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4 de julho de 2026

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Pesquisa no campo prova que solo arenoso em Mato Grosso pode produzir mais

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produzir em solo arenoso sempre esteve entre os principais desafios da agricultura em Mato Grosso. Em Campo Novo do Parecis, pesquisas realizadas diretamente no campo vêm mostrando que, com manejo adequado, essas áreas podem alcançar estabilidade produtiva e gerar renda ao produtor.

O trabalho é desenvolvido no Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), criado pela Aprosoja Mato Grosso, onde há dez anos são conduzidos experimentos voltados à realidade das lavouras, com foco em manejo do solo, fertilidade, formação de palhada, rotação de culturas e sustentabilidade econômica.

Os testes são acompanhados de perto por produtores e técnicos, que comparam diferentes manejos e utilizam as informações observadas em campo para aplicar diretamente em suas propriedades, especialmente em áreas com solos de baixa retenção de água e nutrientes.

Pesquisa aplicada e rentabilidade no campo

Para o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, o diferencial do centro está no equilíbrio entre produtividade, viabilidade econômica e sustentabilidade. “A pesquisa é para rentabilidade e viabilidade econômica, aqui você consegue justamente esse equilíbrio, não cometer exageros de uso de insumos, e nem deixar de usar aquilo que é necessário”, afirmou durante visita técnica em comemoração aos 10 anos de pesquisa no local, realizado no último dia 15.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Segundo ele, os números evoluíram ao longo dos anos, com pesquisas replicadas continuamente para validar resultados. Parte dos erros, conforme explica, acontece de forma proposital. “O erro ocorre aqui dentro muitas vezes é proposital para se obter o resultado que precisa da pesquisa, e o produtor consegue direcionar na lavoura já de forma muito mais rápida e assertiva”, disse.

Os experimentos são conduzidos em solos com teores de argila que variam de 9% a 35%, comuns em diversas regiões produtoras de Mato Grosso. No local, agricultores acompanham os testes, comparam diferentes manejos e utilizam as informações observadas em campo para aplicar diretamente em suas propriedades.

O impacto dessa mudança é sentido por quem vive a realidade do campo. “Nós tínhamos muitas terras abandonadas, terras com pouco investimento, essas terras arenosas ficavam sempre meio de lado, e com a vinda do CTECNO para cá começou a mostrar para o produtor que era viável investir em solos arenosos”, relatou Antônio César Brólio, presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis.

Já para o presidente do Sindicato Rural de Diamantino, Altemar Kroling, a participação constante nas atividades do centro tem reflexo direto nas decisões dentro da porteira. “Depois que começamos a participar e ver a pesquisa aqui todo ano, a gente está levando alguma coisa para dentro da propriedade. O produtor tem que procurar caminhos todo ano, um desafio diferente, são novas pragas, novas doenças diferentes que aparecem”, contou ao Canal Rural Mato Grosso.

Manejo, produtividade e sustentabilidade

Em campo, cada estação tecnológica apresenta um conjunto de práticas que, segundo a pesquisa, geram impactos diretos na produtividade e na estabilidade das lavouras, especialmente na cultura da soja.

De acordo com o pesquisador Leandro Zancanaro, o trabalho contínuo mostra que a agricultura, quando bem manejada, melhora o ambiente ao longo do tempo. “Todo ano entregando um solo melhor do que o ano anterior. A agricultura não degrada, ela melhora o ambiente ela melhora o solo”, explicou.

Ele destaca que a diferença de produtividade está diretamente ligada às escolhas agronômicas. “O segredo é como agregar todos esses conhecimentos e acreditar, aplicar e persistir”, salientou. Nos melhores tratamentos, a produtividade chegou a 90 sacas por hectare em anos favoráveis, enquanto em períodos de estiagem ficou em torno de 50 sacas. Já em manejos inadequados, a produção caiu para 25 sacas em anos ruins, mostrando variações de até 30 sacas apenas pela sequência de plantas ao longo do tempo.

Para o agricultor Gilson Provence, os resultados obtidos no CTECNO Parecis ultrapassam as fronteiras do Estado. “A pesquisa em solos arenosos que é feita aqui espelha não só o Mato Grosso, outros estados como Rondônia, como a Bahia e nós também usamos muito a tecnologia aplicada aqui”, pontuou.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Conhecimento que vai além da lavoura

A programação comemorativa dos 10 anos do CTECNO Parecis, realizada no último dia 15 de janeiro, também contou com duas palestras especiais: uma com o produtor rural e ex-ministro da Agricultura, Antônio Cabrera, e outra com o biólogo Richard Rasmussen. Ao todo, mais de 400 participantes, entre agricultores, técnicos e lideranças políticas, acompanharam o evento.

