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Sustentabilidade

Nutrição: Mobilidade de nutrientes influencia no manejo pós-emergência – MAIS SOJA

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O adequado aporte nutricional é determinante para a obtenção de altas produtividades. Atender à demanda nutricional da soja é essencial para assegurar o crescimento e o desenvolvimento adequados das plantas. Mesmo tratando-se de micronutrientes, a deficiência de um único elemento pode limitar o crescimento e a produtividade da cultura, ainda que os demais nutrientes estejam disponíveis em níveis adequados no solo.

Nesse contexto, o ajuste nutricional, orientado pelas exigências da planta e pelas expectativas de produtividade, assume papel decisivo na maximização do rendimento. Em sistemas de produção com elevado potencial produtivo, o ajuste fino da fertilidade do solo e/ou da nutrição vegetal torna-se frequentemente necessário. Com esse objetivo, a adubação via solo ou via foliar em pós-emergência da soja é uma prática amplamente adotada, pois permite não apenas o ajuste pontual da nutrição, mas também a mitigação de estresses por meio de estímulos nutricionais.

Para o correto posicionamento dos fertilizantes, é fundamental compreender a mobilidade dos nutrientes no solo e na planta, uma vez que esse fator determina o local mais eficiente de aplicação, seja no solo ou via foliar. Nutrientes considerados de baixa mobilidade no solo, devem ser preferencialmente posicionados no sulco de semeadura, enquanto aqueles de mobilidade intermediária ou alta podem ser aplicados na superfície do solo.

O fósforo, o molibdênio, o cobre, o ferro, o manganês e o zinco são classificados como nutrientes de baixa mobilidade, apresentando deslocamento restrito no perfil do solo. O nitrogênio na forma amoniacal, o potássio, o cálcio, o magnésio, o enxofre e o boro apresentam mobilidade intermediária. Por sua vez, entre os nutrientes de alta mobilidade no solo, destacam-se o nitrogênio na forma nítrica e o cloro  (VITAS, s. d.).

Figura 1. Mobilidade de nutrientes no solo.
Fonte: VITAS, s. d.

No que se refere à adubação foliar, um dos principais critérios a serem considerados é a mobilidade dos nutrientes no interior da planta. Algumas moléculas, além de apresentarem baixa mobilidade, são também dificilmente absorvidas pelas folhas, em função do seu tamanho molecular e de suas características físico-químicas.

O processo de absorção foliar de nutrientes envolve múltiplas etapas, iniciando-se com a deposição do fertilizante sobre a superfície da folha, seguida pela penetração do nutriente através das barreiras foliares e culminando com sua redistribuição para os demais órgãos da planta.

Após a absorção, o movimento e a translocação dos nutrientes para fora das folhas dependem de sua capacidade de transporte pelos tecidos condutores, especialmente o floema e o xilema. Nutrientes com alta mobilidade no floema, como potássio, fósforo, nitrogênio e magnésio, podem ser redistribuídos tanto pelo xilema quanto pelo floema, permitindo que uma parcela significativa do nutriente absorvido seja translocada para órgãos com maior demanda metabólica (Nachtigall & Nava, 2010).

Em contraste, nutrientes com mobilidade limitada no floema, como cobre, ferro e manganês, tendem a se distribuir predominantemente pelo xilema no interior da própria folha, apresentando baixa translocação para outros tecidos da planta. No caso do boro, a mobilidade no interior da planta é variável e depende fortemente do genótipo, sendo influenciada pela capacidade da espécie ou cultivar em formar complexos móveis no floema (Nachtigall & Nava, 2010).

Logo, além do posicionamento quanto a época de aplicação, em aplicações foliares de nutrientes, deve-se considerar a mobilidade dos nutrientes na planta, dando preferência para a adubação via solo de nutrientes que apresentam baixa mobilidade na planta.

Referências:

NACHTIGALL, G. R.; NAVA, G. ADUBAÇÃO FOLIAR: FATOS E MITOS. 9º 9° Seminário Nacional sobre Fruticultura de Clima Temperado, 2010. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/858552 >, acesso em: 23/01/2026.

VITAS. MOBILIDADE DOS NUTRIENTES. VITAS: Inspirar e nutrir a vida, s. d. Disponível e: < https://vitasbrasil.com.br/mobilidade-dos-nutrientes/ >, acesso em: 23/01/2026.

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Sustentabilidade

Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

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Divulgação CNA

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.

De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.

Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul

No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.

Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.

Mato Grosso lidera colheita da soja no país

Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.

Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.

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Sustentabilidade

Sistema Farsul mantém negociações sobre royalties da soja – MAIS SOJA

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As questões que envolvem a cobrança de royalties da soja no Rio Grande do Sul foram tema de reunião entre representantes do Sistema Farsul e da Bayer. As conversas giraram, especialmente, em torno do Termo de Compromisso do Programa Pré-Certifica RS, e sobre as dificuldades geradas pela alteração de compreensão das cargas a serem analisadas na entrega dos grãos e cerealistas e cooperativas. Além das medidas implementadas por empresas do grupo Cultive Biotec, a mudança nos padrões da multa de 7,5% na moega para produtores que não realizaram pagamento prévio de royalties na safra 2025/2026 também esteve em debate.

No encontro, o Sistema Farsul reiterou sua posição de respeito aos direitos de propriedade industrial. Entretanto, a entidade reforçou seu posicionamento de jamais ter anuído ou concordado com o percentual de 7,5%, que está sendo aplicado de forma unilateral pelas empresas de biotecnologia. A entidade também questiona a falta de clareza no Termo de Compromisso e do comunicado expedido que trazem insegurança ao produtor que assinar o documento.

A Federação aguarda para a próxima semana o anúncio de ajustes nos procedimentos das empresas e irá dar continuidade nas tratativas em relação a aplicação da multa e seu percentual.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Em queda, Indicador volta à casa dos R$ 65/sc – MAIS SOJA

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No encerramento de janeiro, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 kg, patamar que não era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez esteve baixa no período, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisições apenas de forma pontual.

Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas desvalorizações e com necessidade de liberação de armazéns esteve mais flexível nos valores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os valores de milho durante as primeiras semanas do ano.

No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido reações nos preços é o fato de os estoques de milho estarem muito elevados – são estimados em 12 milhões de toneladas neste início de temporada, contra 1,8 milhão de toneladas em 2025, e acima da média das últimas cinco safras, de 9,2 milhões de toneladas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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