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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Tripes em soja: Danos, controle e recomendações de manejo – MAIS SOJA

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Embora sejam consideradas pragas secundárias da cultura da soja, os tripes podem causar perdas significativas, especialmente sob condições ambientais adequadas ao desenvolvimento da praga. Os danos à produtividade variam de acordo com a espécie, densidade populacional da praga e período em que infestam a soja. Estudos indicam que as perdas de produtividade em função da ocorrência de tripes em soja variam em 10% a 25%, podendo resultar em perdas de produtividade de até 10 sacas por hectare. Dentre as principais espécies de expressão econômica, destacam-se a espécie Frankliniella occidentalis, a Frankliniella schultzei e a Caliothrips phaseoli (Zanattan; Nunes; Madaloz, 2023).

Além de causar danos diretos em função da alimentação (figura 1), os tripes são responsáveis pela transmissão do vírus que causa a doença “queima-do-broto” pode resultar em sérios prejuízos à soja (Sosá-Gómez et al., 2023). Além dos danos característicos  nas folhas da soja, um estudo conduzido por Neves et al.  (2022) demonstrou que os tripes também são capazes de reduzir estruturas fisiológicas da planta importantes para a formação dos grãos, mais especificamente, as flores.

Figura 1. Danos característicos de tripes em soja.

De acordo com os autores, há uma relação significativa entre densidade de tripes e a redução do número de flores de soja, demonstrando que, para cada 2,44 tripes por amostra, perde-se 1% de flores de soja por abortamento (amostra compostas por bandeja de 40x25x3cm, totalizando 0,1 m²).

Figura 2.  Regressão linear das perdas de rendimento (%) em função da densidade de tripes em plantas de soja na fase reprodutiva. Cada círculo representa os dados de uma das 80 repetições.
Adaptado: Neves et al. (2022)

Tendo em vista o impacto dos tripes tanto na fase vegetativa quando reprodutiva da soja, o controle eficaz dessas pragas é determinante para a manutenção do potencial produtivo da cultura, especialmente quando as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento desses insetos (condições de baixas precipitações e/ou períodos de estiagem).

Baseado nas recomendações técnicas para a cultura da soja, recomenda-se que o controle químicos de tripes seja realizado  ao atingir o nível de infestação de aproximadamente 20 tripes por folíolo. No entanto, em função do curto ciclo de vida desses insetos, o controle efetivo da praga é extremamente difícil tornando necessário realizar reaplicações de inseticidas.

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Produtos com ação translaminar, como clorfenapir, são os mais indicados para o controle de tripes. Ao serem aplicados na superfície superior das folhas, esses inseticidas são capazes de translocar para o lado inferior, onde ninfas e adultos estão localizados em maior número (Pozebon, 2022). Sobretudo, visando um controle eficiente dos tripes, deve-se dar preferência por inseticidas de maior performance, rotacionando mecanismos de ação, a fim de reduzir o risco de selecionar indivíduos resistentes.

Avaliando a variação geográfica e suscetibilidade de espécies de tripes a diferentes inseticidas Warpechowski et al. (2023) observaram que, no geral, as populações de F. schultzei e C. phaseoli foram suscetíveis e apresentaram baixa variação na suscetibilidade a espinetoram, metomil, espinetoram + metoxifenozida e profenofos + cipermetrina.

Com base nos resultados obtidos, os autores também constataram que, C. phaseoli foi mais suscetível a acefato, clorfenapir e abamectina do que F. schultzei. Em contraste, populações de ambas as espécies apresentaram reduzida suscetibilidade a abamectina, imidacloprido, lambda-cialotrina, lambda-cialotrina + sulfoxaflor e bifentrina + carbosulfano.

Sendo assim, os resultados observados por Warpechowski et al. (2023) demonstram que as espécies de tripes F. schultzei e C. phaseoli, apresentam variação geográfica e interespecífica na suscetibilidade a inseticidas, sendo que, ambas as espécies apresentaram suscetibilidade a espinetoram, metomil, espinetoram + metoxifenozida e profenofos + cipermetrina (figura 3 e figura 4).

Figura 3. Mortalidade conjunta de populações de F. schultzei e C. phaseoli expostas ao campo concentração de campo de inseticidas de modo de ação único. Barras (± SE) com as mesmas letras minúsculas letras minúsculas dentro de cada mistura e aquelas com as mesmas letras maiúsculas dentro de cada espécie não são significativamente diferentes.
Fonte: Warpechowski et al. (2023)
Figura 4. Mortalidade conjunta de populações de F. schultzei e C. phaseoli expostas ao campo concentração de campo de misturas de inseticidas pré-formuladas. Barras (± SE) com as mesmas letras minúsculas letras minúsculas dentro de cada mistura e aquelas com as mesmas letras maiúsculas dentro de cada espécie não são significativamente diferentes.
Fonte: Warpechowski et al. (2023)

Logo, assim como a eficiência dos inseticidas deve ser observada para o posicionamento desses defensivos no controle químico dos tripes, as espécies da praga também devem ser levadas em consideração, uma vez que há variação quando a suscetibilidade a inseticidas e distribuição geográfica das populações de tripes.

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Referências:

POZEBON, H. O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE TRIPES EM SOJA: Mais Soja, 2022. Disponível em: < https://maissoja.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-tripes-em-soja/#:~:text=Os%20tripes%20s%C3%A3o%20insetos%20raspadores,phaseoli%20(tripes%2Dcarij%C3%B3). >, acesso em: 05/01/2025.

SOSA-GÓMEZ, D. R. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE INSETOS E OUTROS INVERTEBRADOS NA CULTURA DA SOJA. Embrapa Soja, Documentos, n. 269, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1152855 >, acesso em: 05/01/2026.

