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25 de agosto de 2026

Sustentabilidade

BioCAZ focará em bioinsumos e vai comercializar defensivos biológicos e inoculantes – MAIS SOJA

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Os irmãos empresários e produtores rurais Bruno e Bernardo Melgaço Vaz, com propriedades em Minas Gerais e Mato Grosso focadas em milho, soja e gado, cresceram ouvindo um conselho do pai e fundador do Grupo Cazanga, o Sr. Plácido: “se vocês, algum dia construírem uma fábrica, façam direito, façam bem feito”.

Esse ensinamento faz parte do DNA do Grupo Cazanga, reconhecido no mercado por sua solidez e por investir no agronegócio brasileiro.

Fundado em 1978, o Grupo segue rigorosos protocolos de segurança para a extração e beneficiamento de calcário, atendendo a diversos segmentos, como calcário corretivo de solo, nutrição animal, indústrias de vidro, cerâmicas, siderurgias e construção civil.

Ao longo de sua história, o Grupo Cazanga estreitou, por conta de suas atividades, o relacionamento com os produtores rurais e já atendeu há mais de 8.000 agricultores.

Esse relacionamento, somado à necessidade frequente de inovação e ao fato de serem produtores e entenderem as reais necessidades do campo, contribuiu para Bruno e Bernardo, que utilizam produtos biológicos há mais de 04 anos em suas propriedades em Minas Gerais e Mato Grosso, investirem fortemente para criar uma nova empresa do Grupo: a BioCAZ, uma indústria que focará em bioinsumos e vai comercializar defensivos biológicos e inoculantes.

No momento, as duas fábricas (uma multiplicadora de microorganimos à base de bactérias; e outra à base de fungos) estão em construção, na cidade de Arcos (MG), com previsão de inauguração em dezembro de 2025 e início de produção em janeiro de 2026. As unidades têm rigorosos protocolos de segurança e qualidade, o que garante a produção de produtos livres de contaminação.

A BioCAZ terá em seu portfólio produtos de Biotecnologia, desenvolvidos com bactérias e fungos, que ajudam no combate a pragas e doenças, como cigarrinhas, mofo-branco e nematoides, e também incrementam a produtividade de diversos cultivos, como soja, milho, cana-de-açúcar, café, algodão e feijão, entre outros. A empresa atenderá produtores rurais, revendas e cooperativas, além de produzir soluções para outras indústrias do setor.

No total, o Grupo Cazanga está investindo, desde 2023, R$ 80 milhões para a criação da BioCAZ. Os valores estão sendo direcionados para infraestrutura das duas unidades multiplicadoras de microorganimos a base de bactérias e fungos, análise de mercado, pesquisa de produto, atualização de portfólio, ampliação e qualificação da equipe e consolidação de programa para facilitar a aquisição dos produtos fabricados pela empresa.

A BioCAZ já tem parcerias estabelecidas com renomadas instituições e empresas, tais como Embrapa Agrobiologia, Ideelab, Superação, BioScale, Instituto Biológico, Araucária, Vigna Brasil, Symbiomics, USP/Esalq, ANPII Bio, Cazanga Empreendimentos e Cálcario Cazanga.

Próximos Desafios – Para liderar os próximos passos da companhia, a BioCAZ acaba de anunciar Márcio Oshiro como Diretor Executivo. Formado em Engenharia de Produção pela USP São Carlos, com MBA em Experiência do Cliente pela Oxford College of Marketing, Oshiro já trabalhou em grandes empresas do agronegócio, como Vittia e ICL, onde exerceu cargos estratégicos.

De acordo com o Diretor Executivo, três pontos contribuíram para ele aceitar o desafio: projeto robusto e bem assessorado por consultores reconhecidos pela alta capacidade; oportunidade de tornar a BioCAZ uma empresa de alto impacto para o agronegócio; e confiabilidade e valores do Grupo Cazanga, que tem grande comprometimento com os clientes.

