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Resistência do caruru a herbicidas coloca em risco lavouras de soja, milho e algodão

O avanço do caruru nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre produtores de soja, milho e algodão. A planta daninha se destaca pela alta capacidade de reprodução, rápida disseminação e, principalmente, pela resistência a diferentes defensivos agrícolas, o que dificulta o controle e eleva os custos de manejo.
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Em algumas regiões do país, a infestação já provoca impactos diretos na produtividade. Segundo o pesquisador Leandro Paiola, o caruru faz parte do grupo das amarantáceas e hoje é considerado uma das plantas daninhas mais desafiadoras nos sistemas produtivos, não apenas no Brasil, mas também em outros países.
“Hoje nós podemos afirmar que o caruru é a principal espécie ou o principal conjunto de espécies daninhas nos Estados Unidos”, afirma Paiola.
No Brasil, a preocupação cresce devido às resistências já diagnosticadas há anos, especialmente a herbicidas inibidores da ALS.
Segundo Paiola, recentemente, também foram confirmados casos de resistência aos inibidores da EPSP sintase, como o glifosato, o que torna o manejo ainda mais complexo, sobretudo em aplicações de pós-emergência em culturas como soja, milho e algodão.
A resistência do caruru a vários tipos de herbicidas tem agravado o problema. Segundo o pesquisador, basta uma única planta por m² para gerar perdas, principalmente no milho.
De acordo com o pesquisador, mesmo uma baixa infestação pode causar prejuízos significativos. “Pensando na cultura do milho, nós podemos ter percentuais de perdas com apenas uma planta por m² na média da área, que oscila entre 8 e 12% no rendimento do milho”, explica.
Manejo adequado
Para evitar que o caruru comprometa as culturas como soja, milho e algodão, o manejo precisa começar antes do plantio, reduzindo a pressão da planta daninha na lavoura.
A principal orientação do pesquisador é reduzir a pressão da planta daninha logo no início do ciclo, evitando que ela se estabeleça na lavoura e produza sementes. O uso de herbicidas em pré-emergência é apontado como estratégia fundamental.
Além de controlar o caruru ainda no início do desenvolvimento, os produtos pré-emergentes ajudam a reduzir o banco de sementes no solo e dão vantagem competitiva às culturas. Isso permite que soja, milho ou algodão se desenvolvam por mais tempo em ambiente limpo, aumentando a eficiência das aplicações em pós-emergência, quando necessárias.
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Embrapa participa da São Paulo Innovation Week com programação técnica e vitrine de tecnologias

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participará da primeira edição da São Paulo Innovation Week, entre terça-feira (13) e quinta-feira (15), no Mercado Livre Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. A estatal será parceira institucional do evento, integrará a programação técnica da trilha de agronegócios e manterá um estande para apresentar tecnologias voltadas à inovação no campo.
Segundo a Embrapa, a trilha de agronegócios abordará temas como agricultura digital, bioenergia, cooperativismo, sustentabilidade, segurança alimentar, comunicação do agro e inovação. No primeiro dia, a presidente da empresa, Silvia Massruhá, participará do painel “O ecossistema que está reinventando o agro tropical”. O debate também contará com Marcos Jank, coordenador do Insper Agro Global, e Alexandre Stephan, da SP Ventures.
Ainda na terça-feira (13), o pesquisador e chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Embrapa, Daniel Trento, será palestrante no painel “Do solo ao token: Como o digital está impactando o agro”. A proposta é detalhar como a empresa vem atuando com startups e iniciativas de inovação aberta.
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No estande, a Embrapa apresentará soluções ligadas à agricultura digital e à gestão de risco. Entre elas estão o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), o portal AgroAPI, o sistema de monitoramento agrometeorológico Agritempo e a plataforma de rastreabilidade Embrapa Trace, que está em fase final de validação. Também serão exibidos bioinsumos, como o Hydratus, indicado como mitigador de estresse hídrico.
Outro destaque será o Radar Agtech Brasil, levantamento anual sobre o ecossistema de inovação do agro. De acordo com a empresa, a edição para América Latina e Caribe será lançada em junho. A Rede de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), parceria público-privada da qual a Embrapa faz parte, também estará no espaço com demonstrações em realidade virtual.
Fonte: embrapa.br
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Com recorde na produção de milho, armazéns operam com capacidade máxima no Acre

