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5 de julho de 2026

Business

Inpasa anuncia R$ 3,48 bi em investimentos em Rondonópolis e Nova Mutum

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Foto: Inpasa

A Inpasa confirmou um investimento de R$ 2,77 bilhões para a construção de uma biorrefinaria de etanol de milho em Rondonópolis, no sudeste de Mato Grosso. O projeto faz parte de um pacote mais amplo, que soma R$ 3,48 bilhões no estado e inclui também a ampliação da unidade de Nova Mutum.

A nova planta será instalada às margens da BR-163, e tem início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2027. A unidade será a 10ª da companhia e a terceira em Mato Grosso, ampliando a presença da Inpasa em um dos principais pólos agroenergéticos do país.

Durante a fase de construção, a estimativa é de geração de até 2,5 mil empregos diretos e indiretos. Na etapa operacional, a biorrefinaria deverá manter cerca de 400 empregos fixos, segundo dados apresentados pela empresa.

Além da nova planta em Rondonópolis, a Inpasa anunciou a ampliação da biorrefinaria de Nova Mutum, com investimento de R$ 704 milhões. A expansão vai acrescentar um milhão de toneladas de grãos à capacidade anual da unidade, que passará a processar três milhões de toneladas por ano.

Foto: Assessoria Inpasa

Expansão e estratégia da empresa

Com capacidade anual para processar dois milhões de toneladas de grãos, a biorrefinaria de Rondonópolis deverá produzir cerca de um bilhão de litros de etanol por ano. O projeto também prevê a fabricação de 490 mil toneladas de DDGS, coproduto utilizado na nutrição animal, além de 47 mil toneladas de óleo vegetal e 345 mil GWh de energia elétrica.

Com a ampliação em Nova Mutum, a produção de etanol chegará a 1,4 bilhão de litros anuais, além de um incremento de 183 mil toneladas de DDGS. A conclusão das obras está prevista para o final de 2026, com geração estimada de cerca de 800 empregos durante a execução.

“Estamos avançando em um dos maiores ciclos de expansão da história da Inpasa. A nova unidade em Rondonópolis e a expansão em Nova Mutum fortalecem nossa estratégia de integrar agricultura, energia e indústria, ampliando a oferta de biocombustíveis e coprodutos de alto valor agregado”, destacou Éder Odvar Lopes, presidente da Inpasa.

Rondonópolis. Foto: Gabinete de Comunicação/Prefeitura de Rondonópolis
Foto: Gabinete de Comunicação/Prefeitura de Rondonópolis

Repercussão local e impacto econômico

O anúncio do investimento também repercutiu em Rondonópolis. A Prefeitura confirmou que o empreendimento já protocolou pedido de instalação e de licença prévia junto ao órgão ambiental.

Ao comentar o projeto, o prefeito Cláudio Ferreira classificou o investimento como o maior já anunciado no município. “Nós estamos aqui para receber e apoiar os empresários sérios”, afirmou.

Segundo ele, o volume de recursos envolvidos representa uma mudança de patamar para a economia local, um novo momento vivido por Rondonópolis, sendo uma virada de chave no desenvolvimento econômico e social da cidade. “Essa usina vai gerar muitos empregos e otimizar a cadeia produtiva de carne e o setor de serviços. É uma grande conquista!”, completou.

Antes do anúncio atual, a Inpasa havia divulgado, no final de agosto, uma parceria com a Amaggi para a construção de uma usina de etanol de milho em Rondonópolis, com aporte estimado em R$ 2,5 bilhões. Posteriormente, as duas empresas decidiram encerrar a tratativa da joint venture e a Inpasa optou em seguir com atuação própria no município.

Com a nova biorrefinaria, a empresa reforça sua estratégia de expansão no Brasil. Fundada em 2006, a Inpasa iniciou as atividades no Paraguai e hoje opera unidades em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranhão, além de plantas em construção na Bahia e em Goiás, com inaugurações previstas entre 2026 e 2027.


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Mercado do boi gordo recua em junho com ajuste da demanda e menor ritmo dos frigoríficos

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Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo encerrou junho em forte movimento de correção, com queda nas cotações da arroba em praticamente todas as principais regiões produtoras do Brasil. Segundo a Safras & Mercado, o cenário foi influenciado pelo ajuste da indústria frigorífica diante da redução temporária das compras chinesas, principal destino da carne bovina brasileira.

De acordo com o analista Fernando Iglesias, os frigoríficos reduziram a capacidade de abate e passaram a anunciar férias coletivas em diversas unidades para adequar a produção ao menor ritmo das exportações previsto para o terceiro trimestre.

O primeiro semestre também foi marcado por intensa volatilidade no mercado do boi gordo. As constantes mudanças relacionadas à salvaguarda chinesa provocaram oscilações nos preços, levando as indústrias a reagirem rapidamente às informações do mercado. Diante desse cenário, a recomendação é que os pecuaristas utilizem ferramentas de proteção de preços para reduzir riscos.

Entre as praças pecuárias, São Paulo registrou arroba a R$ 335, queda de 5,63% em relação ao fim de maio. Em Goiânia (GO), o preço recuou para R$ 320 (-3,03%). Em Uberaba (MG), a arroba caiu para R$ 315 (-3,08%). Já em Dourados (MS), a retração foi de 8,57%, com a arroba cotada a R$ 320. Em Cuiabá (MT), o preço caiu 7,04%, para R$ 330, enquanto em Vilhena (RO) a arroba encerrou o mês em R$ 320, baixa de 4,48%.

Atacado

Segundo Iglesias, o mercado atacadista também registrou queda nas cotações ao longo de junho, mesmo durante o período da Copa do Mundo, quando tradicionalmente há expectativa de maior consumo. O desempenho foi limitado pela menor competitividade da carne bovina frente às proteínas concorrentes, principalmente a carne de frango, que seguiu mais atrativa ao consumidor.

