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3 de agosto de 2026

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Semeadura de soja chega ao fim e lavouras apresentam bom potencial no RS

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Foto: Pixabay

A semeadura da soja está praticamente concluída na regional de Bagé, no Rio Grande do Sul, com a maior parte dos municípios já tendo encerrado o plantio. Restam apenas áreas pontuais, principalmente aquelas destinadas à safrinha após o milho e algumas áreas de várzea, onde o excesso de umidade tem dificultado a entrada de máquinas no campo.

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De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS na regional, Guilherme Zorzi, as chuvas frequentes registradas nas últimas semanas mantiveram o solo excessivamente úmido, sobretudo em terras baixas, o que acabou atrasando o plantio dessas áreas remanescentes.

Ainda assim, ele ressalta que a situação não compromete o panorama da cultura. “O grosso da soja já foi plantado. O que sobra são áreas muito específicas, sem impacto relevante no cenário geral”, afirma.

Em alguns pontos houve necessidade de replantio, em razão de chuvas intensas que provocaram encharcamento do solo ou falhas na emergência das plantas. Segundo Zorzi, esses casos foram isolados e não alteram a avaliação positiva do desenvolvimento da lavoura na região.

No contexto geral, a cultura apresenta bom estabelecimento, com vigor inicial satisfatório e potencial produtivo que anima os produtores neste momento do ciclo. A soja começa agora a entrar em sua fase mais sensível, com parte das áreas já em floração e expectativa de avanço desse estágio ao longo das próximas semanas. A regional de Bagé cultiva pouco mais de um milhão de hectares da oleaginosa.

A partir desse período, a cultura passa a depender ainda mais de uma boa disponibilidade hídrica e se torna mais suscetível a eventuais episódios de calor excessivo e estiagens. Segundo Zorzi, os produtores adotaram estratégias para reduzir riscos climáticos, evitando concentrar todo o plantio em um único período. A diversificação de ciclos de cultivares e o uso de áreas de várzea também contribuem para diluir possíveis impactos, especialmente em anos com influência do La Niña.

No aspecto fitossanitário, o cenário também é considerado favorável. Até o momento, há baixa incidência de doenças e pragas, além de registros pontuais de plantas daninhas, situação considerada normal para esta fase do ciclo. “Não há percalços relevantes a serem registrados até agora”, conclui o agrônomo.

Com informações da Safras & Mercado.

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A cidade começa na calçada

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Quando pensamos em desenvolvimento urbano, quase sempre imaginamos grandes avenidas, viadutos, pontes ou obras de infraestrutura. Tudo isso é importante, mas existe um elemento muito mais presente na vida das pessoas e que, muitas vezes, passa despercebido: a calçada. É nela que a cidade realmente começa, porque é por ela que todos nós caminhamos antes de entrar em um carro, em um ônibus, em um comércio ou em uma praça.

A qualidade de uma cidade pode ser medida pela forma como ela trata o pedestre. É pela calçada que uma criança vai à escola, um idoso chega à farmácia, uma mãe empurra o carrinho do filho e um trabalhador segue até o ponto de ônibus. Quando esse espaço está esburacado, desnivelado, ocupado irregularmente ou simplesmente não existe, a cidade transmite uma mensagem clara: as pessoas deixaram de ser prioridade.

Não é preciso olhar para a Europa para encontrar bons exemplos. Curitiba transformou o cuidado com as calçadas em uma política permanente de urbanismo e acessibilidade. Maringá tornou-se referência nacional pela arborização, pela conservação dos espaços públicos e pela qualidade de seus passeios. Joinville e Blumenau também demonstram como calçadas bem cuidadas, praças limpas, iluminadas e bem conservadas tornam a cidade mais acolhedora para moradores, turistas e comerciantes.

