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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Soja/RS: Semeadura na reta final, alcança 98% da área total – MAIS SOJA

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A semeadura atingiu 98% da área projetada no Estado, e a floração está em fase inicial, representando 7% das lavouras estabelecidas. Na última semana, diversos produtores realizaram a implantação da cultura onde foi possível o acesso de máquinas e nas áreas de
milho recentemente colhidas.

De modo geral, a cultura se desenvolve bem, com potencial produtivo e estandes adequados. Contudo, foram registrados casos pontuais de mortalidade de plântulas e estandes abaixo do ideal em áreas de semeadura mais tardia. Em relação ao manejo fitossanitário, as principais dificuldades se concentraram no controle de plantas invasoras. As condições ambientais, como umidade e temperaturas propícias, têm contribuído para o desenvolvimento da cultura. Referente ao aspecto fitossanitário, as lavouras apresentam condições gerais satisfatórias, e não houve relatos generalizados de doenças, apenas sintomas pontuais de ferrugem-asiática, que estão sendo monitorados com o uso de coletores de esporos em áreas estratégicas.

A presença de insetospraga, como lagartas e percevejos, foi observada em algumas regiões, o que exige monitoramento contínuo para subsidiar a tomada de decisão de controle, especialmente em lavouras em transição para fases reprodutivas.

Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a ausência de chuvas expressivas nos municípios da Fronteira Oeste contribuiu para o avanço da semeadura nas lavouras em terras baixas, que estava atrasada pelo excesso de umidade nas semanas precedentes. Em São Gabriel, os cultivos mais tardios estão em estádio vegetativo V4, e as primeiras áreas implantadas atingiram a fase de florescimento pleno (R2).

Na região da Campanha, o plantio foi concluído. As chuvas esparsas e de baixos acumulados no período favoreceram a redução da umidade do solo, especialmente em áreas de várzea, como em Aceguá, onde o desenvolvimento da soja estava limitado. As melhores condições do solo permitiram o acesso às lavouras para a realização de aplicações de herbicidas. Em Hulha Negra, os produtores relataram mortalidade expressiva de plântulas nas últimas áreas semeadas, resultando em estandes abaixo do ideal, inclusive em cultivos replantados.

Na de Caxias do Sul, a maioria das lavouras está em desenvolvimento vegetativo. Em São Francisco de Paula, continua a coleta de esporos do agente patogênico da ferrugemasiática, com a finalidade de monitorar a presença de inóculo. Na de Erechim, a safra se desenvolve dentro do esperado, sem intercorrências. A fase reprodutiva representa 60% das lavouras – 40% em início de floração e 20% em floração plena.

Na de Frederico Westphalen, a cultura está predominantemente em fase de floração, abrangendo cerca de 60% da área. Algumas lavouras apresentaram dificuldades no estabelecimento inicial, mas, de modo geral, observa-se estande adequado de plantas. Os trabalhos se concentraram no controle de plantas invasoras e, nas áreas de semeadura mais tardia, na aplicação de fungicidas.

Na de Ijuí, cerca de 35% da área cultivada está em floração. O desenvolvimento da cultura é considerado apropriado para o período, assim como a sanidade e a área foliar. Nas lavouras semeadas com cultivares precoces em outubro de 2025, o aspecto geral e o desenvolvimento das plantas indicam potencial produtivo satisfatório.

Na de Passo Fundo, a totalidade da área projetada está semeada, e aproximadamente 30% dos cultivos em floração. As chuvas recentes favoreceram o desenvolvimento da cultura. Na de Pelotas, mais de 99% da área projetada foi semeada. Nas lavouras estabelecidas, a maior parte da área (84%) está em desenvolvimento vegetativo, 14% em floração e 2% em enchimento de grãos. O desenvolvimento da cultura é considerado apropriado para o período, favorecido pelas condições meteorológicas e pela adequada umidade do solo, o que resulta em aceleração do crescimento das plantas.

Na de Santa Maria, em Capão do Cipó, Cacequi e Santa Maria, restam áreas a serem semeadas, pois a umidade do solo insuficiente prejudicou o avanço do plantio em novembro. Em São Francisco de Assis, a semeadura, sob sistema irrigado, ocorre de forma escalonada, acompanhando a colheita do milho precoce. O crescimento vegetativo está vigoroso, favorecido por precipitações expressivas e bem distribuídas em dezembro, que permitiram a recomposição da umidade do solo após o déficit hídrico registrado na segunda quinzena de novembro e início de dezembro.

Na de Santa Rosa, 94% da área projetada foi semeada. Das lavouras estabelecidas 71% estão em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração e 2% em enchimento de grãos. A elevada luminosidade favoreceu o desenvolvimento da cultura em toda a região, com efetiva floração observada principalmente nas áreas implantadas nos primeiros dias de novembro.

Em Garruchos, a ocorrência de lagartas foi relatada em grande parte do município, exigindo monitoramento contínuo para a avaliação de níveis populacionais e eventual necessidade de controle. Em função da redução das chuvas na região, observa-se o uso recorrente de irrigação nos cultivos que dispõem de sistemas instalados. Em Bossoroca, na lavoura onde está instalado o coletor de esporos do Programa Monitora Ferrugem, foram observadossintomas da doença.

Na de Soledade, a maior parte das lavouras está em desenvolvimento vegetativo (60%), com fechamento das entrelinhas. Cerca de 30% dos cultivos estão na fase de enchimento de grãos e 10% em floração. Em áreas de semeadura tardia, foram realizadas aplicações de herbicidas em pós-emergência para o controle de plantas invasoras. Foram registrados focos de percevejos e ocorrência de vaquinha (Diabrotica spp.).

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,93 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 124,30 para R$ 123,14.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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