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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Controle da lagarta-do-cartucho – MAIS SOJA

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A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) é uma das principais pragas que acometem a cultura do milho, causando perdas expressivas de produtividade. Dependendo da infestação e período de ocorrência no milho, a praga pode causar peras de produtividade de até 60% (Rossato et al., 2020).

Normalmente, a maior incidência da lagarta-do-cartucho em milho varia de V3 a R4. Mesmo que a adoção da biotecnologia Bt tenha possibilitado um melhor controle da lagarta-do-cartucho, medidas pontuais de controle ainda são necessárias para um manejo efetivo de elevadas infestações.

Figura 1. Danos de Spodoptera frugiperda em fases iniciais do desenvolvimento do milho.

Nesse contexto, mesmo com a biotecnologia Bt, a adoção de estratégias de  manejo que possibilitem um controle efetivo das lagartas e a preservação da eficácia das biotecnológias voltadas ao controle da Spodoptera é determinante para o sucesso do manejo e sustentabilidade do sistema de produção a longo prazo.

Nível de controle  

Visando suprir as necessidades supracitadas, é essencial posicionar adequadamente inseticidas quanto a eficiência e momento de controle, seguindo as orientações técnicas quanto ao nível de ação/controle (tabela 1). Para a cultura do milho, o nível de controle da lagarta-do-cartucho orienta que as aplicações de inseticidas sejam realizadas somente quando atingir 20% das plantas raspadas, o que corresponde aos níveis 3 e 4 da escala Davis (Davis et al., 1992). Para um controle mais efetivo e considerando-se o ganho em produtividade, a partir de 10% das plantas com nota 3 já se recomenda o controle (Oliveira et al., 2024).

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Tabela 1. Níveis de ação para o controle de Spodoptera frugiperda em milho.
Fonte: IRAC-BR (2024)

Nesta escala de nível 3, nas folhas do cartucho das plantas são observadas pequenas lesões circulares e algumas pequenas lesões alongadas (formato de retângulo), lesões de até 1,3 cm de comprimento (Oliveira et al., 2024).

Figura 2. Representação esquemática da escala Davis, para avaliação de dano causado pela lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, ao milho. Notas de 0 (sem dano) a 9 (cartucho completamente destruído).
Fonte: Oliveira et al. (2024)

Veja mais: Milho safrinha – qual a eficácia de inseticidas para controle de Spodoptera frugiperda?


Referências:

IRAC-BR. NÍVEL DE AÇÃO PARA CONTROLE DE Spodoptera frugiperda EM MILHO. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas: Brasil, 2024. Disponível em: < https://www.irac-br.org/single-post/nivel-de-acao-para-controle-de-spodoptera-frugiperda-em-milho?utm_campaign=dc23a62d-3d13-416b-9409-165f5eff7d73&utm_source=so&utm_medium=mail&cid=14a5097b-2130-4036-bbbb-999450b17d1b >, acesso em: 24/12/2025.

OLIVEIRA, I. R. et al. MONITORAMENTO E MANEJO DE PRAGAS NA FASE AGRÍCOLA DO SISTEMA INTEGRAÇÃO LAVOURA-PACUÁRIA. Embrapa, Quinze anos de integração lavoura-pecuária e dez anos de integração lavoura-pecuária-floresta na Embrapa Milho e Sorgo. Cap. 8., 2024. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1167572 >, acesso em: 24/12/2025.

ROSSATO, A. C. et al. MANEJO INTEGRADO DA LAGARTA-DO-CARTUCHO EM MILHO. Revista Cultivar, Grandes Culturas, ed. 205, 2020. Disponível em: < https://revistacultivar.com.br/artigos/manejo-integrado-da-lagarta-do-cartucho-em-milho >, acesso em: 24/12/2025.

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Sustentabilidade

Ferrugem asiática ameaça lavouras de soja; SP instala coletores para detectar fungo antes dos primeiros sintomas

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A ferrugem asiática é uma das principais preocupações fitossanitárias da cultura da soja, e o monitoramento antecipado pode ser decisivo para o controle da doença. Em São Paulo, a Defesa Agropecuária iniciou uma nova etapa de ações para identificar a presença do fungo causador da doença antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas nas lavouras, com a instalação de coletores de esporos.

