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18 de junho de 2026

Business

Exportações brasileiras de etanol registram pior desempenho em oito anos

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Foto: Secretaria de Energia e Mineração de São Paulo

As exportações brasileiras de etanol reagiram em dezembro após dois meses consecutivos de forte retração, totalizando 173 milhões de litros, aumento de 56,8% na comparação anual, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

exportação de etanol brasileiro
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

Ainda assim, o volume permaneceu 6,3% abaixo da média dos últimos cinco anos para o mês, indicando uma recuperação apenas parcial, indica a consultoria Datagro.

No acumulado de 2025, as exportações de etanol do Brasil somaram 1,612 bilhão de litros, queda de 14,6% em relação a 2024 e de 20% frente à média dos últimos cinco anos, configurando o menor volume anual exportado desde 2017.

Receitas com as exportações

receita das exportações
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

As receitas com as exportações de etanol alcançaram US$ 101 milhões em dezembro de 2025, crescimento de 67,5% na comparação anual, refletindo tanto o aumento dos volumes quanto a ligeira recuperação de preços.

O valor médio do etanol exportado foi de US$ 0,58/litro, acima dos US$ 0,55 registrados em dezembro de 2024. No acumulado de 2025, as receitas totalizaram US$ 934 milhões, retração de 11,2% frente ao ano anterior, apesar da elevação do preço médio do litro embarcado de US$ 0,56 em 2024 para US$ 0,58 em 2025.

Em dezembro, a Coreia do Sul permaneceu como principal destino do etanol brasileiro, com 98 milhões de litros, equivalentes a 56,5% do total exportado no mês. Na sequência, os Países Baixos absorveram 40 milhões de litros (23,2%), principal porta de entrada do produto na Europa, enquanto as Filipinas importaram 15 milhões de litros (8,8%).

Embarques ao longo de 2025

destinos do etanol brasileiro
Fonte: Secex/MDIC. Elaboração Datagro

No acumulado de 2025, os seguintes países lideraram as compras de etanol brasileiro:

  • Coreia do Sul: 780 milhões de litros (48,4% do total), praticamente estável na comparação anual (-0,3%);
  • Estados Unidos: 253 milhões de litros (15,7%), queda de 18,4% frente a 2024;
  • Países Baixos: 221 milhões de litros (13,7%), alta de 45,3% em um ano.

Outros destinos relevantes incluíram Gana, com 61 milhões de litros (3,8%), e Camarões, com 49 milhões de litros (3,0%), ambos com expansão expressiva das importações, de 40,8% e 129,1%, respectivamente.

Por outro lado, Filipinas (3,8%) e Nigéria (2,8%) reduziram suas compras de etanol brasileiro em 36,3% e 59,9%, respectivamente. Os demais 66 destinos responderam por apenas 8,9% do volume exportado em 2025.

Por outro lado, as importações brasileiras de etanol registraram forte crescimento em 2025, totalizando 319 milhões de litros, avanço de 66,2% frente a 2024 e o maior volume importado desde 2021. De acordo com os dados da Secex, do total adquirido, 43,9% tiveram origem nos Estados Unidos, 29,9% no Paraguai e 26,2% na Argentina. 

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Business

Produtores de MT pedem fôlego financeiro para continuar no campo

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho segue em andamento em Mato Grosso, mas a atenção de muitos produtores já está voltada para a próxima safra. Entre margens apertadas, custos elevados, juros mais altos e incertezas climáticas, agricultores relatam dificuldades para manter o planejamento das propriedades e defendem medidas que permitam atravessar o atual momento sem comprometer os investimentos futuros.

A preocupação não é isolada. De acordo com estimativas do setor, o endividamento dos produtores rurais já alcança cerca de R$ 170 bilhões no Brasil. Em Mato Grosso, a combinação entre queda na rentabilidade e aumento das despesas tem pressionado o caixa das fazendas.

Em Diamantino, onde cerca de 270 mil hectares de milho foram cultivados nesta safra, o presidente do Sindicato Rural, Altemar Kroling, afirma que o produtor precisa lidar não apenas com os desafios econômicos, mas também com a falta de previsibilidade para os próximos meses.

Segundo ele, a definição das estratégias para o plantio da soja ocorre em um cenário de muitas dúvidas. “A gente está iniciando aí uma safra de milho e montando a estratégia do plantio de soja com uma indefinição de clima também”, relata ao Patrulheiro Agro. Para Kroling, a falta de perspectiva sobre o comportamento do mercado e do clima torna o ambiente ainda mais delicado. “A gente não tem certeza de nada do que vai ser daqui seis meses”.

produtores rurais conta foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Produção sem liquidez

Entre os produtores que acompanham o cenário com cautela está Rodrigo Konageski. A família cultivou nesta safra 4,5 mil hectares de milho e 4,7 mil hectares de algodão. Para a próxima temporada, a previsão é semear 9,4 mil hectares de soja.

