Sustentabilidade
BioCAZ focará em bioinsumos e vai comercializar defensivos biológicos e inoculantes – MAIS SOJA

Os irmãos empresários e produtores rurais Bruno e Bernardo Melgaço Vaz, com propriedades em Minas Gerais e Mato Grosso focadas em milho, soja e gado, cresceram ouvindo um conselho do pai e fundador do Grupo Cazanga, o Sr. Plácido: “se vocês, algum dia construírem uma fábrica, façam direito, façam bem feito”.
Esse ensinamento faz parte do DNA do Grupo Cazanga, reconhecido no mercado por sua solidez e por investir no agronegócio brasileiro.
Fundado em 1978, o Grupo segue rigorosos protocolos de segurança para a extração e beneficiamento de calcário, atendendo a diversos segmentos, como calcário corretivo de solo, nutrição animal, indústrias de vidro, cerâmicas, siderurgias e construção civil.
Ao longo de sua história, o Grupo Cazanga estreitou, por conta de suas atividades, o relacionamento com os produtores rurais e já atendeu há mais de 8.000 agricultores.
Esse relacionamento, somado à necessidade frequente de inovação e ao fato de serem produtores e entenderem as reais necessidades do campo, contribuiu para Bruno e Bernardo, que utilizam produtos biológicos há mais de 04 anos em suas propriedades em Minas Gerais e Mato Grosso, investirem fortemente para criar uma nova empresa do Grupo: a BioCAZ, uma indústria que focará em bioinsumos e vai comercializar defensivos biológicos e inoculantes.
No momento, as duas fábricas (uma multiplicadora de microorganimos à base de bactérias; e outra à base de fungos) estão em construção, na cidade de Arcos (MG), com previsão de inauguração em dezembro de 2025 e início de produção em janeiro de 2026. As unidades têm rigorosos protocolos de segurança e qualidade, o que garante a produção de produtos livres de contaminação.
A BioCAZ terá em seu portfólio produtos de Biotecnologia, desenvolvidos com bactérias e fungos, que ajudam no combate a pragas e doenças, como cigarrinhas, mofo-branco e nematoides, e também incrementam a produtividade de diversos cultivos, como soja, milho, cana-de-açúcar, café, algodão e feijão, entre outros. A empresa atenderá produtores rurais, revendas e cooperativas, além de produzir soluções para outras indústrias do setor.
No total, o Grupo Cazanga está investindo, desde 2023, R$ 80 milhões para a criação da BioCAZ. Os valores estão sendo direcionados para infraestrutura das duas unidades multiplicadoras de microorganimos a base de bactérias e fungos, análise de mercado, pesquisa de produto, atualização de portfólio, ampliação e qualificação da equipe e consolidação de programa para facilitar a aquisição dos produtos fabricados pela empresa.
A BioCAZ já tem parcerias estabelecidas com renomadas instituições e empresas, tais como Embrapa Agrobiologia, Ideelab, Superação, BioScale, Instituto Biológico, Araucária, Vigna Brasil, Symbiomics, USP/Esalq, ANPII Bio, Cazanga Empreendimentos e Cálcario Cazanga.
Próximos Desafios – Para liderar os próximos passos da companhia, a BioCAZ acaba de anunciar Márcio Oshiro como Diretor Executivo. Formado em Engenharia de Produção pela USP São Carlos, com MBA em Experiência do Cliente pela Oxford College of Marketing, Oshiro já trabalhou em grandes empresas do agronegócio, como Vittia e ICL, onde exerceu cargos estratégicos.
De acordo com o Diretor Executivo, três pontos contribuíram para ele aceitar o desafio: projeto robusto e bem assessorado por consultores reconhecidos pela alta capacidade; oportunidade de tornar a BioCAZ uma empresa de alto impacto para o agronegócio; e confiabilidade e valores do Grupo Cazanga, que tem grande comprometimento com os clientes.
“Nosso propósito é gerar prosperidade a toda cadeia do agronegócio. Para isso, proporcionamos crédito a produtores e parceiros, segundo políticas bem estabelecidas, para que eles consigam ter acesso a nossos produtos”, explica Oshiro.
“Além disso, oferecemos suporte técnico, garantindo alta segurança, compatibilidade e facilidade na aplicação; contamos com produtos para suavizar impactos climáticos negativos a partir de soluções de stress hídrico, solubilização de nutrientes e desestressores; e possuímos profissionais altamente capacitados com grande foco no cliente para entender suas necessidades, oferecer suporte adequado e indicar as melhores soluções”, finaliza o Diretor Executivo.
Mais sobre a BioCAZ
A BioCAZ foi projetada e construída para ser um padrão de referência no setor, entregando a máxima eficiência operacional e qualidade.
Trata-se de uma construção modular com isolamento termoacústico para garantir o rigor máximo das Boas Práticas de Fabricação (BPF). O princípio BPF rege cada detalhe, desde o controle dos fluxos de materiais e pessoas até o sofisticado tratamento do ar em toda a planta.
A empresa mantem um sistema rigoroso com filtros de alta retenção de partículas e circuitos individualizados, que asseguram a manutenção ideal de temperatura, umidade e pressão para cada ambiente produtivo.
Com uma capacidade produtiva que ultrapassará 4 milhões de litros anuais, a unidade fabril da BioCAZ opera com automação completa, refletindo o mais alto nível tecnológico do setor farmacêutico nacional.
A integração da tecnologia é fundamental para garantir não apenas segurança e qualidade, mas também sustentabilidade. A empresa conta com sistemas automáticos de limpeza e esterilização em biorreatores e envasadoras, os quais são regidos por protocolos de validação rigorosos, atendendo as indicações da ANVISA e garantindo um setup rápido e altamente eficiente.
A qualidade é verificada em cada etapa do processo em laboratórios dedicados, que incluem áreas específicas para preparo, esterilização de materiais e condução de análises físico-químicas e microbiológicas.
Cada lote produzido passa por uma bateria de testes com o máximo rigor regulatório. Há um espaço exclusivo para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que está integrado à unidade, garantindo inovação e suporte científico para o desenvolvimento e aprimoramento das tecnologias.
Fonte: Assessoria de Imprensa BioCAZ
Sustentabilidade
Soja: Tratamento de sementes com fungicidas é crucial para reduzir a incidência de doenças no estabelecimento da lavoura – MAIS SOJA