WARPECHOWSKI, L. F. et al. WHY DOES IDENTIFICATION MATTER? THRIPS SPECIES (Thysanoptera: Thripidae) FOUND IN SOYBEAN IN SOUTHERN BRAZIL SHOW HIGH LEVELS OF GEOGRAPHICAL AND INTERSPECIFIC VARIATION IN SUSCEPTIBILITY TO INSECTICIDES. UFSM, Dissertação de Mestrado, 2023. Disponível em: < https://repositorio.ufsm.br/handle/1/31045 >, acesso em: 05/01/2026.

ZANATTA, F.; NUNES, M.; MADALOZ, J. OCORRENCIA DE TRIPES NAS CULTURAS DE SOJA E MILHO. PIONNER AGRONOMIA, CROP FOCUS, 2023. Disponível em: < https://www.pioneer.com/content/dam/dpagco/pioneer/la/br/pt/files/Crop_focus_ocorrncia_de_tripes_em_soja_e_milho.pdf >, acesso em: 05/01/2026.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027 – MAIS SOJA

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As expectativas de uma safra volumosa de soja em 2026/27 têm pressionado os preços para embarque no próximo ano. Segundo o Cepea, a paridade de exportação para 2027 atingiu, na última semana, o menor patamar desde agosto, em meio às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil e dos Estados Unidos.

De acordo com pesquisadores do Cepea, boa parte dos consumidores esteve resistente a fechar negócios envolvendo grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, em geral, esses agentes estão abastecidos para o curto e o médio prazos e têm feito aquisições pontuais. A estratégia é concentrar as compras na entrada da nova safra brasileira, quando são esperados preços menores – expectativa respaldada pela curva de preços para o próximo ano.

Segundo representantes de indústrias brasileiras consultados pelo Cepea, a menor demanda pela matéria-prima também está atrelada à redução no volume de vendas de farelo e de óleo de soja nos últimos dias. No caso do farelo, parte dos consumidores intensificou as aquisições em setembro, formando estoques, o que reduziu expressivamente as negociações no spot nacional.

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Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Ferrugem asiática ameaça lavouras de soja; SP instala coletores para detectar fungo antes dos primeiros sintomas

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A ferrugem asiática é uma das principais preocupações fitossanitárias da cultura da soja, e o monitoramento antecipado pode ser decisivo para o controle da doença. Em São Paulo, a Defesa Agropecuária iniciou uma nova etapa de ações para identificar a presença do fungo causador da doença antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas nas lavouras, com a instalação de coletores de esporos.

A iniciativa começou durante o II Seminário do Vazio Sanitário da Soja, realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, na divisão regional de Ourinhos. O evento reuniu engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários de 16 departamentos regionais e marcou o início de uma nova fase do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária (PEVF), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Nesta primeira etapa, serão instalados 21 coletores nas principais regiões produtoras do estado. Os três primeiros equipamentos foram instalados durante o seminário e permitirão auxiliar na identificação de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática.

Segundo Jucileia Irian dos Santos Wagatsuma, engenheira agrônoma e responsável pelo PEVF, a expectativa é ampliar gradualmente a rede de monitoramento para alcançar todo o território paulista.

A identificação antecipada do fungo pode ajudar os produtores a planejar melhor as medidas de manejo, além de contribuir para a redução de custos e do uso de defensivos agrícolas. O objetivo é permitir decisões mais precisas, antes que os sintomas da doença se manifestem nas plantas.

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Capacitação e manejo da doença

O seminário também teve como objetivo capacitar os servidores estaduais sobre as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A pesquisadora Claudine Dinali Santos Seixas, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conduziu uma apresentação sobre as características do fungo, as condições favoráveis ao desenvolvimento da doença e as estratégias de manejo. A atividade incluiu uma etapa prática em laboratório, na qual os participantes puderam observar e identificar sinais da ferrugem asiática.

Cadastro das áreas de soja é obrigatório

Outro tema discutido durante o encontro foi o cadastro anual obrigatório das áreas produtoras de soja em São Paulo. Na safra 2025/26, o percentual de propriedades cadastradas chegou a 43%, e a Defesa Agropecuária busca ampliar essa participação.

Conforme a Resolução SAA 87/2024, os produtores devem cadastrar as áreas de cultivo em até 15 dias após o término do calendário de semeadura. O procedimento pode ser realizado pelo celular, por meio do sistema Survey123, ou presencialmente em uma unidade da Defesa Agropecuária.

A ampliação do cadastro e a instalação dos coletores fazem parte das estratégias para fortalecer a vigilância fitossanitária no estado. Com o monitoramento da presença do fungo e o planejamento das medidas de controle, a iniciativa busca contribuir para o manejo da doença e para a eficiência da produção de soja.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Oferta elevada e queda nos preços externos pressionam cotações – MAIS SOJA

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Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, pressionados pela elevada disponibilidade do cereal. Segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais, somada à desvalorização do dólar, também tem reduzido a paridade de exportação e contribuído para as baixas no mercado interno.

De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores seguem cautelosos nas novas negociações, observando o ritmo da semeadura, que, apesar do elevado volume de chuvas, vem ocorrendo de forma satisfatória, mantendo as boas previsões de oferta nos próximos meses. Do lado vendedor, produtores têm se mostrado mais flexíveis na comercialização, com receio de novas desvalorizações e/ou para formar caixa.

Assim como no mercado interno, os preços nos portos recuaram, mas de forma mais intensa, pressionados pelas quedas das cotações futuras e do dólar na última semana, conforme apontamento do Cepea.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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