Sustentabilidade
Chuva favorece os lavouras de arroz gaúchas – MAIS SOJA

A cultura continua em desenvolvimento vegetativo, mas, em algumas áreas, avança para a fase reprodutiva, iniciando florescimento, quando são realizadas aplicações de adubação para atender à demanda nutricional.
As precipitações foram importantes para os cultivos. No entanto, em algumas regiões, causaram danos e foi necessária a reconstrução de estruturas, como na Região Central. A queda das temperaturas no final do período traz apreensão aos produtores, principalmente em relação aos cultivos em estágio reprodutivo. A área a ser cultivada está estimada em 920.081 hectares (IRGA). A produtividade prevista inicialmente, em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, foram realizados reparos em algumas áreas impactadas pelas fortes chuvas da semana do Natal. As lavouras mais tardias que ainda não tinham irrigação estabelecida foram beneficiadas pelas chuvas da segunda quinzena de dezembro, as quais proporcionaram a saturação do solo e o estabelecimento definitivo da irrigação, assim como melhor desenvolvimento inicial e perfilhamento. Os demais cultivos foram beneficiados pelo tempo seco e pela boa disponibilidade de radiação solar no período. As primeiras lavouras implantadas no final de setembro e início de outubro atingem a fase de emissão das panículas. Os cultivos semeados em novembro estão atingindo a fase de diferenciação do primórdio floral, ponto adequado para a segunda aplicação de ureia, que visa proporcionar aporte de nitrogênio para a formação de panículas com maior número de grãos. daninhas e tratamentos fitossanitários para pragas e doenças. O preço baixo pago ao produto preocupa os produtores, impactando negativamente toda a cadeia produtiva, com reflexos futuros na sustentabilidade do negócio.
Na de Santa Maria, as intensas precipitações registradas no final de dezembro ocasionaram danos estruturais significativos, comprometendo quadros, taipas e sistemas de condução de água. Em alguns casos, esses eventos climáticos exigiram intervenções mais complexas por parte dos agricultores, incluindo a reconstrução das estruturas danificadas e, pontualmente, a necessidade de replantio de áreas afetadas, como na Quarta Colônia. A maior parte das lavouras está em fase de desenvolvimento vegetativo. Algumas avançam para o estádio reprodutivo (floração e início do enchimento de grãos). O preço apresentou leve valorização, mas permanece significativamente inferior ao praticado no mesmo período do ano anterior, quando estava em média R$ 94,51/sc. de 50 kg na região, evidenciando o cenário desafiador enfrentado pelos produtores.
Na de Santa Rosa, a cultura evoluiu positivamente com o aumento da radiação solar e da temperatura na semana do Natal. Em razão do preço do grão estar bastante aquém do esperado, os produtores relatam que não tem intenção de fazer aplicação de fungicidas nas
lavouras, e pretendem diminuir ao máximo as aplicações de inseticidas, salvo casos de grande necessidade. As chuvas não chegaram a causar maiores estragos nas lavouras, pois a estrutura das plantas boa reduziu o efeito das enxurradas e enchentes às áreas de cultivo.
Na de Soledade, as plantas crescem adequadamente nesta fase de desenvolvimento inicial, e prossegue o manejo da água nos quadros. As chuvas volumosas causaram alagamento de áreas e danos pontuais em lavouras com dificuldade de drenagem. Continuam o controle de plantas invasoras e a adubação nitrogenada em cobertura em áreas de plantio intermediário. As primeiras áreas implantadas estão em florescimento e correspondem a 10% dos cultivos.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,59%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 53,99 para R$ 53,13.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Cotações recuam no fim de julho; médias são as maiores de 2026 – MAIS SOJA

Após fortes altas registradas ao longo de julho, os preços da soja voltaram a cair no encerramento do mês. Segundo pesquisadores do Cepea, a redução das cotas disponíveis nos principais portos brasileiros para embarques em agosto elevou a oferta no mercado spot nacional e pressionou as cotações.
Além disso, de acordo com o Centro de Pesquisas, muitos consumidores haviam antecipado as aquisições nas semanas anteriores e se mantiveram afastados de negociações envolvendo grandes volumes. A melhora das perspectivas para a safra norte-americana, devido ao clima mais favorável, e a desvalorização do petróleo reforçaram a queda das cotações.
Apesar do recuo no fim de julho, os preços domésticos acumularam ganhos expressivos no mês, com as médias mensais dos Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná atingindo os maiores patamares de 2026, em termos reais.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Agro Mato Grosso
Syngenta promove profissionais à gerência de marketing