No fechamento do mês, o quarto dianteiro foi negociado a R$ 21,00 por quilo, recuo de 2,33% em relação aos R$ 21,50 registrados no fim de maio. Já os cortes do traseiro bovino encerraram junho cotados a R$ 25,50 por quilo, queda de 5,56% frente aos R$ 27,00 praticados no mês anterior.

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Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica, aponta estudo

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Foto: Embrapa

Um estudo conduzido pela Embrapa Meio Ambiente (SP) e instituições parceiras mostra que o manejo de abelhas nativas sem ferrão pode elevar em até 67% a produção de frutos do café arábica. Publicada na revista científica Frontiers in Bee Science, a pesquisa destaca o potencial da polinização manejada como estratégia para aumentar a produtividade e fortalecer a sustentabilidade da cafeicultura.

O trabalho avaliou o efeito da polinização suplementar realizada por Scaptotrigona depilis, conhecida como abelha mandaguari. O aumento de até 67% na produção de frutos em ramos localizados próximos às colônias reforça a eficiência da mandaguari como polinizadora do café, inclusive em cultivares autocompatíveis, isto é, variedades capazes de se autopolinizar.

Para medir esse efeito, os pesquisadores instalaram colônias em fazendas convencionais, na densidade aproximada de dez colônias por hectare, antes do início da florada. A produção foi comparada entre ramos próximos às colônias e ramos mais distantes, o que permitiu associar o ganho de rendimento à atividade das abelhas.

Saúde das colônias

Além do efeito sobre a produtividade, os pesquisadores investigaram se o uso de inseticidas neonicotinoides poderia afetar a saúde das colônias. O foco foi o tiametoxam, utilizado em safras anteriores em áreas convencionais. Durante o acompanhamento, os pesquisadores monitoraram indicadores como produção de cria, mortalidade de crias e atividade de coleta de alimentos e materiais usados na construção das estruturas internas de seus ninhos.

As avaliações ocorreram em diferentes momentos: uma semana antes da florada; uma semana logo depois da florada; e cerca de 45, 75 e 105 dias após retirada do talhão de café.

A equipe também mediu resíduos do inseticida e de seu metabólito, a clotianidina, em materiais coletados em campo, como folhas de café, néctar e pólen. A detecção confirmou que o uso de neonicotinoides deixou resíduos nos recursos florais acessíveis aos polinizadores.

Apesar disso, não foram observados impactos estatisticamente significativos sobre os parâmetros avaliados nas colônias. Indicadores como produção e mortalidade de crias não apresentaram diferenças relevantes entre colônias instaladas em áreas convencionais e aquelas mantidas em propriedades orgânicas após o período de exposição.

A atividade de coleta mostrou variações iniciais entre os sistemas, mas essas diferenças diminuíram ao longo do monitoramento.

produção de café
Foto: Embrapa

Polinização e manejo fitossanitário

Os autores destacam duas implicações centrais para a cafeicultura. A primeira é que abelhas sem ferrão podem atuar como polinizadoras eficazes do café arábica, com potencial para elevar a produtividade mesmo em cultivares autocompatíveis, variedades capazes de se fecundar pelo próprio pólen, sem depender obrigatoriamente de outra cultivar compatível.

A segunda é que, nas condições avaliadas, o uso de defensivos dentro das recomendações técnicas não gerou danos mensuráveis às colônias, indicando que é possível conciliar a proteção das lavouras com a preservação dos polinizadores.

Conforme a primeira autora do estudo, a bióloga Jenifer Ramos, que atuou como bolsista de estímulo à inovação na Embrapa Meio Ambiente, os resultados reforçam a importância de integrar biodiversidade e produção agrícola.

“O estudo demonstra que o uso de abelhas nativas manejadas pode gerar ganhos expressivos de produtividade, ao mesmo tempo em que contribui para a conservação dos polinizadores e para o fortalecimento de sistemas agrícolas mais sustentáveis. Trata-se de uma solução baseada na natureza com grande potencial de aplicação na cafeicultura brasileira”, afirma.

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Muito além do futebol: como o agro entra em campo para viabilizar a Copa do Mundo

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Da tecnologia do gramado à cerveja da torcida, o agronegócio atua como o motor invisível por trás do maior torneio do planeta

Antes de a bola rolar e o árbitro apitar o início da partida, o agronegócio já garantiu sua escalação como titular na Copa do Mundo. Frequentemente associado apenas às grandes exportações de commodities, o setor opera de forma estratégica e silenciosa no esporte.

Essa presença começa no elemento mais sagrado do espetáculo: o gramado dos estádios. A entrega de tapetes verdes impecáveis e resistentes exige biotecnologia e manejo avançado de solo, frutos diretos da pesquisa científica agrícola.

Fora das quatro linhas, a cadeia do agro dita o ritmo das arquibancadas, fornecendo toda a estrutura de alimentação do evento. O setor entrega desde os ingredientes para os lanches rápidos consumidos pelo público até a matéria-prima essencial da cerveja que acompanha a comemoração da torcida.

Da infraestrutura ao consumo, fica claro que o futebol e a força do campo jogam no mesmo time. Essa conexão surpreendente foi tema de um vídeo publicado pelo Canal Rural no Instagram, que detalha como a produção rural viabiliza a experiência de atletas e torcedores.

Confira:

A Copa do Mundo de 2026 teve início em 11 de junho, nos Estados Unidos. O país é um dos antitriões desta edição junto de México e Canadá. A final ocorre em 19 de julho, no estádio de Nova Jersey/Nova York.

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