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4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Chuva favorece os lavouras de arroz gaúchas – MAIS SOJA

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A cultura continua em desenvolvimento vegetativo, mas, em algumas áreas, avança para a fase reprodutiva, iniciando florescimento, quando são realizadas aplicações de adubação para atender à demanda nutricional.

As precipitações foram importantes para os cultivos. No entanto, em algumas regiões, causaram danos e foi necessária a reconstrução de estruturas, como na Região Central. A queda das temperaturas no final do período traz apreensão aos produtores, principalmente em relação aos cultivos em estágio reprodutivo. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade prevista inicialmente, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, foram realizados reparos em algumas áreas impactadas pelas fortes chuvas da semana do Natal. As lavouras mais tardias que ainda não tinham irrigação estabelecida foram beneficiadas pelas chuvas da segunda quinzena de dezembro, as quais proporcionaram a saturação do solo e o estabelecimento definitivo da irrigação, assim como melhor desenvolvimento inicial e perfilhamento. Os demais cultivos foram beneficiados pelo tempo seco e pela boa disponibilidade de radiação solar no período. As primeiras lavouras implantadas no final de setembro e início de outubro atingem a fase de emissão das panículas. Os cultivos semeados em novembro estão atingindo a fase de diferenciação do primórdio floral, ponto adequado para a segunda aplicação de ureia, que visa proporcionar aporte de nitrogênio para a formação de panículas com maior número de grãos. daninhas e tratamentos fitossanitários para pragas e doenças. O preço baixo pago ao produto preocupa os produtores, impactando negativamente toda a cadeia produtiva, com reflexos futuros na sustentabilidade do negócio.

Na de Santa Maria, as intensas precipitações registradas no final de dezembro ocasionaram danos estruturais significativos, comprometendo quadros, taipas e sistemas de condução de água. Em alguns casos, esses eventos climáticos exigiram intervenções mais complexas por parte dos agricultores, incluindo a reconstrução das estruturas danificadas e, pontualmente, a necessidade de replantio de áreas afetadas, como na Quarta Colônia. A maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo. Algumas avançam para o estádio reprodutivo (floração e início do enchimento de grãos). O preço apresentou leve valorização, mas permanece significativamente inferior ao praticado no mesmo período do ano anterior, quando estava em média R$ 94,51/sc. de 50 kg na região, evidenciando o cenário desafiador enfrentado pelos produtores.

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Na de Santa Rosa, a cultura evoluiu positivamente com o aumento da radiação solar e da temperatura na semana do Natal. Em razão do preço do grão estar bastante aquém do esperado, os produtores relatam que não tem intenção de fazer aplicação de fungicidas nas
lavouras, e pretendem diminuir ao máximo as aplicações de inseticidas, salvo casos de grande necessidade. As chuvas não chegaram a causar maiores estragos nas lavouras, pois a estrutura das plantas boa reduziu o efeito das enxurradas e enchentes às áreas de cultivo.

Na de Soledade, as plantas crescem adequadamente nesta fase de desenvolvimento inicial, e prossegue o manejo da água nos quadros. As chuvas volumosas causaram alagamento de áreas e danos pontuais em lavouras com dificuldade de drenagem. Continuam o controle de plantas invasoras e a adubação nitrogenada em cobertura em áreas de plantio intermediário. As primeiras áreas implantadas estão em florescimento e correspondem a 10% dos cultivos.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,59%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 53,99 para R$ 53,13.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Brasil deve colher 3,86 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, projeta StoneX – MAIS SOJA

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A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de algodão 2025/26, elevando a produção total para 3,86 milhões de toneladas. O ajuste é sustentado pelo bom desempenho climático nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Mato Grosso.

Na Bahia, os elevados volumes de chuva impulsionaram novas revisões positivas de produtividade. Mesmo com redução de área plantada, o estado caminha para registrar a segunda maior safra de sua história. Já no Mato Grosso, as condições climáticas também favoreceram o desenvolvimento das lavouras, levando a uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção de 2,7 milhões de toneladas de pluma.

“As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, realça o analista de Inteligência de Mercado, Raphael Bulascoschi. Ainda assim, completa, o resultado final dependerá da manutenção de um clima favorável nas próximas semanas, sobretudo em regiões do sul e oeste mato-grossense.

Apesar do avanço na produção, o balanço de oferta e demanda permanece inalterado. A StoneX manteve suas projeções de consumo e exportação, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, número considerado confortável para a temporada, embora ainda haja incertezas, especialmente no segundo semestre.