Cabrera destacou a força do agronegócio brasileiro mesmo diante de um cenário global desafiador. “Em 2025 o agronegócio brasileiro tem 40 tipos de recordes, recordes em produção, recordes em volume, isso é um negócio inacreditável”, afirmou. Para ele, os resultados estão diretamente ligados à ciência e à inovação. “Quanto maior a inovação do agronegócio menor a dependência do clima, porque estamos falando de uma fábrica a céu aberto”, ressaltou.

Já Richard Rasmussen chamou atenção para o papel do centro na redução de riscos ao produtor. “O CTECNO ajuda o produtor a não errar, especialmente em um solo complexo como o arenoso. Aqui é maravilhoso, o que os caras estão fazendo aqui, estão transformando deserto em Oásis”, disse.


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Como crise no café deu origem ao Instituto Biológico, hoje referência para o agro brasileiro

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Foto: reprodução/Planeta Campo

Biológico se consolidou como uma das principais referências em pesquisa, diagnóstico e inovação voltadas à sanidade animal, vegetal e à proteção ambiental.

Ao longo de quase um século, a instituição ampliou sua atuação e hoje desenvolve tecnologias que ajudam a tornar a produção agropecuária mais eficiente e sustentável.

O Instituto Biológico foi criado em 1927, após uma grave crise que atingiu a cafeicultura paulista na década de 1920. Na época, uma praga ainda desconhecida provocava grandes prejuízos aos cafezais do estado, levando produtores a recorrerem ao governo em busca de soluções.

“Uma praga ou uma doença (eles não sabiam o que era) acometeu os cafezais. Esses produtores foram até o governador pedir ajuda. E o governador então montou uma comissão de pesquisadores, de pessoas da época”, contou a coordenadora do Instituto Biológico, Ana Eugênia de Carvalho Campos.

Essa equipe se reúne e descobre que o problema estava sendo causado por um pequeno besouro. Ana Eugênia explica que a fêmea colocava o ovo no fruto do café e a larva se alimentava, o que depreciava esse fruto.

Na época, pesquisadores identificaram que o inseto era originário da África e desenvolveram uma estratégia pioneira de controle biológico, baseada na introdução de um inimigo natural da praga. De acordo com Ana Eugênia, a iniciativa pode ser considerada um dos primeiros programas de controle biológico conduzidos pelo poder público no Brasil.

A partir desse trabalho, surgiu a necessidade de criar uma instituição permanente para apoiar os produtores rurais diante de novos desafios sanitários. Assim nasceu o Instituto Biológico, que já em seu primeiro ano expandiu as pesquisas para a sanidade animal e, posteriormente, incorporou ações voltadas à proteção ambiental.

Patrimônio científico e histórico

Além da produção científica, o Instituto reúne importantes patrimônios históricos e ambientais. A sede abriga um dos maiores cafezais urbanos do mundo, um acervo entomológico com milhares de insetos (considerado um dos mais antigos e relevantes do estado de São Paulo) e um edifício histórico construído no final da década de 1920.

Pesquisa com formigas busca alternativas sustentáveis

Entre as diversas linhas de pesquisa desenvolvidas atualmente está o estudo das formigas, coordenado por Ana Eugênia. Especialista em insetos sociais, ela dedica sua carreira ao entendimento do comportamento desses organismos e ao desenvolvimento de métodos sustentáveis para o controle de formigas cortadeiras, uma das principais pragas agrícolas.

“As formigas cortadeiras se tornam um problema para o agricultor. Geralmente quase todas as culturas podem ser cortadas pelas formigas cortadeiras. Então, o agricultor tem que ter uma atenção muito grande e nos preocupamos com esse manejo adequado. Temos trabalhado com microrganismos endofíticos (fungos especificamente) no controle de formigas cortadeiras”, destaca.

Formigas
Foto: reprodução/Planeta Campo

Segundo a pesquisadora, existem cerca de 20 mil espécies de formigas no planeta, sendo aproximadamente 2 mil registradas no Brasil. A grande maioria exerce funções essenciais para o equilíbrio ambiental, como ciclagem de nutrientes, incorporação de matéria orgânica ao solo e controle natural de outras populações de insetos.

No entanto, algumas espécies, como as formigas cortadeiras, podem provocar prejuízos em praticamente todas as culturas agrícolas. Por isso, o Instituto desenvolve pesquisas com microrganismos endofíticos, especialmente fungos, como alternativa ao controle químico dessas pragas.

Ciência voltada ao produtor

Atualmente, o Instituto Biológico conta com laboratórios certificados pela norma internacional ISO 17025, que garante a qualidade dos diagnósticos laboratoriais, inclusive para processos ligados à exportação de produtos agropecuários.

Além dos diagnósticos de doenças em plantas e animais, as pesquisas também estão voltadas ao desenvolvimento de bioinsumos, novas biotecnologias e processos que reduzam o impacto ambiental da produção rural.

A atuação da instituição também contempla o monitoramento de resíduos de defensivos agrícolas em alimentos, água, solo e polinizadores, como as abelhas, contribuindo para a segurança alimentar e a preservação dos recursos naturais.