“Nosso propósito é gerar prosperidade a toda cadeia do agronegócio. Para isso, proporcionamos crédito a produtores e parceiros, segundo políticas bem estabelecidas, para que eles consigam ter acesso a nossos produtos”, explica Oshiro.

“Além disso, oferecemos suporte técnico, garantindo alta segurança, compatibilidade e facilidade na aplicação; contamos com produtos para suavizar impactos climáticos negativos a partir de soluções de stress hídrico, solubilização de nutrientes e desestressores; e possuímos profissionais altamente capacitados com grande foco no cliente para entender suas necessidades, oferecer suporte adequado e indicar as melhores soluções”, finaliza o Diretor Executivo.

Mais sobre a BioCAZ

A BioCAZ foi projetada e construída para ser um padrão de referência no setor, entregando a máxima eficiência operacional e qualidade.

Trata-se de uma construção modular com isolamento termoacústico para garantir o rigor máximo das Boas Práticas de Fabricação (BPF). O princípio BPF rege cada detalhe, desde o controle dos fluxos de materiais e pessoas até o sofisticado tratamento do ar em toda a planta.

A empresa mantem um sistema rigoroso com filtros de alta retenção de partículas e circuitos individualizados, que asseguram a manutenção ideal de temperatura, umidade e pressão para cada ambiente produtivo.

Com uma capacidade produtiva que ultrapassará 4 milhões de litros anuais, a unidade fabril da BioCAZ opera com automação completa, refletindo o mais alto nível tecnológico do setor farmacêutico nacional.

A integração da tecnologia é fundamental para garantir não apenas segurança e qualidade, mas também sustentabilidade. A empresa conta com sistemas automáticos de limpeza e esterilização em biorreatores e envasadoras, os quais são regidos por protocolos de validação rigorosos, atendendo as indicações da ANVISA e garantindo um setup rápido e altamente eficiente.

A qualidade é verificada em cada etapa do processo em laboratórios dedicados, que incluem áreas específicas para preparo, esterilização de materiais e condução de análises físico-químicas e microbiológicas.

Cada lote produzido passa por uma bateria de testes com o máximo rigor regulatório. Há um espaço exclusivo para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), que está integrado à unidade, garantindo inovação e suporte científico para o desenvolvimento e aprimoramento das tecnologias.

Fonte: Assessoria de Imprensa BioCAZ



 

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Sustentabilidade

Bioestimulantes auxiliam no estabelecimento da soja? – MAIS SOJA

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O número de plantas por área constitui um dos principais componentes da produtividade da soja. Nesse contexto, o estabelecimento adequado da lavoura, caracterizado por uma população de plantas compatível com o ambiente e distribuída de forma uniforme, é fundamental para o alcance de elevadas produtividades. Para isso, atributos fisiológicos das sementes, especialmente germinação e vigor, desempenham papel central, uma vez que determinam, em grande parte, a capacidade de estabe0lecimento do estande e a uniformidade inicial da cultura.

Considerando a importância desses atributos, a utilização de sementes com elevados índices de germinação e vigor representa uma das estratégias mais seguras para garantir o adequado estabelecimento da soja. Entretanto, em algumas situações, sementes salvas ou submetidas a períodos prolongados de armazenamento podem apresentar redução da qualidade fisiológica, comprometendo a germinação, a emergência e, consequentemente, a obtenção da população de plantas desejada no campo.

Além da qualidade das sementes, condições climáticas e ambientais adversas exercem forte influência sobre os processos de germinação e emergência das plântulas. Temperaturas inadequadas, excesso ou déficit hídrico, compactação do solo e outras condições desfavoráveis podem reduzir a velocidade e a uniformidade da emergência, resultando em estandes desuniformes e maior dificuldade para alcançar o potencial produtivo da lavoura.