A iniciativa começou durante o II Seminário do Vazio Sanitário da Soja, realizado entre os dias 20 e 22 de outubro, na divisão regional de Ourinhos. O evento reuniu engenheiros agrônomos e técnicos agropecuários de 16 departamentos regionais e marcou o início de uma nova fase do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária (PEVF), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Nesta primeira etapa, serão instalados 21 coletores nas principais regiões produtoras do estado. Os três primeiros equipamentos foram instalados durante o seminário e permitirão auxiliar na identificação de esporos do fungo Phakopsora pachyrhizi, responsável pela ferrugem asiática.

Segundo Jucileia Irian dos Santos Wagatsuma, engenheira agrônoma e responsável pelo PEVF, a expectativa é ampliar gradualmente a rede de monitoramento para alcançar todo o território paulista.

A identificação antecipada do fungo pode ajudar os produtores a planejar melhor as medidas de manejo, além de contribuir para a redução de custos e do uso de defensivos agrícolas. O objetivo é permitir decisões mais precisas, antes que os sintomas da doença se manifestem nas plantas.

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Capacitação e manejo da doença

O seminário também teve como objetivo capacitar os servidores estaduais sobre as ações do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A pesquisadora Claudine Dinali Santos Seixas, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), conduziu uma apresentação sobre as características do fungo, as condições favoráveis ao desenvolvimento da doença e as estratégias de manejo. A atividade incluiu uma etapa prática em laboratório, na qual os participantes puderam observar e identificar sinais da ferrugem asiática.

Cadastro das áreas de soja é obrigatório

Outro tema discutido durante o encontro foi o cadastro anual obrigatório das áreas produtoras de soja em São Paulo. Na safra 2025/26, o percentual de propriedades cadastradas chegou a 43%, e a Defesa Agropecuária busca ampliar essa participação.

Conforme a Resolução SAA 87/2024, os produtores devem cadastrar as áreas de cultivo em até 15 dias após o término do calendário de semeadura. O procedimento pode ser realizado pelo celular, por meio do sistema Survey123, ou presencialmente em uma unidade da Defesa Agropecuária.

A ampliação do cadastro e a instalação dos coletores fazem parte das estratégias para fortalecer a vigilância fitossanitária no estado. Com o monitoramento da presença do fungo e o planejamento das medidas de controle, a iniciativa busca contribuir para o manejo da doença e para a eficiência da produção de soja.

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Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Oferta elevada e queda nos preços externos pressionam cotações – MAIS SOJA

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Os preços do milho seguem em queda no mercado brasileiro, pressionados pela elevada disponibilidade do cereal. Segundo o Cepea, a retração das cotações internacionais, somada à desvalorização do dólar, também tem reduzido a paridade de exportação e contribuído para as baixas no mercado interno.

De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores seguem cautelosos nas novas negociações, observando o ritmo da semeadura, que, apesar do elevado volume de chuvas, vem ocorrendo de forma satisfatória, mantendo as boas previsões de oferta nos próximos meses. Do lado vendedor, produtores têm se mostrado mais flexíveis na comercialização, com receio de novas desvalorizações e/ou para formar caixa.

Assim como no mercado interno, os preços nos portos recuaram, mas de forma mais intensa, pressionados pelas quedas das cotações futuras e do dólar na última semana, conforme apontamento do Cepea.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Setor de fertilizantes projeta recuperação em 2027 em meio a cenário desafiador – MAIS SOJA

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Após registrar o recorde histórico de 49,1 milhões de toneladas entregues em 2025, o mercado brasileiro de fertilizantes enfrenta um cenário adverso em 2026, com uma retração estimada entre 10% e 15%. No entanto, as projeções sinalizam uma recuperação para 2027, quando o volume de entregas deve atingir 47,5 milhões de toneladas. Os dados e análises foram apresentados durante o 20º Simpósio Sindiadubos NPK 2026, na última quinta-feira (22), em Curitiba (PR). O maior evento presencial do setor de fertilizantes reuniu público recorde de 1,2 mil participantes de mais de 350 empresas do Brasil e do exterior.