Ao completar quase 100 anos de história, o Instituto Biológico mantém a missão que motivou sua criação: transformar conhecimento científico em soluções para fortalecer a produção agropecuária, proteger o meio ambiente e garantir alimentos cada vez mais seguros para a população.

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Conab inaugura unidade em Maceió com capacidade para 4,5 mil toneladas de milho

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inaugurou nesta sexta-feira (3) a nova sede da Unidade Armazenadora (UA) de Maceió, em Alagoas. A estrutura passa a ter capacidade para estocar até 4,5 mil toneladas de milho em sacas de 50 quilos. Segundo a companhia, a ampliação acrescenta 1,7 mil toneladas à capacidade estática e representa aumento de aproximadamente 60,7% em volume e de 28,6% em área.

A Conab informou que a nova unidade fortalece a eficiência operacional dos estoques públicos e a execução das políticas de abastecimento. Entre os programas atendidos está o Programa de Venda em Balcão (ProVB), que comercializou 2,6 mil toneladas de milho em Alagoas em 2025.

Durante a inauguração, o diretor de Operações e Abastecimento, Arnoldo de Campos, afirmou que a armazenagem e a logística são parte central da política de abastecimento. Ele destacou que a estrutura permite guardar milho para atendimento ao produtor ao longo dos meses e também manter estoques de produtos usados em ações de apoio ao abastecimento e à segurança alimentar.

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Na cerimônia, também foi assinada a pactuação com cinco empreendimentos coletivos da agricultura familiar para aquisições na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O investimento é de aproximadamente R$ 1,5 milhão e prevê a destinação de 204,6 toneladas de hortifruti, pescado e alimentos manufaturados à rede socioassistencial de Alagoas.

Desde 2023, a Conab destinou cerca de R$ 94 milhões para aquisição de alimentos da agricultura familiar no estado, contemplando 427 projetos de cooperativas e associações. As propostas somam aproximadamente 12 mil toneladas de alimentos, com atendimento a 6.342 agricultores e 541 entidades e iniciativas sociais.

Durante a solenidade, a companhia ainda assinou dois contratos do PAA Sementes, com investimento total de R$ 355 mil, para aquisição de 210 mil raquetes de palma e 9,3 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos destinadas a agricultores familiares.

A agenda incluiu ainda a entrega de alimentos a cozinhas solidárias em Maceió, a distribuição de oito kits de maquinários a cooperativas e associações de assentados da reforma agrária e a apresentação dos números do ProVB em Alagoas. Entre 2022 e 2026, o programa atendeu 394 criadores de animais de 65 municípios e realizou 2.212 operações de venda em 2025, com receita de R$ 3,3 milhões.

Fonte: gov.br

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Conab participa de feira da agricultura familiar em Teresina

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, entre quarta-feira (1º) e sábado (4), da III Feira da Agricultura Familiar, Povos Tradicionais e Economia Solidária, em Teresina, no Piauí. O evento reuniu mais de 330 expositores e promoveu palestras e atividades voltadas à segurança alimentar e ao desenvolvimento sustentável.

A programação começou com a solenidade de abertura e contou com a presença do superintendente regional da Conab no Piauí, Danilo Viana, além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF) e da Secretaria de Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (SADA).

Segundo Danilo Viana, a participação da estatal em espaços desse tipo amplia a aproximação com agricultores familiares, cooperativas e entidades parceiras, além de fortalecer o conhecimento sobre políticas públicas disponíveis. Ele afirmou que a atuação tem como objetivo fortalecer a produção local, promover a segurança alimentar e contribuir para o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar no estado.

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Na quinta-feira (2), a diretora de Política Agrícola e Informações da Conab (Dipai), Naiara Bittencourt, participou do Encontro Estadual das Cozinhas Solidárias. Na ocasião, ela apresentou o Programa de Aquisição de Alimentos. De acordo com a Conab, a superintendência do Piauí atende atualmente 21 cozinhas no estado com alimentos provenientes da agricultura familiar.

Durante o encontro, Naiara Bittencourt destacou o papel das cozinhas solidárias no abastecimento de alimentos saudáveis por meio do programa. Com o tema “Agricultura Familiar: Guardiã da Sociobiodiversidade”, a terceira edição da feira também incluiu debates sobre preservação ambiental, produção de alimentos saudáveis, assistência técnica, acesso ao crédito e novas tecnologias de produção.

Além da comercialização de alimentos e produtos da agricultura familiar, o evento teve exposição de artesanato, apresentações culturais, shows musicais, palestras, lançamento de livros e atividades voltadas ao público infantil.

A participação da Conab na feira em Teresina reuniu ações de divulgação de políticas públicas e iniciativas ligadas ao abastecimento com produtos da agricultura familiar, em um evento voltado à produção rural, à economia solidária e à segurança alimentar no Piauí.

Fonte: gov.br

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