Nesse contexto, o uso de bioinsumos com propriedades bioestimulantes tem ganhado espaço como uma estratégia complementar para favorecer o estabelecimento da cultura, especialmente em ambientes sujeitos a condições adversas. Esses produtos podem atuar sobre processos fisiológicos relacionados à germinação, emergência e desenvolvimento inicial das plantas, contribuindo para maior uniformidade e melhor estabelecimento do estande.

Tradicionalmente, os bioestimulantes são empregados principalmente via aplicação foliar, sobretudo após a ocorrência de estresses ambientais ou climáticos, com o objetivo de estimular a recuperação das plantas e reduzir os impactos negativos dessas condições. Entretanto, pesquisas recentes têm buscado ampliar sua utilização, avaliando a associação de determinados bioestimulantes ao tratamento de sementes e ao processo de estabelecimento inicial da soja. Essa abordagem busca explorar seus potenciais efeitos benéficos desde as primeiras etapas do desenvolvimento da cultura, período determinante para a formação de uma lavoura uniforme e produtiva.

Conforme observado por Elsenbach et al. (2017), o emprego de um bioestimulante composto por cinetina, ácido giberélico e ácido indolbutírico no tratamento de sementes, contribui para o incremento de comprimento da parte aérea de plântulas de soja tratadas com esse bioestimulante, além de contribuir para a melhoria de características fisiológicas das plântulas e sementes.

Resultados em sementes de baixo vigor

Os resultados do uso de substâncias bioestimulantes no tratamento de sementes são ainda superiores em lotes com menor qualidade. Ao avaliar a emergência e o crescimento inicial das plântulas de soja em resposta à aplicação de doses de um biopotencializador (Crop Evo®) a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total (C), nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), cobalto (Co), ferro (Fe), cobre (Cu), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e zinco (Zn), Machado et al. (2026) observaram que, em lotes com baixo vigor (abaixo de 75), a substancia adicionada no tratamento de sementes surtiu efeitos benéficos que contribuíram para um melhor estabelecimento das plantas. Já nos lotes de alto vigor (acima de 90%), esses efeitos não foram expressivos.

De acordo com Machado et al. (2026) a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo vigor foi influenciada significativamente pelas doses de biopotencializador aplicadas no tratamento das sementes. No entanto, a aplicação de doses de biopotencializador não influenciou significativamente a porcentagem de emergência e a velocidade de emergência das plântulas de soja oriundas de sementes de alto vigor.

Para as sementes de baixo vigor, a máxima porcentagem de emergência (91,2%) e o maior índice de velocidade de emergência das plântulas de soja (14,3 plântulas dia–1) foram obtidos, respectivamente, com a utilização de 11,9 e 11,7 mL kg–1 de biopotencializador no tratamento das sementes (Figuras 1A e 1B). Para as sementes de alto vigor, a porcentagem média de emergência das plântulas de soja foi de 94,4%, ao passo que o valor médio do índice de velocidade de emergência foi de 14,7 plântulas dia–1 (Machado et al., 2026).

Figura 1. Efeito das doses do biopotencializador Crop Evo® aplicadas no tratamento das sementes sobre a porcentagem de emergência (A) e índice de velocidade de emergência (B) das plântulas de soja oriundas de sementes de baixo e alto nível de vigor. DMS: diferença mínima significativa.
Crop Evo® = bioinsumo a base de extrato de algas e aminoácidos constituído de carbono orgânico total, nitrogênio, enxofre, boro, cobalto, ferro, cobre, manganês, molibdênio e zinco.
Fonte: Machado et al. (2026)

Estes resultados reforçam os efeitos benéficos e a aptidão dos bioinsumos bioestimulantes na tratamento de sementes da soja, principalmente sobre a emergência das plântulas de soja oriundas das sementes de baixo vigor, contribuindo para um melhor estabelecimento da soja. Vale destacar que para lotes de alta germinação e vigor, o estudo conduzido por Machado et al. (2026) não encontrou resultados significativos em função da adição de bioestimulantes no tratamento de sementes.