Essas cidades compreenderam que desenvolvimento urbano não se resume a grandes obras. A qualidade de vida nasce dos espaços que as pessoas utilizam diariamente. Calçadas acessíveis, arborização, praças bem cuidadas, iluminação eficiente e limpeza permanente estimulam a convivência, fortalecem o comércio de rua, aumentam a sensação de segurança e fazem com que os moradores sintam orgulho da cidade onde vivem.

Em Cuiabá, infelizmente, ainda convivemos com uma realidade distante desse padrão. Além das calçadas interrompidas, desniveladas ou sem acessibilidade, muitas praças apresentam sinais evidentes de abandono.

A Praça Ipiranga, um dos espaços mais tradicionais da capital, frequentemente convive com acúmulo de lixo e mau cheiro, enquanto a Praça Popular, um dos principais pontos de encontro da cidade, além de estar coberta de lixo, sofre com a iluminação deficiente e manutenção insuficiente. Em vez de convidarem as famílias ao convívio, ao esporte e ao lazer, esses espaços acabam transmitindo uma sensação de descuido incompatível com a importância que têm para a vida urbana.

Como contador e empresário, aprendi que cidades agradáveis também são cidades economicamente mais fortes. O comércio prospera quando as pessoas caminham pelas ruas com conforto e segurança, frequentam as praças, permanecem mais tempo nos espaços públicos e ocupam naturalmente os centros comerciais. Investir nesses ambientes não é apenas uma política de urbanismo; é também uma política de desenvolvimento econômico.

É evidente que Cuiabá precisa continuar investindo em mobilidade, infraestrutura e transporte coletivo. Mas nenhuma dessas políticas produzirá resultados completos se esquecermos que toda viagem começa e termina a pé.

Antes de sermos motoristas, passageiros ou ciclistas, todos nós somos pedestres, e uma cidade que não acolhe quem caminha dificilmente será acolhedora para qualquer outro meio de transporte.

Talvez esteja na hora de ampliarmos o conceito de desenvolvimento urbano. Em vez de avaliar uma administração apenas pelo número de quilômetros de asfalto entregues ou pelas grandes obras inauguradas, deveríamos observar também a qualidade das calçadas, das praças e dos espaços públicos onde a vida realmente acontece.

Cuidar desses pequenos detalhes não é uma questão estética, mas uma demonstração de respeito ao cidadão e de compromisso com a qualidade de vida. Afinal, uma cidade verdadeiramente humana não se mede apenas pelo tamanho de suas avenidas, mas pelo cuidado com os lugares onde seus moradores caminham, convivem e constroem diariamente a sua história.

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*RODRIGO ARRUDA E SÁ é contador, bacharel em Direito, empresário e ex-vereador de Cuiabá.*

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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Agro Mato Grosso

Syngenta promove profissionais à gerência de marketing

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Júlia Loss Ribas e Bruno Provedel Fernandes assumem funções de Marketing Execução no Paraná e em Mato Grosso

A Syngenta realizou mudanças na área de marketing. Júlia Loss Ribas recebeu promoção para o cargo de gerente de Marketing Execução em Londrina, Paraná. Bruno Provedel Fernandes assumiu a mesma função em Primavera do Leste, Mato Grosso.

Júlia ingressou na Syngenta em junho de 2022 como assistente técnica de vendas, por meio da Unicampo, em Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Em agosto de 2023, passou a atuar em Field Marketing Agrícola, em Londrina. Permaneceu na posição até agosto de 2026.

Antes da Syngenta, trabalhou como agente geradora de demanda na ICL América do Sul. Também realizou estágio na Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial.

Júlia possui formação em Agronomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Sertão.

Fernandes atua na Syngenta desde 2016. Iniciou a trajetória como estagiário de Inteligência de Mercado em Londrina. Depois, ocupou posições na área de Acesso ao Mercado, entre elas analista júnior, analista sênior, coordenador e coordenador sênior para o Brasil.

Antes da nova função, trabalhou como coordenador sênior de Acesso ao Mercado Brasil entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026. Fernandes possui graduação em Economia pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduação em Negócios e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

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