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Sustentabilidade

Milho/RS: Emater estima a produtividade da safra 25/26 em 7.370 kg/ha – MAIS SOJA

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Milho: As condições climáticas continuam favoráveis à cultura em todo o Estado. A umidade do solo e o calor adequados têm garantido o bom desenvolvimento das lavouras. Nas áreas onde poderiam ocorrer perdas pela breve estiagem em novembro e dezembro, as projeções
têm sido reavaliadas e devem se mostrar menos expressivas.

A semeadura está em fase final em várias regiões. A colheita já começou e avança bem, exceto onde o excesso de chuvas do período dificultou a operação. As precipitações contínuas também aumentam a preocupação com a cigarrinha-domilho, que apresenta alta incidência em alguns cultivos, exigindo vigilância e controle, essenciais nesta fase. Também há registros pontuais de lagarta-do-cartucho.

A área semeada no Estado chega a 94%, e a maior parte das culturas ainda estão em enchimento de grãos. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, 24% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 24% em enchimento de grãos, 36% em maturação e 8% colhidos. A colheita avança, na Fronteira Oeste, conforme as condições climáticas. Apesar da elevada umidade dos grãos, muitos produtores estão antecipando a colheita para semear a safrinha de soja assim que possível. Em Manoel Viana, as áreas irrigadas implantadas no início de agosto foram colhidas com rendimentos dentro ou acima da expectativa. Em Maçambará, a colheita está em fase inicial, com bons rendimentos nas áreas irrigadas. A infestação de cigarrinha nas lavouras em maturação continua aumentando; foram registrados 112 insetos na unidade de monitoramento instalada no município. Na Campanha, os produtores estão realizando a semeadura em razão das propícias condições ambientais.

Na de Caxias do Sul, as condições climáticas do período foram muito propícias para o desenvolvimento da cultura, que se encontra em desenvolvimento vegetativo (44%), em floração (40%) e enchimento de grãos (16%). As chuvas frequentes também favoreceram a presença de cigarrinhas, e muitos produtores já estão fazendo tratamentos preventivos, assim como aplicação de herbicidas e adubação de cobertura onde necessário.

Na de Frederico Westphalen, 1% dos cultivos está em crescimento vegetativo; cerca de 3% em fase de florescimento; 44%, em enchimento de grãos; 46%, em maturação; e 6% colhidos.

Na de Ijuí, a cultura apresenta excelente enchimento de grãos, e boa parte das folhas permanece verde na haste principal. Iniciou a colheita nas lavouras de sequeiro ao Norte da região, mas há grande variabilidade nas produtividades. Em Derrubadas, varia entre 4.800 e 12.000 kg/ha. A maioria dos cultivos irrigados se encontra em final de enchimento de grãos e maturação, o que indica alto potencial produtivo.

Na de Pelotas, cerca de 82,4% da área foi semeada. Estão 54% dos cultivos na fase de desenvolvimento vegetativo; 28%, no florescimento; 8%, na fase de enchimento de grãos; 4%, maduros; e 6% colhidos.

Na de Santa Maria, 13% das áreas se encontram em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 40% em enchimento de grãos, 24% em maturação fisiológica e 4% colhidas. A semeadura tende a se intensificar após a colheita do fumo. Na de Santa Rosa, 91% dos cultivos estão implantados, e inicia a semeadura do milho safrinha. Está 1% das áreas em desenvolvimento vegetativo, 2% em floração, 20% em enchimento de grãos, 69% maduras e 8% colhidas. A colheita seguiu de forma lenta em função das chuvas recorrentes, principalmente a partir da metade do período, concentrada nas lavouras de sequeiro. Porém, segundo os produtores, há elevada umidade na massa de grãos (mais de 23%), o que prejudica a entrega nas cerealistas. Por outro lado, a manutenção da umidade mais elevada tem garantido a qualidade dos grãos colhidos, evitando danos mecânicos que possam causar descontos por impureza no processo de classificação. O tempo firme previsto deve contribuir para o avanço da colheita durante os próximos dias.

Em São Luiz Gonzaga, os produtores relatam que a produtividade nas áreas de sequeiro varia de 5.400 a 7.800 kg/ha, e nas primeiras lavouras implantadas com irrigação chega a 12.000 kg/ha.