Confira o estudo completo de Machado e colaboradores (2026) clicando aqui!


Veja mais: Uso de Ascophyllum nodosum (L.) em soja



Referências:

ELSENBACH, H. et al. EFEITO DO BIOESTIMULANTE NO DESENVOLVIMENTO DE PLÂNTULAS DE SOJA. Anais do 9º SALÃO INTERNACIONAL DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – SIEPE, Universidade Federal do Pampa, 2017. Disponível em: < https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/14414/seer_14414.pdf >, acesso em: 24/08/2026.

MACHADO, A. F. et al. CRESCIMENTO INICIAL DE PLANTAS DE SOJA COM A APLICAÇÃO DE BIOPOTENCIALIZADOR EM SEMENTES DE BAIXO E ALTO VIGOR. Trends in Agricultural and Environmental Sciences, 2026. Disponível em: < https://editorapantanal.com.br/journal/index.php/taes/pt_BR/article/view/40 >, acesso em: 24/08/2026.

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Sustentabilidade

Inspeções de soja para exportação nos EUA sobem 43% na semana, aponta USDA

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O volume de soja inspecionado para exportação nos portos dos Estados Unidos somou 420.895 toneladas na semana encerrada em 20 de agosto, alta de 43% ante a semana anterior. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (24) pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mesmo período, as inspeções de milho e trigo recuaram na comparação semanal.

Segundo o USDA, o milho alcançou 1,296 milhão de toneladas inspecionadas para exportação, queda de 33,3% em relação à semana anterior. No trigo, o volume foi de 425.668 toneladas, recuo de 17,2% no mesmo intervalo.

Na comparação com igual semana do ano passado, os embarques de soja avançaram 6,92%, saindo de 393.654 toneladas para 420.895 toneladas. O milho recuou 3,16%, de 1.338.532 toneladas para 1.296.271 toneladas. Já o trigo caiu 59,3%, de 1.047.092 toneladas para 425.668 toneladas.

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No acumulado do ano comercial, o milho registra 82.281.525 toneladas inspecionadas, volume 25,5% superior ao observado em igual período do ciclo anterior, de 65.559.108 toneladas. A soja soma 40.482.275 toneladas, 17,9% abaixo das 49.318.778 toneladas verificadas no ano-safra anterior.

Para o trigo, o acumulado chega a 4.336.899 toneladas, ante 5.866.384 toneladas no ciclo anterior, o que representa retração de 26,1%.

O relatório semanal de inspeção dos embarques considera os volumes de grãos inspecionados no ano-safra iniciado em 1º de junho de 2026 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja.

Na semana encerrada em 20 de agosto, o relatório do USDA mostrou avanço nas inspeções de soja para exportação nos Estados Unidos e recuo nos volumes de milho e trigo, enquanto o acumulado do ano comercial segue acima do ciclo anterior para milho e abaixo para soja e trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Demanda firme leva Indicadores aos maiores patamares desde abril/23 – MAIS SOJA

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As cotações da soja registraram alta expressiva no mercado brasileiro nos últimos dias, impulsionadas pela maior procura, tanto doméstica quanto externa, e pela retração de vendedores. O movimento levou os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná aos maiores patamares nominais diários desde abril de 2023.

De acordo com o Centro de Pesquisas, a demanda externa segue aquecida, sobretudo da China. No mercado doméstico, indústrias brasileiras vêm intensificando as aquisições para recompor e garantir os estoques. Ao mesmo tempo, vendedores estão mais retraídos, o que limita a disponibilidade de lotes no mercado spot.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que a cautela dos vendedores está relacionada às incertezas quanto à oferta global da safra 2026/27, especialmente diante dos possíveis impactos do El Niño.

Ainda de acordo com o Cepea, esse cenário também impulsionou os preços externos, reforçando as altas no mercado brasileiro.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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