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7 de maio de 2026

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Calor extremo e falta de chuva travam o plantio de soja e milho e acendem alerta no RS

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Foto: Unsplash/reprodução

A falta de chuvas segue comprometendo o avanço das lavouras de verão no Rio Grande do Sul. De acordo com a Emater, já são três semanas sem precipitações nas principais regiões produtoras, o que travou totalmente o plantio do milho nesta semana. A semeadura permanece em 89% da área estimada, sem evolução.

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A entidade alerta que a onda de calor intensificou a evapotranspiração e reduziu a umidade do solo, provocando estresse hídrico em lavouras de todas as fases, sobretudo nas áreas em estádio reprodutivo, que representam 60% do total. Nessas regiões, já são observadas perdas no potencial produtivo e na qualidade, variando conforme condições de solo, clima e genética utilizada.

A soja também enfrenta dificuldades para avançar. A forte restrição hídrica limita o ritmo dos trabalhos, e o plantio chega a 76% da área prevista.

Arroz

Em sentido oposto, o clima seco favoreceu o andamento do arroz. A Emater informa que a semeadura está próxima do encerramento, restando cerca de 5% da área a ser concluída, impulsionada pelos dias ensolarados e pela boa disponibilidade hídrica nos sistemas de irrigação.

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Colheita de trigo 

Já a colheita de trigo 2025 entra na reta final no Estado, com apenas 1% da área restante. A cultura ocupa 1.154.284 hectares, e a produção estimada é de 3.437.785 toneladas, segundo a Emater.

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Moto furtada em Cuiabá é localizada pela Guarda Municipal em Várzea Grande

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Crônicas Policiais

Veículo estava estacionado em frente a comércio no Jardim Potiguar; GM utilizou monitoramento e patrulha ostensiva

A Guarda Municipal de Várzea Grande recuperou, na noite desta terça-feira (5), uma motocicleta Honda Bros que havia sido furtada no dia 12 de abril, em Cuiabá. O veículo foi localizado durante patrulhamento na região do bairro Jardim Potiguar, nas proximidades do Zero KM.Os GM’s identificaram a motocicleta estacionada em frente a um estabelecimento comercial. Após checagem, foi constatado que se tratava de produto de furto. Ainda conforme as informações, o crime foi praticado mediante o rompimento do miolo da ignição, método comumente utilizado por criminosos para subtrair motocicletas.Diante da confirmação, o veículo foi removido por meio de guincho e encaminhado à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), em Cuiabá, onde ficará à disposição para devolução ao proprietário.O comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos, destacou que o patrulhamento tem sido intensificado tanto na região central de Várzea Grande quanto nos bairros adjacentes, com o objetivo de coibir a criminalidade e reforçar a segurança da população.“A Guarda Municipal segue atuando de forma preventiva e ostensiva, além de estarmos atentos através das câmaras de segurança onde observamos a cidade diretamente do nosso Centro de Inteligência Municipal de Segurança, mantendo o compromisso e o empenho com a segurança da população”, disse Lemos.Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

Agrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas

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Fazer uma pergunta para um trator e receber a resposta na hora ou ver uma máquina trabalhando sozinha na lavoura, sem ninguém na cabine. O que parece cena de filme futurista já é realidade foram destaques da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), impulsionados pela inteligência artificial.

Com a proposta de ajudar o produtor a tomar decisões mais rápidas, aumentar a produtividade e reduzir custos, empresas apostam em tecnologias inovadoras que devem se tornar cada vez mais comuns no campo.

Trator que ‘fala’ a língua do produtor

Um dos destaques é o “Talking Tractor”, da Valtra. O modelo usa inteligência artificial para interagir diretamente com o operador, por voz ou texto, e ajudar na tomada de decisão. (assista no vídeo acima)

“A nossa maior intenção com esse projeto é fazer com que o uso da tecnologia, que hoje é infinita, para que o homem e máquina se conectem para a melhor tomada de decisão em tempo real. Ele ajuda o produtor a tomar as melhores decisões, já que a máquina fala a língua do produtor”, comenta Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

 

Na prática, o produtor pode perguntar desde informações simples, como consumo de combustível, até orientações técnicas detalhadas.

