Sustentabilidade
Solos: Acidez é um dos principais limitantes da produtividade da soja – MAIS SOJA

A qualidade do solo é um dos principais fatores determinantes da produtividade agrícola. Solos de boa qualidade apresentam atributos físicos, químicos e biológicos adequados, que não impõem restrições ao crescimento e ao desenvolvimento das plantas. Além de atuar como meio de sustentação, o solo constitui a principal base de nutrição vegetal, sendo o compartimento do qual as plantas absorvem água e nutrientes essenciais para a sua sobrevivência, crescimento e pleno desenvolvimento.
Dentre os atributos químicos mais importantes do solo, destaca-se o pH. O pH do solo é uma determinação da concentração de íons H+ na solução do solo, que tem influência na disponibilidade de nutrientes (Teixeira; Campos; Saldanha, 2017), e também na atividade microbiana do solo.
Nesse contexto, o pH inadequado pode limitar a produtividade das culturas agrícolas. Em culturas produtoras de grãos como a soja, recomenda-se que os níveis de pH em lavouras comerciais variem entre 5,5 a 6,5. Solos com pH abaixo dessa faixa, tendem a limitar a disponibilidade de nutrientes, mesmo havendo grande concentração de nutrientes no perfil.
Além disso, solos ácidos (com pH baixo) podem prejudicar o crescimento e desenvolvimento radicular das plantas, impactando significativamente o acesso a água e nutrientes da solução do solo, refletindo negativamente na produtividade da cultura. Mais além, estudos demonstram que o pH do solo pode interferir na microbiologia do solo e suas relações com as plantas. Conforme destacado por Alvez et al. (2021), solos com pH baixo afetam negativamente o número de nódulos da fixação biológica de nitrogênio (FBN) e consequentemente a quantidade do nitrogênio fixado e a produtividade da cultura da soja.
Corroborando o impacto do baixo pH na produtividade da soja, estudos conduzidos pela Equipe FieldCrops demonstram que a cada 0,1 de pH abaixo de pH 5,5 a produtividade de grãos reduz em 151 kg ha-1, ou seja, aproximadamente 2,5 sc ha-1. Esses estudos contemplaram 512 lavouras de soja durante as safras 2015/2016 a 2020/2021. Vale destacar que nessa correlação, não foram consideradas as lavouras da safra 2023/2024 (em vermelho), apenas utilizadas para visualização na figura 1.
Figura 1. Relação entre a produtividade de soja e o pH do solo. Os círculos amarelos representam as lavouras das safras 2005/2016 a 2020/2021 e os losangos vermelhos as lavouras participantes do Campeonato Soybean Money Maker 2023/2024.

Logo, ajustar o pH do solo por meio das devidas correções como a calagem, é uma das principais formais de elevar a produtividade da soja, sendo, portanto, uma das bases para a obtenção de altas produtividades.
Veja mais: Qual o intervalo entre calagem e semeadura?
Referências:
ALVES, L. A. BIOLOGICAL N2 FIXATION BY SOYBEANS GROWN WITH OR WITHOUT LIMING ON ACID SOILS IN A NO-TILL INTEGRATED CROP-LIVESTOCK SYSTEM. Soil and Tillage Research, 2021. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0167198720307054 >, acesso em: 27/01/2026.
TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.
TEIXEIRA, P. C.; CAMPOS, D. V. B.; SALDANHA, M. F. C. pH DO SOLO. Manual de Métodos de Análise de Solo: 3° edição revista e ampliada, cap. 1, Embrapa, 2017. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1087312/ph-do-solo >, acesso em: 27/01/2026.

Sustentabilidade
Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.
De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.
Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul
No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.
Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.
Mato Grosso lidera colheita da soja no país
Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.
Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.
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Sustentabilidade
Sistema Farsul mantém negociações sobre royalties da soja – MAIS SOJA

As questões que envolvem a cobrança de royalties da soja no Rio Grande do Sul foram tema de reunião entre representantes do Sistema Farsul e da Bayer. As conversas giraram, especialmente, em torno do Termo de Compromisso do Programa Pré-Certifica RS, e sobre as dificuldades geradas pela alteração de compreensão das cargas a serem analisadas na entrega dos grãos e cerealistas e cooperativas. Além das medidas implementadas por empresas do grupo Cultive Biotec, a mudança nos padrões da multa de 7,5% na moega para produtores que não realizaram pagamento prévio de royalties na safra 2025/2026 também esteve em debate.
No encontro, o Sistema Farsul reiterou sua posição de respeito aos direitos de propriedade industrial. Entretanto, a entidade reforçou seu posicionamento de jamais ter anuído ou concordado com o percentual de 7,5%, que está sendo aplicado de forma unilateral pelas empresas de biotecnologia. A entidade também questiona a falta de clareza no Termo de Compromisso e do comunicado expedido que trazem insegurança ao produtor que assinar o documento.
A Federação aguarda para a próxima semana o anúncio de ajustes nos procedimentos das empresas e irá dar continuidade nas tratativas em relação a aplicação da multa e seu percentual.
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Em queda, Indicador volta à casa dos R$ 65/sc – MAIS SOJA

No encerramento de janeiro, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 kg, patamar que não era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez esteve baixa no período, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual.
Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas desvalorizações e com necessidade de liberação de armazéns esteve mais flexível nos valores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os valores de milho durante as primeiras semanas do ano.
No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido reações nos preços é o fato de os estoques de milho estarem muito elevados – são estimados em 12 milhões de toneladas neste início de temporada, contra 1,8 milhão de toneladas em 2025, e acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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