Na abertura do evento, o presidente do Sindicato das Indústrias de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR), Aluisio Schwartz Teixeira, destacou as incertezas que marcaram o período recente. Segundo ele, o setor vivenciou flutuações atípicas de preços e forte pressão geopolítica internacional, agravadas por gargalos econômicos e regulatórios no ambiente doméstico. “Tivemos um ano extremamente difícil. Temos uma máxima no setor que um ano nunca é igual ao outro, mas este foi inacreditável. O gráfico de preços parecia um eletrocardiograma”, avaliou Teixeira.

O executivo apontou ainda que as guerras, sanções comerciais e restrições de navegação afetaram o fornecimento, enquanto internamente a alta taxa de juros, custos de frete e mudanças na tributação estadual e federal pressionaram as margens do produtor rural, reduzindo sua capacidade de investimento e compra de insumos. Apesar das turbulências e da disparada dos preços dos produtos, ele citou que 2026 trouxe uma lição importante para o setor: “não faltou adubo e não vai faltar”. Segundo o presidente do Sindiadubos-PR, quando a conta está apertada ou não fecha, o agricultor diminui ou deixa de usar fertilizantes, por isso a expectativa é de redução de 10% a 15% nas entregas este ano.

Menos nutrientes

Em sua palestra no Simpósio Sindiadubos NPK 2026, o engenheiro agrônomo Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, estimou que as entregas de fertilizantes fechem o ano em 43,6 milhões de toneladas, o que corresponderia a uma queda de 11% em relação ao volume contabilizado em 2025. “Mas as projeções são atualizadas a cada mês, então esse percentual ainda pode ser maior”, salientou. De acordo com o especialista, a retração foi puxada pela cautela do produtor diante do custo total de produção e da perda de poder de compra.

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Souza mostrou que o recuo na aplicação de nutrientes nas lavouras afetou todas as principais categorias de fertilizantes em 2026. “Em 2021, a média de P2O5 (pentóxido de fósforo) aplicada foi de 72,6 quilos. Neste ano, tivemos o menor nível da série histórica, mesmo com aumento de área e de produtividade: 45,2 quilos”, comparou, complementando que isso significa que o produtor usou 20 a 25% menos de fósforo. Conforme o analista, também houve perdas em nitrogênio (-21%), ureia (-20%) e sulfato de amônia (18%), no acumulado de janeiro a setembro.

Desafios e oportunidades

Em meio a tantos desafios, as entidades de classe setoriais e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) trabalham juntas em busca de soluções para uma extensa pauta de reivindicações. O presidente do Sindiadubos-PR ressaltou a necessidade de repactuação das dívidas rurais (para estancar a “sangria” e fazer o agronegócio voltar a crescer), redução da taxa de juros (que se reflete no crescente número de recuperações judiciais), revisão da tabela de frete mínimo (que encareceu o custo do transporte), regulamentação da reforma tributária (já que, em alguns estados, a tributação de ICMS e PIS/Cofins sobre os fertilizantes chega a 8%), e avanços no seguro agrícola (mais abrangente e que os produtores consigam pagar).

Apesar do momento de retração, a análise da Agrinvest aponta alavancas sólidas para a retomada do mercado a partir de 2027, com novas demandas que apresentam potencial para aquecer o setor de fertilizantes. “Temos um cenário de incertezas no curto prazo, mas há vetores claros de crescimento para os próximos anos. O volume de milho destinado à produção de etanol tem uma perspectiva excelente, assim como a expansão de culturas alternativas, como o sorgo, e o fortalecimento do ciclo da soja”, sinalizou Souza. Com a perspectiva de adequação da oferta e estabilização dos custos de produção, a expectativa do setor é de readequação do consumo, garantindo o suporte nutricional necessário para o aumento da produtividade da agricultura brasileira nas próximas safras.

Sobre o Sindiadubos-PR

Criado em 1987, o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR) representa e promove os direitos da indústria de adubos e corretivos agrícolas no estado, oferecendo assessoria jurídica, técnica e trabalhista, além de divulgar informações e dados de mercado sobre fertilizantes e adubos minerais. O Sindiadubos-PR é filiado à Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), em cujo centro de eventos promove anualmente o Simpósio NPK, maior evento nacional presencial do setor de fertilizantes. Mais informações, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa

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