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Trator 'falante' é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

A tecnologia ainda está em fase de testes, mas chama atenção do público. Segundo a empresa, o sistema aprende com o uso e armazena dados históricos da operação, permitindo consultas sobre atividades realizadas até meses antes.

“A gente tem todo o dado de telemetria, tem todo o manual técnico dele ali dentro, então não só ajudar na tomada de decisão, mas em qualquer ajuste que ele precisar, técnico, ele vai poder fazer a pergunta. E claro, ele vai gravar também toda a operação. (…) Por exemplo: um ano atrás eu plantei e quero saber quanto eu gastei de combustível, tudo isso ela consegue ajudar.”

Painel do trator 'falante', que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

 Painel do trator ‘falante’, que promete facilitar a vida do produtor rural, na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

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Agro Mato Grosso

Agro e biodiesel reforça mudança de perfil de Mato Grosso

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Durante décadas, o crescimento do agronegócio brasileiro esteve associado principalmente ao aumento da produção dentro da porteira. Agora, uma nova etapa começa a ganhar força no setor: a industrialização das cadeias agropecuárias como forma de ampliar valor agregado, reduzir dependência da exportação de matéria-prima e fortalecer a economia regional.

Em Mato Grosso, esse movimento vem sendo puxado pela indústria de biocombustíveis. Dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que o estado alcançou, em março, o maior volume de produção de biodiesel da série histórica, consolidando-se como principal polo nacional do segmento.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos no período, o equivalente a cerca de 26% de todo o biodiesel fabricado no país. O avanço foi impulsionado principalmente pela ampliação da mistura obrigatória do biocombustível ao diesel, atualmente em 15% (B15), o que elevou a demanda da indústria.

Na avaliação de Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA), o crescimento da agroindústria representa uma mudança estrutural para o setor. “O agro brasileiro começa a entrar em uma nova fase. Não basta mais apenas produzir volume. O grande diferencial econômico passa a ser a capacidade de industrializar, transformar e agregar valor àquilo que é produzido no campo”, afirma.

Segundo ele, Mato Grosso simboliza esse processo ao integrar produção agrícola e geração de energia renovável. “Quando o estado transforma soja em biodiesel, ele deixa de exportar apenas matéria-prima e passa a capturar uma fatia maior da riqueza gerada pela cadeia. Isso significa mais empregos, arrecadação, investimentos e fortalecimento da economia regional”, diz.

Rezende também destaca que a industrialização ajuda a reduzir a vulnerabilidade do produtor às oscilações externas. “Uma agroindústria forte cria demanda interna mais consistente e diminui a dependência exclusiva do mercado internacional. Isso dá mais estabilidade para o produtor e fortalece toda a cadeia produtiva”, avalia.

O avanço do biodiesel em Mato Grosso está diretamente ligado à forte integração entre a produção de grãos e a indústria de energia renovável. Segundo o Imea, o óleo de soja respondeu por 84% da matéria-prima utilizada pelas usinas no mês, mantendo a oleaginosa como principal base do setor.

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Além do biodiesel, os dados do instituto apontam cenário positivo para outras cadeias relevantes do estado. No milho, a produtividade da safra 2025/26 foi revisada para 118,78 sacas por hectare, elevando a projeção de produção para 52,66 milhões de toneladas, favorecida pelo bom regime de chuvas em parte das regiões produtoras.

No algodão, a área cultivada foi ajustada para 1,38 milhão de hectares, enquanto a produção segue estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo Mato Grosso na liderança nacional da cultura.

Na pecuária, o mercado apresentou movimentos distintos em abril. O boi gordo registrou valorização, com arroba média de R$ 350,11, sustentada pela menor oferta de animais para abate. Já o suíno perdeu força diante da demanda doméstica mais fraca, encerrando o mês com média de R$ 5,96 por quilo ao produtor.

Para Rezende, o avanço da indústria ligada ao agro deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos. “O mundo busca alimentos, energia renovável e produtos de menor impacto ambiental. Mato Grosso reúne escala, produção e capacidade de processamento para ocupar posição estratégica nesse cenário. O futuro do agro passa cada vez mais pela industrialização”, conclui.

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Agro MT