O bom estabelecimento da lavoura de soja é fundamental para a obtenção de boas produtividades. Além da influência de fatores associados a plantabilidade da cultura, o estabelecimento da soja pode ser influenciado por uma série de fatores bióticos e abióticos, a exemplo das condições climáticas e ambientais, bem como a ocorrência de pragas e patógenos que podem afetar o desenvolvimento das plantas.
Nesse contexto, medidas como o tratamento de semente com fungicidas específicos exercem um papel central na proteção inicial da lavoura. O tratamento de sementes de soja com fungicidas visa erradicar ou reduzir aos níveis mais baixos possíveis os fungos nas sementes, além de protegê-las dos patógenos presentes no solo, em diferentes condições de semeadura (Utiamada et al., 2025).
Dentre os principais patógenos que podem acometer a soja nas fases iniciais de desenvolvimento, destacam-se fungos dos gêneros Diaporthe, Cercospora e Fusarium, além das espécies Colletotrichum truncatum, Corynespora cassiicola, Sclerotinia sclerotiorum, Rhizoctonia solani e Macrophomina phaseolina. A ocorrência desses patógenos pode provocar lesões e danos aos tecidos vegetais, comprometer o estabelecimento das plântulas e, em casos mais severos, causar a morte das plantas, reduzindo o estande da lavoura e o potencial produtivo da cultura.
Figura 1. Fusarium spp. em plantas de soja.
Nesse contexto, o tratamento de sementes com fungicidas eficazes constitui uma importante estratégia para a proteção inicial da soja. O correto posicionamento desses produtos, considerando seu espectro de ação e sua eficácia contra os patógenos-alvo, é fundamental para favorecer o estabelecimento da lavoura e preservar o potencial produtivo, especialmente em safras cujas condições ambientais favorecem a sobrevivência, a disseminação e o desenvolvimento desses agentes fitopatogênicos.
Resultados sumarizados dos experimentos cooperativos da safra 2024/2025 demonstram a eficiência de alguns dos principais fungicidas utilizados no controle de fungos de sementes e de solo, contribuindo para um melhor posicionamento desses produtos no campo. Conforme destacado por Utiamada et al. (2025), todos os fungicidas avaliados (tabela 1) apresentaram menor incidência de Fusarium spp. em relação à testemunha inoculada, sendo que o maior controle foi verificado com fludioxonil + metalaxil M + tiabendazol (T3 – 89%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 88%).
Tabela 1. Fungicidas utilizados nos experimentos de tratamento de sementes de soja (nome comercial e ingrediente ativo), doses do produto comercial (p.c.), do ingrediente ativo (i.a.), volume de calda (mL/100 kg de sementes) e empresa fabricante, safra 2024/2025.

Tabela 2. Incidência de Fusarium spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha inoculada, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.

Já para (Diaporthe spp.), patógeno frequentemente associado a anomalia da vagem e podridão da haste, todos os fungicidas analisados proporcionaram controles superiores a 90%, variando de 91% a 93%. Para o controle de Colletotrichum truncatum, os melhore resultados foram obtidos com o uso de tiofanato metílico + fluazinam (92%), entretanto, os autores destacam que todos os tratamentos proporcionaram controle superior a 80%.
No controle de Cercospora spp., os maiores controles foram verificados com os tratamentos tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 71%), metominostrobina + fluazinam (T7 – 70%), tiofanato metílico + clorotalonil (T5 – 69%) e fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 62%) (Utiamada et al., 2025), enquanto que para o controle de Macrophomina phaseolina, os melhores resultados no controle desse patógeno presente nas sementes foram obtidos pelos fungicidas metominostrobina + fluazinam (T7 – 91%), fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 90%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 90%).
Tabela 3. Incidência de Cercospora spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.