As sementes e os fertilizantes já foram adquiridos, mas a compra dos defensivos ainda não foi concluída. A decisão está ligada ao momento financeiro das propriedades e às incertezas sobre os custos da próxima safra.

Konageski explica que parte das áreas ainda aguarda melhores condições para a colheita do milho, reduzindo despesas com secagem e armazenagem. Em relação à produtividade, os resultados variam conforme o comportamento das chuvas ao longo do ciclo.

Apesar disso, o principal desafio está fora da porteira. De acordo com ele, a produção existe, mas a comercialização não tem garantido a rentabilidade necessária para fechar as contas.

“Você tem o produto, mas não tem liquidez”, afirma. Ao mesmo tempo, observa que os custos de produção continuam avançando. “Quando começa a fazer os custos de produção da safra seguinte você vê que aperta ainda mais a margem”.

O agricultor também cita o peso da tributação e dos custos logísticos enfrentados pelos produtores mato-grossenses. “Aqui tudo é mais caro e na hora de vender o seu produto, tanto soja, milho ou algodão, é o mais barato do mundo”, diz à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Diante desse cenário, ele afirma que o produtor tem evitado investimentos que não sejam considerados essenciais. “A tomada de decisão do produtor tem que ser bem consciente, para não inventar despesa desnecessária”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Dificuldade para renovar financiamentos

A situação é semelhante em São José do Rio Claro. Presidente do Sindicato Rural do município, Aparecido Rodrigues afirma que há anos não via um ambiente de tanto desânimo entre os produtores.

Conforme relata, muitos agricultores encerraram a safra sem os recursos necessários para quitar compromissos financeiros e iniciar um novo ciclo produtivo. Ao mesmo tempo, enfrentam condições mais duras para renovar operações de crédito.

“Ninguém está querendo dar calote, quer pagar a conta, mas quer condição para pagar a conta”, destaca. O problema, segundo ele, é o aumento das taxas cobradas pelas instituições financeiras. “Você financiou a safra com juro de 11%, agora ele quer renovar, mas quer 22%”.

Para Rodrigues, sem alternativas de renegociação, muitos produtores terão dificuldades para continuar produzindo. “Tem que fazer um negócio para o cara continuar trabalhando e pagar a conta dele”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Quando o seguro não resolve

O agricultor Odair Garcia Rodrigues conhece bem essa realidade. Em 2024, ele cultivou 2,3 mil hectares de soja e contratou aproximadamente R$ 3 milhões em crédito rural para custear parte da safra. A operação incluía seguro agrícola equivalente a cerca de 10% do valor financiado.

A estiagem comprometeu o desenvolvimento da lavoura e reduziu drasticamente a produtividade. Ele conta que em áreas que normalmente produziam 65 sacas por hectare colheram apenas 27 sacas.

Mesmo diante das perdas, o produtor afirma que não recebeu a cobertura esperada da seguradora. Conforme relata, critérios adotados durante a vistoria reduziram o volume de prejuízos reconhecidos pela empresa.

“Eu tive que pagar o seguro e não fui ressarcido”, afirma.

Sem conseguir quitar os compromissos assumidos, Odair diz enfrentar agora cobranças bancárias e admite que não possui condições de liquidar a dívida nas condições atuais. “Tem que parcelar aí por muito tempo, tem que ter uma prorrogação de dívidas, pelo menos é o que a gente espera”.

Projeto em discussão

Em meio às dificuldades enfrentadas pelos produtores, cresce a expectativa em torno do Projeto de Lei 5122/2023, que cria uma linha especial para renegociação das dívidas rurais, com juros reduzidos e prazos mais longos para pagamento.

A proposta já foi aprovada pelo Senado e aguarda nova análise da Câmara dos Deputados.

Para lideranças do setor, medidas desse tipo são fundamentais para garantir que os produtores consigam permanecer na atividade. Aparecido Rodrigues pontua que muitos agricultores convivem hoje com o receio de bloqueios judiciais e perda de patrimônio, mas reforça que a intenção continua sendo honrar os compromissos assumidos.

“Ninguém deixou de pagar porque queria”, ressalta. “A única coisa que a gente tem de bom é o nome. Então tem que preservar”.

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Agro Mato Grosso

Vazio sanitário da soja não reduz ritmo no campo; milho, algodão sustentam a produtividade em MT

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Apesar da proibição do cultivo da soja durante o período do vazio sanitário, as atividades nas propriedades rurais de Mato Grosso seguem em ritmo intenso. Considerado uma etapa estratégica do calendário agrícola, o período é marcado pelo avanço das culturas de segunda safra, que garantem renda aos produtores e ajudam a preparar as áreas para a temporada 2026/27.