Na de Soledade, 28% dos cultivos estão em fase vegetativa, 7% em florescimento, 30% em enchimento de grãos, e 35% em maturação fisiológica. O milho semeado no período intermediário, em outubro e novembro, apresenta ótimo desempenho vegetativo e reprodutivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, diminuiu 1,39%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 63,15 para
R$ 62,27.

Fonte: Emater/RS



 

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Conflito no Oriente Médio e impactos ao produtor de milho – MAIS SOJA

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A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) informa que segue acompanhando com atenção a guerra entre Estados Unidos, Israel e
Irã. O Oriente Médio é um importante mercado para o milho brasileiro. Diferentemente da soja, cujas exportações são mais concentradas, as exportações de milho brasileiro são mais pulverizadas, alcançando diversos países ao redor do mundo. Ainda assim, o Oriente Médio tem ganhado peso nas compras do grão brasileiro nos últimos anos.

Em 2025, os países do Oriente Médio responderam por cerca de 51% das exportações brasileiras de milho, considerando o Egito dentro desse grupo. No entanto, esse percentual pode variar de forma significativa de um ano para outro. Em 2024, por exemplo, a participação foi menor, apenas 33% do total exportado pelo Brasil.

Dentro desse contexto, o Irã se destaca como um dos principais parceiros comerciais do milho brasileiro, com compras relativamente estáveis ao longo dos anos. O país costuma importar entre 4 e 5 milhões de toneladas do grão por ano, volume que em determinados momentos, chega a superar inclusive as aquisições da União Europeia, consolidando o mercado iraniano como um destino estratégico para o cereal do Brasil. Os principais produtos de milho exportados pelo Brasil são o milho em grão, destinado principalmente à alimentação animal.

O mercado iraniano se destaca por absorver volumes robustos e contínuos ano após ano, conforme revelam os dados do período de 2020 a 2025. Em termos de participação, o volume de 9,08 milhões de toneladas embarcadas para o Irã representaram cerca de 22% de toda a exportação brasileira de milho no ano passado. Para o país persa, o Brasil é um fornecedor estratégico: aproximadamente 80% de todo o milho importado pelos iranianos têm origem nas lavouras brasileiras.

Exportações de milho em 2025, Fonte: COMEX/STAT

Fertilizantes – O mercado da ureia reagiu rapidamente à escalada do conflito, registrando alta de 35% nos preços desde o início da guerra no Irã. O Brasil importa cerca de 37% de seus fertilizantes do Oriente Médio. A segunda safra de milho é o período de maior consumo desse insumo. É importante frisar que a extensão do conflito pode acarretar em uma safra menor ou afetar a rentabilidade do produtor rural.

Diesel – O preço dos combustíveis tem apresentado alta em parte significativa dos estados brasileiros, em meio à escalada do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã, que pressionou a cotação internacional do petróleo. O barril do tipo Brent, referência global, subiu mais 3,8% nesta terça-feira (18/3), chegando a US$ 107,38 e bateu a marca de US$ 110. O preço do diesel também regista alta, o que preocupa especialmente neste período de colheita e momento de plantio de segunda safra do milho, já que o aumento impacta diretamente os custos de produção.

Para o agronegócio, a preocupação na disparada do combustível é direta, uma vez que o diesel representa um dos principais custos operacionais da atividade agrícola. O diesel é amplamente utilizado em máquinas como colheitadeiras, tratores e pulverizadores. Além disso, é essencial para o transporte dentro das propriedades rurais e para o escoamento da produção. Caso haja um reajuste expressivo para reduzir a defasagem ou restrição na oferta do produto, o custo de produção tende a elevar, pressionando a rentabilidade do produtor. O aumento relevante no preço do combustível já tem impactado no frete.

Medidas – Diante do cenário de guerra, entre as medidas em discussão está a redução a zero dos impostos sobre fertilizantes e sobre o diesel, iniciativa que pode atenuar impactos imediatos sobre o custo de produção agrícola. O transporte rodoviário está diretamente pressionado pelo custo do diesel, o que impacta na tabela do frete. A entidade defende a transparência e fiscalização da tabela de frete, seguindo parâmetros que estejam alinhadas as condições reais de mercado.