Júlia Loss Ribas e Bruno Provedel Fernandes assumem funções de Marketing Execução no Paraná e em Mato Grosso
A Syngenta realizou mudanças na área de marketing. Júlia Loss Ribas recebeu promoção para o cargo de gerente de Marketing Execução em Londrina, Paraná. Bruno Provedel Fernandes assumiu a mesma função em Primavera do Leste, Mato Grosso.
Júlia ingressou na Syngenta em junho de 2022 como assistente técnica de vendas, por meio da Unicampo, em Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Em agosto de 2023, passou a atuar em Field Marketing Agrícola, em Londrina. Permaneceu na posição até agosto de 2026.
Antes da Syngenta, trabalhou como agente geradora de demanda na ICL América do Sul. Também realizou estágio na Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial.
Júlia possui formação em Agronomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Sertão.
Fernandes atua na Syngenta desde 2016. Iniciou a trajetória como estagiário de Inteligência de Mercado em Londrina. Depois, ocupou posições na área de Acesso ao Mercado, entre elas analista júnior, analista sênior, coordenador e coordenador sênior para o Brasil.
Antes da nova função, trabalhou como coordenador sênior de Acesso ao Mercado Brasil entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026. Fernandes possui graduação em Economia pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduação em Negócios e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.
Sustentabilidade
Recuperação judicial não é a doença, mas a defesa do produtor

O Congresso Nacional retoma suas atividades após o recesso em um momento decisivo para o país. A pauta é extensa, reúne medidas provisórias, vetos presidenciais, questões fiscais e temas ligados ao crescimento da economia.
Mas, para quem vive e trabalha no campo, existe uma urgência que dificilmente pode esperar: a deterioração das condições financeiras de milhares de produtores rurais.
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A realidade chegou às porteiras
Nos últimos meses, cresceu de forma expressiva o número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio. À primeira vista, esse movimento pode transmitir a ideia de desorganização financeira ou de incapacidade de gestão. Na prática, porém, revela um cenário muito mais complexo.
Em grande parte dos casos, a recuperação judicial não significa a intenção de deixar de pagar dívidas. Ela representa a tentativa de preservar a atividade, reorganizar compromissos financeiros, manter empregos e impedir que um patrimônio construído ao longo de décadas seja perdido por causa de uma conjuntura econômica extremamente adversa.
Nenhum produtor entra em recuperação judicial por conveniência. Essa costuma ser a decisão tomada quando praticamente todas as alternativas já foram esgotadas.
A conta deixou de fechar
O produtor rural administra uma atividade em que os principais fatores de risco escapam ao seu controle.
O clima continua imprevisível. Os custos de produção permanecem elevados. O crédito ficou mais caro. As taxas de juros seguem em níveis que comprimem a capacidade de investimento. Em muitos casos, os preços das commodities perderam força justamente quando o custo financeiro aumentou.
O resultado é conhecido: a margem desaparece.
Quando a renda diminui e o custo do dinheiro sobe, sobra pouco espaço para honrar financiamentos, investir na próxima safra e manter a atividade em condições sustentáveis.
O Congresso tem uma oportunidade
Com o retorno dos parlamentares aos trabalhos, seria importante que parte desse esforço estivesse voltada para medidas que fortaleçam a produção, ampliem o acesso ao crédito, aperfeiçoem os mecanismos de renegociação de dívidas e ofereçam maior segurança jurídica ao setor.
O agronegócio não pede privilégios. Pede condições para continuar produzindo, investindo, gerando empregos e sustentando uma parcela significativa da economia brasileira.
A recuperação judicial não pode ser analisada apenas sob o aspecto jurídico. Ela é consequência de um ambiente econômico que se tornou cada vez mais difícil para quem produz.
É preciso tratar a causa, não apenas o efeito
É natural que bancos, cooperativas, fornecedores e demais credores acompanhem com preocupação o aumento das recuperações judiciais. Todos fazem parte da mesma cadeia produtiva e todos sofrem os impactos dessa realidade.
Mas limitar o debate ao crescimento desses processos é olhar apenas para a consequência.
A pergunta que o país precisa responder é outra: por que um número cada vez maior de produtores chegou ao ponto de recorrer à recuperação judicial para continuar trabalhando?
Enquanto essa resposta não orientar as decisões econômicas, continuaremos discutindo os efeitos sem enfrentar as verdadeiras causas.
O Brasil precisa de um ambiente que estimule a produção, reduza o custo do capital, fortaleça a segurança jurídica e permita ao produtor atravessar períodos de adversidade sem comprometer a continuidade do seu negócio.
A recuperação judicial não é a doença do agronegócio brasileiro.
Ela é, cada vez mais, o último instrumento de defesa de quem deseja continuar produzindo, honrar seus compromissos e preservar uma atividade que responde por parcela expressiva da geração de riqueza, das exportações e da segurança alimentar do país.
Se o Congresso Nacional pretende, de fato, contribuir para o crescimento do Brasil, precisa compreender que preservar a capacidade produtiva do campo não interessa apenas ao produtor. É uma decisão estratégica para toda a economia brasileira.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
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