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18 de junho de 2026

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Semeadura de soja chega ao fim e lavouras apresentam bom potencial no RS

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Foto: Pixabay

A semeadura da soja está praticamente concluída na regional de Bagé, no Rio Grande do Sul, com a maior parte dos municípios já tendo encerrado o plantio. Restam apenas áreas pontuais, principalmente aquelas destinadas à safrinha após o milho e algumas áreas de várzea, onde o excesso de umidade tem dificultado a entrada de máquinas no campo.

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De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS na regional, Guilherme Zorzi, as chuvas frequentes registradas nas últimas semanas mantiveram o solo excessivamente úmido, sobretudo em terras baixas, o que acabou atrasando o plantio dessas áreas remanescentes.

Ainda assim, ele ressalta que a situação não compromete o panorama da cultura. “O grosso da soja já foi plantado. O que sobra são áreas muito específicas, sem impacto relevante no cenário geral”, afirma.

Em alguns pontos houve necessidade de replantio, em razão de chuvas intensas que provocaram encharcamento do solo ou falhas na emergência das plantas. Segundo Zorzi, esses casos foram isolados e não alteram a avaliação positiva do desenvolvimento da lavoura na região.

No contexto geral, a cultura apresenta bom estabelecimento, com vigor inicial satisfatório e potencial produtivo que anima os produtores neste momento do ciclo. A soja começa agora a entrar em sua fase mais sensível, com parte das áreas já em floração e expectativa de avanço desse estágio ao longo das próximas semanas. A regional de Bagé cultiva pouco mais de um milhão de hectares da oleaginosa.

A partir desse período, a cultura passa a depender ainda mais de uma boa disponibilidade hídrica e se torna mais suscetível a eventuais episódios de calor excessivo e estiagens. Segundo Zorzi, os produtores adotaram estratégias para reduzir riscos climáticos, evitando concentrar todo o plantio em um único período. A diversificação de ciclos de cultivares e o uso de áreas de várzea também contribuem para diluir possíveis impactos, especialmente em anos com influência do La Niña.

No aspecto fitossanitário, o cenário também é considerado favorável. Até o momento, há baixa incidência de doenças e pragas, além de registros pontuais de plantas daninhas, situação considerada normal para esta fase do ciclo. “Não há percalços relevantes a serem registrados até agora”, conclui o agrônomo.

Com informações da Safras & Mercado.

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Dólar forte e prêmios aquecidos melhoram preços da soja no Brasil, apesar das perdas em Chicago

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Foto: Preepik

O mercado brasileiro de soja registrou preços mais atrativos nesta quinta-feira (18), mesmo diante das baixas observadas na Bolsa de Chicago. Conforme avalia o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a forte valorização do dólar e a manutenção dos prêmios em níveis elevados acabaram favorecendo as indicações no mercado doméstico.

“Os prêmios seguem bastante fortalecidos, resultando em indicações de preços mais atrativas”, destaca Silveira. Segundo ele, o câmbio criou oportunidades ao longo do dia, compensando parte da pressão vinda do mercado externo.

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Apesar da melhora nas indicações, não houve registro de volumes expressivos de negócios. A movimentação ocorreu de forma moderada tanto nos portos quanto na indústria. O produtor segue acompanhando os fatores de mercado e buscando melhor timing para suas vendas, ao mesmo tempo em que começa a direcionar a atenção para as perspectivas da safra nova.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,50 para R$ 128,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 119,50 para R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 112,00 para R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,50 para R$ 134,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa após atingirem, na véspera, os melhores níveis em duas semanas. O mercado passou por realização de lucros, pressionado pela queda do petróleo e pela valorização do dólar frente a outras moedas.

A semana vinha sendo marcada pela recuperação das cotações, refletindo a percepção de que a China voltou às compras de soja dos Estados Unidos. A valorização do dólar, porém, reduziu a competitividade do produto norte-americano e contribuiu para a correção dos preços.

Os exportadores privados dos Estados Unidos reportaram ao USDA a venda de 132 mil toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27, além de outras 120 mil toneladas destinadas a compradores não revelados.

As exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 424,9 mil toneladas na temporada 2025/26 e mais 304,1 mil toneladas para 2026/27, números dentro das expectativas do mercado.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja para julho fecharam em US$ 11,28 1/4 por bushel, queda de 0,81%. O farelo de soja recuou 1,14%, enquanto o óleo de soja perdeu 2,58%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 1,26%, cotado a R$ 5,1740 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1281 e R$ 5,1901 ao longo da sessão.

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Novo Marco das Garantias pode ampliar crédito e reduzir custos de financiamento no campo

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A execução extrajudicial da hipoteca representa uma das mais profundas mudanças no sistema brasileiro de garantias das últimas décadas e pode contribuir para reduzir os gargalos provocados pela morosidade do Poder Judiciário.

A avaliação foi feita pelo desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Humberto Theodoro Júnior, durante palestra no VIII Congresso de Reestruturação e Recuperação Empresarial de Mato Grosso, ao analisar os impactos da Lei 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias. O evento é realizado nesta quinta-feira (17.06) e na sexta-feira (18), em Cuiabá.

Segundo ele, a nova legislação consolida um movimento cada vez mais forte de desjudicialização das execuções e busca oferecer maior segurança para a recuperação de créditos, especialmente em setores dependentes de financiamento, como o agronegócio.

Autor de mais de 40 obras jurídicas, Humberto Theodoro Junior contextualizou a nova legislação dentro de um problema histórico do sistema judicial brasileiro: a incapacidade de dar respostas rápidas às execuções. Para ele, o congestionamento processual afeta diretamente a efetividade da tutela jurisdicional e compromete a confiança dos agentes econômicos nos instrumentos de garantia.

