Sustentabilidade
Algodão/MT: Semeadura avança e chega a 29,04% da área projetada – MAIS SOJA

Em jan/26, o projeto CPA-MT¹ divulgou a primeira estimativa de custo de produção do algodão para a safra 26/27 em Mato Grosso. Segundo o Instituto, o custeio ficou projetado em R$ 10.653,57/ha, redução de 1,13% quando comparado ao consolidado da safra 25/26,
pautado principalmente pelo recuo com as despesas de fertilizantes e corretivos.
Com isso, o custo operacional efetivo (COE) ficou previsto em R$ 15.255,21/ha, queda de 0,59% frente à estimativa do ciclo 25/26. Contudo, apesar da baixa no custeio e no COE, o custo total (CT) ficou projetado em R$ 18.917,57/ha, estando 2,44% superior em relação à safra 25/26, decorrente sobretudo do custo de oportunidade, que está 21,20% maior.
Por fim, é essencial que o cotonicultor se planeje de forma antecipada para o ciclo 26/27, especialmente diante das incertezas relacionadas aos preços, custos e condições de mercado.
Confira os principais destaques do boletim:
ELEVAÇÃO: a paridade de exportação do contrato de jul/26 apresentou alta de 0,11% em relação à semana passada, pautada principalmente pela valorização do dólar.
BAIXA: o preço do caroço disponível em Mato Grosso exibiu queda de 0,33% em relação à semana passada, com as cotações atuais limitando o fechamento de novos negócios.
ALTA: no comparativo semanal, o preço pluma Imea apresentou valorização de 0,20%, precificado na média de R$ 108,68/@.
A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 p.p. na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até a sexta-feira (16/01).
O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, que são a maioria no estado, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final. Assim, apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 p.p. adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 p.p. à frente da média das últimas cinco safras.
Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%. Por fim, a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra.
Fonte: IMEA
1Custo de Produção Agropecuário de Mato Grosso, safra 26/27 (Senar-MT e Imea)
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Recorde de exportações sustenta receita – MAIS SOJA

O Brasil segue liderando as exportações de soja. As vendas são impulsionadas pela forte demanda global, sobretudo da China. Segundo o Cepea, apesar da pressão exercida pela ampla oferta interna, pela desvalorização cambial e pelo recuo das cotações domésticas, o bom desempenho das exportações tem sustentado a receita do setor.
Em abril, o Brasil exportou 16,75 milhões de toneladas de soja, recorde da série da Secex, com aumentos de 15,35% frente ao volume de março e de 9,6% em relação ao verificado no mesmo mês de 2025. Os embarques à China, especificamente, avançaram 17,6% de março para abril. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram 40,24 milhões de toneladas, também o maior volume já registrado para o período.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Cooperativismo catarinense supera 109 mil empregos diretos e amplia a geração de vagas em 7,1% em 2025 – MAIS SOJA

O cooperativismo catarinense encerrou 2025 como um dos principais geradores de trabalho e renda em Santa Catarina. No ano passado, o setor foi responsável por 109.677 empregos diretos com carteira assinada, segundo dados consolidados do Sistema OCESC.
O resultado representa uma alta de 7,1% em relação a 2024, quando o setor registrou 102.402 trabalhadores. “Cada emprego criado pelo cooperativismo representa renda e estabilidade para as famílias e fortalece as comunidades onde as cooperativas atuam. Esse avanço mostra um modelo que alia eficiência e impacto social, que organiza pessoas, amplia oportunidades e distribui desenvolvimento no território, com impacto direto nas economias regionais”, diz o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
O movimento também acompanha a ampliação da base social do cooperativismo. Em 2025, o número de cooperados em Santa Catarina ultrapassou o marco de cinco milhões, garantindo novamente a liderança do estado como o mais cooperativista do Brasil. “O cooperativismo cresce quando entrega resultado econômico e, ao mesmo tempo, mantém o foco nas pessoas. É isso que sustenta crescimento com consistência: gestão, presença regional e compromisso com quem participa do sistema”, afirma Zanatta.
Os dados de 2025 mostram equilíbrio por gênero entre os empregos diretos do cooperativismo catarinense: 54.570 homens e 55.107 mulheres. Os números traduzem um modelo que combina equidade, competitividade e compromisso social em diferentes ramos e regiões.
A maior parte das vagas está concentrada em Santa Catarina, com 84.776 postos de trabalho. Outros 24.901 empregos estão localizados fora do estado, o equivalente a 29,4% do total, resultado da expansão de cooperativas catarinenses no cenário nacional.
A presença fora de Santa Catarina amplia a capacidade de competir em diferentes regiões, mantendo vínculos com a base produtiva e com as cadeias econômicas que se estruturam no território catarinense.
“O cooperativismo gera trabalho formal, movimenta cadeias produtivas e cria oportunidades onde as pessoas vivem. Os resultados aparecem nos indicadores, mas o principal efeito está na transformação que esse modelo produz na vida dos cooperados, colaboradores e comunidades”, conclui Zanatta.
Fonte: Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Autor:Sistema Ocesc, disponível em Fecoagro
Site: Fecoagro/SC
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Preço segue em queda com estoque elevado e maior oferta – MAIS SOJA

Influenciados pela maior oferta, em decorrência da colheita da safra de verão e dos estoques de passagem elevados da temporada 2024/25, os preços do milho seguem recuando na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Neste cenário, compradores indicam facilidade na realização de efetivações e aguardam novas baixas.
Segundo o Centro de Pesquisas, parte dos vendedores se mostra mais flexível nas negociações no spot. Com armazéns recebendo lotes da safra de verão (soja e milho) e os estoques de passagem remanescentes da última temporada, há maior necessidade de liberação de armazéns e de formar caixa.
De acordo com pesquisadores do Cepea, as quedas só não foram mais intensas devido à preocupação com o atual clima nas regiões produtoras da segunda safra, já que algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas. Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes.
Caso isso se confirme, o potencial produtivo das lavouras pode ser reduzido. Até o momento, a Conab estima que serão produzidas 109,11 milhões de toneladas na segunda safra.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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