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“O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, conclui Bulascoschi.

Sobre a StoneX

A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.

Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa StoneX


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Sustentabilidade

Condições climáticas favorecem desenvolvimento da soja na maior parte do país – MAIS SOJA

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O monitoramento agrícola dos cultivos de verão aponta condições favoráveis para o desenvolvimento da soja na maior parte das regiões produtoras do país. Os dados estão reunidos no último Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na sexta-feira (24). O documento avalia as condições meteorológicas e o índice de vegetação (IV) das principais lavouras brasileiras no período entre 01 e 21 de abril.

Segundo o Boletim, os maiores volumes de chuva da temporada foram registrados na região Norte e na faixa norte da região Nordeste, incluindo também o leste do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Com a elevação da umidade do solo nessas áreas, o desenvolvimento das lavouras de grãos foi favorecido.

No Norte, os maiores acumulados foram verificados no Pará, no leste do Amazonas e no Amapá. Se por um lado o regime hídrico atrasou a colheita da soja no Pará e do arroz no Tocantins, por outro, a segunda safra de milho foi beneficiada. Já no interior do Nordeste, a redução das chuvas, típica do período, interferiu no desenvolvimento de alguns cultivos na Bahia, no Piauí e no Sertão de Pernambuco. Apesar do déficit hídrico localizado, as condições gerais da região foram favoráveis.

A umidade do solo também se manteve suficiente no Centro-Oeste e no Sudeste, embora tenha sido observada redução no armazenamento hídrico no final do período analisado. Na maior região produtora de grãos no país, os índices pluviométricos mais elevados foram verificados em Mato Grosso, contribuindo para o milho segunda safra. Entretanto, o documento aponta diminuição na reserva hídrica do solo em áreas de Mato Grosso do Sul e Goiás, também constatada na região Sudeste, nos estados de Minas Gerais e de São Paulo, o que pode afetar o desenvolvimento do cereal.

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No Sul, com a irregularidade na distribuição das chuvas, o alerta foi para o Paraná, que teve restrição hídrica especialmente na porção norte. O período curto de chuvas intensas ainda impactou a colheita da soja e do arroz no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Apesar da dinâmica, no estado gaúcho o IV da safra atual foi superior ao das anteriores.

O panorama da evolução do IV aponta, de forma geral, um bom desenvolvimento das lavouras, com valores próximos aos das safras antecedentes de soja e milho. Além desses cultivos, o Boletim também apresenta o progresso dos plantios de algodão e arroz nos principais estados produtores.

BMA – Produzido em parceria entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), o Boletim tem como objetivo divulgar informações sobre as condições agrometeorológicas e sobre o monitoramento  das lavouras, avaliado por meio de imagens de satélite e dados de campo. As informações são disponibilizadas periodicamente, considerando ainda a diversidade de cultivos e de manejo em diferentes regiões do território nacional.

As informações completas sobre regime de chuvas e índice de vegetação das safras de verão estão disponíveis na edição de abril do Boletim de Monitoramento Agrícola.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Preço da soja se mantém no final de abril, aponta Cepea

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As últimas semanas no mercado da soja foram marcadas por preços firmes. Apesar da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, as cotações se mantiveram sustentadas pela forte demanda, tanto no mercado interno quanto externo.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os conflitos no Oriente Médio e a valorização do petróleo tem reforçado essa constância no mercado. Com os preços do diesel em alta, a procura pelo biodiesel tem aumentado e consequentemente o interesse pelo óleo de soja também.

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Em relação às lavouras, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que a colheita atingiu 92,1% da área, com variações entre regiões. No Sul do país, o ritmo é mais lento: Santa Catarina registra 71% e o Rio Grande do Sul, 69%, ambos abaixo dos índices observados no ano passado.

Enquanto isso, no Matopiba o ritmo é heterogêneo e em Tocantis a colheita está próxima ao fim, com 98% da área colhida. Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior. No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025.

Colheita internacional

Na Argentina, chuvas tem atrapalhado a colheita, o que forçou uma pausa por período indeterminado na região.

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Enquanto nos EUA, a chuva chegou como notícia boa e trouxe alívio, apesar de limitar as atividades. Mesmo dessa forma, a semeadura chegou a 23% da área projetada para a safra 2026/27, até 26 de abril, quantidade superior ao ano passado e da média dos últimos 5 anos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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