Vale destacar que, independentemente do patógeno avaliado, os resultados apresentados por Utiamada et al. (2025) demonstram que o tratamento de sementes de soja com fungicidas contribuiu para reduzir a incidência de doenças nas plantas tratadas. Esses resultados reforçam a importância dessa prática para a proteção sanitária inicial da cultura, favorecendo o estabelecimento das plantas e contribuindo para a manutenção do estande e do potencial produtivo da lavoura.
Confira a Circular Técnica completa com os resultados da eficiência do tratamento de sementes de soja com fungicidas, no controle dos principais fungos de sementes e de solo, safra 2024/2025, clicando aqui!

Referências:
UTIAMADA, C. M. et al. EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES DE SOJA COM FUNGICIDAS, NO CONTROLE DOS PRINCIPAIS FUNGOS DE SEMENTES E DE SOLO, SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 223. 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1183594/1/Circ-Tec-223.pdf >, acesso em: 26/10/2026.

Sustentabilidade
Novembro vai ser calorão ou o frio vai permanecer? Veja onde as temperaturas vão subir no Brasil

A previsão para os próximos dias indica contrastes entre frio, calor e chuva no Brasil. Enquanto uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas em parte do país, áreas do Norte devem enfrentar calor intenso, com máximas próximas de 40 °C. A chegada de uma frente fria também favorece a ocorrência de pancadas de chuva, temporais e rajadas de vento em diferentes regiões.
No Centro-Oeste e em áreas do Matopiba, a chuva pode contribuir para a reposição da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras de soja. Apesar disso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, especialmente no Brasil Central durante o início de novembro.
Massa de ar polar no Sul
A atuação de uma massa de ar polar atípica deve manter o frio em boa parte da Região Sul nos próximos dias. Nesta terça-feira (27), a Serra Gaúcha e áreas de Santa Catarina ficam sob risco de geada. Na Baixada, as temperaturas mínimas podem chegar a 10 °C, mas sem risco de formação do fenômeno.
O cenário, porém, deve mudar ao longo da semana. Entre quarta e quinta-feira, as temperaturas máximas podem superar os 28 °C nos três estados da região.
Além da variação térmica, a previsão aponta uma semana marcada por umidade e chuvas passageiras. Na primeira semana de novembro, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no sul do Rio Grande do Sul. Já na segunda semana do mês, a chuva volumosa também pode atingir o norte gaúcho e o norte do Paraná, com acumulados próximos de 100 milímetros.
Sudeste e Centro-Oeste
A influência do ar frio também deve ser sentida em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no sul de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas podem ficar abaixo dos 15 °C.
Em contrapartida, o início de novembro deve ser marcado por calor e chuva irregular em áreas do Brasil Central. Em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e no oeste da Bahia, os acumulados podem chegar a 50 milímetros em pontos da região.
Na Zona da Mata mineira, a previsão indica volumes de aproximadamente 40 milímetros.
O tempo no Norte e Nordeste
O calor deve ganhar força nos próximos cinco dias em áreas do Norte e do Nordeste. Em Santarém, no Pará, e no norte do Piauí, as temperaturas podem atingir 40 °C.
Ao mesmo tempo, a passagem de uma frente fria deve favorecer a ocorrência de chuva no Nordeste e no Centro-Oeste. Nesta terça-feira, há possibilidade de temporais, rajadas de vento e até queda de granizo em áreas atingidas pelas instabilidades.
No Matopiba, em Mato Grosso e no sul do Pará, as precipitações podem ajudar a recompor a umidade do solo e favorecer o avanço do plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras de soja.
Sustentabilidade
SOJA/CEPEA: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027 – MAIS SOJA

As expectativas de uma safra volumosa de soja em 2026/27 têm pressionado os preços para embarque no próximo ano. Segundo o Cepea, a paridade de exportação para 2027 atingiu, na última semana, o menor patamar desde agosto, em meio às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil e dos Estados Unidos.
De acordo com pesquisadores do Cepea, boa parte dos consumidores esteve resistente a fechar negócios envolvendo grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.
Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, em geral, esses agentes estão abastecidos para o curto e o médio prazos e têm feito aquisições pontuais. A estratégia é concentrar as compras na entrada da nova safra brasileira, quando são esperados preços menores – expectativa respaldada pela curva de preços para o próximo ano.
Segundo representantes de indústrias brasileiras consultados pelo Cepea, a menor demanda pela matéria-prima também está atrelada à redução no volume de vendas de farelo e de óleo de soja nos últimos dias. No caso do farelo, parte dos consumidores intensificou as aquisições em setembro, formando estoques, o que reduziu expressivamente as negociações no spot nacional.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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