de excesso hídrico no solo, um grande limitante para a produtividade da soja.

Para minimizar os efeitos negativos do excesso hídrico, diversas estratégias de drenagem devem ser adotadas de forma conjunta. Uma das principais estratégias durante a semeadura é a utilização de microcamalhões. Esta prática visa melhorar a aeração do solo e proporcionar o aprofundamento radicular das plantas, atenuando a ocorrência ou a intensidade do encharcamento.

A época de semeadura da soja em terras baixas possui uma influência distinta daquela observada em terras altas, especialmente em função do risco climático e das condições hídricas do solo. Uma análise realizada pela Equipe FieldCrops em 161 lavouras de arroz no RS identificou que a janela de semeadura que maximiza a produtividade está entre 21 de outubro e 18 de novembro que apresentaram as maiores produtividades de grãos de soja (5 T ha-1) (Figura 1), quando as semeaduras são realizadas antes do dia 20 de outubro, resulta-se em perdas de produtividade de 95 quilos por hectare por dia  (kg ha-1 d-1), enquanto semeaduras realizadas após 17 de novembro resultam em perdas de 68 (kg ha-1 d-1).

Figura 1. Produtividade de grãos de soja (t ha-1) em função da data de semeadura (dias após 20 de setembro) para lavouras de soja em rotação com arroz em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (A). Análise de probabilidade de produtividade de grãos de soja de 3 t ha-1 (linha tracejada preta) em função de duas épocas de semeaduras, em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (B).
Fonte: Equipe Field Crops

Com base em duas épocas de semeaduras (antes de 18 de novembro e a partir de 18 de novembro) foi determinada a probabilidade de atingir produtividades de grãos, acima ou abaixo, de 3 t ha-1 (Figura 1B). A análise de probabilidade indica que há 54% de chance de produzir igual ou mais que 3 t ha-1 em semeaduras de antes de 18 de novembro. Enquanto, semeaduras a partir de 18 de novembro a probabilidade é de 34%.

Referências Bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

 

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Sustentabilidade

Colheita do milho atinge 99% no RS e produtores já planejam a próxima safra – MAIS SOJA

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A colheita da cultura está finalizada na maior parte do Estado, chegando a 99% da área cultivada. Restam poucas lavouras principalmente correspondentes a pequenos cultivos. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as lavouras de milho de implantação tardia e as áreas de safrinha continuam em fase de colheita, representando menos de 5% dos 56.571 hectares cultivados na região.

Os produtores estão planejando a próxima safra. Em Maçambará, a previsão de El Niño tem estimulado os produtores de sequeiro a investir na cultura, devido à expectativa de condições hídricas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.

Na de Caxias do Sul, restam algumas áreas de pequenos produtores para ser colhidas. Nas pequenas propriedades das regiões da Serra e das Hortênsias, a colheita costuma ocorrer em etapas com máquinas de pequeno porte ou de forma manual, e os grãos são armazenados em espiga ou a granel para posterior consumo na propriedade.

Na de Ijuí, a colheita está praticamente finalizada, restando poucas áreas. Na de Pelotas, ainda há atividades de colheita em alguns municípios. As condições climáticas dificultaram as atividades de colheita em função dos dias com o céu encoberto, do nevoeiro e do excesso de orvalho nas manhãs, além das chuvas generalizadas em 12/06 (sextafeira). Na região, 87% dos cultivos estão colhidos, e 13% maduros e prontos para colher. Os cerealistas da região estão anunciando o recebimento de milho de lavoura para secagem, armazenamento e comercialização.

Na de Soledade, há áreassemeadas em período intermediário e tardio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) em fase de enchimento de grãos. Apesar das adversidades climáticas, o padrão produtivo desses cultivos está satisfatório. As temperaturas e a radiação solar baixas aumentam o tempo de maturação, e as lavouras são colhidas com alta umidade do grão, exigindo secagem antes do armazenamento para manter a sua qualidade.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A pesquisa semanal de preços pagos ao produtor realizada pela Emater/RS-Ascar indica redução de 0,12% na cotação do milho, passando de R$ 58,98 para R$ 58,91 em média no
Estado.

Fonte: Emater/RS



 

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