A produção de milho tem avançado de forma significativa no Acre e fortalecido a cadeia produtiva em municípios do interior.
Em Plácido de Castro e Acrelândia, as unidades da Companhia de Armazéns Gerais e Entrepostos do Acre (Cageacre) operam com capacidade máxima, impulsionadas pelo aumento do volume de grãos recebidos para limpeza, secagem e ensacamento.
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Na safra 24/25, a produção do grão registrou crescimento de 10,6%, passando de 126,3 mil para 139,7 mil toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O resultado é atribuído à ampliação da área plantada, ao aumento da produtividade por hectare e ao apoio do governo do estado.
Além disso, as condições favoráveis de solo e clima da região também têm contribuído para o avanço da produção. Para a safra 25/26, a expectativa é de um crescimento ainda maior, reforçando os impactos positivos das políticas públicas e do suporte oferecido aos produtores rurais, especialmente aos agricultores familiares.
“É sempre muito gratificante chegar ao interior e ouvir dos próprios produtores que o nosso trabalho está dando certo. A agropecuária gera renda, movimenta a economia e garante mais qualidade de vida às famílias do campo, especialmente aos agricultores familiares”, afirmou a governadora, Mailza Assis.
Variedades
Somente em Plácido de Castro, cerca de 180 produtores ligados à agricultura familiar levam diferentes variedades de milho para o armazém da Cageacre. Além deles, produtores de lavoura em maior escala também utilizam o serviço, já que, após todo o processo, o grão sai pronto para comercialização.
Entre o início de abril e os primeiros dias de maio, foram registrados 17.919 volumes de milho beneficiados na unidade de Plácido de Castro, totalizando 895,95 toneladas do grão. Os números reforçam a efetividade da atuação do estado, garantindo mais agilidade no processamento da produção e retorno mais rápido para as famílias.
Impacto em outras cadeias
O avanço da produção de milho no Acre também tem impactado diretamente outras cadeias produtivas do estado. A partir do grão, são produzidas rações utilizadas na criação de suínos, peixes, aves e ovinos. Com maior oferta de milho beneficiado, os custos tendem a diminuir, incentivando o crescimento de diferentes segmentos da pecuária local.
Em 2025, o armazém da Cageacre em Acrelândia enviou cerca de 50 mil sacos de milho para municípios do Vale do Juruá. O volume demonstra o desenvolvimento do comércio interno, reduzindo a dependência de produtos vindos de outros estados.
Produção e sustentabilidade lado a lado
O Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) tem intensificado as ações de ordenamento e licenciamento ambiental voltadas às atividades agrícolas no estado. Segundo dados da Divisão de Uso do Solo da autarquia, somente em 2025 já foram licenciados 17.876 hectares destinados ao cultivo de milho e soja em diferentes cidades acreanas.
Os municípios de Capixaba e Plácido de Castro concentram as maiores áreas licenciadas para o cultivo. O avanço do plantio ocorre com base em critérios técnicos e ambientais, garantindo que o aumento da produção aconteça de forma regularizada e em conformidade com a legislação.
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Canetas emagrecedoras: o impacto no frango e na demanda por grãos

O número de usuários de canetas emagrecedoras no mundo pode ultrapassar os 100 milhões até 2030, segundo relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio. Esse resultado deve-se à quebra de patentes de marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, fazendo com que os preços caiam exponencialmente e o consumo aumente.
Com a demanda crescente, aumenta também a preocupação com a possível redução do consumo de alimentos, uma vez que esse tipo de medicamento diminui o apetite de quem usa. Embora essa seja a lógica imediata, o estudo indica o oposto para o setor de grãos e para o consumo de proteína animal, com destaque para a carne de frango e os ovos.
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Em um contexto em que o consumidor procura saciedade prolongada, as chamadas “proteínas magras” tendem a ser impactadas com maior intensidade. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de carne de frango podem ter um incremento de 12% a 15% no médio prazo.
Mudança na dieta e no comportamento
Em relatório lançado em abril deste ano, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já indica uma mudança estrutural no perfil do consumo global de proteínas.
O setor de ovos, por exemplo, atingiu a produção recorde de 62,3 bilhões de unidades em 2025. Segundo a ABPA, esse crescimento decorre da desmistificação do produto, que agora se consolida como essencial e saudável para o consumidor.
Em relação à carne de frango, a entidade aponta que o consumo per capita se manteve elevado no ano passado, com 46,7 kg por habitante.
Oportunidades estratégicas para o Brasil
Diante desse cenário, surgem oportunidades estratégicas para o setor exportador de grãos. Isso porque o aumento do consumo dessas proteínas eleva a demanda por ração, que é composta majoritariamente por milho e farelo de soja, com cerca de 60% e 25%, respectivamente.
As projeções da consultoria indicam que em um cenário otimista de 5 a 7 anos, a demanda para uso em ração pode crescer até 10% para o cereal e 12% para o derivado da soja.
Além dos impactos nos embarques brasileiros, outro ponto destacado no relatório é a ascensão dos Smart Foods — alimentos formulados para maximizar a saciedade e a densidade nutricional. Com isso, abrem-se oportunidades para frigoríficos investirem nesse mercado.
Por outro lado, não são todos os setores que deverão ser beneficiados. Para ultraprocessados, carboidratos e açúcares, a perspectiva é de queda significativa no consumo, o que indica uma virada nos hábitos alimentares que irá demandar cada vez mais resiliência e mudança nas estratégias.
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