É crucial que o governo federal avance em uma política de transição energética mais previsível e eficaz, capaz de reduzir a volatilidade e dar estabilidade à cadeia logística. Além disso, a Abramilho defende medidas urgentes de revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, o chamado B17, como forma de contribuir para maior previsibilidade e equilíbrio no custo energético e logístico brasileiro. A entidade segue acompanhando os desdobramentos do conflito e os possíveis reflexos no agro brasileiro.

Fonte: Abramilho

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Compras por barganha asseguram ganhos consistentes da soja em Chicago – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam com bons ganhos nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar do recuo do petróleo, fatores técnicos predominaram e um movimento de compras por barganha garantiu a recuperação dos níveis de preço.

O conflito no Oriente Médio segue merecendo atenções dos investidores. Hoje o dia foi de menor aversão ao risco no exterior, diante do envio de uma proposta de cessarfogo dos Estados Unidos ao Irã.

No final da sessão, a Casa Branca informou que o presidente Donald Trump viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para uma visita remarcada e um encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A viagem havia sido originalmente planejada para antes, mas foi adiada para que Trump permanecesse em Washington acompanhando e conduzindo o envolvimento dos EUA na guerra contra o Irã.

Os participantes do mercado voltam a especular por um possível acordo comercial entre as duas maiores potências econômica do mundo. E entre os pontos de um provável acordo, o mercado aguarda pela confirmação de compras chinesas de soja americana.

O encarecimento dos preços dos fertilizantes está no radar do mercado. A alta nos custos de produção pode prejudicar o plantio da nova safra americana. Com isso, cresce a expectativa para o relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 31. As sinalizações pré conflito eram de um aumento no cultivo de soja e diminuição da área a ser destinada ao milho.

Os preços do óleo seguiram no território positivo. O mercado espera por medidas a serem anunciadas na sexta pelo governo americano, visando incentivar a produção de biocombustíveis.

Preços
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 16,75 centavos de dólar, ou 1,45%, a US$ 11,71 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,87 3/4 por bushel, com elevação de 16,25 centavos de dólar ou 1,38%.

Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,80% a US$ 319,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,10 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavos ou 2,08%.

Autor/Fonte:  Dylan Della Pasqua / Safras News

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Abracal – Rochagem não substitui o calcário no solo; entenda – MAIS SOJA

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O período de avaliação dos custos agrícolas tem ampliado o debate sobre produtos utilizados nas culturas. Nesse cenário, parte das últimas avaliações surgidas na internet e em alguns veículos de comunicação aponta para a possibilidade de “abrir mão” de itens presentes na execução do plantio.

Porém, o agricultor e o pecuarista precisam estar atentos, pois surgem avaliações incorretas. Uma delas é que a rochagem poderia “substituir” o calcário agrícola, em operações de sequestro de carbono.

Essa proposta não encontra base técnica. A Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal) ouviu engenheiros agrônomos e pesquisadores, que descartaram a troca em virtude das diferenças das finalidades desses insumos e dos efeitos – também diferentes – causados por esses mesmos insumos.

O calcário é um corretivo de acidez de solo, que age de forma rápida e eficiente. Já a rochagem, ou “pó de rocha”, atua como um “remineralizador”. No solo, o pó de rocha não tem força para corrigir o solo ácido, servindo para repor minerais e micronutrientes a longo prazo.

Especialistas apontam que não adianta investir em rochagem se o solo estiver ácido. O pH inadequado em um tipo de solo impede que a planta absorva os nutrientes liberados pelo pó de rocha.Prática que inclui o uso de calcário, a calagem deve ser sempre a primeira etapa no manejo do solo. Primeiro, o agricultor corrige o “ambiente” com o calcário e outros insumos para, depois, garantir que a planta consiga aproveitar a remineralização gerada pela rochagem.

Quanto à reação química, o calcário libera CO₂, mas o saldo final é amplamente positivo. Na operação, o calcário aumenta a produtividade e a biomassa – composta pelas raízes e pela palhada, entre outros itens – na mesma área plantada, o que sequestra muito mais carbono do que o volume emitido.

A rochagem tem uma emissão química menor, mas, sozinha, não gera o mesmo ganho de produtividade e sequestro de carbono em solos que precisam de correção.
Concluindo esse esclarecimento, reforçamos que qualquer medida quanto ao manejo de solo deve ser adotada somente após uma consulta ao engenheiro agrônomo, que poderá tirar dúvidas sobre operações.

Autor/Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal)

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