“Mais da metade dos processos em tramitação no Brasil são processos de execução. A garantia constitucional não é apenas obter uma sentença, mas alcançar a satisfação efetiva do direito reconhecido em prazo razoável”, afirmou.

Na avaliação do jurista, a execução é o verdadeiro ponto crítico da prestação jurisdicional contemporânea. Para ele, pouco adianta ao credor obter o reconhecimento judicial de seu direito se o sistema não consegue assegurar a recuperação efetiva do crédito.

Foi justamente para enfrentar essa realidade que, segundo Theodoro, o legislador passou a adotar mecanismos de desjudicialização em diferentes áreas do direito, transferindo determinadas etapas da execução para procedimentos extrajudiciais sem eliminar o controle posterior do Poder Judiciário.

O palestrante lembrou que esse movimento não é novo. Citou como exemplos a alienação fiduciária em garantia e o Sistema Financeiro da Habitação, instrumentos que, ao permitirem a recuperação mais rápida dos créditos, contribuíram para ampliar o financiamento de diversos setores da economia brasileira.

“O que se busca agora é aproximar a hipoteca da eficiência já alcançada pela alienação fiduciária, permitindo que a garantia cumpra efetivamente sua função econômica”, explicou.

Ao abordar os fundamentos teóricos da nova legislação, Theodoro destacou que o Marco Legal das Garantias incorpora conceitos amplamente utilizados em sistemas jurídicos europeus e norte-americanos, nos quais a execução patrimonial não depende necessariamente de uma ação judicial tradicional. Ele apontou que a legislação brasileira passou a admitir mecanismos de autotutela executiva, por meio dos quais as próprias partes convencionam, no momento da contratação, formas de realização da garantia em caso de inadimplência.

“O credor não se apropria livremente do bem. O que a lei permite é a realização da garantia de forma mais eficiente, preservando o controle judicial sempre que houver alegação de abuso ou ilegalidade”, observou.

O jurista destacou que a constitucionalidade desse modelo já foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal em discussões envolvendo a alienação fiduciária e outros mecanismos de execução extrajudicial. Segundo ele, a atuação judicial não desaparece, mas passa a ocorrer de forma subsidiária, quando houver necessidade de controle ou correção de eventuais irregularidades.

Pela nova legislação, contratos hipotecários poderão prever que, diante da inadimplência, o credor promova diretamente a execução da garantia por meio de procedimento administrativo realizado perante o cartório de registro de imóveis. Após a notificação do devedor e o cumprimento das etapas previstas em lei, o imóvel poderá ser levado à venda sem a necessidade de uma sentença judicial específica.

“Quanto maior a segurança para recuperação do capital emprestado, maior a disposição dos agentes financeiros para conceder crédito e menores tendem a ser os custos dessas operações”, afirmou.

O tema ganha relevância especial para o agronegócio, setor fortemente dependente de financiamento para aquisição de terras, máquinas, insumos e tecnologias de produção. Segundo o jurista, a ampliação da eficiência das garantias pode contribuir para aumentar a oferta de recursos e melhorar as condições de financiamento.

Apesar disso, Theodoro demonstrou preocupação com um ponto específico da legislação: a exclusão de determinadas operações diretamente ligadas ao financiamento da produção rural do alcance da execução extrajudicial hipotecária. Na avaliação dele, a restrição contraria parte da lógica que orientou a criação do próprio Marco Legal das Garantias, concebido justamente para ampliar a segurança das operações e reduzir o custo do crédito.

“O objetivo era proporcionar maior liquidez ao sistema financeiro e, em consequência, ampliar a disponibilidade de recursos para os setores produtivos. A exclusão de parte das operações rurais acaba limitando esse alcance”, afirmou.

Mesmo com a ressalva, o jurista classificou a nova legislação como um avanço importante para o ambiente econômico brasileiro. Segundo ele, a tendência internacional aponta para modelos cada vez mais eficientes de recuperação de garantias, capazes de reduzir a dependência do Judiciário e fortalecer a circulação de crédito.

A palestra foi presidida pela advogada Aline Barini Néspoli e contou com a participação de Vinícius Tanaka e Alexandre Arruda.

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Fogo atinge caixa de energia de apartamento em MT e vizinho usa extintor de carro para evitar tragédia

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Caso ocorreu em Primavera do Leste. Bombeiros orientaram o desligamento da chave geral pelo telefone e fizeram a dispersão da fumaça no local

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atendeu, na quarta-feira (17.6), um princípio de incêndio em um apartamento localizado em um edifício residencial no município de Primavera do Leste (a 245km de Cuiabá).

A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por volta das 16h22. De acordo com as informações repassadas, o fogo teve início em uma caixa de energia, também conhecida como quadro de distribuição elétrica.

Durante o contato telefônico inicial, os bombeiros orientaram o morador do apartamento atingido a desligar a chave geral de energia do imóvel, interrompendo o fornecimento elétrico e reduzindo os riscos de propagação das chamas.

Ao chegar no local, a equipe constatou que o incêndio havia sido controlado por um morador do edifício, que utilizou um extintor de incêndio que mantinha em seu veículo.

Em seguida, os militares realizaram uma inspeção na área afetada para verificar a existência de possíveis focos residuais. Como medida de segurança, também promoveram a ventilação do ambiente para dispersar a fumaça acumulada no apartamento.

O morador foi orientado a não permanecer no imóvel até a completa renovação do ar e a não restabelecer o fornecimento de energia elétrica antes da avaliação e liberação por um profissional eletricista habilitado. Não houve registro de feridos.

Com Assessoria 

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