Maior produtor de soja do país, Mato Grosso iniciou o vazio sanitário em 8 de junho. A medida, que se estende até 6 de setembro, tem como principal objetivo combater a ferrugem asiática, uma das doenças mais agressivas da cultura da soja. Durante esse intervalo, os agricultores devem eliminar qualquer planta viva de soja existente nas propriedades para interromper o ciclo do fungo causador da doença.

No entanto, a ausência da oleaginosa no campo está longe de representar uma pausa nas atividades agrícolas.

Segunda safra ganha protagonismo nas fazendas

Enquanto a soja permanece fora das lavouras, culturas como milho, algodão, sorgo, gergelim e milheto assumem papel de destaque nas propriedades rurais. Além de contribuírem para a diversificação da produção, essas culturas têm peso significativo na rentabilidade das fazendas.

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, a segunda safra se consolidou como uma importante fonte de receita para os produtores mato-grossenses.

“Hoje não temos soja no campo devido à proibição do cultivo durante o vazio sanitário, mas as operações continuam normalmente. O milho de segunda safra possui papel fundamental na composição da renda do produtor. Além dele, algodão, sorgo, gergelim e outras culturas seguem exigindo acompanhamento técnico e manejo constante”, destaca.

Nos últimos anos, a chamada “safrinha” deixou de ser uma atividade complementar para se transformar em uma segunda safra robusta, com grande relevância econômica para o agronegócio brasileiro.

Manejo atual influencia diretamente a próxima safra de soja

Além dos resultados financeiros imediatos, as decisões tomadas durante esse período têm impacto direto sobre o desempenho da próxima safra de soja.

Práticas como o controle de plantas daninhas, manejo fitossanitário, escolha de cultivares e estratégias de cobertura do solo são fundamentais para garantir melhores condições de plantio quando o vazio sanitário terminar.

Uma das técnicas mais utilizadas é o cultivo de milho consorciado com braquiária. A prática favorece a formação de palhada sobre o solo, contribuindo para a conservação da umidade, redução da erosão e melhoria da estrutura física da área agrícola.

Segundo especialistas, esse manejo cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento da soja na temporada seguinte, refletindo em maior produtividade e eficiência no uso dos recursos.

Planejamento da safra 2026/27 já está em andamento

O período também é considerado estratégico para o planejamento da próxima temporada agrícola. Muitos produtores aproveitam os meses do vazio sanitário para definir investimentos, adquirir insumos, revisar equipamentos e ajustar estratégias de manejo.

Para Talis Melo, os resultados da safra de soja começam a ser construídos muito antes do plantio.

“Os manejos realizados agora no milho, algodão, sorgo, gergelim e demais culturas refletem diretamente no desempenho da soja 2026/27. Este é um momento de preparação, em que o produtor toma decisões importantes para alcançar melhores resultados na próxima safra”, afirma.

A Fiagril reforça que o acompanhamento técnico nesse período se torna ainda mais relevante, auxiliando os agricultores na adoção de práticas que aumentem a eficiência produtiva e reduzam riscos ao longo do ciclo agrícola.

Entenda o vazio sanitário da soja

O vazio sanitário é uma medida fitossanitária obrigatória adotada em diversos estados produtores de soja do Brasil. Em Mato Grosso, o período começou em 8 de junho e seguirá até 6 de setembro de 2026.

Durante esses meses, é proibida a presença de plantas vivas de soja em áreas agrícolas, margens de rodovias, armazéns, pátios e demais locais onde possam ocorrer plantas voluntárias.

A principal finalidade é combater a ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, capaz de provocar perdas expressivas de produtividade quando não controlada adequadamente.

Considerada uma das maiores ameaças à cultura da soja, a ferrugem asiática pode reduzir drasticamente a produção e elevar os custos de manejo nas lavouras.

Campo segue ativo mesmo sem soja

Embora a soja esteja temporariamente ausente das lavouras, o campo continua em plena atividade. O desenvolvimento das culturas de segunda safra, aliado ao planejamento da próxima temporada, demonstra a capacidade do agronegócio mato-grossense de manter produtividade e eficiência ao longo de todo o ano.

O vazio sanitário, portanto, representa não apenas uma medida de proteção fitossanitária, mas também uma etapa estratégica para a construção de uma safra mais saudável, produtiva e sustentável nos próximos meses.

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Agro Mato Grosso

MT registra maior alta no abate de bovinos em 2026

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Estado registrou a maior alta do país no primeiro trimestre e manteve a liderança nacional na pecuária bovina.

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Agro MT